Ibope: Dilma fica acima das crises

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

A nova pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira mostra que a maneira de governar da presidente Dilma Rousseff bateu novo recorde, chegando a 78% de aprovação, o maior desde o início do seu mandato, em meio ao bombardeio da mídia contra o PT e seus principais dirigentes.

Além e acima das crises que se multiplicam no noticiário, a avaliação positiva do governo Dilma se manteve estável com 62% de "ótimo" ou "bom". Para apenas 7% dos brasileiros, o governo é considerado "ruim" ou "péssimo".

Embora a pesquisa tenha registrado um aumento de 14% para 18% das notícias mais desfavoráveis entre setembro e outubro, e uma queda de 29% para 24% das favoráveis, nada disso atingiu a popularidade da presidente.

Entre os assuntos mais lembrados pelos entrevistados nestes três meses estão o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, a redução do custo da tarifa de energia, a operação Porto Seguro e a CPI do Cachoeira.

Nada disso foi capaz de abalar a popularidade da presidente, que é superior mesmo à do ex-presidente Lula que no mesmo período do seu primeiro governo tinha 41% de "ótimo" e "bom".

Para 59% dos pesquisados, o governo Dilma é avaliado como sendo igual ao de seu antecessor após os primeiros dois anos.

Diante desses números, pode-se esperar mais pancadaria contra o governo Dilma, o ex-presidente Lula e o PT. Como mostram os números, a opinião pública já não está obedecendo aos antigos formadores da opinião pública.
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O manual do golpe de Estado

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Cúrzio Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista do poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI - fundado sete anos antes - nem criado a CIA, em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.

Quando o golpe parte de quem ocupa o governo, o rito é diferente de quando o golpe se desfecha contra o governo. Nos dois casos, a ação liberticida é sempre justificada como legítima defesa: contra um governo arbitrário (ou corrupto, como é mais freqüente), ou do governo contra os inimigos da pátria. Em nosso caso, e de nossos vizinhos, todos os golpes contra o governo associaram as denúncias de ligações externas (com os países comunistas) às de corrupção interna.

Desde a destituição de Getúlio, em 29 de outubro de 1945, todos os golpes, no Brasil, foram orientados pelos norte-americanos, e contaram com a participação ativa de grandes jornais e emissoras de rádio. A partir da renúncia de Jânio, em 1961, a televisão passou também a ser usada. Para desfechá-los, sempre se valeram das forças armadas.

Foi assim quando Vargas já havia convocado as eleições de 2 de dezembro de 1945 para uma assembléia nacional constituinte e a sua própria sucessão. Vargas, como se sabe, apoiou a candidatura do marechal Dutra, do PSD, contra Eduardo Gomes, da UDN. Mesmo deposto, Vargas foi o maior vitorioso daquele pleito.

Em 1954, eleito pelo povo Vargas venceu-os, ao matar-se. Não obstante isso, uma vez eleito Juscelino, eles voltaram à carga, a fim de lhe impedir a posse. A posição de uma parte ponderável das Forças Armadas, sob o comando do general Lott, liquidou-os com o contragolpe fulminante. Em 1964, contra Jango, foram vitoriosos.

A penetração das ONGs no Norte do Brasil, e a campanha de coleta de assinaturas entre a população dos 7 Grandes - orientada, também, pelo Departamento de Estado, que financiava muitas delas – para que a Amazônia fosse internacionalizada, reacenderam os brios nacionalistas das Forças Armadas. Assim, os norte-americanos decidiram não mais fomentar os golpes de estado cooptando os militares, porque eles passaram a ser inconfiáveis para eles, e não só no Brasil.

Washington optou hoje pelos golpes brancos, com apoio no Parlamento e no Poder Judiciário, como ocorreu em Honduras e no Paraguai. Articula-se a mesma técnica no Brasil. Nesse processo, a crise institucional que fomentam, entre o Supremo e o Congresso, poderá servir a seu objetivo – se os democratas dos Três Poderes se omitirem e os patriotas capitularem.
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CHEGA AO FIM SEM NADA DE NOVO !!!

Além de má administração no seu segundo mandato, o prefeito J. Camargo poderá deixar também um saldo negativo de dívidas que comprometerá gravemente as finanças públicas??. Essa gestão poderá causar ao município no ano que vem uma série de multas. Fomos informado que algumas notificações já estão a caminho da Prefeitura que terá que pagar assombrosas quantias, principalmente na restituição salarial e outros valores para professores da rede municipal, pessoas físicas e funcionários. A quem afirme que em tese, as contas do prefeito pode ter problemas para sua aprovação
O povo espera que o futuro prefeito(a),faça uma gestão administrativa que realmente faça a diferença e conduza o município para uma nova era de desenvolvimento e crescimento econômico sustentável.
A vida dos colombenses, diante de tantos problemas impostos pelo cotidiano, mostra diariamente, que essa administração que termina em 31 de dezembro, que o poder público não deu conta da demanda dos problemas da cidade.
Dessa forma, mais da metade dos eleitores assumiam antes da eleição, que não votariam "de jeito nenhum" em candidato mais identificado com a atual administração e, apoiado por quem  deixará a prefeitura uma "herança maldita"que  aos olhos do povo, atravancou o avanço da cidade. Essa afirmação coletadas em uma pesquisa não divulgada, veio a se confirmar com a derrota do seu candidato a prefeito e de seus 9 vereadores e também tirou  votos de Joel Cordeiro  e Rose Cavalli.  O que se espera também que o novo prefeito(a) trate dos anseios mais prementes em cada bairro da cidade, que saiba identificar as demandas específicas e que personifique o interesse por resolvê-los.
O segundo mandado do atual prefeito CHEGA AO FIM  sem nada de NOVO!!
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Estadão, Noblat e o relator da ONU

Por Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:

Não têm limites as táticas sujas da mídia dominante quando o assunto é regulação da mídia, quer dizer, quando a ideia é a manutenção de seu poder oligopólico/monopólico. O artifício mais comum é a distorção de conceitos, como “liberdade de imprensa”, “liberdade de expressão”, “mídia independente” e “censura”, mas também a omissão de informações e debates são formas recorrentes através das quais os conglomerados midiáticos procuram manter sua hegemonia em detrimento da democracia na comunicação.

Nesta quinta-feira, o jornalista Ricardo Noblat, em seu blog, rasgou seus livros sobre a prática jornalística e simplesmente suprimiu os dois últimos parágrafos ao republicar uma matéria do Estadão. A reportagem em questão fala sobre uma conferência realizada em São Paulo pelo relator especial para promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, presente em um debate promovido pelo “Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), movimento que reivindica um novo marco regulatório para a mídia”, como explica o Estadão. La Rue é um defensor, por exemplo, da Ley de Medios argentina, e apoia iniciativas que busquem democratizar a comunicação e acabar com os monopólios e oligopólios no setor.

O título do Estadão, porém, afirma o contrário: “’Imprensa não deve sofrer regulações’, diz relator especial da ONU”. Na verdade, como explica a própria matéria, La Rue posicionou-se contrário à regulação do conteúdo, mas favorável aos ataques aos monopólios, quer dizer, à regulação.

Também a primeira frase da matéria do Estadão distorce a realidade: “O relator especial para promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, afirmou nesta quinta-feira, 13, em São Paulo, que a imprensa não deve sofrer regulações, especialmente de conteúdo”. Na verdade, La Rue defende que a imprensa não deve sofrer regulações de conteúdo, e apenas de conteúdo.

Para além dessas duas questões, a matéria do Estadão apresentou o factual, apenas. E encerraram o texto dois parágrafos importantes, que também vão contra a impressão causada pelo título, de que La Rue pronunciava-se em relação à uma possível regulamentação da mídia no Brasil, e que apresentam a informação de que há uma organização em defesa dessa regulamentação por trás da vinda dele ao país. Foram esses os parágrafos excluídos por Noblat em seu blog, sem que o jornalista fizesse referência à incompletude do texto que publicou:

O relator da ONU chegou ao País na terça-feira, a convite do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), movimento que reivindica um novo marco regulatório para a mídia. (…)

O relator, no entanto, evitou fazer comentários sobre questões relativas ao Brasil, pois, segundo ele, está aqui para participar de eventos acadêmicos e não em missão oficial.


Quando o tema é a regulamentação da mídia e a democratização da comunicação, o jornalismo é deixado em um plano secundário para ascender com força a vocação empresarial competitiva, em mais uma demonstração de que, antes de canais de comunicação, esses conglomerados agem como grandes empresas capitalistas, o que inverte e subverte a lógica do jornalismo como espaço de informação e o transforma em mero instrumento de lucro econômico e político.
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A direita nativa e a Operação 2014

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

E reaparece meu pai, Giannino, e não diz “profetica anima mea”, alma minha profética. Confirma apenas “mala tempora currunt” e comenta como é elementar a tarefa do analista político nas nossas latitudes. Refere-se, está claro, ao jornalista honesto, habilitado a perceber a previsibilidade dos movimentos dos senhores da casa-grande.

Até o mundo mineral recorda os tempos precedentes ao golpe de 1964 e reencontra aquele tom de fúria nos jornalões dos últimos dias. Desfraldam manchetes dignas da eclosão da guerra atômica. Está em curso, de fato, uma operação na mira de 2014, articulada em duas frentes com o mesmo objetivo: a debacle final de quem ousasse preocupar-se com o destino do País todo, senzala incluída.

Em uma frente visa-se Lula, sua popularidade e seu peso em relação ao futuro da presidenta Dilma. Ocorre assim que venham à tona detalhes do depoimento prestado há três meses por Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República. Vazados por quem? Pelo próprio Roberto Gurgel em busca de desforra? Há figuras ilustres engajadas na campanha, imponente entre elas o novo presidente do STF, Joaquim Barbosa, o qual se apressa a declarar que o ex-presidente pode ser investigado pelo Ministério Público. Ao lado do nosso Catão postam-se prontamente (e quem mais?) os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Mendes é aquele, para quem esqueceu, que chamou às falas o então presidente Lula, pediu e ganhou a cabeça do delegado Paulo Lacerda, acusou a Abin de um grampo inexistente e trabalhou com êxito para o enterro da Operação Satiagraha e a felicidade de Daniel Dantas. Quanto a Mello, dispensa apresentação no seu inesgotável papel de homem-show.

Não falta um colaborador de elevada qualificação, o feliz contraventor Carlinhos Cachoeira, parceiro de Policarpo Jr., impagável representante da Veja em várias operações criminosas. Quem sabe a dupla se consolide no momento em que Cachoeira realizar sua ameaça: “Sou o garganta profunda do PT”. O que espanta, nisso tudo, é a falta de reação à altura por parte do partido. Parece estabelecida uma corrente de pusilanimidade entre Odair Cunha e a presidência do PT, dotada de uma vocação cristã alçada à enésima potência: não lhe basta oferecer a outra face, imola-se por inteiro.

E que dizer do desempenho do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo? Imerso em perfeito silêncio diante de acontecimentos que dizem respeito à sua pasta. Quando fala manifesta, não sem altaneira timidez, sua impressão (ou seria sensação?) de que Lula é inocente. Consta que este ministro tem amigos graúdos e costas quentes. Outro, digníssima figura merecedora do apoio de CartaCapital, é o alvejado Guido Mantega, em boa parte executor da política econômica do governo. Se atiram nele, sejamos claros, é porque querem atirar na presidenta.

Eis aí a segunda frente da Operação 2014. A política econômica do governo enfrenta e desafia interesses poderosos. É antídoto salutar à religião do deus mercado que infelicitou e infelicita o mundo, mexe mais ou menos profundamente com o setor elétrico, reduz os juros e o spread. Atinge bancos e indústria, fecha a porta para os ganhos extraordinários na renda, até ontem tão compensadores dos resultados medíocres na produção. Além fronteiras, cria alvoroço entre os fundos acostumados ao ganho abundante na terra brasilis.

Há quem diga que teria sido da conveniência do governo coordenar sua ação entre os envolvidos, negociar com o empresariado, cativá-lo. A quais empresários alude? Aos que financiam o Instituto Millenium, ou, pelo menos aprovam sua presença? Aos que devoram as páginas dos jornalões e se deslumbram com seus candentes editoriais? Missão complexa, se não impossível, para o coordenador. Explica-se desta maneira a estulta, penosa tentativa de ver fritado o ministro Mantega para, ao cabo, criar dificuldades para a presidenta, quem sabe insanáveis, na expectativa malposta.

Avulta, nisso tudo, a diferença dos tempos. Entre aquele das diatribes golpistas de quase 50 anos atrás e as de hoje. -CartaCapital permite-se um aprazível momento de otimismo. O que mudou é o povo brasileiro, a maioria da nação. Esta não está nem aí, como se diz. Talvez nunca tenha sido capaz de dar ouvido às ordens da casa-grande, executou-as, porém, passiva e automaticamente, negada à compreensão do seu significado. Agora não lhe ouve os apelos porque fez a sua escolha, e não é a favor dos senhores e dos seus capatazes.
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