O "LULA MOMENT" E O FUTURO DA ÁFRICA DO SUL

Considerado um dos presidentes mais carismáticos e conhecidos no mundo, Lula empresta seu nome a uma expressão cunhada na África do Sul para indicar mudanças radicais na gestão daquele país. Cunhado pelo secretário do “Congress of South African Trade Unions” (COSATU), Zwelinzima Vavi, o “Lula moment” faz referência às transformações na economia e na gestão que marcaram especialmente o segundo mandato do ex-presidente brasileiro.


Por Bruno de Pierro

E, segundo Vavi, tais mudanças devem servir de inspiração para o segundo mandato do presidente sul-africano Jacob Zuma, que também é líder de seu partido, o “Congresso Nacional Africano”.

Com o foco na figura de Lula, Zuma deverá seguir o exemplo do brasileiro, considerado revolucionário por Vavi. No entanto, embora Lula tenha desempenhado papel fundamental na transição para uma economia moderna no Brasil, a África do Sul deve observar todo o processo e os agentes que contribuíram para as transformações, e não apenas centrar os esforços numa liderança. A avaliação é de Lyal White, diretor do “Centro de Mercados Dinâmicos” do “Gordon Institute of Business Sciences”, em artigo publicado sexta-feira (23 nov) no site do jornal sul-africano “Mail & Guardian”.

Para Vavi, secretário do COSATU, congresso que reúne sindicatos da África do Sul, o país necessita de um “momento Lula”. Basicamente, o modelo foi capaz de transformar, progressivamente, o Brasil em uma economia integrada e cada vez mais aberta. No entanto, chamar esse momento de único é um tanto errado, alerta o artigo de White.

Lyal White: "CORRUPÇÃO SERVIU PARA MOSTRAR MATURIDADE POLÍTICA NA GESTÃO LULA"

O chamado “momento Lula”, que voltou a ser notícia no continente africano após a recente visita à África do Sul, faz referência à radical mudança ocorrida durante o segundo mandato (2006-2010), com a consolidação de políticas públicas para os mais pobres e da liderança e poder diante do PT.

Isso coincidiu com as primeiras reformas estruturais ganhando força, permitindo ao país aproveitar o ‘boom de commodities’. O crescimento de multinacionais brasileiras trouxe produtividade e atração de investimentos. O Brasil tornou-se o maior exportador de carne bovina, café, suco de laranja, açúcar e combustível etanol e o segundo maior produtor de grãos de soja, atrás apenas dos Estados Unidos”, destaca White.

Outro ponto fundamental colocado no artigo é a inovação na agricultura, iniciada na década de 1960, quando o Brasil era importador de alimentos, assim como a África do Sul atualmente. Além disso, a divisão entre ricos e pobres diminuiu. “Durante muito tempo, o Brasil foi considerado o país com a sociedade mais desigual, uma posição hoje ocupada pela África do Sul.”

Segundo White, a administração Lula é reconhecida por retirar da pobreza cerca de 32 milhões de pessoas e pelo substancial crescimento da classe média. Tal fato foi acompanhado por melhoras na saúde individual e o aumento da mobilidade social ultrapassou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Isso aconteceu graças ao desenvolvimento de programas sociais, combinando redução da pobreza, educação e assistência médica”, completa.

O autor argumenta, no entanto, que a figura do líder é menos importante do que o processo e o fortalecimento das instituições. “O Brasil tem evoluído para além do estilo messiânico de liderança que atormentou a América Latina e alimentou o populismo no passado. A libertação do país de décadas complicadas mostra que a mudança requer mais do que apenas liderança”, explica White.

O artigo ainda reconhece que o sucesso brasileiro tem suas origens no passado. Cita o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e as [nefastas] "reformas" dos anos 1990, além das dificuldades de ajustes estruturais e políticas de “liberalização”, “que permitiram ao Brasil se beneficiar do ‘boom de commodities’. Após FHC, a demanda por ferro e soja por parte da Ásia, além do aumento de preços, foram centrais para o sucesso de Lula”. White também menciona a estabilidade política do momento, que incentivou investimentos comerciais estrangeiros, provendo o capital essencial para o crescimento econômico e o desenvolvimento das políticas sociais. “O momento real de Lula foi uma grande injeção de realismo prático nas políticas, afastando-se da retórica ideológica. O Brasil não foi desviado por soluções que viriam de uma ‘bala de prata’.”

Sobre o episódio de corrupção conhecido como “mensalão”, envolvendo José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, White afirma que o episódio serviu para mostrar maturidade política na gestão Lula.

Em relação ao mundo dos negócios, Lula reconheceu o setor privado como parceiro do desenvolvimento. “Essa é, particularmente, uma instrução para a África do Sul, onde os negócios sempre tiveram um papel para desempenhar na política, como observado durante nossa transição para a democracia”. De acordo com White, Lula se relacionou de forma construtiva com o setor privado, convidando-o a garantir que seus objetivos fossem implementados com eficácia. “Os negócios tornaram-se um instrumento para muitos de seus planos”, enfatizou White.

O ‘momento’ brasileiro, realmente, foi um processo de desenvolvimento de longo prazo, envolvendo vários interessados e administrações. Acima de tudo, o Brasil é prova de que uma situação desafiadora pode ser superada com políticas certas e liderança decisiva, sustentada por um dose saudável de pragmatismo”, conclui White.”

FONTE: escrito por Bruno de Pierro, na “Unegro”. Transcrito no portal de Luis Nassif
 (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=200907&id_secao=1). [Imagem do Google e pequeno entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].
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PARA ENTENDER O XADREZ DA POLÍTICA

Por Luis Nassif

VAMOS ENTENDER O XADREZ POLÍTICO ATUAL.

“Há um jogo em que o objetivo maior é capturar o rei – a Presidência da República. O ponto central da estratégia consiste em destruir a principal peça do xadrez adversário: o mito Lula.

Na fase inicial – quando explodiu o “mensalão” – havia um arco restrito e confuso, formado pela velha mídia e pelo PSDB e uma estratégia difusa, que consistia em “sangrar” o adversário e aguardar os resultados nas eleições presidenciais seguintes.

A tática falhou em 2006 e 2010, apesar da ficha falsa de Dilma, do consultor respeitado que havia acabado de sair da cadeia, dos 200 mil dólares em um envelope gigante entrando no Palácio do Planalto, das FARC invadindo o Brasil, e todo aquele arsenal utilizado nas duas eleições.

A partir da saída de Lula da presidência, tentou-se uma segunda tática: a de construir um mito antiLula. À falta de candidatos, apostou-se em Dilma Rousseff, com seu perfil de classe média intelectualizada, preocupações de gestora, discrição etc. Imaginava-se que caísse no canto de sereia que jogaram tantas criaturas contra o criador.

Não colou. Dilma é dotada de lealdade pessoal acima de qualquer tentação.

O “REPUBLICANISMO”

Mas as campanhas sistemáticas de denúncias acabaram sendo bem sucedidas por linhas tortas. Primeiro, ao moldar uma opinião pública midiática ferozmente antiLula.

Depois, por ter incutido no governo um senso de republicanismo que o fez abrir mão até de instrumentos legítimos de autodefesa. Descuidou-se na nomeação de Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu-se mão da indicação do Procurador-Geral da República (PGR) e descentralizaram-se as ações da Polícia Federal.

Qualquer ação contra o governo passou a ser interpretada como sinal de “republicanismo”; qualquer ação contra a oposição, sinal de “aparelhamento do Estado”.

Caindo nesse canto de sereia, o governo permitiu o desenvolvimento de três novos protagonistas no jogo de “capturar o rei”:

STF

Gradativamente, formou-se uma bancada pró-crise institucional, composta por Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, e Luiz Fux, à qual aderiram Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello. Há um Ministro que milita do lado do PT, José Antonio Toffolli. E três legalistas: Lewandowski, Carmen Lucia e Rosa Weber.

O capítulo mais importante, nesse trabalho pró-crise, é o da criação de um confronto com o Congresso, que não terá resultados imediatos, mas ajudará a alimentar a escandalização e o processo reiterado de deslegitimação da política.

Para o lugar de César Peluso, apostou-se em um ministro legalista, Teori Zavascki. Na sabatina no Senado, Teori defendeu que a prerrogativa de cassar parlamentares era do Parlamento. Ontem, eximiu-se de votar. Não se tratava de matéria ligada ao “mensalão”, mas de um tema constitucional. Mesmo assim, não quis entrar na fogueira.

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA (PGR)

Há, claramente, um movimento de alimentar a mídia com vazamentos de inquéritos. O último foi esse do Marcos Valério ao Ministério Público Federal.

Sem direito à delação premiada, não haveria nenhum interesse de vazamento da parte de Valério e seu advogado. Todos os sinais apontam para a PGR. Nem a PGR nem Ministros do STF haviam aceitado o depoimento, por não verem valor nele. No entanto, permitiu-se o vazamento para posterior escandalização pela mídia.

Gurgel é o mais político dos Procuradores-Gerais da história recente do país. A maneira como conquistou o apoio [do senador do DEM Demóstenes Torres, integrante da quadrilha do criminoso Cachoeira] à sua indicação e as manobras no Senado, para evitar a indicação de um crítico ao “Conselho Nacional do Ministério Público” (CNMP), revelam um político habilidosíssimo, conhecedor dos meandros do poder em Brasília. E que tem noção do exercício do poder muito mais elaborada que a do Ministro da Justiça e da própria Presidente da República. Um craque!

POLÍCIA FEDERAL EM SÃO PAULO

Movimento semelhante. Vazam-se os e-mails particulares da secretária Rosemary Noronha. Mas mantém-se a sete chaves o relatório da “Operação Castelo de Areia”...

O JOGO POLÍTICO

De 2005 para cá, muita água rolou. Inicialmente, havia uma aliança mídia-PSDB. Agora, como se observa, um arco mais amplo, com Ministros do STF, PGR e setores da PF. E muito bem articulado agora porque, pela primeira vez, a mídia acertou na veia. A vantagem de quem tem muito poder, aliás, é essa: pode se dar ao luxo de errar muitas vezes, até acertar o caminho.

Daqui para frente, o jogo está dado: um processo interminável de autoalimentação de denúncias. Vaza-se um inquérito aqui, monta-se o show midiático, que leva a desdobramentos, a novos vazamentos, em uma cadeia interminável.

Essa estratégia poderia ter uma saída constitucional: mais uma vez “sangrar” e esperar as próximas eleições.

Dificilmente será bem sucedida no campo eleitoral. Mas, com ela, tenta-se abortar dois movimentos positivos do governo para 2014:

1. É questão de tempo para as medidas econômicas adotadas nos últimos meses surtirem efeito. Hoje em dia, há certo mal-estar localizado por parte de grupos que tiveram suas margens afetadas pelas últimas medidas. Até 2014, haverá tempo de sobra para a economia se recuperar e esse mal-estar se diluir. Jogar contra a economia é uma faca de dois gumes: pode-se atrasar a recuperação, mas pratica-se a política do “quanto pior melhor” que marcou pesadamente o PT do início dos anos 90. Em 2014, com um mínimo de recuperação da economia, o governo Dilma estará montado em uma soma de realizações: os resultados do “Brasil Sorridente”, resultados palpáveis do PAC, os efeitos da nova política econômica, os avanços nas formas de gestão. Terá o que mostrar para os mais pobres e para os mais ricos.

2. No campo político, a ampliação do arco de alianças do governo Dilma.

Há pouca fé na viabilidade da candidatura Aécio, principalmente se a economia reagir aos estímulos da política econômica. Além disso, a base da pirâmide já se mostrou pouco influenciada pelas campanhas midiáticas.

À medida que essa estratégia de desgaste se mostrar pouco eficaz no campo eleitoral, se sairá desses movimentos de aquecimento para o da luta aberta.

PRÓXIMOS PASSOS

Aí, se entra em um campo delicado, o do confronto.

Ao mesmo tempo em que se fragilizou no campo jurídico, o “republicanismo” de Lula e Dilma minimizaram o principal discurso legitimador de golpes: a tese do “contragolpe”. Na Argentina, massas de classe média estão mobilizadas contra Cristina Kirchner devido à imagem de “autoritária” que se pegou nela.

No Brasil, apesar de todos os esforços da mídia, a tese não pegou. Principalmente, devido ao fato de que, quando o STF achou que tinha capturado o PT, já havia um novo em campo – de Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Padilha – sem o viés aparelhista do PT original. E Dilma tem se revelado uma legalista até a raiz dos cabelos e o limite da prudência.

Aparentemente, não irá abrir mão do “republicanismo”, mas, de agora em diante, devidamente mitigado. E ela tem um conjunto de instrumentos à mão.

Por exemplo, dificilmente será indicado para a PGR alguém ligado ao grupo de Roberto Gurgel.

Espera-se que, nas próximas substituições do STF, busquem-se juristas com compromissos firmados e história de vida em defesa da democracia – e com notório saber, pelo amor de Deus. De qualquer modo, o núcleo duro do STF ainda tem muitos anos de mandato pela frente.

Muito provavelmente, baixada a poeira, se providenciará um Ministro da Justiça mais dinâmico, com mais ascendência sobre a PF.

Do outro lado do tabuleiro, se aproveitará os efeitos do pibinho para iniciar o processo de desconstrução de Dilma.

Mas o próximo capítulo será o do confronto, que ocorrerá quando toda essa teia que está sendo tecida chegar em Lula.

Esse momento exigirá bons estrategistas do lado do governo: como reagir, sem alimentar a tese do contragolpe. E exigirá, também, um material escasso no jogo político-midiático atual: moderadores, mediadores, na mídia, no Judiciário, no Congresso e no Executivo, que impeçam que se jogue mais gasolina na fogueira.”

FONTE: escrito por Luis Nassif em seu portal  (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-o-xadrez-da-politica). [Imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].
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“O BRASIL PERDEU O CHARME”, DIZEM OS GRANDES ESPECULADORES FINANCEIROS

"O BRASIL PERDEU O CHARME", DIZ O RENTISMO

Por Saul Leblon

“Razões intrínsecas ao modo de produção singularizam a economia em nosso tempo com uma concentração da riqueza financeira proporcional ao agigantamento global da reprodução capitalista.

Não existe, não existirá outro equivalente econômico que rivalize com o poder de comando criado em torno dessa engrenagem. Sua negação terá que ser construída na esfera da democracia e do Estado. É a essência da crise atual.

O crédito se notabiliza como a viga estrutural da escala assumida pelo hegemonia financeira. Mas é só um pedaço do poder de comando sistêmico exercido pela finança que a distingue como o setor mais poderoso e organizado da economia.

Por "poder de comando sistêmico" entenda-se a hegemonia de um aparato que inclui a gestão da riqueza entrelaçada à propriedade dos meios de produção, mas que vai além, revestindo essa posse de salvaguardas institucionais, bem como do poder de sujeição, capacidade de influência e iniciativa que, somadas, firmam um sinônimo daquilo que se entende por “dominação social”.

Gestores, analistas, mídia, acadêmicos, institutos de pesquisa, “think tanks”, bancadas parlamentares, a robusta categoria dos consultores (e sua inesgotável bateria de 'estudos' a colonizar redações obsequiosamente receptivas), ademais das articulações internacionais e do controle de amplos segmentos do Estado servem à engrenagem que impulsiona e sustenta o poder do capital a juro entrelaçado às corporações produtivas.

Não são as necessidades do desenvolvimento ou as da sociedade que comandam esse processo. É o inverso.

E esse inverso está sendo afrontando no Brasil na sua autonomeada prerrogativa de ditar a remuneração do capital a juros e os rumos da economia.

Contrariar essa lógica não é algo que se faça a frio: não se trata de questão técnica.

Ela confronta uma escolha de sociedade e um escrutínio sobre quem deve assumir o comando do seu desenvolvimento e do seu destino.

Desde 2008, com a mudança nas relações de forças decorrente da crise global, o Brasil tem aproveitado a margem de manobra para mitigar esse domínio. Inicialmente, com a determinação de criar a menor área de atrito possível.

O governo Dilma foi além das negociações protocolares.

Este ano, as taxas brasileiras foram colocadas nos níveis mais baixos da história. Com o nada desprezível poder de indução dos bancos públicos, tenta-se, agora, dobrar a banca privada no braço de ferro do corte nos ‘spreads’ e no custo das tarifas-- ambos persistem obscenos.

No 3º trimestre, os bancos brasileiros tiveram uma queda de lucros de 31% em relação a igual período de 2011.

Nada que ameace a gordura acumulada nas muitas vezes em que o ventre protuberante dos banqueiros locais depositou suas credenciais na liderança mundial da lucratividade financeira.

Mas o fato é que uma queda de 31% nos lucros é suficientemente dura para gerar animosidade na turma dos acionistas e da aristocracia engravatada.

Gestores de carteiras que desfrutam de suculentos bônus anuais, uma bolada extra que pode representar o equivalente a 50 salários em troca de metas e saldos, terão que reduzir as expectativas a partir de agora.

Segundo o jornal “Valor” de 2ª feira:

Executivos do setor financeiro devem ter redução entre 10% e 30% nos bônus que serão pagos em 2013, relativos a resultados de 2012"

MOTIVOS:

"A pressão por ‘spreads’ menores nos bancos, a dificuldade que as instituições estão enfrentando para gerar rentabilidade em cenário de juros mais baixos e o impacto da crise financeira lá fora são fatores que devem segurar os bônus dos executivos de finanças este ano", explica, ao “Valor”, Bernardo Cavour, diretor da “Flow” para o segmento de bancos e ‘private equity’"

Há uma outra forma de ver a coisa. Ela evidencia o embate silencioso entre os sócios do rentismo e o esforço de construção de uma política ativa de desenvolvimento para o país no pós-neoliberalismo.

Ou, como preferiu dizer de forma mais técnica a Presidenta Dilma, em seu discurso no “Encontro Nacional da Indústria” (05-12-2012):

"Vivemos um período de transição, um período no qual os investimentos do setor real da economia tenderão a ser mais atrativos que as demais oportunidades de investimento (financeiro); o Banco Central conseguiu realizar um movimento cauteloso na direção (dessa) mudança macroeconômica ( ...)que é estratégica".

Em resumo, o ajuste global ganhou aqui um impulso ordenado pela determinação política de reduzir a lucratividade desfrutada durante anos pelo capital financeiro. E induzir os investidores a migrarem para os segmentos e projetos da esfera produtiva. Uma travessia de certa forma inspirada naquilo que Keynes prescrevia como 'provocar a eutanásia do rentista' --a sua transmutação em capital produtivo. Se não o fizer, o Brasil naufragará junto com as economias mundiais conflagradas pela desordem neoliberal e soterradas no ajuste que recorre ao mesmo veneno.

A aristocracia das gravatas&cifrões rastreia o ambiente e se remexe inquieta.

O noticiário econômico é farto em motivações para inquietar traseiros longamente modelados em assentos de couro. O “Citigroup” vai demitir 11 mil funcionários no mundo ( 4% da folha); 14 agências vão cerrar as portas no Brasil; o “Santander” pode demitir 5 mil funcionários no país etc.

Seria importante se algum curso de jornalismo se dispusesse a “centimetrar” quanto do noticiário econômico e das colunas ditas especializadas tem sido ocupado por críticas, 'estudos', projeções e 'advertências' (ameaças?) originárias do aparato ideológico construído em torno da endogamia entre juros siderais e bônus milionários.

Serviçais do teclado e dos microfones farejam o filão e babam ao vivo, ao mesmo tempo em que respingam sofreguidão nos textos.

O episódio da “The Economist“ -que pediu a demissão do ministro Mantega-- é só a cereja desse bolo ainda em fermentação.

Uma coisa é certa, a gigantesca massa de forças reunida em torno desses interesses, mais que nunca, está à campo, pautando e martelando a mídia amiga. E não é para elogiar o Brasil, “que perdeu o charme”, dizem as análises “isentas”. Menos ainda para tornar mais leve a segunda metade do mandato da Presidenta Dilma, a partir de 2013. A ver.”

FONTE: escrito por Saul Leblon no seu “Blog das Frases” no site “Carta Maior”  (http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1153).
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AERONÁUTICA LANÇA FOGUETE COM SUCESSO EM BASE NO MARANHÃO

Foguete VS-30 Orion é teste para futuros disparos de foguetes maiores. Espaçonave subiu a 428 quilômetros de altitude e fez trajetória prevista
Por Sidney Pereira, de Alcântara, MA, para o portal “G1”

“A Aeronáutica concluiu com êxito na base de Alcântara, no Maranhão, o lançamento do foguete VS-30 Orion, teste para futuros disparos de foguetes maiores.

O foguete, com nove metros de comprimento e pesando quase duas toneladas, levou cinco experimentos, um deles da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que está desenvolvendo um receptor de GPS, sistema de localização via satélite para uso espacial.

O IAE, Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea Brasileira, está testando dois novos dispositivos de segurança para futuras missões espaciais. Os componentes mecânicos e eletrônicos seriam capazes de evitar uma tragédia, como a explosão do veículo lançador de satélite, há nove anos, que matou 21 pessoas na base de lançamentos de Alcântara.

"São equipamentos de segurança. Acabam desempenhando uma função que evita ter ignição intempestiva como a que ocorreu em 2003", diz o tenente-coronel Cezar Demétrio, diretor do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara).

O foguete subiu a 428 quilômetros de altitude e fez a trajetória prevista pelo centro de operações. O VS-30 fez um vôo de 11 minutos e depois caiu no Atlântico.

Com esse tipo de missão, o centro de Alcântara se prepara para o lançamento do VLS a partir de 2014. A nova torre para o veículo lançador de satélites já foi montada na base de Alcântara.”

FONTE: reportagem de Sidney Pereira, de Alcântara, MA, para o portal “G1”. Transcrito no portal da FAB (http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?page=notimp) [Imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&política’].
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Robinson Faria assume candidatura ao Governo do Estado.


O Vice-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD, assumiu que pretende ser candidato a governador em 2014. 

Ele negou que o bloco de aliados da campanha de 2012 em Natal, que culminou com a eleição de Carlos Eduardo (PDT), esteja enfrentando uma disputa interna já que a Vice-prefeita Wilma de Faria também poderia disputar o Executivo. 

"Ela já disse que será candidata a um cargo no Legislativo, portanto, não há disputa interna", informou o vice-governador.

Com a sinalização do Ministro da Previdência Garibaldi Filho, de que o PMDB poderá romper com o Governo Rosalba Ciarlini, Robinson Faria demonstrou intenção de se unir aos peemedebistas para 2014. 

Confira a entrevista (em vídeo) que Robinson Faria concedeu à TV TRIBUNA, AQUI.
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