Tucanato tenta sabotar a economia

Por José Dirceu, em seu blog:

A oposição continua com seu jogo eleitoral e prejudicial aos consumidores e à indústria no que se refere à redução da tarifa de energia elétrica. É algo inacreditável a oposição do tucanato a essa medida.

Ontem, a oposição reclamou da “celeridade” no andamento da Medida Provisória que prevê a renovação das concessões do setor elétrico.

E, vocês sabem, as companhias de energia de Estados governados pelo PSDB decidiram fazer boicote político à redução do preço da conta de luz. Já tratamos disso algumas vezes aqui no blog .

Essa oposição dos tucanos é desmontada com um argumento singelo. As empresas sabiam que a concessão venceria e que não poderiam mais cobrar a tarifa com um custo inexistente, que é do investimento já totalmente amortizado. É simples como dois e dois são quatro.

Mas, na lógica do tucanato, o que vale é inviabilizar a retomada do crescimento e o controle da inflação. Retomada do crescimento porque, com tarifas menores, a indústria tende a produzir mais. E controle da inflação porque uma tarifa menor teria menos impacto na alta geral dos preços.
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Mineiro diz que Rosalba culpa a seca e Dilma para esconder sua própria incompetência.


O deputado estadual, Fernando Mineiro (PT), que faz oposição declarada à governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), afirmou hoje que a governadora culpa a seca no estado e a presidente Dilma Rousseff (PT) para esconder a incompetência e a falta de rumo da administração. 

Mineiro disse que, no que toca à seca, o governo dispõe de recursos, mas não soube operacionalizá-los. E quanto à queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o petista assegura, com números, que não se tratou de grande perda para o estado como anunciou a governadora.

"Rosalba culpou a seca e a presidente Dilma para esconder sua própria incompetência e falta de rumo do governo. E a falta de gerenciamento. O próprio governo Rosalba anunciou que existe cerca de R$ 756 milhões assegurados para enfrentamento da estiagem. É verba para sistema de adutora, poços, dessalinizadores, cisternas, barragens. Se não acontece é porque falta operacionalização. Se tem assegurados R$ 756 milhões, segundo o próprio governo dela, é porque falta gestão", avalia o petista.

Segundo Mineiro, o governo enfrenta dificuldades, como os demais estados do país. Mas, responsabilizar a seca e o governo Dilma pelos maus resultados da gestão, acrescenta o petista, "é uma forma de desviar a atenção diante da incompetência, falta de gestão e da dificuldade de operacionalização e administração do que existe", avalia. "É lógico que todos os estados passam por dificuldade, agora é o próprio governo que divulga que foram destinados R$ 776 milhões para enfrentamento da estiagem no RN", disse Mineiro.

Ainda de acordo com Fernando Mineiro, a administração do Estado sob a condução da governadora Rosalba Ciarlini passou o ano de 2011 culpando o governo passado, da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) e de Iberê Ferreira de Souza (PSB), e agora quer encerrar 2012 culpando o governo federal. "Tem um entravamento na gestão do Estado. O estado está travado e ela quer responsabilizar o governo federal", aponta.

Informações do Jornal de Hoje
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Depois de nós: O Dilúvio




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Fernando Haddad esmaga porcalistas iletrados no Roda Viva

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Ofensiva contra Lula não tem limites

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Julgamento do mensalão, Operação Porto Seguro e agora o vazamento na imprensa de novo depoimento feito à Procuradoria-Geral da República por Marcos Valério, réu condenado a 40 anos de prisão: a ofensiva contra o ex-presidente Lula não tem mais limites, é uma guerra sem quartel, sem data para acabar.

Em texto publicado aqui mesmo no Balaio no último dia 2 de novembro, eu já previa: "O alvo agora é Lula na guerra sem fim".

Não bastava condenar os dirigentes do PT acusados no processo do mensalão. O objetivo maior era demolir a imagem do principal líder do partido que completa dez anos no governo central agora em janeiro.

Os antigos donos do poder simplesmente não se conformam de ter perdido o controle do país depois de 500 anos de domínio.

Como não conseguiram recuperá-lo em sucessivas eleições, buscam agora outros meios para impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff, atingindo o seu principal eleitor, o ex-presidente Lula.

Para atingir este objetivo, tentam desde o início do governo Dilma jogar um contra o outro, buscando desqualificar o PT e as forças sociais que o levaram à vitória em 2002.

Até hoje não funcionou. Ainda ontem, durante visita oficial à França, a presidente Dilma foi a primeira autoridade brasileira a sair em defesa de Lula:

"É sabida a minha admiração, meu respeito e a minha amizade pelo presidente Lula. Portanto, eu repudio todas as tentativas - e esta não será a primeira vez - de tentar destituí-lo da imensa carga de respeito que o povo brasileiro lhe tem".

A iniciativa do debate político no país para a discussão dos grandes temas nacionais deixou de ser do Executivo e do Legislativo e hoje é determinado por uma ação coordenada entre a mídia e as instituições jurídico-policiais, que estabelecem a pauta do noticiário.

Na mesma terça-feira em que uma reportagem do "Estadão" vazou as declarações feitas por Marcos Valério em depoimento à Procuradoria-Geral da República, em setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao ser indagado sobre a necessidade da abertura de novas investigações, não pensou duas vezes: "Creio que sim".

Foi o quer bastou para que a concorrente "Folha" saísse com a manchete garrafal: "Presidente do Supremo quer Lula investigado no mensalão".

Faltando ainda dois anos para as eleições presidenciais de 2014, só posso atribuir esta ofensiva contra Lula agora ao desespero de setores alijados do poder pelo PT que não conseguem encontrar um candidato viável e confiável. Na falta de um candidato, procuram destruir o outro lado.

Cada vez que sai uma nova pesquisa de opinião mostrando a força de Dilma e Lula no eleitorado e a fragilidade dos candidatos da oposição, parece aumentar o furor dos que não se conformam com as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos que garantem a alta popularidade dos líderes petistas, apesar do bombardeio sofrido nos últimos meses.

Desta forma, antes mesmo do julgamento do mensalão terminar, vai começar tudo de novo, quem sabe esticando o caso até as próximas eleições presidenciais, enquanto repousam no Supremo Tribunal Federal toneladas de processos antigos envolvendo outros políticos de outros partidos.
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