Garibaldi quer priorizar gestão para melhorar atendimento no INSS.


“Na administração pública não existe milagre: há trabalho, esforço e empenho. Por isso, vamos dar prioridade dez à gestão, vamos dar o melhor do nosso esforço para aperfeiçoar ainda mais o atendimento que prestamos à população brasileira”. 

A recomendação foi feita pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, durante reunião de planejamento com superintendentes regionais e gerentes-executivos do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS).

O ministro projetou que a Previdência e o INSS buscarão, em 2013, preservar a imagem que desfrutam na sociedade de cuidar bem do segurado brasileiro e de zelar pelas aposentadorias dos que não mais têm condições de trabalhar. 

Outra meta é ampliar a cobertura previdenciária aumentando o número de contribuintes da Previdência Social. Garibaldi Alves observou que os desafios somente serão ultrapassados com o esforço dos servidores.

Informações de Robson Pires
Clique para ver...

Marcos Valério denuncia ao MPF que Mensalão pagava contas pessoais do ex-presidente Lula.


O empresário Marcos Valério revelou em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República que o esquema do Mensalão ajudou a bancar “despesas pessoais” de Luiz Inácio Lula da Silva. Valério também afirmou que o ex-presidente deu “ok”, em reunião dentro do Palácio do Planalto, para os empréstimos bancários que viriam a irrigar os pagamentos de deputados da base aliada.

Valério disse ter passado dinheiro para Lula arcar com “gastos pessoais” bem no início de 2003, quando o petista já havia assumido a Presidência. Os recursos foram depositados, segundo o empresário, na conta da empresa de segurança Caso, de propriedade do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, uma espécie de “faz-tudo” de Lula.

Considerado o “operador do Mensalão”, Marcos Valério afirmou ter havido dois repasses, mas só especificou um deles, de aproximadamente R$ 100 mil. Ao investigar o Mensalão, a CPI dos Correios detectou, em 2005, um pagamento feito pela SMPB, agência de publicidade de Valério, à empresa de Freud.

O depósito foi feito, segundo dados do sigilo quebrado pela comissão, em 21 e janeiro de 2003, no valor de R$ 98.500. Diferente do que ocorreu no caso de Micarla de Sousa, em Natal, quando o MP relatou e descreveu alguns dos gastos pessoais da gestora, Marcos Valerio não deu detalhes sobre o que Lula teria pago de conta pessoal com os recursos.

As declarações teriam sido feitas em setembro, mas só agora o conteúdo teria sido revelado. Valério ainda afirmou que Lula atuou afim de obter dinheiro da Portugal Telecom para o PT; disse que seus advogados são pagos pelo Partido e que deu detalhes de uma suposta ameaça de morte que teria recebido de Paulo Okamotto, ex-integrante do Governo, que hoje dirige o instituto do ex-presidente, além de ter relatado a montagem de uma suposta “blindagem” de petistas contra denúncias de corrupção em Santo André na gestão Celso Daniel.

CONTRA-ATAQUE

Enquanto Marcos Valerio denunciou, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu. Classificou como uma “sucessão de mentiras” as declarações por Marcos Valério dadas em depoimento prestado pelo empresário mineiro. 

O dirigente afirmou que o PT não arcou com os honorários dos advogados de Valério, como este relatou à Procuradoria, conforme o jornal. “Não há nenhum pagamento do PT a advogados do Marcos Valério”, disse. 
Clique para ver...

'Fórum pelo progresso social' do Instituto Lula é transmitido ao vivo da França



O Instituto Lula e a Fundação Jean-Jaurès estão realizando hoje e amanhã (11 e 12), em Paris, a conferência internacional “Fórum pelo progresso social. O crescimento como saída para a crise”.

O encontro foi aberto pela Presidenta Dilma Rousseff, e por François Hollande, Presidente da República Francesa.

Várias personalidades internacionais participam, incluindo o presidente Lula, no dia 12.

A conferência está sendo transmitida pela internet aqui (em português).
Clique para ver...

Opus Dei reforça cruzada contra Lula

Por Altamiro Borges

Em artigo publicado ontem no Estadão, o jornalista Carlos Alberto Di Franco, um dos fundadores e chefões da seita fascista Opus Dei no Brasil, reforçou a recente cruzada contra o ex-presidente Lula. Neste esforço, ele não vacilou em usar argumentos morais, como é típico dos falsos moralistas. Para ele, que somente neste caso defende o fim da privacidade dos homens públicos, não dá mais para esconder que Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, era “amante de Lula”.

“Frequentemente insinuada na cobertura dos jornais, a relação amorosa de Rosemary Noronha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente foi escancarada pela Folha em recente edição: Poder de assessora vem de relação íntima com Lula, cravou a chamada de primeira página... Sem usar a palavra ‘amante’, a Folha conta que nas 23 viagens internacionais em que Rosemary acompanhou Lula a então primeira-dama, Marisa Letícia, nunca estava presente”, relata Di Franco, como o sadismo dos adeptos do cinturão de cilício.

A seletividade do falso moralista

Para ele, a cobertura moralista da mídia sobre o suposto “caso amoroso” é plenamente justificável. Na sua seletividade angelical, Di Franco até justifica o fato da mídia não ter dado a mesma atenção às “escapulidas” de outros ex-presidentes, principalmente de FHC, que teve um filho fora do casamento. “A mídia, embora ciente, preservou a privacidade... Não estava em jogo dinheiro público”, garante o “inocente”, deixando de dizer que a “amante” era repórter da TV Globo, que sempre teve muito poder sobre FHC e os cofres públicos.

Para o chefete da hermética seita, Lula deve ter a sua vida totalmente devassada pela mídia. “Ele prestou – mesmo que não soubesse disso – favores à quadrilha apadrinhada por Rose... Só isso, e não é pouco, já justificaria a invasão da privacidade do ex-presidente Lula. A defesa do direito à intimidade não pode ser usada para impedir a investigação e revelação pela imprensa de informações de evidente interesse público. O direito à privacidade não pode ser jamais um escudo protetor”, conclui Di Franco.

Já que está tão preocupado com a transparência, o líder do Opus Dei poderia revelar como são as práticas medievais e masoquistas da sua seita; que são os políticos, juízes e jornalistas que pertencem a esta prelazia secreta; como se davam os cultos no Palácio dos Bandeirantes com a participação do governador Geraldo Alckmin; como esta organização participou da conspiração golpista em 1964 no Brasil. Como ele mesmo afirma, “há informações da vida privada que revelam inequívoca mistura entre o público e o privado”.

*****

Leia também:







Clique para ver...

O mau exemplo dado pelo STF ao aceitar bagunça como prova

Políticos, jornalistas e lobistas inescrupulosos praticam um vale-tudo para desconstruir adversários com acusações levianas. Quem não se lembra do Rubney Quícoli "implicando" a candidatura de Dilma Rousseff em 2010 em denúncias mirabolantes? A estorinha era tão ruim de acreditar que não "colou".

Mas o método é este: lança-se no noticiário uma estorinha escandalosa envolvendo o nome da vítima-alvo. Se "colar", colou. Se não "colar", inventa-se outra. Pouco importa se é verdade ou mentira. Nem importa se será desmentido depois que passar a eleição. Interessa fazer o estrago na reputação alheia a tempo de influir no resultado das urnas.

Às vezes, para dar ares de credibilidade à uma estorinha mal contada na base do gogó, parlamentares de oposição assinam uma representação e marcham até o Ministério Público para protocolar, devidamente acompanhados por um séquito de jornalistas. Assim a coisa ganha aparência de ser mais séria do que um mero factóide, e realimenta o noticiário.

Que políticos sem escrúpulos dediquem seus mandatos a destruir, em vez de construir uma sociedade melhor e mais limpa e, para isso, coloque seu mandato a serviço de baixarias, boataria, lobistas, estorinhas sabidamente falsas, o problema é do eleitor que vota neles, infelizmente. São males da democracia. Para podermos escolher livremente nossos bons representantes, muita porcaria acaba se elegendo junto.

Apesar de indesejável, também é possível conviver às turras algum tempo com a imprensa inescrupulosa se dedicando à "reporcagens", desde que prevaleça o princípio de que quem acusa é quem tem que provar. Com o tempo o leitor, ouvinte ou telespectador faz sua própria curva de aprendizado e desenvolve visão crítica do noticiário. O mau jornalismo acaba ficando desmoralizado e cada vez menos influente.

O que é inaceitável para preservar as instituições democráticas é o Judiciário importar essa bagunça da luta política subreptícia para dentro dos autos, e usar como se fossem provas.

O Judiciário não pode abrir mão de conceitos como o de que "quem acusa tem o ônus da prova". Não pode exigir de pessoas vítimas de assassinatos de reputação que "provem sua inocência" se não existem provas de fato contra elas.

Quando o Judiciário afrouxa o rigor com as provas, ele não combate a corrupção de verdade, ele passa a fazer política favorecendo um grupo, muitas vezes corrupto, pois adversários políticos se acusam o tempo todo uns aos outros, e os aliados ao poder econômico (inclusive aos empresários da mídia) levam vantagem ao dominarem a pauta noticiosa, pois os poderosos centram fogo contra quem contraria seus interesses. No fundo, implanta-se a lei do mais forte. É exatamente o contrário do conceito de Justiça. Uma das funções da Justiça é proteger e garantir os direitos dos mais fracos diante dos mais fortes.

Se o Judiciário for frouxo na exigência de provas, os honestos que contrariam interesses dos poderosos serão alvo fácil para serem desconstruídos e criminalizados no noticiário e, em seguida, nos tribunais. Esse quadro já acontece muito com líderes dos movimentos sociais, como sem-terra, sindicalistas, etc, vitimados com processos criminais forjados para intimidar e impedir sua atuação.

O STF deu um péssimo exemplo ao afrouxar a exigência de provas no julgamento do "mensalão". O Ministério Público, se tem convicção de que há culpa, precisa trabalhar para produzir provas. Não pode se acomodar a teses, nem na palavra de um adversário contra outro, nem no teor do noticiário - que tem objetivos lobistas, como ficou demonstrado cabalmente na atuação do bicheiro Carlinhos Cachoeira nos bastidores da revista Veja.

É esse péssimo exemplo do STF que incentiva coisas como as denúncias vazias de Marcos Valério, se é que é verdade o que publicou hoje o jornal Estadão. Ele pegou alguns fatos que existem, mas criou uma estorinha em torno deles, envolvendo, levianamente, o nome do presidente Lula, para criar um clima propício à sua pretensa inclusão num programa de proteção a testemunhas, para livrar-se da prisão.

Vamos pegar um exemplo. Freud Godoy e sua equipe prestou serviços de segurança durante a campanha petista de 2002. Ele tinha a empresa Caso Comércio e Serviço. Recebeu, inclusive, valores declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Depois recebeu da agência de publicidade SMPB de Marcos Valério R$ 98.500,00, em 21 de janeiro de 2003, valor contabilizado na SMPB, e nunca negado por nenhuma das partes, que se saiba. Portanto isso é fato, já está nos autos, já foi amplamente noticiado desde 2006 (aqui). E o que diz Marcos Valério no novo depoimento prestado em setembro à Procuradoria-Geral da República, segundo o Estadão? Que o esquema do mensalão ajudou a bancar "despesas pessoais" de Lula (com este pagamento). O próprio Estadão diz que teve acesso ao relatório, mas não há detalhes sobre quais seriam os "gastos pessoais" do ex-presidente. Ou seja, Valério pinçou um dos pagamentos do suposto caixa-2 de campanha do PT em 2002, reconhecido, e jogou o nome do presidente Lula no meio, por mera ilação, sem ter visto nem presenciado nada, e sem que Lula tenha nada a ver com isso. Inclusive, depois da posse, como a CPI dos cartões corporativos já demonstrou, as despesas do presidente eram pagas pela Presidência. Não faz nenhum sentido um presidente já empossado, com poder de controle sobre as verbas de gabinete, recorrer a alguém como Marcos Valério, para pagar "despesas pessoais". As outras afirmações de Valério, também seguem a mesma linha de dizer que "sabe" mas não viu, e não diz como sabe, se é que o Estadão está sendo fiel ao depoimento (o jornalão não publicou a íntegra, o que prejudica bastante a fidelidade da notícia, pois permite o vazamento seletivo).

Com campanhas de baixarias e denuncismo na imprensa como parte do jogo político, já estamos calejados. Já virou até rotina que temos que conviver a contragosto. O que não dá para aceitar em hipótese alguma é o poder Judiciário jogar fora princípios básicos que qualquer mulher ou homem sério aprendeu a seguir desde o berço: quem acusa é quem tem que provar.

Se o Judiciário continuar a ser frouxo com provas, criará a jurisprudência de que mentir acusando os outros para levar vantagem vale a pena. Se colar, "colou". Não é essa frouxidão ética que queremos na política e muito menos na justiça.
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...