Avião sai da pista em Congonhas, três ficam feridos

Piloto perdeu o controle ao pousar avião e aeronave derrapou na pista. Aeroporto opera normalmente após período de interrupção

Um avião de pequeno porte derrapou da pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e caiu em terreno pertencente ao aeroporto, ao lado da Avenida dos Bandeirantes, na tarde deste domingo.

A pista principal do aeroporto ficou temporariamente fechada, com interrupção de operações das 17h35 às 18h41, para os trabalhos das equipes do Corpo de Bombeiros e para realização de vistorias de segurança. No total, 11 voos foram alternados. O Aeroporto de Congonhas está operando normalmente.
O avião se deslocou até o barranco que separa a pista do aeroporto da avenida dos Bandeirantes, na zona sul da capital Paulista. Segundo informações da assessoria de imprensa da Infraero, a aeronave, um jato da companhia Tropic Air Táxi Aéreo --modelo Cessna Citation e de prefixo PRMRG-- saiu de Florianópolis, em Santa Catarina, com dois tripulantes e um passageiro, e pousou em São Paulo às 17h20.

Não houve vítimas, mas as pessoas à bordo tiveram ferimentos leves. Ainda não se sabe o que provocou o acidente. Os bombeiros estão no local tomando as medidas de segurança necessárias e para começar a remover o avião, segundo a assessoria do Corpo de Bombeiros.
A Avenida dos Bandeirantes registrava, por volta das 18h, cerca de 5 km de lentidão. No sentido Marginal do Pinheiros, há 2,8 km de filas desde o Viaduto João Julião da Costa Aguiar até a Avenida Dante Delmanto. No sentido oposto, em direção à Rodovia dos Imigrantes, há morosidade desde o Viaduto João Julião da Costa Aguiar até a Avenida Conceição Monte Alegre.
(Com informações das agências de notícias)

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Ensino público S/A, modelo de escola que deu certo em Apucarana


O sistema educacional de Apucarana (Norte do Paraná) é um mundo à parte. Gerido por uma autarquia (e não uma Secretaria de Educação), ele foge do padrão das escolas públicas brasileiras e se aproxima da qualidade da rede privada de ensino. Atua quase como uma empresa, onde a secretária de Educação é a presidente e os pais, os acionistas.

FOTOS: Veja slideshow com imagens das escolas de Apucarana

A cidade tem uma rede de educação integral que funciona com qualidade em todas as escolas e serve de referência para o resto do país. Além disso, conta com um sistema próprio de avaliação de desempenho escolar, a Prova Cidade Educação. O teste, que será realizado na semana que vem, acontece a cada dois anos para intercalar com a Prova Brasil, a avaliação do ensino fundamental feita pelo governo federal e que serve para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Embora a de Apucarana siga o mesmo padrão da nacional, que é avaliar o conhecimento de português e matemática dos alunos do 5.º ano, a prova ajuda a detectar falhas e auxilia na montagem do planejamento escolar do ano seguinte. Em 2012, a prova vai dar um passo à frente e fazer o que o Ministério da Educação (MEC) pretende para o resto do país apenas em 2013: avaliar os alunos do 3.º ano para medir a qualidade da alfabetização.
Segundo a presidente da Autarquia Municipal de Educação de Apucarana, Suzimara Carvalho de Almeida Lima, a educação integral da cidade funciona bem porque, com um controle anual de desempenho, é possível detectar e consertar mais rápido os problemas. Não é à toa que ao longo de 11 anos a educação integral deixou de ser apenas atividades aleatórias de contraturno – como ainda acontece em boa parte das escolas da rede estadual – e passou a ter disciplinas da base curricular obrigatória, como matemática, história e ciências, tanto no turno da manhã quanto no da tarde. Foram essas mudanças que contribuíram para o aumento do Ideb da cidade, que saltou de 4,5 em 2005 para 6 em 2011, média equivalente a das escolas com os melhores desempenhos.
As aulas, que começam 7h30 e vão até 16h30, mesclam conteúdos obrigatórios com oficinas – que vão desde jogos matemáticos até leitura e produção de texto – e aulas de balé, caratê e música. Essas três últimas são dadas por uma empresa terceirizada especializada.
Mais agilidade
Criada em 2010, a autarquia é vinculada à prefeitura, mas tem autonomia para trabalhar. Por não precisar se submeter aos processos burocráticos normais a uma Secretaria de Educação, há mais agilidade na liberação de recursos para as escolas, que vão desde o conserto de um telhado até a compra de merenda e material pedagógico.
Além disso, o prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB) explica que, por ser um modelo jurídico diferente e com outra carga tributária, há sempre uma sobra de caixa – cerca de R$ 350 mil por ano –, que é investido diretamente nas escolas. “Sem contar que nosso orçamento para a educação é um pouco maior que o das outras cidades [32% contra 25%]. Isso acontece porque precisa de mais investimento para ter uma boa educação integral.”
Estrutura física de colégio particular
O bom exemplo das escolas municipais de Apucarana também é resultado de uma estrutura física impecável, muito próxima de colégios particulares de cidade grande. A reportagem visitou três escolas de regiões diferentes da cidade, entre elas a Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire, que fica em um bairro carente, o Jardim Ponta Grossa. Em todas, o ambiente é o mesmo: salas grandes e arejadas, corredores e pátios limpos, pintura conservada e sem pichações ou depredações, banheiros em bom estado e adaptado para crianças de diferentes faixas etárias.
Cada sala comporta, em média, 30 alunos e é decorada com imagens pedagógicas que auxiliam o professor nas aulas e tornam o ambiente agradável e aconchegante. Em alguma delas, como na Escola Municipal Doutor Edson Giacomini, cada sala de aula tem uma biblioteca. Ao lado do quadro negro há uma estante com livros adequados para a faixa etária, cedidos pelo Ministério da Educação (MEC).
Nas salas que não têm livros, uma contadora de histórias passa de turma em turma, de duas a três vezes por semana. A professora Reni Piacentine tem esse papel. “Faço isso com os pequenos também. O bom desse trabalho é que ajuda eles a organizarem o pensamento para todas as outras disciplinas”, conta.
Atividades culturais
Para as aulas de dança, música e caratê não falta material – como flautas, por exemplo – nem espaço adequado. Geralmente, a escola tem uma grande sala coberta usada para essas atividades. Já a cozinha, que prepara lanches e almoço – são três refeições por dia –, parece muito com aquelas de casa de avó: ampla, com cortina na janela e cheiro de comida caseira. (AS)


Dificuldades
A consolidação do modelo educacional de Apucarana não foi fácil. Houve diversos percalços ao longo do caminho para conquistar a qualidade que se tem hoje. Entre 2001 e 2005, por exemplo, as escola sofreram com a falta de espaço para aulas integrais, pois muitas dividiam a estrutura física com a rede estadual.
Sem contar a escassez de professores para suprir uma carga horária que saiu de 20 para 40 horas semanais. Por isso, o município criou a Faculdade Apucarana Cidade Educação (Faced), com quatro cursos de licenciatura com disciplinas específicas para formar docentes voltados para o ensino integral.
Participação
Pais “acionistas” opinam, fiscalizam e cobram
Para garantir o bom funcionamento de uma grande empresa são necessários acionistas que cobrem resultados e fiscalizem as contas. É justamente esse o papel dos pais de alunos matriculados na rede municipal de Apucarana. Além de participar de reuniões periódicas para definir quais as reformas, mudanças e aquisições que a escola precisa, eles contribuem voluntariamente com R$ 2 ou R$ 3 por mês, recurso destinado à compra de materiais de higiene e limpeza ou outras necessidades que alunos e professores precisam ao longo do ano.
É por esse papel que os pais são peça-chave para o bom funcionamento da rede. Na Escola Municipal Professor Alcides Ramos, que atende 213 crianças de 4 a 10 anos, logo no início do ano letivo, famílias e diretoria decidem que festa farão para arrecadar dinheiro e em que esse valor será aplicado. “A maior que temos é a festa junina. Conseguimos arrecadar R$ 15 mil e investimos na reforma dos dois banheiros dos alunos. Essa decisão foi tomada em conjunto”, conta a diretora Gracy Kelly Alves Canisin.
As escolas também contam com o fundo rotativo municipal, que possibilita fazer pequenas compras e reformas sem precisar de licitação.(AS)
gazeta do povo

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STF deve concluir nesta 2ª penas do núcleo publicitário

Ministro Celso de Mello durante o julgamento do mensalão, em 08/11/2012

Ministros devem definir punições de Simone Vasconcelos e Rogério Tolentino e, em seguida, começar a analisar sanções aos executivos do Banco Rural

Ministro Celso de Mello durante o julgamento do mensalão, em 08/11/2012 - Nelson Jr./SCO/STF
Na última semana antes da aposentadoria obrigatória do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, a corte tenta finalizar as penas dos cinco réus do núcleo financeiro condenados no esquema do mensalão. A etapa da dosimetria das sanções evidenciou a falta de familiaridade dos magistrados em julgar originariamente ações penais e permitiu que fosse selado, até o momento, o destino de apenas três réus. Juntos, o empresário Marcos Valério e os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, cujos casos já foram concluídos, acumulam penas de mais de 95 anos.
Na sessão plenária desta segunda-feira, os ministros da mais alta corte do país devem terminar de definir as penalidades a serem impostas aos outros dois réus que agiam sob a influência de Valério: o advogado Rogério Tolentino e a ex-diretora administrativa e financeira da agência de publicidade SMP&B, Simone Vasconcelos.
Confira as penas impostas aos réus do esquema
Simone, que provocou a ira de integrantes da CPI dos Correios em 2005 ao colocar contra as cordas acusados de participar do recém-divulgado escândalo do mensalão, foi a primeira ré a ser beneficiada no julgamento com uma pena já prescrita. Os ministros do STF declararam a extinção da punição dela pelo crime de formação de quadrilha e também aceitaram aplicar no caso da subordinada de Valério o atenuante de “cumprimento de ordem de autoridade superior”. Por ora, a auxiliar do operador do esquema, que admitiu ter alugado um carro-forte para o transporte dos recursos criminosos, acumula condenação de quatro anos e dois meses por corrupção ativa. Ela ainda será apenada por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Tolentino, apontado pela acusação como um dos principais interlocutores do núcleo operacional da quadrilha, já contabiliza condenação de cinco anos e três meses de reclusão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Os dez ministros do Supremo ainda precisam definir a pena do braço-direito de Valério pelo crime de lavagem de dinheiro. Advogado do publicitário mineiro, Rogério Tolentino utilizava seus contratos com empresas privadas para operacionalizar o esquema de repasse de propina a políticos. Coube a ele providenciar três cheques em branco para Valério e ainda tomar um empréstimo de 10 milhões de reais junto ao banco BMG. Os recursos foram utilizados, de acordo com o Ministério Público, para a compra de apoio político no Congresso Nacional.
Assim que concluir o caso dos dois réus ligados ao operador do mensalão, o Supremo começará a definir as penas dos banqueiros condenados por atuar na simulação de empréstimos cujos recursos irrigaram o valerioduto. Integram essa fase da dosimetria das penas os executivos do Banco Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane
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Nove são baleados e três morrem em noite violenta em Guarulhos

Criminosos colocaram fogo um ônibus no município.
Um coletivo foi atacado no Jardim Tremembé, na Zona Norte de SP.

Nove pessoas foram baleadas e três delas morreram na noite deste domingo (11) em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Todos os casos ocorreram na periferia da cidade.
Na Rua Antônio Pegoraro, na divisa dos bairros Santa Emília e São João Batista, três pessoas foram baleadas e uma morreu. Testemunhas teriam informado que as vítimas foram baleadas por volta das 22h por homens que passaram em um carro.
Os três feridos foram levados para dois hospitais na região. Um deles morreu durante o atendimento médico. Não havia informações sobre o estado de saúde das demais vítimas até o início da manhã desta segunda-feira (12).
No mesmo bairro, uma pessoa foi atingida por tiros na Rua Elisa, pouco depois das 22h, sendo encaminhada para o Hospital Geral de Guarulhos.
Outras três pessoas foram baleadas na Rua do Povo, na Vila Rio. Segundo a polícia, cinco homens encapuzados atiraram contra quem estava no local. Uma pessoa morreu na hora e outra morreu no hospital. Uma mulher ferida continuava internada nesta manhã.
A PM ainda registrou um homem baleado na Rua Dantas, no Parque Santos Dumont, por volta de 21h30. A vítima foi levada para o Pronto-Socorro São João.
No mesmo horário, no bairro Cidade Seródio, também próximo ao Parque Santos Dumont, um rapaz foi baleado na Rua Varginha e foi hospitalizado em estado grave.
Ônibus incendiados
Ainda na noite deste domingo, criminosos atacaram um ônibus em Guarulhos e um na Zona Norte da capital paulista. Na cidade da Grande São Paulo, um coletivo foi incendiado por volta de 20h no ponto final da linha, entre a Avenida Martins Júnior e Rua Araújo, no bairro Paraíso. O ônibus ficou destruído. Parte do combustível jogado pelos criminosos no coletivo atingiu os olhos do motorista. Ele foi levado para o hospital, mas passa bem.
Na Zona Norte de São Paulo, homens armados pararam o ônibus na Rua Maria Amália Lopes Azevedo, no Jardim Tremembé. Os criminosos ordenaram para que os passageiros descessem. O ataque não deixou feridos.
Levantamento feito com base nas reportagens publicadas pelo G1 mostra que pelo menos 85 pessoas morreram na capital e na região metropolitana em novembro em ataques criminosos ou em confronto com a polícia. Os dados oficiais da violência em São Paulo de novembro só serão divulgados a partir do início da segunda quinzena de dezembro pela Secretaria de Segurança Pública
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Pane no avião assusta Fluminense, mas voo do tetra termina bem


Aeronave faz pouso de emergência e assusta jogadores. Antes, clima era de festa, com champanhe e gritos de comemoração

Um susto interrompeu a alegria da equipe do Fluminense após a conquista do tetracampeonato brasileiro. O voo fretado que levou a delegação de Presidente Prudente para o Rio de Janeiro, após a vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, reservou fortes emoções aos campeões. Com quase uma hora de atraso e em um pouso de emergência, o avião finalmente chegou ao Aeroporto Internacional Tom Jobim após arremeter (quando piloto interrompe bruscamente o procedimento de descida) três vezes. Bombeiros e ambulâncias foram acionados para o caso de algum acidente. Passado o susto, a chegada foi comemorada pelos atletas com gritos de "tetracampeão".
Já perto do pouso, as luzes da cabine informaram que o trem de pouso dianteiro não estava baixando. Por isso, o piloto teve de arremeter três vezes, além de realizar alguns procedimentos de emergência, como curvas bem fortes que deixaram a cabine com bastante pressão. O pouso foi recheado de expectativa. O comandante pediu para os passageiros ficarem em posição de impacto. No fim das contas, o trem de pouso estava funcionando perfeitamente, e o problema era apenas no equipamento de sinalização na cabine.
- Foi como o jogo. Estava tudo tranquilo e de repente teve um drama no fim antes do gol do título. O voo também foi assim. Saímos tranquilos e teve esse drama no trem de pouso. Muita tensão na aterrissagem. Agora é só alegria - disse o goleiro Diego Cavalieri, já em terra firme.
Jogadores Fluminense avião (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com) 
Jogadores do Fluminense fazem festa no avião (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
O zagueiro Gum também sofreu no avião.

- Muita emoção mesmo. É a primeira vez que passo por isso. Graças a Deus vamos conseguir voltar para casa e para nossas famílias. Ainda mais com um título tão esperado. É muita emoção para um dia só.
Mas nem todo mundo conseguiu se recuperar após o susto. O técnico Abel Braga ficou muito nervoso com toda a situação e não seguiu para a festa com os jogadores. Deixou a pista do aeroporto em um carro da Infraero, dizendo que iria pegar um táxi, provavelmente para a casa
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