MÍDIA (DIREITISTA) JÁ COMEÇA A DESCONSTRUIR JOAQUIM BARBOSA

MÍDIA (DIREITISTA) JÁ COMEÇA A DESCONSTRUIR JOAQUIM BARBOSA, pensando no eventual julgamento do mensalão do PSDB

“ELITE” [SIC!?!] BRASILEIRA “COMEÇA A DESCOBRIR” QUEM É JOAQUIM BARBOSA

Do “Brasil 247”

“Escondida, no fim da coluna da jornalista Dora Kramer, no jornal [declaradamente tucano-serrista] “Estado de São Paulo”, está a informação mais importante do dia. "O sucesso de Joaquim Barbosa ameaça criar pernas e levar o relator a perder a cabeça. O sentido da moderação é útil ao julgamento em curso e indispensável ao bom andamento dos trabalhos do Supremo que daqui a 15 dias ele presidirá".

No caso de Joaquim Barbosa, o "sucesso", ainda que na mídia, e não no meio jurídico, já lhe subiu à cabeça. O ministro que distribui autógrafos já foi tratado por uma revista semanal como "o menino pobre que mudou o Brasil" e nada parece ser capaz de lhe dar um pingo de prudência ou humildade. Quarta-feira, no intervalo de mais uma sessão acalorada no Supremo Tribunal Federal, em que Joaquim Barbosa debochou de seus pares, apostando nos aplausos da suposta opinião pública, Marco Aurélio Mello fez um desabafo. "A viagem à Alemanha não fez bem a ele", afirmou. "Não estamos aqui para ser vaquinhas de presépio do relator e dizermos amém, amém, amém".

Barbosa trata com desrespeito todos os membros do colegiado que ousam divergir da sua posição. Se, antes, a ira era destinada apenas a Ricardo Lewandowski, a quem o ministro já acusou de "advogar para os réus" ou de "transformar réu em anjo", ela agora se volta também contra Marco Aurélio, que teve apenas a "ousadia" de abrir um debate jurídico sobre um tema técnico levantado por um advogado (continuidade delitiva ou concurso material).

Num colegiado, a divergência entre ministros é salutar. Mas encantado com a sua "popularidade", Barbosa tem adotado um viés cada vez mais autoritário, que não chega a ser surpreendente. Numa discussão recente [em outro julgamento anterior ao da "Ação Penal 470"] no plenário do tribunal, ele já havia desafiado o ministro Gilmar Mendes a "sair às ruas". Agora, instados por Barbosa, vários ministros se sentem pressionados a seguir o comando "das ruas" e não das leis, salvo raras exceções.

Ocorre que o julgamento da “Ação Penal 470” não será o último caso apreciado pelo Supremo Tribunal Federal. Depois dele, virão outros [ou teoricamennte deveriam vir], em que os réus não serão propriamente adversários políticos dos que se proclamam porta-vozes "da opinião pública". Por isso mesmo, Merval Pereira, colunista do “Globo”, publicou um artigo na quinta-feira em que ensaiou uma crítica à "mão pesada de Barbosa".

Segundo Merval, "na falta de critérios objetivos que norteiam as decisões, é previsível que os advogados de defesa terão muitas razões para apresentar embargos ao seu final, retardando a execução das penas".

Antes disso, Barbosa já havia sido criticado por aplicar penas a um réu, valendo-se de uma interpretação equivocada das leis.

Incensado e tratado como herói pelos meios de comunicação no início do julgamento, Joaquim Barbosa começa a perder popularidade. E a dúvida é que impacto isso causará numa personalidade já marcada pelo destempero e pela falta de inteligência emocional, seduzida por aplausos fugazes.”

FONTE: do blog “Brasil 247”. Transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=198450&id_secao=1) [Título, subtítulo, imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’]

COMPLEMENTAÇÃO

HOJE HERÓI DA MÍDIA, BARBOSA FOI VILÃO PARA BLOGUEIRO DE “VEJA”

Do portal “Vermelho”

“Em 2009, o blogueiro Reinaldo Azevedo, da “Veja.com”, escreveu que Joaquim Barbosa submeteu as instituições públicas ao vexame, com sua conduta "incompatível com o Supremo, com a democracia e com o Estado de direito"; o que mudou de lá pra cá?

"Saia às ruas, ministro Gilmar. Vossa Excelência está destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro". Com essas palavras, Joaquim Barbosa, que está prestes a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal e o comando do Poder Judiciário, agrediu o ministro Gilmar Mendes num embate ocorrido em 2009.

À época, o blogueiro Reinaldo Azevedo escreveu que a conduta de Barbosa é "incompatível com o Supremo, com a democracia e com o estado de direito".

Como hoje a conduta de Barbosa – que continua a mesma – se dirige a adversários políticos do grupo ao qual Reinaldo pertence, Barbosa foi convertido em “herói justiceiro”.

Mas não é demais relembrar as palavras de Reinaldo Azevedo ["Veja"] em relação ao ministro:

Elogios à atuação de Barbosa aqui??? Nem pensar!!!

É inútil entrar no meu blog para tentar defender Joaquim Barbosa. Inútil porque os comentários serão eliminados. Não flerto com quem desrespeita as instituições. Não endosso atuações destrambelhadas. Não vou engordar a área de comentários com o papo-furado da canalha que tem seus próprios blogs. A fala de Joaquim Barbosa é incompatível com o Supremo, com a democracia e com o estado de direito. Um ministro do Supremo não acusa sem provas nem submete as instituições ao vexame.

Aqui não passa!

Que essa gente vá procurar sua turma!

Acho que eu não poderia ser mais claro. Este blog tem lado! O do estado democrático e de direito, que Gilmar Mendes vem defendendo com coragem e desassombro. Ainda que Barbosa fosse um príncipe do direito, o que não é, consideraria a sua atuação intolerável. Os tontons-maCUTs não percam o seu tempo.

Por Reinaldo Azevedo” [da "Veja"]

Naquela época, Joaquim Barbosa criticava Gilmar Mendes por que o ministro do STF estava sempre na mídia [e falando a favor dos interesses demotucanos]. Atualmente, Barbosa frequenta a mesma mídia e não faz qualquer tipo de protesto semelhante aos que fez no passado.

[OBS deste blog ‘democracia&política’:

Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista “Veja” (da extrema-direita internacional), escreveu isso porque, na época, o Ministro Gilmar Mendes (do STF) era muito mais querido da mídia direitista, pois, diariamente, dava bombásticas entrevistas à imprensa contra o governo federal, com declarações de extrema utilidade para os interesses demotucanos de voltar ao poder.

Gilmar Mendes participou , inclusive, destacadamente, no episódio do grampo inventado que, supostamente, teria gravado uma conversa (ridícula por ser exageradamente autoelogiosa para os dois) entre ele e o senador (DEM) Demóstenes Torres (que era ativo participante da parceria do criminoso Cachoeira com a revista “Veja”). A suposição dessa gravação, de existência desmentida após investigações da Polícia Federal, chegou a ser pretexto para a oposição e a mídia ameaçarem pedir “impeachment” de Lula. Gilmar Mendes foi até ao Palácio do Planalto “chamar Lula às falas”. Lula, até mesmo, foi ameaçado de surra pelos oposicionistas Arthur Virgílio (PSDB) e ACM Neto (DEM), que fanfarronaram do púlpito do Congresso.

Assim, naquela ocasião, a ousadia de Joaquim Barbosa atacar Gilmar Mendes foi motivo de furiosa repulsa por parte de Reinaldo Azevedo e de toda a mídia.

Contudo, o mundo dá voltas. Nos últimos meses, o “duro e heróico justiceiro” Joaquim Barbosa tem sido extremamente útil para os interesses demotucanos, como fora Gilmar Mendes. Porém, já antevendo a possibilidade de o mensalão do PSDB finalmente vir a ser julgado, o "heroísmo" de Barbosa começa a ser desconstruído pela mídia e oposição].

Assista às agressões de Joaquim Barbosa contra Gilmar Mendes:



FONTE: portal “Vermelho” com informações do blog “Brasil 247”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=198474&id_secao=6). [Trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política']   
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Blackberry pode ser pior para a saúde do que iPhone


  Um estudo apresentado nesta sexta-feira no encontro anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia (ACCAI, sigla em inglês), na Califórnia, Estados Unidos, mostrou que as diferenças entre o iPhone e o Blackberry vão além das tecnológicas. Segundo a pesquisa, o Blackberry e outros modelos mais simples de celular contêm substâncias químicas que podem desencadear reações alérgicas na pele. Esses compostos, por outro lado, não estão presentes no produto da Apple.

A pesquisa, desenvolvida por membros do próprio ACCAI, analisou a composição dos smartphones mais populares no mercado americano e observaram se os produtos continham cobalto ou níquel. Essas duas substâncias, presentes em produtos como bijuterias, lâminas de barbear, armações de óculos, maquiagem e esmaltes, podem provocar reações alérgicas na pele, causando vermelhidão, inchaço, coceira, bolhas e lesões cutâneas. Segundo os pesquisadores, a alergia a níquel é uma das reações mais comuns do tipo, atingindo 17% das mulheres e 3% dos homens.
De acordo com Tania Mucci, médica alergista e uma das autoras do estudo, um terço de todos os Blackberrys analisados continha níquel. Entre os smartphones mais simples, 91% continham níquel e 52%, cobalto. Nenhuma dessas duas substâncias foi encontrada nos iPhones. "Pacientes com alergia a níquel e cobalto devem considerar o uso de iPhones para reduzir a chance de ter uma reação alérgica. Por outro lado, os usuários de BlackBerry que costumam apresentar alergias na pele devem evitar conversas prolongadas ou mexer por muito tempo no telefone se começarem a perceber as reações”, diz Luz Fonacier, outro autor da pesquisa.
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A mídia e o judiciário partidarizados

A Mídia e os Juízes 
Marcos Coimbra

Ainda há quem duvide quando ouve que a mídia brasileira é partidarizada. Que tem posição política e a defende com unhas e dentes.

Por opção ideológica e preferência político-partidária, ela é contra o PT. Desaprova os dois presidentes da República eleitos pelo partido e seus governos. Discorda, em princípio, do que dizem e fazem seus militantes e dirigentes.

A chamada “grande imprensa” é formada por basicamente quatro grupos empresariais. Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. É coisa demais na mão de gente de menos.

Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma “conversa de petista”.

Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem “(...) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada”.

Disse isso em março de 2010 e nunca se retratou ou foi desautorizada por seus pares ou empregadores. Pelo contrário. Cinco meses depois, foi reconduzida, “por aclamação”, à presidência da ANJ. Supõe-se, portanto, que suas palavras permanecem válidas e continuam a expressar o que ela e os seus pensam.

A executiva falava de maneira concreta. Ela não defendia que a mídia brasileira fizesse uma oposição abstrata, como a que aparece no aforismo “imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Propunha que atuasse de maneira tipicamente política: contra uns e a favor de outros.

O que dizia é que, se a oposição partidária e institucionalizada falha, alguém tem que “assumir a responsabilidade”.

O modelo implícito no diagnóstico é o mesmo que leva o justiceiro para a rua. Inconformado com a ideia de que os mecanismos legais são inadequados, pega o porrete e vai à luta, pois acha que “as coisas não podem ficar como estão”.

Se os políticos do PSDB, DEM, PPS e adjacências não conseguem fazer oposição ao PT, a imprensa toma o lugar. Proclama-se titular da “posição oposicionista deste País”, ainda que não tenha voto ou mandato.

Enquanto o que estava em jogo era apenas a impaciência da mídia com a democracia, nenhum problema muito grave. Por mais que seus editorialistas e comentaristas se esmerassem em novas adjetivações contra o “lulopetismo”, pouco podiam fazer.

Como dizia o imortal Ibrahim Sued, “os cães ladram e a caravana passa” - entendendo-se, por caravana, Lula, Dilma, o PT e sua ampla base na sociedade, formada por milhões de simpatizantes e eleitores.

Aí veio o julgamento do “mensalão”.

A esta altura, devem ser poucos os que ainda acreditam que a cúpula do Judiciário é apolítica. Os que continuam a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma corte de decisão isenta e razoável.

Desde o início do ano, seus integrantes foram pródigos em declarações e atitudes inconvenientes. Envolveram-se em quizílias internas e discussões públicas. Mostraram o quanto gostavam da notoriedade que a aproximação do julgamento favorecia.

Parece que os ministros do STF são como Judith Brito: inquietos com a falta de ação dos que têm a prerrogativa legítima, acharam que “precisavam fazer alguma coisa”. Resolveram realizar, por conta própria, a reforma da política.

O STF não é o lugar para consertá-la e “limpá-la”, como gostam de dizer alguns ministros, em péssima alusão a noções de higienismo social.

Mas o mais grave é a intencionalidade política da “reforma” a que se propuseram.

A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos argumentos. Vão se alimentando reciprocamente, como se compartilhassem as mesmas intenções.

A pretexto de “sanear as instituições”, o que desejam é atingir adversários.

O julgamento do “mensalão” é tão imparcial e equilibrado quanto a cobertura que dele faz a “grande imprensa”. Ela se apresenta como objetiva, ele como neutro. Ambos são, no entanto, essencialmente políticos.

As velhas raposas do jornalismo brasiliense já viram mil vezes casos como o do “mensalão”, mas se fingem escandalizadas. Vivendo durante anos na intimidade do poder, a maioria dos ministros presenciou calada esquemas para ganhar mais um ano de governo ou uma reeleição, mas agora fica ruborizada.

O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.

E agora que se descobriram aliados, o que mais vão fazer juntos?
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Joias da Micarla e sumiço do Agripino

Por Altamiro Borges

Afastada da prefeitura de Natal por suspeitas de corrupção, a “verde” Micarla de Souza afunda a cada dia que passa. A oligarquia potiguar teme pelos efeitos devastadores das denúncias contra a ex-prefeita do PV. Nesta semana, o Ministério Público Estadual acusou a protegida do senador Agripino Maia, presidente do DEM, de pagar contas pessoais com dinheiro de propina de prestadoras de serviços e de fornecedoras de produtos. “Entre essas despesas, estão a escola dos filhos e a compra de joias”, relata o jornal O Globo.

O juiz da 7ª Vara Criminal de Natal, José Armando Ponte Dias, determinou o fim do sigilo das investigações do Ministério Público do Rio Grande do Norte sobre a contratação do Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social, para o combate à dengue. Os promotores detalharam o esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Saúde. As transcrições de grampos telefônicos, e-mails e mensagens de celular, segundo o MP, revelaram uma rede articulada envolvendo empresários e servidores públicos.

O ex-marido de Micarla, o radialista Miguel Weber, também é acusado de participar da “quadrilha” que desviava recursos do município. As denúncias, feitas pelo procurador-geral Manoel Onofre Neto, incluem ainda os secretários de Saúde e Planejamento e o procurador-geral do município, todos presos. A decisão do procurador-geral se baseou nas investigações da Operação Assepsia, que apontou irregularidades em contratos de empresas com a prefeitura. Segundo ele, havia uma “situação geral de descalabro” em Natal.

Micarla de Souza foi afastada do cargo semana passada pelo desembargador Amaury Moura Sobrinho, que aceitou pedido do MP e determinou que o vice-prefeito Paulinho Freire (PP) assumisse a prefeitura até o julgamento do processo. Ela entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte contra a decisão. Na quarta-feira, o advogado da prefeita, Paulo Lopo Saraiva, também ingressou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reintegrá-la ao cargo.

Abalada, a prefeita afastada nega as acusações. Ela também reclama que foi rifada por seus aliados. Diante do escândalo, a população da capital potiguar deve se perguntar: por onde anda o senador Agripino Maia, o principal cabo-eleitoral de Micarla? Ele não adora se travestir de paladino da ética? Será que está com medo de criticar sua protegida? Estaria com o rabo preso?
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Pornografia com bilionário é fácil. E com assalariado?


O que acontece quando uma boa escritora feminista como a inglesa Julie Burchill, ex-menina-prodígio do “New Musical Express”, ataca o estranho fenômeno editorial desencadeado pelo sucesso de “Cinquenta tons de cinza”? Aqui (em inglês), escrevendo no “Observer” sobre Bared to you – lançado no Brasil pela editora Paralela como “Toda sua” – de Sylvia Day, uma imitação descarada que também tem vendido feito pão quente por lá, ela nos dá a resposta. Acontecem risadas, risadas restauradoras da nossa fé na inteligência do homem – e da mulher, claro. Principalmente da mulher.

Sempre achei a ideia de obscenidades “ao gosto feminino” especialmente patética, como papel higiênico com crinolina. Mesmo antes de ler qualquer coisa do gênero, minha opinião era que esse tipo de “pornografia da mamãe”, como é conhecido de forma bastante revoltante, demonstrava um lado sádico e não masoquista da mulher moderna. Parecia ser só mais uma forma de atormentar os homens, surgida quando estávamos prontas para algo um pouco mais forte do que anúncios televisivos que os retratam como débeis-mentais incapazes de encontrar o próprio traseiro usando as duas mãos, um GPS e um são-bernardo. Escuta aqui, homenzinho – você não é um bilionário jovem e lindo que pode levar uma mulher ao orgasmo com o simples derrubar de uma abotoadura de ouro e ônix!
No dia em que um livro sobre as delícias de ser delirantemente dominada por um homem que ganha salário mínimo se tornar um sucesso galopante, eu acreditarei que as mulheres estão de fato passando por uma onda masoquista. Mas enquanto os heróis forem, como são, uniformemente super-ricos – além de jovens e bonitos – acho que essa febre é impulsionada por desejos que não são apenas físicos, mas fiscais.
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A propósito da edição em inglês da revista “Granta” dedicada aos jovens escritores brasileiros, que chega às livrarias neste momento, aí vão os links para os textos sobre o Brasil que o escritor mexicano Juan Pablo Villalobos vem publicando – o último sai na semana que vem – na edição online da revista: um, dois e três (em inglês). O narrador é um extraterrestre que veio ao nosso país em busca de fechar bons negócios para seu planeta em torno da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
O resultado da brincadeira do autor de “Festa no covil” (Companhia das Letras), que mora atualmente em São Paulo, é divertido: crítico sem ser preconceituoso, um tanto fixado em clichês – o que é compreensível – sem ser tolo ou ofensivo. Definitivamente, algo parece estar começando a mudar na percepção internacional sobre a vida por aqui. Recomendo em especial o terceiro texto, um guia de sobrevivência em tópicos que contém as duas dicas literárias abaixo (as outras tratam de costumes, telenovela, sexo, língua, futebol, Giselle Bündchen etc.):
Questões literárias: Se você for estrangeiro e quiser conversar sobre livros, deve estar bem preparado para responder adequadamente à seguinte pergunta: qual é seu escritor brasileiro preferido?
Dica que pode salvar sua auto-estima: Não tente ler Guimarães Rosa em português.
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Mapa da mina para autores de literatura policial em busca de um mistério inusitado: arqueologistas israelenses descobriram um poço datado de cerca de 8.500 a.C. com duas ossadas dentro, a de uma moça de 19 anos e a de um rapaz um pouco mais velho (mais detalhes aqui). Como eles foram parar lá? Acidente? Pacto suicida? Assassinato? Estamos falando do período neolítico, no fim da pré-história, e de um dos poços mais antigos de que se tem notícia, provavelmente cavado pelos primeiros agricultores do vale Jezreel. Devido à escassez de informações sobre a época, o escritor que embarcar nessa aventura terá uma tela praticamente em branco para o livre exercício da imaginação. Eu mesmo cheguei a ficar tentado por cinco segundos, o tempo de lembrar que meu romance sobre temas contemporâneos tem me dado trabalho suficiente, obrigado.
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James Ellroy afirma (em espanhol) que não lê um livro há 30 anos. Só escreve. “Me basto e me sobro”, gaba-se. Não chega a me impressionar. Conheço um escritor brasileiro de 30 anos que está no mesmo caso.
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Bom fim de semana a todos.

todoprosa
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