Algemar Dirceu para sair no JN

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Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

A manchete dos tele “jornais” da Globo e a edição impressa do representante local da SIP – que não muda – , seguiram o passo do minueto do mensalão (o do PT).

O Globo brada na manchete: “Fronteiras fechadas – PF alerta aeroportos para evitar fuga de mensaleiros – Após Barbosa reter passaportes, réus entram no Sistema de Procurados e Impedidos”.

E, como se não bastasse a fúria justiceira, esse incansável combate à deslavada corrupção (a do PT), logo em seguida se sabe:

“Procurador-Geral (aquele na mira do Senador Collor – PHA) avisa que vai insistir na prisão imediata dos 25 condenados”.

Navalha

Não basta !

Em nome da Moral e dos Costumes, é preciso que (Collor de) Mello puna, com o máximo rigor.

Não está na hora de pensar na História.

Mais vale uma Globo na mão do que duas notas de pé de página na História (escrita por petistas).

O “populismo jurídico” atingiu os Meios de Comunicação de Massa, como pressupoem populismos em geral.

O Conversa Afiada insiste em que a bancada do Golpe no Supremodesrespeite a Súmula Vinculante dos Brancos de Olhos Azuis, de autoria do Ministro (Collor de ) Mello, que, na prática, restringiu o uso de algemas a pobres, pretos, p …, e petistas.

E o imaculado brindeiro Procurador permita que Dirceu seja algemado diante das múltiplas câmeras do tele-”jornalismo” da Globo.

Só assim a Justiça será feita!

Audácia, mais audácia, Procurador.

Sempre audácia!

Em tempo: a seguir, o pescoço do Lula. Depois, o da Dilma. Quem manda não ter uma Ley de Medios?
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A caça aos passaportes e o macartismo

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

O ministro Joaquim Barbosa determinou aos 25 réus condenados no processo do chamado 'mensalão' que entreguem seus passaportes no prazo de 24 horas - além de inclui-los na lista de 'procurados' da PF. A alegada medida 'cautelar' está prevista em lei para determinados casos, como informou Carta Maior em reportagem de Najla Passos.

Neste, porém, a decisão vem contaminada de um ingrediente que orientou todo o julgamento da Ação Penal 470 e lubrificou a parceria desfrutável entre a toga e a mídia.

Trata-se da afronta ao princípio básico da presunção da inocência, esquartejado em nome de uma panaceia complacente denominada 'domínio de fato'. Ou, 'o que eu acho que aconteceu doravante será a lei'.

A caça aos passaportes sem que se tenha esboçado qualquer disposição de fuga (apenas um dos 25 réus ausentou-se do país antes do seu julgamento e, ao contrário, retornou a ele antes de ser condenado) adiciona a essa espiral um acicate político.

Trata-se de uma aguilhoada nos réus que formam o núcleo dirigente do PT, com o objetivo explícito de joga-los contra a opinião pública, justamente por manifestarem críticas à natureza do processo.

A represália é admitida explicitamente. Segundo o relator Joaquim Barbosa, os réus estariam “afrontando” a corte ao questionar suas decisões.

O revide inusitado vem adicionar mais uma demão à fosforescente tintura política de um processo, desde o seu início ordenado por heterodoxias sublinhadas pelo revisor Ricardo Lewandowski.

O propósito de provocar a execração pública com a caça aos passaportes e a inclusão provocativa na lista de 'procurados' da PF, remete a um método que se notabilizou em um dos mais sombrios episódios da democracia norte-americana: o macartismo.

O movimento da caça aos comunistas no EUA, nos anos 50, embebia-se de um contexto de violência gerado pela guerra fria, mas aperfeiçoaria suas próprias turquesas nessa habilidade manipuladora.

O senador republicano Joseph Raymond McCarthy, seu líder, tornou-se um virtuose na arte letal de condenar suspeitos à revelia das provas, liderando uma habilidosa engrenagem de manipulação da opinião pública, coagida pelo medo a aplaudir linchamentos antes de se informar.

Joseph McCarthy teve uma vida cheia de dificuldades até se tornar a grande vedete da mídia conservadora, cujo endosso foi decisivo para se tornar a estrela mais reluzente da Guerra Fria.

Sem a mídia, seus excessos e ilegalidades não teriam atingido um ponto de convulsão coletiva, forte o suficiente para promover a baldeação do pânico em endosso à epidemia de delatar, perseguir, acuar e condenar -- independente das provas e muitas vezes contra elas.

McCarthy nasceu no estado do Wisconsin, no seio de uma família muito pobre da área rural. Estudou num estábulo improvisado em sala de aula. Sua infância foi de trabalhador braçal em granjas.

Quando pode mudou-se para a cidade, fazendo bicos de toda sorte para sobreviver. No ambiente de salve-se quem puder produzido pelo colapso de 29, era um desesperado nadando sozinho para não se afogar no desespero da Nação.

Nadando sem parar recuperou o tempo perdido em um curso de madureza que lhe adiantou quatro anos em um. Tornou-se advogado em 1936. Três anos depois, lutando sempre para não submergir, foi aprovado em um concurso como juiz; ingressou no Partido Republicano que o conduziria ao Senado, em 1946.

Ascendeu de forma aplicada e disciplinada, disposto a não regredir jamais à condição de origem. Aproveitando-se das relações partidárias aproximou-se do chefe do FBI, Herbert Hoover, pegando carona na causa anti-comunista que identificou como uma oportunidade em ascensão.

O resto é sabido.

Em dueto carnal com a mídia extremista, passou a liderar o Comitê de Atividades Anti-Americanas no Congresso. Desse promontório incontestável no ambiente polarizado da época, disparou sem parar a guilhotina anti-comunista.

Tornou-se um simulacro de Robespierre da ordem capitalista ameaçada pelo urso vermelho. Pelo menos era assim que vendia seu peixe exclamativo.

O arsenal do terror vasculhava todos os ambientes da sociedade. Mas foi sobretudo nos meio artístico e intelectual que o garrote vil implantou a asfixia das suspeição generalizada, em cujo caldeirão fervia o ácido corrosivo das perseguições e da coação insuportável, não raro deflagradora de episódios deprimentes de delação. Chaplin, Brecht, Humphrey Bogart foram algumas das vítimas da voragem anti-comunista.

As provas eram um adereço secundário no espetáculo em que se locupletavam jornais e oportunistas de toda sorte.

Nem era necessário levar os suspeitos aos tribunais. O método da saturação combinava denúncias com a execração pública automática. Num ambiente de suspeição generalizada o efeito era eficaz e destrutivo.

A condenação antecipada encarcerava os denunciados numa lista negra que conduzia a uma prisão moral feita de alijamento social, político e profissional. Frequentemente levava a um isolamento pior que as grades da penitenciária.

A ruptura da identidade produz a morte em vida. Alguns preferiram o suicídio ao destino zumbi.

MacCarthy morreu em maio de 1958, desmoralizado por um jornalista conservador, mas sofisticado e corajoso, que resolveu afrontar seus métodos e arguir casos concretos de arbitrariedade.

Edward Murrow, cujo embate político com McCarthy inspirou o filme 'Boa Noite e Boa Sorte', tinha um programa na internet de então, a TV em fraldas.

No seu See it now, ele colhia provas de casos concretos de injustiça e esgrimia argumentos sólidos contra o denuncismo macartista. Não recuou ao ser colocado na lista negra e trincou a reputação do caçador de comunista a ponto de levá-lo a ser admoestado pelo Senado.

Em um confronto decisivo, Murrow emparedou o consenso em torno de McCarthy: 'Se todos aqueles que se opõem ao senhor ou criticam seus métodos são comunistas (como McCarthy acusava) - e se isso for verdade - então, senador MacCarthy, este país está coalhado de comunistas!'

O Brasil não é os EUA da guerra fria, nem está submetido a comandos de caça aos comunistas, como já esteve, sob a ditadura militar, contra a qual alguns dos principais réus da Ação Penal 470 lutaram com risco de vida.

Certa sofreguidão condenatória, porém, ecoada de instâncias e autoridades que deveriam primar pela isenção e o apego às provas e, sobretudo, as sinergias entre a lógica da execração pública e o dispositivo midiático conservador - que populariza o excesso como virtude na busca de um terceiro turno redentor para suas derrotas eleitorais - bafejam ares de um macartismo à brasileira nos dias que correm.

Foi o que advertiu com argúcia o jornalista, professor e escritor Bernardo Kucinski, autor do premiado 'K', a angustiante romaria de um pai em busca da filha nos labirintos da ditadura militar brasileira:

"Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira. A Ação Penal 470 transformou-se em um julgamento político contra o PT. O que se acusa como crime são as mesmas práticas reputadas apenas como ilícito eleitoral quando se trata do PSDB, que desfruta de todos os atenuantes daí decorrentes. É indecoroso. São absolutamente idênticas. Só as distingue o tratamento político diferenciado do STF, que alimenta assim a espiral macartista.

O mesmo viés se insinua com relação à mídia progressista. A publicidade federal quando dirigida a ela é catalogada pelo macartismo brasileiro como suspeita e ilegítima. Dá-se a isso ares de grave denúncia. Quando é destinada à mídia conservadora , trata-se como norma.

O governo erra ao se render a esse ardil. Deveria, ao contrário, definir políticas explícitas de apoio e incentivo aos veículos que ampliam a pluralidade de visões da sociedade brasileira sobre ela mesma. Sufocar economicamente e segregar politicamente a imprensa alternativa é abrir espaço ao macartismo à brasileira".
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País sem miséria

Veja como o governo federal prioriza as políticas sociais. Os números são do Orçamento para o ano de 2013. Veja o quanto é investido em saúde e educação e quanto vai para Copa do Mundo e Olimpíadas.

Os números falam por si



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Política suja

Essa tarde o líder do governo Tião Viana na Assembleia Legislativa, Moisés Diniz (PCdoB), lamentava a não indicação do procurador de Justiça do Acre, Sammy Barbosa Lopes, para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, o acreano foi vitima da política suja.
Moisés escreveu:

O Procurador Sammy Barbosa, do Acre, era o primeiro da lista para o cargo de Ministro do STJ. Foi quem obteve mais votos. Uma grande conquista para um acreano.

Foi nomeado outro ministro por Dilma, quem teve menos votos e, suponho, mais padrinhos fortes. Uma vergonha!

Se é para nomear quem tem menos votos, então que os tribunais não façam votação nominal, apenas indiquem três nomes, sem quantidade de votos.

Se é pra político se meter em escolha de magistrados, então que se tenha logo eleição direta para desembargadores dos TJs e ministros do STJ e STF.

Hoje, para o Acre, só vergonha e tristeza!

Logo abaixo escrevi para Moisés

Sammy Barbosa disputava com um concorrente do Paraná. O braço direito da presidente Dilma Rousseff (PT), a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann é do Paraná. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), esposo de Gleisi, é do Paraná. A política suja foi praticada pelo PT, não?

Sammy Barbosa é um homem público novo. Tem talento, competência e seriedade para o cargo que ocupa. Seu nome está consolidado nacionalmente. Certamente não faltarão oportunidades para ele voltar a concorrer. Tomara que daqui até lá a política suja seja extinta de nosso país. 
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Da Vinci é eleito o gay mais influente da História


No início do ano, a SUPER publicou uma lista muito polêmica com 6 gays que marcaram a História. Do outro lado do Atlântico, a Revista Mate, publicação voltada para o público GLS, resolveu eleger as 500 personalidades homossexuais mais influentes da História. O burburinho também foi grande. Seis jurados ao redor do mundo consideraram que o homossexual eleito o mais influente da História foi Leonardo da Vinci, pintor, engenheiro, botânico, cientista… Com esse currículo, não é por acaso que ele lidera a lista, né?


Ficou curioso de quem são as outras personalidades? Confira o topo do ranking.
1
Leonardo da Vinci
2
Sócrates (filósofo)
3
Alexandre, o Grande (rei da Macedônia)
4
Stephen Fry (ator e roteirista)
5
Oscar Wilde (escritor e poeta)
6
Harvey Milk (ativista da causa gay)
7
Peter Tchaikovsky (compositor)
8
Júlio César (líder da Roma Antiga)
9
William Shakespeare (escritor)
10
Andy Warhol (artista)

Preconceituoso ou inclusivo?

Críticos do ranking argumentam que personalidades como Sócrates e Alexandre não deveriam dividir espaço com os outros, afinal, viveram em uma época em que nem havia o conceito da homossexualidade, que é característico da modernidade. Eles são de um momento histórico em que relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo não eram discriminados. Nessa linha, a classificação seria, portanto, anacrônica.
Há quem argumente, inclusive, que o ranking é discriminatório. A Mate afirma justamente o oposto: a intenção da publicação teria sido combater o preconceito, mostrando que personalidades gays também contribuíram para o desenvolvimento social.
Brasileiros na lista
Nomes brasileiros também estiveram entre os premiados. O melhor colocado foi André Fisher, criador do Mix Brasil, um portal brasileiro de notícias do universo gay. Ele aparece em 261º lugar. O diretor de teatro e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, ocupa a 358ª posição. Em 379º, está o antropólogo e historiador Luiz Mott e, em 422º, o escritor João Silvério Trevisan.
Marcel Verrumo
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