Globo “erra” sobre o Bolsa Família

Por Altamiro Borges

A mídia nativa desembestou de vez. Após a frustração com os resultados das eleições de outubro, em que o “show” do julgamento do “mensalão” não produziu os efeitos desejados, ela decidiu partir para o tudo ou nada. Ela não está satisfeita com o “fuzilamento midiático” de Dirceu, Genoino e Delúbio. Ela quer a cabeça de Lula, pautando os seus jagunços do PPS e do PSDB. Mas o alvo maior, no sinal das contas, é o próprio governo Dilma. Prova disto é a série de “reporcagens” do jornal O Globo sobre o Programa Bolsa Família.

O triste nesta história toda é que a presidenta não toma atitudes diante da ofensiva midiática. Ela se recusa a discutir com a sociedade um projeto de democratização dos meios de comunicação, que garanta maior diversidade e pluralidade informativas. Insiste em dizer que a melhor forma de se contrapor às manipulações dos barões mídia é através do “controle remoto”. Ingenuidade ou pusilanimidade? O que falta para o governo tomar uma atitude política neste terreno estratégico?

Enquanto o governo federal não se mexe, a mídia hegemônica rosna e morde. O único fato positivo nesta triste história é que mais setores da sociedade estão denunciando as mentiras da velha imprensa e defendendo a urgência de um novo marco regulatório para o setor. Neste sentido, vale elogiar a nota corajosa publicada ontem pela assessoria de comunicação do PT no Senado, que desmascara as distorções publicadas pelo jornal O Globo contra o Programa Bolsa Família. Reproduzo-a na íntegra:

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Globo erra ao noticiar “fraudes” no Bolsa Família – e se recusa a corrigir!

Desde domingo passado (04/11), o jornal O Globo vem publicando uma série de reportagens sobre o Programa Bolsa Família. O primeiro título, que ocupou a manchete principal, foi “Mercadores da Miséria”. O texto anuncia que o programa, para o qual o governo Dilma Rousseff destina recursos crescentes com o objetivo de erradicar a pobreza extrema no Brasil, vem sendo alvo frequente de fraudes de “políticos e servidores que deveriam cuidar de iniciativas voltadas para a população carente incluem parentes, amigos e até gato entre os beneficiários”.

O alvo declarado da série é denunciar as irregularidades do programa. A “reportagem” do jornal, entretanto, não investiu na apuração desses desvios, conforme deixa a entender o texto de apresentação da primeira página do jornal, ao indicar “revelações” de dois de seus repórteres. Nada mais enganoso. Todas as irregularidades relatadas pelo jornal foram descobertas pelo próprio Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome.

Tampouco se trata de uma enxurrada de irregularidades, como a colagem de um caso a outro na série de reportagens pode induzir o leitor. Há relatos de casos descobertos pelos mecanismos de controle do Governo Federal desde 2004, não se tratando de “alvo frequente de fraudes”. Além do cumprimento das obrigações exigidas pelo MDS – sem as quais os beneficiários perdem direito ao auxílio - a CGU (Controladoria Geral da União) também fiscaliza a destinação de parte desses recursos.

As reportagens trazem erros, mas eles não podem ser corrigidos – segundo a resposta do jornal. Ou seja, o MDS não poderá apontar que as “revelações”, na verdade, são um ajuntamento de casos detectados pelo próprio ministério e que algumas delas desde 2009. Essa postura desmente o tão propagado documento “Princípios Editoriais Das Organizações Globo”, que o grupo empresarial que publica o jornal divulgou como normas para a prática de bom jornalismo.

Um dos trechos da nota de esclarecimento que o jornal se recusa a publicar, diz:

“As matérias trazem equívocos, como o fato de publicar casos antigos para mostrar ‘deficiências’ e falta de controle das ações do Plano Brasil Sem Miséria, que tem um ano. Um exemplo é o caso do gato Billy, fraude detectada em 2009, e que só foi descoberta graças ao eficiente acompanhamento do peso e saúde, uma das condicionalidades do Bolsa Família.

Quanto mais eficiente for o controle das ações, mais transparência terão os resultados. Para o governo, as fiscalizações, denúncias e controle social garantem que, hoje, o Bolsa Família seja reconhecido internacionalmente como o programa que chega a quem mais precisa. Assim como a punição àqueles que tentam fraudar o sistema em proveito próprio”.

Para o jornal, não é importante. A resposta dada foi de que, por ser uma série de matérias, é política do jornal não publicar cartas com resposta do envolvido na matéria, antes do final da série.

Ou seja, entope-se o leitor com inverdades e erros, para só depois, ao final, reconhecer os erros.

Não custa lembrar que os “princípios” das Organizações Globo dizem defender, na sua Seção I, que “os atributos da informação de qualidade (...) estão na apuração, edição e publicação de uma reportagem, seja ela factual ou analítica” e que “os diversos ângulos que cercam os acontecimentos que ela busca retratar ou analisar devem ser abordados”. 

Mais: diz ainda que “o contraditório deve ser sempre acolhido, o que implica dizer que todos os diretamente envolvidos no assunto têm direito à sua versão sobre os fatos, à expressão de seus pontos de vista ou a dar as explicações que considerarem convenientes”.

Em outro tópico, propaga que “todo veículo jornalístico tem uma responsabilidade social. Se é verdade que nenhum jornalista tem o condão de, certeiramente, escolher que informações são ‘boas’ ou ‘más’, é legítima a preocupação com os efeitos maléficos que uma informação possa causar à sociedade. Esse é um tema complexo, e sempre dependente da análise do momento. A regra de ouro é divulgar tudo, na suposição de que a sociedade é adulta e tem o direito de ser informada. A crença de que os veículos jornalísticos, ao não fazerem restrições a temas, estimulam comportamentos desviantes é apenas isso: uma crença”.

Mais: “Os erros devem ser corrigidos, sem subterfúgios e com destaque. Não há erro maior do que deixar os que ocorrem sem a devida correção”;

A tentativa de se assemelhar à imprensa exercida em países desenvolvidos, como se vê, fica no campo das intenções.

Tal postura em nada se parece com o modo como o Bolsa Família foi noticiado pela mídia internacional, que reconhece o programa como um dos mais eficientes programas de transferência de renda e de combate à pobreza extrema atualmente existentes no mundo.

Não é só a mídia. Governos e entidades apartidárias também reconhecem a excelência do Bolsa Família.

Tanto é assim que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu sua excelência, adotando-o como referência mundial. Os mecanismos de concessão de benefícios e fiscalização do Bolsa Família - criados nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff -  estão entre os mais recomendados pela ONU para combater a fome e a miséria em países pobres. Graças também à redução da miséria no Brasil, o ex-presidente Lula foi homenageado por governos de outros países e instituições de seriedade indiscutível, como, por exemplo:

- Prêmio Príncipe das Astúrias, do governo da Espanha, concedido em 2003

- Prêmio L 'homme de l 'année (Homem do Ano), entregue pelo jornal Le Monde (França), edição 2009

- Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny, da Unesco, concedido em 2010;

- Prêmio das Quatro Liberdades, Holanda, 2012

- Prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, Canadá -2012 – Toronto (Canadá)

- Prêmio Internacional da Catalunha, Espanha 2012
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Greve dos jornalistas... na Espanha

Por Altamiro Borges

A redação do El País, da Espanha, está vazia e o diário impresso, tão paparicado pela mídia nativa, pode não circular nesta quarta-feira. Desde ontem, os jornalistas entraram em greve contra o plano de demissões imposto pela direção do Grupo Prisa, que edita o jornal. Fotos postadas no twitter confirmam a força da paralisação. Segundo a entidade dos trabalhadores, 95% dos profissionais aderiram à greve. A direção da empresa admitiu adesão de 79% e anunciou que a edição impressa poderá não circular ou terá menos páginas.

A paralisação, prevista para durar três dias, foi decretada após o fiasco das negociações com a direção da empresa, que é comandada pelo carrasco Juan Cebrián, uma das estrelas da máfia midiática no convescote da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizado em São Paulo no mês passado. O Grupo Prisa aceitou reduzir o número de demitidos de 149 para 139 e diminuir o percentual de corte dos salários de 15% para 13%. Diante desta provocação, os 460 jornalistas do El País decidiram entrar em greve.

Já no Brasil...

Enquanto a coisa esquenta na Espanha, no Brasil ocorre nestes dias, em Rio Branco (AC), o 35º Congresso Nacional dos Jornalistas. O evento, organizada pela Fenaj, terá como tema “os desafios do jornalismo e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável”. Ele também deverá se debruçar sobre os perigos que rondam a categoria no país. Na semana passada, dois veículos tradicionais, o Jornal da Tarde e o Diário do Povo, foram extintos; também ocorreram demissões massivas na Rede Record.

Além disso, os impérios midiáticos nativos conquistaram no Supremo Tribunal Federal o fim do diploma obrigatório para o exercício do jornalismo, com o único intento de precarizar a atividade profissional. Tramita agora no Senado Proposta de Emenda Constitucional que visa restabelecer a obrigatoriedade deste documento. Ou seja: os jornalistas brasileiros – pelo menos os que se recusam a chamar o patrão de “companheiro” – têm muitos desafios pela frente. A greve no El País deveria servir de inspiração!
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POR QUE PGR GURGEL ESCONDE OS NOMES LIGADOS AO PSDB?

Policarpo (Veja), Gurgel (PGR), Cachoeira (Crime) e Civita (Abril/Veja)

UMA NOVA REPÚBLICA DO GALEÃO?

LULA É O ALVO: POR QUE A PROCURADORIA ESCONDE OS NOMES LIGADOS AO PSDB?

Por Rodrigo Vianna

“A revelação foi feita pelo advogado de Marcos Valério. Numa carta publicada pelo blog do jornalista Luis Nassif [transcrita neste ‘democracia&política’ na postagem imediatamente anterior a esta], o advogado Marcelo Leonardo informou:

Quanto ao chamado “mensalão mineiro”, o andamento do caso está em fase bem mais adiantada do que se imagina. A etapa das investigações já foi concluída e nela Marcos Valério forneceu todas as informações, inclusive os nomes dos políticos ligados ao PSDB (deputados e ex-deputados) que receberam, em contas bancárias pessoais, recursos financeiros para custear as despesas do segundo turno da tentativa de reeleição do então Governador Eduardo Azeredo, em 1998, tendo entregue as cópias dos depósitos bancários realizados.

É importante saber que o ex-Procurador Geral da República, Dr. Antônio Fernando, ao oferecer denúncia no caso chamado de “mensalão mineiro” contra Eduardo Azeredo (hoje deputado federal), Clésio Andrade (hoje Senador) e outras quatorze pessoas, deixou de propor ação penal contra os deputados e ex-deputados que receberam os valores, porque entendeu, expressamente, que o fato seria apenas crime eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral – “caixa dois de campanha”), que já estava prescrito. Esse entendimento não foi adotado no oferecimento da denúncia e no julgamento da AP 470.” (grifos do blog “Escrevinhador”)

A conclusão óbvia: a Procuradoria-Geral da República usou dois critérios diametralmente opostos para tratar casos similares. No “Mensalão” do PT, entendeu que o esquema de Valério foi usado para “compra de votos”. No “Mensalão” tucano, entendeu que se tratava de [apenas "caixa 2"] crime eleitoral [e já prescrito]. Isso quem diz é o advogado do principal réu das ações.

Mais que isso: Valério revelou à PGR nomes e contas bancárias de políticos que receberam recursos para bancar campanhas tucanas. Onde estão esses nomes? Por que nunca vieram à tona? Por que a PGR “desmembrou” o julgamento tucano, enquanto concentrou o julgamento petista no STF, e [cronometricamente] às vésperas das eleições? Todos nós sabemos as respostas. Mas agora é o advogado do réu mais importante quem deixa tudo às claras.

O advogado também falou sobre notícias publicadas neste fim-de-semana, em que fica clara a tentativa de envolver o presidente Lula no chamado “Mensalão”. Veja o que diz o advogado: “Se alguém “vazou” de forma seletiva, parcial e ilicitamente alguma providência jurídico-processual que está sujeita a sigilo, eu não tenho absolutamente nada a dizer, a confirmar ou não confirmar.”

Ou seja: a revista da marginal utilizou-se de “vazamentos seletivos”, segundo o advogado. Cachoeira está preso. Mas o estilo Cachoeira de jornalismo segue em alta. Vazamentos seletivos deixam de fora a imensa lista de políticos ligados ao PSDB. E trazem à baila o presidente Lula.

Oposição, Procuradoria-Geral de República e parte da imprensa alinharam-se na tentativa de transformar o STF numa espécie de "República do Galeão".

O resultado da “República do Galeão”

Nos anos 50, sem votos e sem apoio popular – mas com base na imprensa e em setores militares, a UDN de Lacerda colocou Vargas na defensiva. A Aeronáutica abriu investigações sobre o atentado contra Lacerda e o assassinato do Major Rubens Vaz – supostamente [acusavam], a mando de Vargas. As investigações corriam na Base do Galeão. Criou-se uma República paralela, que terminou com o suicídio de Vargas, em agosto de 54.

Sem votos e sem apoio popular, a oposição comandada pela mídia e o tucanato paulista em 2012, tenta encurralar Lula. Agora, não se usa a força militar, mas Judiciário e procuradores.

Vargas deu um tiro no peito – que adiou por dez anos o golpe udenista. Lula tem mais margem de manobra para reagir. Mas precisa ser rápido. O PT fugiu da batalha da mídia ao longo de dez anos. Mas a batalha da mídia chegou até o PT. Junto, vieram os procuradores e parte do Judiciário. Agora, não adianta fugir da batalha.

A direita não tem opção: ultrapassou todos os limites, cruzou o rubicão. Agora, só pode avançar. O alvo é Lula.

O PT também não tem opção: ou vai para a batalha, ou terá que lutar no campo e com as armas escolhidas pelos adversários. Esse é o cenário para 2013. Batalha campal, travestida de legalidade judicial. Um estilo de ataque já testado no Paraguai e em Honduras. Lá deu certo. Mas lá não havia Lula, movimentos sociais, sindicatos e partidos organizados.”

FONTE: escrito por Rodrigo Vianna em seu blog “Escrivinhador”  (http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/lula-e-o-alvo-por-que-a-procuradoria-esconde-os-nomes-de-politicos-ligados-ao-psdb.html#more-16483) [Imagens do google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].
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Ex-prefeito de Doutor Severiano é condenado a devolver recursos pelo TCE.


A Segunda Câmara de Contas do Tribunal, em sessão na manhã desta terça-feira (06), julgou 38 processos de ex-gestores municipais, entre ex-prefeitos e ex-presidentes de Câmaras. 

A condenação que envolveu a maior soma de recursos foi a do ex-prefeito de Doutor Severiano, Francisco Lopes da Silva, que deverá restituir aos cofres públicos a importância de R$ 102.269,63, em decorrência da ausência em prestar contas (Processo nº 013633/2001-TC). 

O ex-gestor também foi responsabilizado a devolver R$ 69.124,90, valor encontrado no somatório de despesas sem destinação específica efetuadas no ano de 2001, como mostra o processo nº 002059/2002-TC.

A omissão levou os conselheiros a votarem pela remessa dos autos ao Ministério Público Estadual para apuração dos fatos.

Informações do TCE-RN
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Monge budista é declarado o homem mais feliz do mundo


Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, declararam nesta semana que o monge budista Matthieu Ricard é o homem mais feliz do mundo. O ex-pesquisador francês que vive hoje no convento de Katmandu, no Nepal é hoje um dos confidentes de Dalai Lama. O grupo de cientistas constatou que o cérebro dele produz um nível de ondas gama nunca antes relatado no campo da neurociência.

O estudo teve início em 2009, quando o neurocientista da Universidade de Wisconsin, Richard Davidson, conectou 256 sensores no cérebro do monge. Os resultados mostraram uma atividade mais elevada do segmento esquerdo do córtex pré-frontal do cérebro, se comparado ao direito.
Quando Matthieu Ricard meditou em compaixão, o cérebro dele produziu níveis de ondas gama ligadas à consciência, atenção, aprendizado e memória que nunca haviam sido relatados na literatura da neurociência. A exploração do cérebro de Ricard revelou que, graças à meditação, ele tem uma capacidade incrivelmente anormal de sentir felicidade e uma propensão reduzida para a negatividade. 


Editora Globo
Crédito: AFP
Sobre Matthieu Ricard
Matthieu Ricard tem 66 anos de idade e é um dos monges mais célebres do Himalaia, além de ser conselheiro de confiança de Dalai Lama.

Filho do renomado filósofo francês Jean-François Revel e da pintora de aquarela abstrata Yahne Le Toumeline, Matthieu cresceu próximo aos intelectuais de Paris. Em 1972, Matthieu se tornou PhD em genética molecular, pelo Instituto Pasteur, mas decidiu abandonar a carreira científica para se dedicar ao budismo.

O francês descreve o budismo como “uma ciência da mente” e sonha em mostrar como a meditação pode alterar o cérebro humano e melhorar a felicidade das pessoas da mesma forma que levantar peso afeta os músculos. E ele é a melhor prova disso.
Em uma palestra recente no Google, Matthieu Ricard mostra como se inspira para ser mais feliz
Assista ao vídeo (em inglês)

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