Mais quatro anos para Obama


Candidato democrata ganha com margem confortável no colégio eleitoral e pequena vantagem no voto popular. Romney demorou 90 minutos a reconhecer a derrota. Democratas mantêm o controle do Senado e os republicanos o da Câmara de Representantes. Foi a campanha mais cara da história dos EUA.

Esquerda.net

O presidente Barack Obama foi reeleito nesta terça-feira presidente dos Estados Unidos, numa eleição muito disputada. Mesmo depois de fechadas as urnas, as sondagens não se arriscavam a prever o vencedor. Foi preciso esperar pelo resultado de um dos principais estados em disputa, Ohio, para confirmar a vitória do candidato democrata.

Obama venceu com uma boa margem no colégio eleitoral – obteve pelo menos 303 votos, mais do que George W. Bush em 2000, que teve 271 votos. Obama conseguiu também uma ligeira vantagem no voto popular.

O panorama político nos EUA, porém, mantém-se bastante semelhante ao do mandato anterior, com os democratas mantendo o controle sobre o Senado, enquanto que os republicanos asseguraram a renovação da sua maioria na Câmara.

“Para os Estados Unidos da América, o melhor ainda está para vir”, disse Obama no seu discurso de vitória, afirmando que começa o novo mandato “mais determinado e mais inspirado do que nunca” e procurando um tom conciliatório para se colocar acima das diferenças partidárias.

O adversário de Obama, Mitt Romney, demorou cerca de 90 minutos até reconhecer a derrota, e a sua equipe de assessores chegou a estar de malas prontas para apresentar a contestação e pedido de recontagem em vários estados onde Obama vencera por pouco. Só desistiram quando ficou claro que nem assim haveria qualquer hipótese de vitória do candidato republicano.

Na verdade, Obama venceu em quase todos os estados cujo resultado estava em disputa: Ohio, Colorado, Nevada, Wisconsin, New Hampshire e Virginia. Destes estados em disputa, Romney apenas ganhou na Carolina do Norte. Nem foi necessário, como em 2000, aguardar os resultados da Florida, onde a contagem ainda não terminou mas Obama estava na frente.

Esta foi a campanha mais cara da história dos Estados Unidos. Segundo as estimativas finais, Obama terá gasto perto de um bilhão de dólares e Romney 800 milhões.
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Prefeitura de Viçosa encerra inscrições de concurso nesta quinta-feira (08).


Visando o preenchimento de 37 vagas, a Prefeitura de Viçosa, Rio Grande do Norte, realizará concurso sob responsabilidade técnica da empresa Conpass. Os salários oferecidos variam de R$ 622,00 a R$ 8.000,00 em jornadas de 20, 30 e 40 horas semanais.

Os interessados deverão se inscrever no período de 8 de outubro até esta quinta-feira(8), pelo site www.conpass.com.br ou junto ao posto de inscrição instalado na Sede da Prefeitura Municipal que fica na rua Ozéas Pinto, nº. 140, centro, Viçosa. A taxa de inscrição será de acordo com a função desejada, podendo o valor variar de R$ 30,00 a R$ 65,00.

A previsão é de que os candidatos sejam avaliados por meio de provas escritas, além de prova de títulos para Professores e prova prática para Tratorista.

Este concurso terá a validade de dois anos, a contar da data de publicação da homologação, podendo ser prorrogado por igual período.

CARGOS


Ensino Superior - Fisioterapeuta, Farmacêutico Bioquímico, Nutricionista, Médico Cardiologista, Médico PSF, Enfermeiro PSF, Odontólogo, Odontólogo PSF, Psicólogo, Assistente Social, Engenheiro-Agrônomo, Engenheiro Civil, Supervisor Escolar Específico e Professor de Matemática;

Ensino Médio - Técnico em Enfermagem, Auxiliar de Consultório Dentário, Técnico em Laboratório de Análises Clínicas e Motorista;

Ensino Fundamental - Agente de Endemias, Tratorista, Vigia, Jardineiro, Assessoria de Desenvolvimento Organizacional - ASD (Esgotamento Sanitário), Assessoria de Desenvolvimento Organizacional (ASD) e Cozinheiro.
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EUA: urnas mostram estilhaçamento social

Carta Maior

A vitória de Obama sobre Romney por pequena diferença no voto popular reflete o estilhaçamento atual da sociedade norte-americana, que se tornou presa fácil de apelos simplistas da direita - mesmo quando ela é representada por uma caricatura como Romney.

A supremacia financeira dos últimos 40 anos, grosseiramente condensável no trinômio 'mais crédito, menos empregos de qualidade e maior corrosão de direitos' desconstruiu os laços de pertencimento do país que, sintomaticamente hesitou entre Obama e Romney , de fato nem tão antagônicos assim.

A atomização estrutural do tecido norte-americano nos dias que correm guarda significativa distância daquele país que deu quatro mandatos a Franklin Roosevelt. A crise que se arrasta há quatro anos e as quatro décadas do vale tudo neoliberal que a antecederam varreram a ordenação da economia, destruíram sua base industrial e a coerência macroeconômica feita da subordinação das finanças ao Estado --maior legado do democrata odiado pela direita.

Da crise de 29, antecedida de uma revolução proletária na Rússia, Roosevelt ao contrário herdou uma classe operária inquieta, rebelde e arrojada. Seu espessamento sindical foi em parte obra do próprio democrata reformista que recebeu em troca um escopo de sustentação e de coerência impossíveis hoje.

Reeleito nesta 4ª feira, Obama fez um apelo à união. É formal. Ele sabe: quem quer que ganhasse o pleito de 2012 não uniria os EUA da desordem neoliberal. Não por falta de vontade. Mas porque as rupturas e a dissolução de seus fundamentos agora são muito mais extremadas do que aquelas enfrentadas por Roosevelt, que paradoxalmente dispôs de uma cola social mais densa para salvar o capitalismo de sua própria loucura.

Na vez de Obama, ao contrário, ficou difícil reconduzir o império à pista da sensatez. A carta do futuro continua com as ruas; e em grande parte será decidida fora do país e à revelia do ocupante da Casa Branca.

Postado por Saul Leblon
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A violência em SP e o papel da mídia

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A região metropolitana de São Paulo – capital e cidades do entorno – está sob um legítimo ataque terrorista. Muito mais grave, até, do que os que ocorrem no Oriente Médio.

A diferença é que as pessoas, na maioria das vezes, não são mortas por atacado, mas as mortes se prolongam por meses a fio e ocorrem todos os dias.

Nos últimos meses, porém, o problema se agravou além do suportável.

Quando cai a noite, na mesma periferia da capital que acaba de eleger Fernando Haddad essas mortes chegam – ou ultrapassam – uma dezena por dia.

Escolas, estabelecimentos comerciais e as populações desses bairros têm que obedecer a toque de recolher da facção criminosa PCC.

Policiais aterrorizados, ameaçados por execuções sumárias, contribuem para engrossar as estatísticas macabras atirando primeiro e perguntando depois.

A imprensa paulista se limita a relatar a situação e, pasme-se, a alardear “êxitos” do governo do Estado no combate aos criminosos. E não faz uma mísera crítica às autoridades locais.

Apesar de a Segurança Pública ser responsabilidade direta do governo do Estado, a questão é apresentada como de responsabilidade principal do governo federal.

No último domingo, no programa Domingo Espetacular, da Record, a cobertura discreta e sóbria sobre uma situação de virtual guerra civil foi apresentada de forma mais realista.

Todavia, o mais próximo que chegou de criticar o governo do Estado foi relatar um “acordo” entre esse governo e o PCC lá em 2006, quando o problema começou a se agravar.

Os colunistas dos jornais locais, sobretudo dos grandes – Folha de São Paulo e Estadão – ou das revistas semanais, todas sediadas na capital paulista, não fizeram, até aqui, uma só crítica ao governador Geraldo Alckmin.

Talvez a falta de críticas a autoridades se explique porque o problema (ainda) não chegou aos bairros do centro expandido da capital.

Nesse momento, vem à mente a cobertura do “caos aéreo”, anos atrás. Durante meses, todo santo dia o governo federal era trucidado em horário nobre e nas manchetes dos jornais. Os colunistas tinham ataques histéricos dia sim, outro também.

As centenas de mortes por execução sumária praticadas pela polícia ou por bandidos parecem ter muito menos importância do que voos atrasados e madames histéricas.

Detalhe: o governo do Estado comanda as polícias civil e militar e o sistema carcerário. O governo federal só pode agir diretamente com permissão de Geraldo Alckmin, que não autoriza para não passar recibo do seu fracasso na Segurança.

Agora, pressionado pelo desastre, Alckmin aceitou apenas colaboração em termos de “inteligência”, mas continua resistindo a tropas federais.

Aí a explicação para a vitória do PT na maior cidade do país, reduto do partido do governador. Vitória que ocorreu justamente por ação dessa periferia abandonada em plena guerra civil.

Para poupar o governo do Estado, nenhum nível de governo está sendo criticado pela mídia. Quando essa tragédia chegar aos bairros “nobres”, a culpa será jogada no governo federal.

A situação em São Paulo só chegou a esse ponto porque, desde que o problema se agravou lá em 2006, a imprensa paulista blindou os responsáveis, que deitaram sobre a moleza.
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A derrota de Mitt Romney

Por Paulo Moreira Leite, na coluna Vamos combinar:

Menos relevante por suas realizações na Casa Branca, Barack Obama merece ser festejado pela capacidade de derrotar Mitt Romney.

Foi uma vitória apertada de verdade, por uma diferença de pouco mais de 1 milhão de votos, embora até folgada do ponto de vista de delegados no Colégio Eleitoral que têm a palavra final na escolha do Presidente dos Estados Unidos.

Numa situação carregada de muitos “poréns” e “mas”, cabe reconhecer que Obama fez menos do que o possível para vencer a quase estagnação econômica norte-americana.

A questão é que, num mundo já em dificuldade para sair da pior crise depois de 1929, a vitória de Romney seria um passo atrás.

Daria ânimo para as lideranças mais retrógradas do planeta.

Ajudaria Angela Merkel em sua política de universalizar o Estado mínimo pelo corte de gastos e planos sucessivos de austeridade.

Netanyahou teria suporte completo para iniciar a prometida guerra de lsrael contra o Irã no Oriente Médio.

Residência do maior mercado interno do mundo, um colapso dos EUA jogaria o planeta numa terceira recessão desde 2008. Ou já seria uma depressão? Não sei.

No plano interno, seria uma ofensiva contra o que ainda resta do Estado de Bem-Estar Social criado durante o New Deal. Limitado, com muitas restrições, até o rudimentar plano de saúde de Obama estaria em risco.

Com ideias de um reacionário de jardim zoológico, as propostas econômicas que sustentavam o candidato republicano e seu vice seriam o golpe de misericórdia numa perspectiva de dias melhores no futuro. Não por acaso, foram tratadas com folclore – ainda que perigoso — por analistas como Martin Wolff, editor do Financial Times, que é conservador mas não irresponsável.

Reaganista nostálgico, Romney pretendia cortar benefícios sociais dos pobres e assegurar privilégios aos mais ricos em nome do mercado e da preservação da liberdade individual.

Sim: em sua visão de mundo, a cobrança de impostos é sempre uma forma de opressão. Jamais pode cumprir uma função de redistribuição de renda nem de estimular a criação de empregos e o crescimento. Já receber o salário mais baixo que o mercado pode oferecer é uma forma de liberdade, fruto de escolhas individuais — como não ter estudado na hora certa – ou ter pais que não tiveram “competência pessoal” para deixar uma boa herança para os filhos. Em qualquer caso, o Estado não deve envolver-se nisso.

Neste universo, a população pobre precisa de estímulos para trabalhar e produzir, sem preocupar-se com mordomias como jornada de trabalho, seguro de saúde, garantia de emprego. Como observou o historiador Tony Judt, referindo-se aos pensadores do capitalismo primitivo, quanto mais desesperada a pessoa estiver, mais produtiva ela será — e isso era ótimo, eles diziam. Continua ótimo, dizem os fanáticos do mercado, hoje.

A derrota de Romney foi sim a derrota de ideias conservadoras que não ousam se apresentar às claras. Não foi uma simples opção entre campanhas de publicidade e jogadas de marketing, ainda que cada concorrente tenha levantado perto de US$ 1 bilhão em suas campanhas, o que é um assombro.

O conservadorismo republicano atingiu um padrão tão descarado que estimulou uma divisão nítida entre classes sociais no país.

O New York Times observa que, na eleição, os mais ricos ficaram com Romney e os mais pobres com Obama.

O candidato democrata conseguiu vitórias importantes em estados onde sua política de estímulos e subsídios a preservação e reconstrução de empregos trouxe resultados práticos. A vantagem obtida em Ohio, sempre um local que simboliza os ventos de uma vitória nos EUA, teve relação direta com a defesa dos trabalhadores.

Embora Romney tivesse tentado culpar Obama pela tragédia econômica do país, o eleitor mostrou-se capaz de sutilezas analíticas – diz o jornal – e deixou claro que não esqueceu quem é responsável pela crise.

Pesquisas divulgadas pelo NYT mostram que o cidadão americano apoia medidas que abrem caminho para Obama fazer mais do que realizou até agora. Altar sagrado dos fanáticos do mercado, o déficit público é prioridade para 1 em 10 eleitores, apenas. Para surpresa da turma do impostômetro, 60% são favoráveis ao aumento de impostos – seja para os mais ricos, seja para todos.

Não chega a ser surpresa, num país onde Warren Buffet, bilionário e ídolo nacional, reclama que paga menos imposto do que sua secretaria.

A dúvida é saber até onde Obama pode ir em seu segundo mandato.
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