O debate que virou um abate

Serra, por que vocês não fizeram os 66 km de corredores de ônibus prometidos pelo Kassab?

Serra, por que vocês não entregaram os três hospitais  que prometeram construir há quatro anos  --e ainda ameaçam privatizar 25% dos leitos do SUS ? 

Serra, por que até hoje vocês não conseguiram desapropriar um terreno na zona leste para instalar uma universidade federal na região? 

Serra, por que vocês não conseguiram preencher um simples formulário eletrônico para ter acesso a R$ 250 milhões do Ministério da Educação destinados à construção de creches em SP --um formulário que três mil prefeitos  do interior preencheram sem nenhum problema? 

Serra, você não vê que a cidade está vivendo uma crise depois de oito anos de administração sua e do Kassab? 

Serra...

Fernando Haddad empareda Serra no debate da Bandeirantes, onde o petista já entrou com 17 pontos de vantagem sobre o tucano. Mas o Datafolha segurou a divulgação do desastre até encerrar o duelo. Faria um 'ajuste', talvez, se o seu candidato fosse bem? 

A eleição entra na reta final do desespero tucano em SP. E o retrospecto mostra que tudo é possível.

Carta Maior

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Jornalista desaparecido foi vítima de crime passional, diz polícia


O mistério sobre o desaparecimento do jornalista cinematográfico Anderson Leandro da Silva, de 38 anos, de Curitiba, terminou nesta quinta-feira (18). Segundo as autoridades, ele foi vítima de uma emboscada e assassinado a facadas por motivos passionais. O acusado está preso e confessou o crime.
Anderson Leandro teria mantido um romance com uma adolescente de 16 anos, namorada do acusado. A jovem que vive em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, também foi apreendida, acusada de ter atraído o jornalista para a morte.
Há pouco mais de um ano, Anderson Leandro teve um relacionamento com a adolescente, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A jovem, entretanto, teria iniciado um namoro com Henrique Weslley Oliveira Woiski, de 20 anos, com quem passou a morar e com quem teve um filho, nascido há dez dias. Quando ficou sabendo do caso da menina com outro homem, Woiski obrigou a namorada a telefonar ao jornalista, marcando um encontro.

Anderson Leandro foi a Quatro Barras a bordo de uma van Kangoo e encontrou a adolescente em uma praça da cidade. Ela o convenceu a ir a uma estrada de terra localizada na área rural do município, próximo a uma pedreira, onde Woiski já os esperava. Lá, o jornalista foi assassinado com várias facadas, segundo a polícia.
O delegado Sivanei Almeida Gomes, do Grupo Tigre, da Polícia Civil, que também participou das investigações, disse que, após cometer o crime, o rapaz arrastou o corpo de Anderson Leandro até uma vala, em um matagal. O veículo foi abandonado pelo acusado em uma mata, a cerca de três quilômetros dali.
Investigações
O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, apontou que a as autoridades começaram a desvendar o caso após analisar o rastreamento do celular do jornalista. A quebra do sigilo telefônico apontava que a última ligação recebida por Anderson Leandro havia sido feita de um telefone fixo, de uma residência de Quatro Barras. “Este telefonema partiu da casa onde a menina morava”, explicou o coordenador do Gaeco.
A menina foi ouvida logo em seguida, confirmou que teve um relacionamento com Anderson Leandro e admitiu que esteve com ele no dia do desaparecimento. A jovem, entretanto, alegava que o jornalista havia a deixado em casa por volta das 16 horas.
A polícia e o Gaeco, no entanto, aprofundaram as investigações sob a hipótese de crime passional. Nesta quinta-feira, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária a Woiski e determinou a apreensão da adolescente. O rapaz foi preso por volta das 14 horas, no Hospital Psiquiátrico do Bom Retiro, em Curitiba, onde se internou por conta própria no dia 14 de outubro. Antes, o rapaz precisou ser atendido em uma unidade de saúde, no bairro Cajuru.
“Ele relata que, ao desferir as facadas, acabou se cortando com a faca. Ele levou alguns pontos”, disse o delegado Almeida Gomes. A polícia, no entanto, ainda não sabe se chegou a haver luta corporal entre os dois.
Segundo o promotor Leonir Batisti, o acusado confessou o crime no início da tarde. Em seguida, ele levou as autoridades ao local onde estava o corpo de Anderson Leandro. Woiski também apontou onde a Kangoo foi deixada.
Anderson Leandro era casado e tinha dois filhos. O local do velório e do sepultamento ainda não está confirmado.
Manifestação
Familiares e amigos do jornalista Anderson Leandro da Silva, de 38 anos, fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira, em frente à Catedral Basílica de Curitiba, para cobrar mais rigor nas investigações. Ao meio-dia, os participantes fizeram um abraço simbólico na igreja. Em seguida, eles seguiram em passeata até a Boca Maldita.
Participam do encontro movimentos sociais e sindicatos, segmentos dos quais Anderson sempre foi próximo. Todos utilizaram camisetas distribuídas no local com uma foto do jornalista. Amigos e familiares aparentaram apreensão ao mesmo tempo em que agradeceram o apoio que receberam nesses oito dias em que não tinham notícias de Anderson.
gazeta do povo

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Taboleiro Grande: Boatos sobre a doação de prédios públicos faz população lotar auditório do Poder Legislativo.


Algumas coisas estranhas estão acontecendo no município de Taboleiro Grande após a vitória da candidata da oposição, Klébia Bessa (PSD), que assumirá o comando do Poder Executivo a partir de janeiro de 2013.

Na última terça-feira (16), a Câmara de Vereadores aprovou Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo para a realização de um concurso público (às pressas) para o provimento de cargos na Prefeitura.

A  aprovação do Projeto de Lei gerou desconfianças na população, já que existe pouquíssimo tempo para a realização do certame e, provavelmente, os aprovados só serão integrados ao quadro de servidores municipais na gestão da próxima prefeita.

Outro caso nefasto noticiado por aquelas bandas dava conta que, possivelmente, na sessão desta quinta-feira (18), os Vereadores apreciariam um novo Projeto de Lei, desta vez, para a suposta doação de bens públicos a particulares.

Logo se espalharam diversas especulações nas redes sociais sobre o assunto, quase todas insinuando que a Prefeita, Maria Miriam (PMDB), estaria por trás de uma manobra administrativa (em parceria com os Vereadores de sua bancada) para beneficiar algumas pessoas ligadas politicamente a ela.

Só que a população compareceu em peso ao Poder Legislativo para acompanhar de perto a sessão plenária e, para a surpresa de todos, outros assuntos foram colocados em pauta, menos o que tratava das doações de bens públicos.

A atitude vigilante da população de Taboleiro Grande serve de exemplo para os habitantes de qualquer município do país, pois ao fiscalizar de perto o posicionamento dos parlamentares evitaram um hipotético ato de aberração administrativa com, supostos, fins meramente políticos.

Sem dúvidas, uma aula de cidadania!


Fotos: Blog do João Moacir
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Serra atinge 52%

Com 52% de rejeição, Serra terá dificuldades para virar o jogo

MAURO PAULINO
DIRETOR-GERAL DO DATAFALHA
ALESSANDRO JANONI
DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFALHA

A vantagem de Haddad (PT) sobre Serra (PSDB) no segundo turno encontra equivalências em eleições anteriores. Diferenças que variam de 16 a 21 pontos percentuais entre os finalistas a dez dias do pleito foram observadas em quatro das cinco eleições definidas em segundo turno na capital. A exceção ocorreu em 2004, quando, no mesmo período, Serra liderava com 10 pontos sobre Marta (PT).

Em todas essas eleições quem estava na frente, nessa mesma época, foi eleito. Maluf (PDS) em 1992 tinha 18 pontos de vantagem sobre Eduardo Suplicy (PT). Pitta (PPB) abriu 21 pontos sobre Erundina (PT) em 1996. Em 2000 Marta conseguia 19 pontos sobre Maluf. E em 2008 Kassab (DEM) alcançava 16 pontos sobre a petista.

Pelos dados, o desafio de Serra não é fácil. Apesar da taxa elevada de indecisos e de um percentual razoável de eleitores que cogitam mudar o voto, o potencial de captação do tucano é reduzido por sua alta rejeição: 52% dos paulistanos dizem que não votariam de jeito nenhum em Serra e 88% querem um governo diferente do de Kassab.

A liderança de Haddad reflete essa reprovação, essa insatisfação do paulistano com sua cidade. Como revelou o projeto DNA paulistano, dos 96 distritos da capital, apenas oito receberam notas maiores do que em 2008.

Quando se cruza a intenção de voto pelo conjunto de bairros que ficam acima ou abaixo da média de satisfação, o resultado explica o cenário eleitoral. Nos bairros de notas mais elevadas, Serra vai a 45% contra 38% de Haddad. Nos distritos abaixo da média de satisfação, o petista chega a 56% contra 24% do tucano.

Temas que não atendam às demandas dos bairros pouca influência terão no desfecho da disputa. Os debates e as propagandas oficiais são espaços privilegiados para responder à opinião pública. É atribuição de quem se pretende representante ouvir o que os representados têm a dizer.
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Serra dispara

Haddad abre 17 pontos de vantagem sobre Serra 
Rejeição ao tucano dispara e, pela 1ª vez, passa de 50% do eleitorado 
Datafolha em São Paulo mostra Haddad com 49% das intenções de voto contra 32% do candidato do PSDB

A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.

Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.

O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. No último Datafolha antes do primeiro turno, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.

É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.

A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.

No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.

Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A pesquisa foi encomendada pela Folha em parceria com a TV Globo. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
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