Preso passa, mas pode não cursar faculdade


José Júnior usa a tornozeleira para frequentar as aulas na universidade (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Preso condenado a 149 anos de pena pode ser impedido de ir à faculdade

Condenado cursa arqueologia na Universidade Federal de Rondônia.
Segundo a juíza, não há lei que autorize a permissão concedida ao preso.


O preso José Júnior de Souza Pinho, de 35 anos, condenado a cumprir 149 anos de pena em regime fechado por 27 assaltos, conseguiu na Justiça a liberação para frequentar a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e cursar arqueologia. A juíza da Vara de Execuções Penais, Sandra Silvestre, concedeu a autorização para que o detento possa sair do presídio usando uma tornozeleira eletrônica. De acordo com a juíza, o Ministério Público (MP) recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça e a autorização pode ser revertida.
"Não está escrito em nenhuma lei que quando um preso for aprovado em universidade pública ou particular ele conseguirá autorização para frequentar. Esse é um dos motivos pelos quais o MP recorreu da minha decisão e José Júnior sabe que ela pode ser revertida, se assim for o entendimento do Tribunal de Justiça", alerta Sandra Silvestre. O G1 procurou o MP, mas a solicitação de entrevista não foi atendida.
A decisão da tornozeleira eletrônica foi um voto de confiança que ele tem honrado. Eu não me arrependo em nenhum momento da minha decisão"
Sandra Silvestre, juíza
José Júnior foi aprovado no vestibular da Unir para arqueologia em 2011. A liberação para poder estudar veio por intermédio da juíza que analisou, dentre outras coisas, a mudança de comportamento dentro do presídio. "José Júnior é um preso que tem se mostrado de uma evolução muito significativa. Entrou praticamente analfabeto no presídio e concluiu o ensino médio dentro do sistema prisional. A aprovação dele em uma universidade pública exige mérito da pessoa. Isso tudo foi levado em consideração para que se desse uma oportunidade para ele cursar o ensino superior", enfatiza a juíza.
Sandra Silvestre destaca que acredita na ressocialização e que essa é a oportunidade para que alguém que violou a lei possa voltar para a sociedade de forma digna. “A decisão da tornozeleira eletrônica foi um voto de confiança que ele tem honrado. Eu não me arrependo em nenhum momento da minha decisão", afirma a juíza.
Na universidade
“A faculdade de arqueologia era o meu sonho. Gosto muito de ler história, saber como as coisas aconteceram”, conta José Junior, chamado de Zinho pelos colegas da turma de arqueologia. José conta que quando começou o curso, em 2011, disse aos colegas quem era. “Não houve preconceito”, diz.
Edna Lustosa, colega de turma, conta que no começo ficou com receio da presença de um preso na sala de aula. "No princípio causou um certo medo, como tudo que é desconhecido. Mas o Zinho é inteligente e muito esforçado. Ter passado por tudo que passou e viver onde ele vive, e ainda assim, fazer esforço para estudar, melhorar de vida. Isso é o que importa", afirma Edna.
Eu acho que a sociedade tem o direito de me discriminar porque ela foi vítima. Eu que tenho que mostrar que mudei. É direito da sociedade cobrar, me chamar de bandido"
José Junior, preso
A esposa de José Júnior, Valéria de Freitas, também é aluna na mesma turma. Eles são casados há 17 anos. "Foi um longo caminho que traçamos juntos. Enfrentamos muitas dificuldades, mas tem sido válido", afirma Valéria.
“Eu tinha um nome na vida do crime. Eu não era um qualquer, eu era o Zinho. Minha pena é de 149 anos. Agora os outros presos dizem que sou inimigo simplesmente porque não concordo quando eles estão fazendo coisas erradas. Eu mudei. Sou uma pessoa melhor", afirma José Júnior.
José, que participa do grupo teatral Bizarrus, credita ao teatro e à educação a transformação pessoal. “Eu acho que a sociedade tem o direito de me discriminar, porque ela foi vítima. Eu que tenho que mostrar que mudei. É direito da sociedade cobrar, me chamar de bandido. Se você colocar uma máscara de coitadinho, que estão discriminando, você não muda. É preciso cair na realidade e admitir que pessoas foram feridas. A maioria não consegue porque ninguém traz consciência para eles”, avalia o preso estudante.
Segundo José Júnior a convivência com os colegas é muito boa (Foto: Ivanete Damasceno/G1) 
Segundo José Júnior (dir.), a convivência com os colegas é muito boa (Foto: Ivanete Damasceno/G1)
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Capitao Wagner pede voto para Elmano de Freitas 13 do PT

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Olha a baixaria: Membro de comitê de Serra divulga site falso de Haddad



Funcionária da campanha tucana foi 1ª pessoa a tuitar página; Justiça exige identificação do responsável por conteúdo

A Justiça Eleitoral determinou ontem ao Google a retirada do ar de um blog apócrifo contra o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, divulgado na rede por uma funcionária do setor de comunicação da campanha do candidato tucano, José Serra. Na tarde de ontem, a página já havia sido apagada.

Denominado "Propostas Haddad 13", o blog imitava a linguagem visual usada pela campanha petista, mas apresentava críticas ao candidato. "Haddad vai criar 50 novas Escolas de Lata", "Haddad vai aumentar o IPTU" e "Haddad vai voltar com a Taxa do Asfalto" eram alguns dos ataques, seguidos por textos explicativos.

A primeira pessoa a divulgar o blog no Twitter foi Olivia Guariba, que atua na internet da campanha de Serra. A segunda foi seu pai, João Guariba, assessor do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP).

"Novo? Que Novo? É só o velho jeito PT de governar", comentou Olivia ao divulgar o endereço do blog, às 17h16 de terça-feira, dois minutos após enviar uma mensagem particular para seu pai. Às 18h02, Guariba reenviou o endereço a seus seguidores. "Conheça as propostas do Haddad, o candidato do mensalão e dos mensaleiros", afirmou.

À reportagem, Guariba disse não se lembrar sobre como tomou conhecimento do blog e que usava o Twitter apenas para "brincar com os amigos". "Não tenho a mínima ideia, peguei aí pela internet", disse. Questionado sobre sua relação de parentesco com Olivia, ele preferiu não responder.

A retirada do site foi solicitada pelos advogados da campanha de Haddad.

 Eles alegaram que o blog era "difamatório e ilícito" por simular a campanha de Haddad e "distorcer" propostas. Os advogados embasaram o pedido no artigo 57 da Lei Eleitoral, que proíbe o anonimato na internet.

O juiz Henrique Harris Júnior, da 1.ª Zona Eleitoral, concedeu a liminar, determinando ao Google a retirada imediata do blog do ar e a identificação do responsável pelo site, sob pena de multa diária de R$ 5 mil à empresa.

Para Harris Júnior, as mensagens contidas no blog são " passíveis de enquadramento, em tese, como ofensivas e sabidamente inverídicas, até mesmo com o emprego de imitação das fontes, cores e símbolos utilizados na sua campanha".

O Google informou que não comenta casos específicos, mas destacou que seu serviço de blogs Blogspot, onde estava hospedado o " Propostas Haddad 13", possui políticas claras sobre casos de falsificação de identidade.


Vídeos

 O autor da página identifica- se como Edilson Carlos Gusmão.O mesmo usuário também tem um canal no site YouTube, criado após o primeiro turno das eleições, onde divulga uma série de vídeos com críticas a Haddad. Entre as peças, há animações apócrifas ironizando Haddad, paródias de seus programas eleitorais e três vídeos da propaganda do candidato derrotado do PRB, Celso Russomanno, com críticas a Haddad.
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Heitor Ferrer rompe com o PDT

Reproduzido do Blog Roberto Moreira: O deputado Heitor Férrer está rompido com o PDT. O partido não gostou da sua decisão de ir até o Comitê de Imprensa da Assembleia e bombardear os aliados Roberto Cláudio e Cid Gomes, taxando os dois de oligárquicos. A briga de Heitor Férrer com o partido começou no café da manhã, no apartamento do presidente do partido no Ceará, André Figueiredo. Heitor informou que não apoiaria ninguém no segundo turno, mas não avisou que iria atacar os aliados do partido no Ceará.
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MEC divulga as regras de avaliação de qualidade do ensino superior


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), entidade ligada ao Ministério da Educação (MEC), publicou na edição desta quinta-feira (18) do Diário Oficial as regras que foram usadas como parâmetro para a avaliar a qualidade da educação superior no Brasil.
Os resultados, referentes a 2011, começaram a ser divulgados para as instituições de ensino, em caráter restrito, a partir de hoje. De acordo com a portaria, as universidades têm até o dia 29 para recorrer dos dados. As notas finais serão publicadas no dia 5 de dezembro, pelo site do e-MEC.
As regras valem para a construção de indicadores dos conceitos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2011; do Conceito Preliminar de Curso (CPC); e do Índice Geral de Cursos (IGC).
Serão levados em consideração para o cálculo dos indicadores os resultados da prova e questionário do estudante do Enade 2011; os resultados da prova e questionário socioeconômico do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 e 2010; e as informações sobre as matrículas dos alunos e dados corpo docente, como número de funções docentes, regime de trabalho e titulação, constadas no Censo da Educação Superior.
Para os programas de pós-graduação stricto sensu serão avaliados a matrícula dos estudantes e a nota da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Agência O Globo
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