Ricardo Lewandowski questiona R$ 7 milhões que o PiG recebeu de Marcos Valério

Via Terror do Nordeste
Revisor diverge do relator e pede absolvição de João Paulo Cunha
Ministro Ricardo Lewandowski afirma que a maior parte dos R$ 10,9 milhões repassados pela Câmara à agencia de Marcos Valério e sócios foi destinado ao pagamento de publicidade veiculada pela mídia. E provoca: se a corte entender que houve subcontratação ilegal de serviços, como propõe a acusação, terá que pedir ressarcimento dos R$ 7 milhões pagos aos veículos de comunicação do país. Os advogados presentes à corte acreditam que o voto de Lewandowski muda a perspectiva do julgamento.
Najla Passos
Brasília - O revisor do processo do “mensalão”, ministro Ricardo Lewandowski, inocentou o ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), candidato à prefeitura de Osasco nas eleições deste ano, de todas as quatro acusações que pesavam contra ele: uma de corrupção ativa, duas de peculato e outra de lavagem de dinheiro. O voto foi comemorado pela maioria dos advogados presentes à sessão, que o consideraram uma reviravolta no processo que, até então, vinha corroborando com todas as acusações da defesa.
O ponto mais polêmico foi a interpretação de que João Paulo Cunha não cometeu peculato ao permitir a subcontratação de serviços pela agência SMP&B, de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Enquanto a defesa sustenta que a empresa subcontratou, irregularmente, 99,9% dos serviços prestados, o revisor afirma, com base em parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e lauda da Polícia Federal (PF), que o percentual real foi de 88,62%, o que atende aos padrões convencionais do serviço.
O ministro comprovou que, dos R$ 10,9 milhões movimentados pela SMP&B, cerca de R$ 7 milhões foram destinados à mídia, para o pagamento de propaganda veiculada. “Se essa corte entender que o percentual de subcontratação foi de 99,9%, terá que pedir ressarcimento dos R$ 7 milhões recebidos de boa fé pelos veículos de comunicação do país”, provocou.
Segundo relação apresentada pelo ministro, a TV Globo foi a campeã em recebimento de verbas públicas para publicidade (R$ 2,7 milhões), seguida pelo SBT (R$ 708 mil) e pela Record (R$ 418 mil). Entre os impressos, o Grupo Abril, que edita a revista Veja, foi quem mais lucrou (R$ 326 mil), seguido pelo Grupo Estado (R$ 247 mil) e pelo Grupo Folha (R$ 247 mil). A fundação Vitor Civita, do Grupo Abril, recebeu outros R$ 66 mil.
Com a descaracterização das subcontratações ilícitas, o ministro desmontou a tese sustentada pela defesa - e corroborada pelo ministro relator, Joaquim Barbosa - de que a SMP&B desviou da Câmara quase R$ 2 bilhões em comissões pagas pelos veículos de comunicação pela publicidade veiculada, os chamados “bônus de volume”.
“O voto do ministro Lewandowski deixa muito claro que não houve crime de peculato, porque a SMP&B prestou todos os serviços para os quais fora contratada. E ele fez isso invocando o parecer do TCU e o laudo da PF, o que é muito importante porque mostra que os honorários recebidos foram frutos de uma prestação de serviço cumprida”, afirmou Alberto Toron, que defende Cunha.
Lewandowski refutou também a acusação de que o ex-presidente da Câmara tenha cometido um segundo peculato, ao autorizar a subcontratação da empresa de comunicação IFT, do jornalista Luís Costa Pinto, para lhe prestar assessoria individual. Segundo o revisor, a IFT prestou serviços para a Câmara, conforme testemunho de diversos deputados, jornalistas, peritos e técnicos ouvidos na instrução penal. E não para o deputado.
Ele, inclusive, questionou por que o MP não denunciou o proprietário da agência como coautor do crime, já que sustenta a tese de peculato. “Se João Paulo Cunha tivesse cometido este crime, o jornalista Luís Costa Pinto seria coautor”, sustentou. Lewandowski lembrou também que, antes de criar a empresa para prestar serviços à Câmara, Costa Pinto trabalhou em grandes veículos da mídia, como a revista Veja e o jornal Correio Braziliense.
O ministro refutou a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que Cunha recebeu R$ 50 mil de propina para favorecer a SMP&B em licitação da Câmara. Segundo ele, a licitação foi feita dentro do padrão legal. E os R$ 50 mil, comprovadamente, foram repassados ao réu pelo PT, para que o deputado pagasse serviços de pesquisa eleitoral.
Ele enfrentou, ainda, a acusação de que Cunha teria cometido crime de lavagem de dinheiro, ao pedir a sua esposa que sacasse o dinheiro em uma agência do Banco Rural. Para o revisor, ao contrário de outros corréus, que recorreram a laranjas para ocultar a origem e a destinação do dinheiro, o ex-presidente da Câmara fez tudo “às claras”.
Reação contrária
O ministro-relator, Joaquim Barbosa, não concordou com os argumentos do colega. No final da leitura do voto do revisor, pediu um espaço para réplica, a ser concedido no início da próxima sessão da corte, marcada para segunda (27). Lewandowski rebateu com um pedido de tréplica, que não foi acatado pelo presidente da corte, ministro Ayres Britto.
“Nunca vi um pedido de tréplica e nem o voto do revisor ser maior do que o do relator”, afirmou Joaquim Barbosa à imprensa, em rápida entrevista no final da sessão. De acordo com ele, sua réplica é importante porque irá responder a todos os questionamentos apresentados pelo revisor. “Quase metade do voto dele [revisor] diverge do que apresentei até agora. Minha intervenção, na segunda, vai servir para iluminar o voto dos outros ministros”, acrescentou.
De acordo com o que antecipou à imprensa, Barbosa vai esclarecer, por exemplo, que o jornalista Luís Costa Pinto está respondendo processo por improbidade administrativa em primeira instância. E defender que, apesar de ter sido a esposa de Cunha a sacar os R$ 50 mil, o repasse foi feito pelo mesmo esquema criminoso utilizado pela SMP&B para lavar outros recursos.
Lewandowski saiu da corte sem falar com a imprensa.
Mudança de perspectivas
Os advogados presentes à corte acreditam que o voto de Lewandowski muda a perspectiva do julgamento. “Foi um belo voto. Sem dúvida alguma, uma reviravolta no processo”, avaliou o advogado José Carlos Dias, que defende a ex-dirigente do Banco Rural, Kátia Meirelles. Para ele, a nova perspectiva aberta com a interpretação do revisor pode fazer justiça a outros réus, também acusados por crimes semelhantes.
“O voto do revisor faz uma análise equilibrada e típica de juiz”, afirmou o advogado Marcelo Leonardo, que representa o publicitário Marcos Valério. “Ele deixou muito claro como funciona, por exemplo, a questão do bônus de volume, que a acusação e o ministro relator parecem não ter entendido”, acrescentou.
O advogado lamentou, apenas, que a linha de interpretação apresentada nesta quinta não tenha norteado o item anterior do voto do revisor, que tratou das relações do seu cliente com o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na sessão de quarta (22).
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As propostas de Haddad para a saúde - 2º Programa de TV

Um dos problemas crônicos de São Paulo, a saúde foi tema do segundo programa de Fernando Haddad na TV. O candidato mostrou o sofrimento de paulistanos que passam anos nas filas de cirurgias do sistema público e falou de propostas concretas para reestruturá-lo.
"O posto me jogou na fila. Fiquei um ano e meio aguardando", conta o caminhoneiro José Machado, que precisou parar de trabalhar por causa da catarata. Já o encanador Fernando Silva não consegue mais emprego: ele é dispensado logo no exame admissional, porque sofre de hérnia de disco e a prefeitura não marca a sua cirurgia. "A gente se sente o lixo da sociedade."
Para acabar com o drama de paulistanos como José e Fernando, Haddad vai criar a Rede Hora Certa, que terá centros equipados para realizar consultas, exames e cirurgias que não exigem internação - tudo no mesmo lugar -, desafogando os hospitais. Haddad ainda criará 1.000 novos leitos e três novos hospitais. Também veja no vídeo como Haddad levará mais médicos ao sistema público, acabando com a demora no atendimento.
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Nelson Pelegrino 13 - Programa Eleitoral - #2 - 24/08 (Noite)

Segundo Programa Eleitoral da campanha de Nelson Pelegrino. As novidades desta vez são Pé de Pranta e o quadro Gente Guerreira. Pelegrino também foi o primeiro a apresentar suas propostas para mobilidade urbana.

Acesse o site Pelegrino 13 do PT - Salvador - Bahia:
http://www.soupelegrino13.com.br/
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Ministério Publico Pede a cassação de registros de Valmir e Suely por abuso do poder econômico!


O Ministério Público Estadual, por meio da promotora eleitoral Mariela Corrêa Hage, ajuizou, hoje, dia 24, à juíza da 34ª zona eleitoral, ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o candidato a prefeito Valmir Climaco de Aguiar e a vice-prefeita, Sueli Aguiar, ambos da coligação “Todos por Itaituba” por abuso de poder político e econômico.
No dia 21 deste mês, a promotora Mariela Hage recebeu informações sobre distribuição de combustíveis pelo candidato em alguns postos do município. A situação foi verificada pela promotora que constatou a presença de um aglomerado de pessoas abastecendo motos e veículos no centro do município. Com uma fila que dobrava o quarteirão, a maioria dos veículos apresentava propaganda com camisa, faixa e adesivo referente ao candidato. Abordados por Mariela Hage, os funcionáriosdo posto afirmaram que os veículos estavam sendo abastecidos a mando dos candidatos Valmir Aguiar e Sueli Aguiar para carreata.
No local, um empresário da cidade carregava um caderno com anotações de nomes de pessoas e valores de dinheiro, que possivelmente foram distribuídas as pessoas que abasteceram seus veículos.Viaturas da polícia militar foram acionadas para dispersar a multidão e garantir que nenhum veículo fosse abastecido.
A distribuição de combustível ocorreu também em um posto no quilômetro três da rodovia Transamazônica, situação verificada pela promotora que se dirigiu ao local acompanhada de viaturada polícia militar. O candidato Valmir Aguiar, que se encontrava no interior de um dos veículos, foi advertido e admitiu a prática.
Na petição inicial da ação de investigação judicial eleitoral estão anexadas fotografias e depoimentos de seis testemunhas, incluindo policiais que acompanharam a promotora, o empresário e os dois proprietários dos postos de gasolina.
Ao final da ação, o MInistério Público requer seja decretada a inelegibilidade por oito anos dos candidatos que se beneficiaram com aprática ilícita e cassação de seus registros.
Ministerio publico do Pará
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DENUNCIAS DE COMPRA DE VOTOS MOVIMENTAM MP

Inúmeras denuncias de compras de votos na região do alto Tapajós estão chegando ao conhecimento do MP que promete agir com rigor e punir candidatos que concorrem as eleições de 2012.O maior alvo das denuncias são contra candidatos a prefeito de Itaituba e cidades vizinhas.Em Itaituba o MP já foi acionado e já fotografou distribuição de gasolinas.Compra de votos é crime eleitoral e da cassação de mandato.
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