Anatel obriga Oi a liberar uso gratuito de orelhões em mais de 2 mil cidades

Medida se deve a não cumprimento de metas impostas pela Anatel.
Gratuidade vale até o dia 31 de dezembro em parte dos aparelhos.


A empresa de telefonia Oi terá que liberar o uso gratuito de parte de seus orelhões até o fim de 2012 por conta de irregularidades na oferta desses aparelhos, informou nesta sexta-feira (24) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A gratuidade será válida apenas para ligações locais, dentro da mesma cidade, para telefones fixos.
Serão afetados pela medida orelhões de 2.020 municípios.

Em 1.724 cidades, distribuídas pelos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná e Sergipe, a gratuidade vai valer pelo menos até 30 de outubro. Nesses casos, a medida se deve a problemas de disponibilidade, ou seja, número alto de equipamentos que não estavam em funcionamento.
Para 742 municípios em 21 estados, o serviço será gratuito pelo menos até 31 de dezembro, motivado pelo não cumprimento pela Oi da meta de densidade determinada pela Anatel, de quatro aparelhos por mil habitantes por município. 446 municípios fazem parte de ambas as listas, por terem apresentado os dois problemas.
A lista com os municípios onde os orelhões funcionarão gratuitamente está disponível no site da Anatel – clique aqui para acessar.
Estado Número de cidades afetadas
Acre 6
Alagoas 94
Amazonas 55
Amapá 13
Bahia 410
Ceará 178
Maranhão 212
Minas Gerais 15
Mato Grosso do Sul 3
Pará 138
Paraíba 178
Pernambuco 68
Piauí 105
Paraná 282
Rio de Janeiro 1
Rio Grande do Norte 63
Rondônia 22
Roraima 9
Rio Grande do Sul 105
Santa Catarina 1
Sergipe 62
Total 2.020
 De acordo com a Anatel, até o final de agosto, pelo menos 90% dos orelhões nessas 2.020 localidades devem passar a fazer as ligações gratuitas. O número deve chegar a 100% até o final de setembro.
O telefone deverá funcionar mesmo sem o uso de cartão. Caso os usuários coloquem o cartão em um aparelho incluído na medida, ele não deverá "queimar" créditos. A Oi terá que manter em seu site uma lista atualizada das cidades onde os orelhões farão ligações gratuitas.
Atrasos
Procurada pelo G1, a Oi informou ter assumido, no segundo semestre do ano passado, compromisso de revitalizar sua planta de telefones públicos (orelhões) e que o cronograma de realização dessas melhorias foi prejudicado por questões alheias à vontade da companhia, "como o atraso na entrega de 135 000 equipamentos por parte de fornecedores nacionais e intempéries climáticas".
Segundo a companhia, houve melhora significativa dos indicadores estabelecidos no compromisso. "A Oi acrescenta que continua trabalhando no plano de recuperação dos orelhões e tem intensificado os esforços para mitigar os problemas enfrentados ao longo de sua execução", diz a companhia em nota.
Fiscalização
No ano passado, a Anatel impôs às concessionárias de telefonia metas para melhoria do serviço de orelhões depois de identificar que, em alguns estados, menos da metade dos equipamentos estavam em funcionamento.
O problema, de acordo com a agência, se devia a vandalismo e também à incapacidade dos fornecedores de atenderem à demanda pelos telefones públicos – existem apenas dois fabricantes no país.
A meta estipulada pela Anatel foi de que as concessionárias chegassem a pelo menos 90% dos orelhões ativos até o meio de 2012.
A Anatel aceitou prorrogar o prazo para cumprimento da determinação, mas estabeleceu que, nas cidades onde os índices de densidade (número de aparelhos por habitantes) e disponibilidade (percentual deles em funcionamento) ficaram abaixo da meta, todos os orelhões passariam a fazer ligações gratuitas.
Segundo a Anatel, em julho do ano passado 79% dos orelhões da Oi estavam funcionando. Em sete estados, a disponibilidade era menor que 60%. Em agosto de 2012, já eram 21 estados com pelo menos 89% dos telefones públicos ativos.
A Anatel aponta que a medida é importante porque hoje, no Brasil, existem 22.157 localidades, como vilas e povoados, em que o único acesso à telefonia é por meio de orelhões. A legislação só obriga a oferta de telefone fixo individual em locais com mais de 300 habitantes.
A Oi tem cerca de 760 mil orelhões espalhados pelo Brasil. De acordo com a agência, a empresa terá que investir R$ 170 milhões para a melhoria dos esquipamentos.
Embratel
Em abril, a Anatel já havia adotado medida semelhante com a Embratel, que também não conseguiu cumprir a meta de melhoria dos seus telefones públicos – são 1.500 espalhados pelo país, basicamente em localidades remotas.
No caso da Embratel, a punição foi liberar, em parte dos locais atendidos por seus aparelhos, a gratuidade das chamadas interurbanas para outro fixo até o fim de 2012.
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Obama mantém sob tortura o acusado de vazar ao WikiLeaks



Ao falar da sacada da embaixada do Equador em Londres, o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, pôs em evidência o soldado Bradley Manning, que está há mais de 810 dias em uma cela solitária e sob tortura nos EUA, acusado de ter vazado centenas de milhares de telegramas do Pentágono e do Departamento de Estado, assim como vídeos de crimes de guerra, considerando-o, caso seja a fonte dos mesmos, como "um dos presos políticos mais importantes do mundo".
 ILEGALIDADE
 Preso desde maio de 2010 em um centro do corpo de marines em Quantico, na Virgínia, incomunicável, Manning vem recebendo, segundo seu advogado, David Coombs, "um tratamento humilhante e degradante". "É uma forma de tortura", disse à BBC Ann Wright, ex-militar que deixou o exército norte-americano em protesto contra a invasão do Iraque. De acordo com as denúncias, Manning é forçado a ficar despido, a permanecer em pé sem poder se encostar a alguma estrutura por horas a fio, a cada cinco minutos é obrigado a responder aos carcereiros e é acordado durante o sono se voltar a face para a parede. Como assinalou Ann, trata-se "das técnicas trágicas que a Marinha usou em Guantánamo e Abu Graib".
O porta-voz da secretária de Estado Hillary Clinton, P.J. Crowlely, foi forçado a se demitir após afirmar que Manning não fora declarado culpado de crime algum e que sua prisão era "contraproducente e estúpida". Com base nas denúncias, o relator da ONU para casos de tortura, Juan Mendez, tentou investigar a situação de Manning, mas foi impedido pelo Pentágono, que não aceitou que ele se reunisse sozinho com o soldado. Visita, só na presença de oficiais dos EUA. Mendez se declarou "desapontado e frustrado com a má-fé" do governo norte-americano. A Anistia Internacional também teve negado pedido para vê-lo.
Manning enfrenta mais de 22 acusações, inclusive a de "colaborar com o inimigo" e está ameaçado até mesmo de execução. Ativistas e entidades de direitos humanos têm organizado protestos em frente à prisão em que Manning está encarcerado e arrecadado fundos para sua defesa. Mais de 250 juristas enviaram uma carta aberta a Obama, em que afirmam "que não há desculpas para este tratamento degradante e desumano antes de um julgamento". Entre os signatários, está Laurence Tribe, que deu aulas de direito a Obama em Harvard e que chegou a declará-lo seu melhor aluno. Ele classificou as condições de prisão de "ilegais e imorais".
Como se sabe, os documentos não foram "passados ao inimigo" – se é que foi ele – e sim ao WikiLeaks e daí às páginas dos jornais e telas das emissoras de TV do mundo inteiro o que, como os "Papéis do Pentágono" fizeram em 1971 em relação à guerra do Vietnã, só ajuda a impulsionar uma saída dos atoleiros no Iraque e Afeganistão. O que os documentos vazados mostraram foram centenas de milhares de atos do governo dos EUA intervindo no mundo inteiro, e o desastre no Iraque e Afeganistão. Um dos mais impactantes documentos é, exatamente, um vídeo da guerra do Iraque, em que um helicóptero é orientado, pela base, a disparar contra oito civis iraquianos. Os assassinatos são consumados diante das câmeras.
 CHANTAGEM
 Ao que tudo indica, a tortura contra Manning tem como um dos objetivos fazê-lo incriminar Assange, contra quem, segundo o jornal inglês "Guardian", já há um indiciamento secreto e já está pronto um tribunal. No governo Nixon, os "Papéis do Pentágono" acabaram por apressar o final da guerra, e o nome de Daniel Ellsberg virou história. No de Obama, 2012, o soldado Manning está na câmara de tortura.
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Eu não sou corrupto, governador

O Estado Acre está numa situação crítica, preocupante. Quando pensamos que a autoridade máxima do Estado já disparou todas as suas bravatas, vem mais uma. Não bastasse a gravidade de assumir que as conversas de todos os secretários ficam gravadas, agora o governador Tião Viana, diante de uma plateia de membros do Ministério Público, Judiciário, políticos e estudantes, fala que os jornalistas do Acre são corruptos, venais.

Diante desta afirmação eu não posso me omitir. Sou um jovem jornalista em início de carreira. Trabalho muito de domingo a domingo. Vivo dignamente e graças ao meu bom Deus com um piso de jornalista e mais uma gratificação. Vivemos numa profissão de estresse e correria, de pressões políticas e censura realizada por este governo que chama os jornalistas de corruptos.

Ganhamos uma merreca, precisamos fazer milagre para chegar ao fim do mês com dez reais no bolso, e o chefe do Estado vem dizer que somos corruptos? Eu não sou corrupto, governador. Trabalho honestamente. Durmo tarde e acordo cedo todos os dias. Tenho dignidade, cárater e ética. Se há jornalistas corruptos e pagos para dizer mentiras estes estão ao seu lado, que diariamente produzem matérias mentirosas, retratando um Acre que só existe no mundo de suas fantasias e conveniências.

Posso não ganhar rios de dinheiro e gordas diárias como seus bons repórteres, mas o que me engradece são as mensagens de apoio e reconhecimento por parte dos meus leitores. São eles que me incentivam a todo dia a apostar no jornalismo ético e responsável. É este reconhcimento das pessoas a minha locomotiva. Não há dinheiro que pague a alegria de receber um elogio de um desconhecido na rua. Não há diária que pague a paz de colocar a minha cabeça no travesseiro e dormir poucas horas de sono sabendo da missão cumprida.

Como jornalista acreano, nascido e criado nesta terra, não sou corrupto e exijo respeito. Assim como respeito o senhor e seu governo eleito democraticamente pelo povo, eu espero esta reciprocidade. Ao ofender um jornalista o senhor ofende toda a sociedade que ele defende através de um jornalismo de fiscalização e cobrança.

O que esperar do Sindicato dos Jornalistas do Acre? Bem, toda a diretoria está envolvida diretamente na campanha do petista Marcus Alexandre, e outra parte acomodada na Secretaria de Comunicação. Situação deplorável. Ah, mesmo assim ainda vamos sediar o Congresso Nacional dos Jornalistas em novembro. Como Tião Viana irá recepcionar os colegas do país: “Sejam bem-vindos, corruptos?”
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Ministério Publico decreta a inelegibilidade de Valmir Climaco e Suely Aguiar e a cassação de seus registros.

 O Ministério Público Estadual, por meio da promotora eleitoral Mariela Corrêa Hage, ajuizou, hoje, dia 24, à juíza da 34ª zona eleitoral, ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o candidato a prefeito Valmir Climaco de Aguiar e a vice-prefeita, Sueli Aguiar, ambos da coligação “Todos por Itaituba” por abuso de poder político e econômico.

No dia 21 deste mês, a promotora Mariela Hage recebeu informações sobre distribuição de combustíveis pelo candidato em alguns postos do município. A situação foi verificada pela promotora que constatou a presença de um aglomerado de pessoas abastecendo motos e veículos no centro do município. Com uma fila que dobrava o quarteirão, a maioria dos veículos apresentava propaganda com camisa, faixa e adesivo referente ao candidato. Abordados por Mariela Hage, os funcionáriosdo posto afirmaram que os veículos estavam sendo abastecidos a mando dos candidatos Valmir Aguiar e Sueli Aguiar para carreata.

No local, um empresário da cidade carregava um caderno com anotações de nomes de pessoas e valores de dinheiro, que possivelmente foram distribuídas as pessoas que abasteceram seus veículos.Viaturas da polícia militar foram acionadas para dispersar a multidão e garantir que nenhum veículo fosse abastecido.

A distribuição de combustível ocorreu também em um posto no quilômetro três da rodovia Transamazônica, situação verificada pela promotora que se dirigiu ao local acompanhada de viaturada polícia militar. O candidato Valmir Aguiar, que se encontrava no interior de um dos veículos, foi advertido e admitiu a prática.

Na petição inicial da ação de investigação judicial eleitoral estão anexadas fotografias e depoimentos de seis testemunhas, incluindo policiais que acompanharam a promotora, o empresário e os dois proprietários dos postos de gasolina.

Ao final da ação, o MInistério Público requer seja decretada a inelegibilidade por oito anos dos candidatos que se beneficiaram com a prática ilícita e cassação de seus registros.

Texto: Jessica Barra (graduanda em jornalismo)
Revisão: Edyr Falcão (Assessoria de imprensa)

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A marquetagem é a grande arma do conservadorismo fofo

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