SANTARÉM: MP emite recomendação relacionada à propaganda eleitoral

 

 
Em Santarém, o Ministério Público do Estado que atua na 20ª zona eleitoral, emitiu recomendação por meio do promotor de justiça Tulio Chaves Novaes, relacionada ao cumprimento das regras de propaganda para as eleições 2012. A recomendação é voltada a todos os partidos e coligações dos municípios de Santarém e Mojui dos Campos.
O MP considera , dentre outros, a necessidade de resguardar a vontade genuína do eleitor e sua liberdade de escolha, e o respeito à paz e ao sossego público, a segurança social e ao bem estar da coletividade em geral.
A promotoria recomenda aos partidos, coligações e candidatos o cumprimento de todas as regras e exigências estabelecidas pela legislação eleitoral. O desrespeito poderá acarretar aos infratores as penalidades civis, criminais, administrativas e políticas, além de multas estabelecidas pela justiça eleitoral.
De acordo com a legislação, é totalmente vedada a propaganda eleitoral em bens públicos como postes, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, praças, jardins, calçadas, etc, e nos bens de uso comum, ainda que de propriedade privada, como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios e outros.
Nos bens particulares, é vedada a veiculação de placas, faixas ou pinturas que excedam a 4 metros quadrados. É vedado o uso de outdoor ou outro de efeito visual similar.
Com relação à propaganda sonora com uso de amplificadores e alto-falantes, não deve ser realizada em horários fora do intervalo entre 8h e 22h, e em distância inferior a 200 metros, das sedes de órgãos públicos, militares, hospitais, igrejas e escolas. É vedada a propaganda sonora que exceda o nível de volume legalmente permitido.
É vedada a realização de comício ou utilização de aparelhagem de sonorização fixa que exceda o intervalo entre 8h e 24h. Também são vedados: “showmícios”, apresentação de artistas remunerados ou não, trios elétricos (exceto nos comícios), distribuição de camisetas, bonés, canetas, cestas básicas ou qualquer objeto que proporcione vantagem ao eleitor.
Na propaganda não é permitida a utilização de símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgãos de governos, empresas públicas ou sociedades de economia mista, bem como o uso de imagem ou som que ridicularize ou ofenda a honra de candidatos.
Os candidatos devem abster-se de promover aglomerações como passeatas ou carreatas, ou uso de propaganda sonora repetitiva que possam causar aborrecimento ao cidadão ou comprometer o descanso e lazer comunitários em locais de grande circulação pública, como a orla da cidade, o centro comercial, considerando o dia da semana.
A recomendação foi enviada a todos os presidentes de partidos, coligações e siglas da região de Santarém e Mojui dos Campos, à prefeita do município, ao presidente da Câmara de Vereadores, à Juíza Eleitoral, ao chefe do cartório da 20ª zona eleitoral, e divulgada na imprensa local.

Texto: Lila Bemerguy, de Santarém
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Vídeo: Couver de Lula pede votos para Elmano de Freitas

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O linchamento do PT

por Lincoln Secco, especial para o Viomundo------
Aquele foi o “mais atrevido” caso de corrupção da história brasileira.
Deputados recebiam recursos não contabilizados para apoiar o governo no congresso. As ramificações do duto de dinheiro ilegal atingiam figuras imponentes da Câmara dos Deputados, Governadores, ministros e até o homem forte do presidente da República que havia lutado contra a Ditadura Militar.
Isto não aconteceu no Governo Lula. Tratou-se da acusação de compra de votos para emenda da reeleição de Fernando Henrique Cardoso supostamente liderada por Sergio Motta.
Talvez por isso numa pesquisa encomendada pelo próprio PSDB 31% dos entrevistados disseram que o governo de Fernando Henrique Cardoso foi o mais corrupto de que têm lembrança, contra 21% que viram mais corrupção sob Lula (Folha de São Paulo, 24 de setembro de 2011). Foi o preço da aliança preferencial com o PFL e o baixo clero do Congresso.
Os mentores daquele escândalo não foram condenados nem na esfera política e menos ainda na jurídica. Nesta porque eram inocentes ou simplesmente porque não havia provas contra eles. Para o mundo político apenas porque gozavam de respaldo da maioria. Pode parecer estranho, mas o julgamento político não precisa de provas e sim de um consenso majoritário entre os pares de que aquela pessoa violou os seus costumes.
Foi assim que o Presidente Collor de Mello sofreu impeachment mesmo depois de ter renunciado para se salvar. Apesar de não ter uma base permanente de apoio no Congresso e sofrer uma campanha popular pela sua derrubada, foi absolvido pelo STF sem que houvesse qualquer ato público contra aquela colenda corte.
Aqueles dois casos diferem essencialmente do chamado escândalo do mensalão por dois motivos.
O primeiro é que FHC tinha controle do Congresso, Lula não; o segundo é que Collor teve contra si uma campanha popular e nem Lula e nem FHC enfrentaram um movimento parecido. Contra FHC alguns petistas propuseram o impeachment, mas o partido não mobilizou a sociedade com este objetivo.
Quando o Governo Lula foi acuado pelas denúncias de seu aliado Roberto Jefferson, instalou-se uma crise que destruiu a imagem ética que o PT cultivava para si mesmo. Seus principais dirigentes caíram e o governo resistiu nas cordas por vários meses. Foi o preço do abandono dos valores de esquerda em nome do pragmatismo.
Os clamores públicos pelo linchamento do PT, hoje em escala menor do que em 2005, deveriam levar à seguinte indagação: o Brasil teria sido melhor nos últimos trinta anos sem Lula e o PT?.
O Governo FHC com lideranças de origem na esquerda não tem sido lembrado por eventuais escândalos, mas pelas opções que assumiu ao governar o país, como as privatizações. Que o PSDB defenda aquele legado é justo. Que a esquerda queira as mudanças estruturais que o PT disse que faria e não fez é um bom convite para superá-lo.
Mas o moralismo é sempre a política do imoral, como demonstrou recentemente um famigerado Senador da República. Não é o PT que deve estar nas barras do tribunal. Deixemos que ele seja julgado sim, mas pela história, livre do tempo fugaz de nossas vidas. E a sentença dependerá exclusivamente do país que Lula e Dilma terão deixado às futuras gerações.
Lincoln Secco é Professor de História Contemporânea da USP e autor de “A História do PT” (Ateliê Editorial).
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Dilma pediu explicacoes aos seus ministros corruptos? Quando?








“Dilma teve uma atitude bem diferente da de Lula diante de acusações de
corrupção que surgiram durante seu governo desde que assumiu o poder”,
lembra o La Nacion, da Argentina. “Diante de denúncias da
imprensa contra seus funcionários, a presidente pediu explicações
imediatamente e, não as considerando adequadas, exigiu a renúncia dos
suspeitos.” 

 
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