Record bate Globo com exibição de jogo do Brasil na Olimpíada

A Record venceu em audiência a Globo e o SBT na manhã deste domingo (29) com a exibição do jogo de futebol entre Brasil e Belarus na Olimpíada de Londres. A transmissão da partida, que foi ao ar das 11 às 12h50, deu 11 pontos de audiência à Record. Cada ponto equivale a 60 mil residências na Grande São Paulo. A Globo, no mesmo período, marcou cinco pontos, com o programa “Esporte Espetacular” especial, dedicado ao pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo. O programa teve a participação de Galvão Bueno, de Fátima Bernardes e do ex-jogador Ronaldo. No mesmo horário, o SBT marcou seis pontos.
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Mulher de Cachoeira para juiz: 'O Carlos [Cachoeira] contratou o Policarpo [da Veja] para fazer um dossiê contra o senhor'




Cada vez ficam mais claras e se complicam as ligações entre o esquema criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista Veja, por intermédio de seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior.

Agora, segundo o G1, a mulher do bicheiro teria tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, que cuida de um dos casos que envolvem o bicheiro, ameaçando-o com um dossiê que teria sido preparado por Policarpo a mando de Cachoeira:

Conforme relatou o juiz ao G1, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista 'Veja', em Brasília. O G1 procurou a assessoria de imprensa da revista, que informou não poder se posicionar sobre questões editoriais. Nas redações de São Paulo e Brasília, não localizou responsáveis para comentar o caso.

(...)
Conforme o juiz, Andressa teria dito: "Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê".

O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: "O senhor tem certeza?".
(...)
[Por conta da ameaça] Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.

Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, “caso essas medidas não sejam atendidas, Andressa terá a prisão preventiva decretada e ficará presa na PF”. [íntegra aqui]


O cerco se fecha contra o esgotão da Abril, quando até o G1, portal das Organizações Globo, derruba o muro que protegia a mídia corporativa das relações comprometedoras entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira.

Com a volta ao trabalho dos deputados ao fim do recesso nesta semana e a retomada da CPI do Cachoeira, já não é mais possível impedir a convocação do silente Policarpo ou de seu superior e responsável pela revista Roberto Civita.

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Elmano de Freitas irá receber apoio do ex-presidente Lula para campanha eleitoral

O candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza, tem agenda marcada com Lula em São Paulo para fazer gravações de apoio a campanha
Por: Rosângela Cardoso - Ceará Agora.
O candidato petista à Prefeitura de Fortaleza, Elmano de Freitas embarca nesta segunda-feira (30) para São Paulo. Elmano faz parte do grupo que vai ao encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer gravações de vídeo que será incluido na propaganda eleitoral gratuita, que terá inicio no 21 de agosto.
Na pesquisa O POVO/Datafolha, Elmano de Freitas obteve 3% das preferências, mas credita isso ao desconhecimento do seu nome. Entretanto espera reverter esse quadro apostando no apoio direto de Lula, que confirmou sua participação nas campanhas do candidato. O apoio está garantido, mas a presença do líder petista em Fortaleza não foi confirmada, tudo irá depender da equipe médica de Lula, que vem cuidando de sua saúde após passar por cirurgia contra um câncer na laringe.
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A corrupção ainda no primeiro plano

Charge de Millôr Fernandes
Nem seria preciso a recente descoberta de um vasto esquema de fraudes, ilícitos e cobrança de propinas no coração da Prefeitura de São Paulo para que a corrupção voltasse ao primeiro plano. Correndo ao lado da CPI de Carlos Cachoeira, da cassação do senador Demóstenes e do vai-e-vem que cerca o início do julgamento dos acusados pelo mensalão de 2005, as novas suspeitas turbinaram o problema.
O caso paulistano é escabroso, para dizer o mínimo. Deixa patente que a corrupção tem mil tentáculos. Não é comandada por um centro articulador claramente localizado. Sua cabeça não está em Brasília, por exemplo. O fenômeno está disseminado, podendo se manifestar em qualquer canto do país, e talvez seja até mais grave quanto mais baixo se desce na estrutura político- administrativa do Estado, onde há menos fiscalização e controle. Também não é monopólio de nenhum grupo ou partido; todos estão sujeitos a ela e todos podem vir a praticá-la, ativa ou passivamente. Não reconhecer isso é limitação ideológica.
Se quisermos enfrentar a sério o problema, vale a pena dilatar o conceito, para nele incluir, além dos crimes financeiros, uma série de procedimentos e atos que produzem menos frisson, mas são igualmente graves. Ou não haveria corrupção, por exemplo, na atitude de um parlamentar que se ausenta do plenário mas permite que seus assessores registrem sua presença e votem em seu nome? Não seria corrupto um servidor público que exige, do usuário dos serviços, um elenco enorme de documentos e exigência só para postergar o atendimento, ou justificar uma falha do sistema? Um policial que achaca e humilha um suspeito só pelo prazer de vê-lo acatar sua autoridade é tão corrupto quanto o cidadão que sonega o imposto de renda porque se convenceu de que o governo usa mal o dinheiro que arrecada.
A corrupção é uma falha ética. Anda junto com o poder (político, econômico ou ideológico), como se fosse uma espécie de efeito colateral: onde há poder e poderosos há sempre a probabilidade de abuso, e no abuso está a raiz da corrupção.
Nos tempos hipermodernos em que nos encontramos, a corrupção tornou-se um problema que desafia e surpreende. Redes, tecnologias de informação e comunicação, uso intensivo do espaço virtual, uma mentalidade que transforma tudo em mercadoria, oportunidade e negócio, um desejo socialmente incontido de consumir e ostentar, tudo isso atiça a corrupção. Faz com que ela tenda a ficar fora de controle, a ultrapassar fronteiras, a se sofisticar. O crime organizado, o narcotráfico, os atentados ambientais, a luta sôfrega por mercados, a facilidade com que se obtêm informações, são muitos os combustíveis.
Mas aquilo que a impulsiona também ajuda a freá-la: os mesmos fluxos virtuais funcionam como vitrines de atos escabrosos, roubando legitimidade deles e de certo modo controlando-os. A democratização da vida social faz com que o poder se torne mais visível e menos onipotente. Além do mais, o Estado brasileiro não é indefeso; está institucionalizado e bem aparelhado, dispõe de atualizados sistemas de controle internos e externos à administração pública, que criam incentivos à accountability, ao controle da burocracia, à isenção e à transparência. O poder público é vigiado pela sociedade civil, pela mídia, pela opinião pública, tem seus serviços avaliados cotidianamente pelos cidadãos. A corrupção é condenada pela opinião pública, algumas punições ocorrem e há muitos esforços governamentais para debelá-la.
Mesmo assim, problema persiste. O que sugere que ainda não conhecemos suficientemente seus meandros e suas determinações.
Ainda não avaliamos, por exemplo, a real força que o dinheiro tem na modelagem do Estado, no exercício do poder político, no funcionamento do sistema representativo, no processo eleitoral e no modo de fazer política. Talvez por acreditarmos que um regime democrático está vacinado contra desvios e defeitos, menosprezamos a análise das relações entre os negócios e a democracia. Abandonamos a discussão sobre a qualidade da democracia, tema que agora frequenta alguns núcleos acadêmicos mas que ainda não estacionou no centro da agenda pública.
Também não conhecemos a fundo o efeito que a falência dos partidos como sujeitos de programa, vontade e ação tem na maré montante da corrupção. Nossos partidos não são mais “escolas de quadros”, espaços privilegiados de seleção de lideranças ou organizadores de consensos sociais. Passaram a potencializar os defeitos do sistema partidário, sua permissividade exagerada, sua flexibilidade e sua falta de critério institucional. Colaboram, com ou sem intenção, para rebaixar a qualidade da política e aproximá-la do submundo.
Esses dois fatores combinam-se perversamente em nosso “presidencialismo de coalizão”, minando o que se tem de avanço institucional em termos de controles sobre o Estado.
Por fim, precisamos acertar as contas com os fatores culturais da corrupção. Culpar a formação nacional ou a cultura política pelo que há de corrupção na sociedade é um mau caminho, especialmente se não se levar em conta a dinâmica social e a construção do Estado. Não há uma maldição cultural oprimindo a sociedade, por mais que se tenha de reconhecer que nenhum povo é livre de moldes culturais e tradições, que aderem a seu corpo como uma segunda pele. Cultura política é uma construção social, que acompanha o desenvolvimento histórico. Não podemos ignorá-la, mas será um erro se a empregarmos para naturalizar a corrupção.
Se juntarmos as pontas desse novelo, compreenderemos que a corrupção não é uma força da natureza, mas uma coisa dos homens. Em suma, algo que pode ser enfrentado e combatido, ainda que não possa ser peremptoriamente eliminado. [Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo, 28/07/2012, p. A2].
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Carta Aberta à LULA, digo, E-mail Aberto ao LULA!


De: GUERRILHEIROS VIRTU@IS
Para: Luiz Inácio LULAda Silva

Assunto: Eleições 2012 em Cuiabá!

Companheiro, há anos marchamos lado a lado nas mais diversas eleições.


Em 1982 estivemos em São Paulo na sua disputa ao Governo do Estado, em 1989 tivemos a honra de participar daquela inesquecível campanha, tendo nos encontrado – entre outras oportunidades – na homenagem aos 10 anos do MST em Encruzilhada Natalino.


Em 1994, 1998 e 2002 cerramos fileiras novamente até conduzi-lo ao Palácio do Planalto, coisa que repetimos em 2006.


Em 2010 – ou melhor, antes disso ainda no Blog da Dilma – acompanhamos seu esforço de conduzir sua sucessora e elegê-la a primeira Presidenta de nossa nação.


Agora em 2012 temos um convite – queria dizer convocação, mas não me atrevo – de trazê-lo à Cuiabá para que nos auxilie e potencialize a conquista do Palácio do Alencastro – também pela primeira vez – para uma administração PeTista, ao lado do PMDB!


Seis horas em Cuiabá é o nosso sonho – sabemos que estás com diversos compromissos nas muitas cidades deste nosso Brasil querido e que seus médicos lhe restringem muito seus movimentos, mas também sabemos o quão importante para nós será tua visita.


Te encontras com nosso candidato, Lúdio Cabral, hoje – ele está entre as campanhas prioritárias – sabemos também de sua intenção de gravares depoimento e tirar fotos com ele, mas sua vinda à Cidade Verde seria uma potencialização fundamental à nossa campanha.


Venha à Cuiabá, Companheiro LULA, nós te receberemos de braços abertos e caminharemos a teu lado e de Lúdio Cabral pelas ruas de nossa Capital.


Está na hora de Cuiabá experimentar o PT!
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