Prefeitura de Fortaleza convoca mais 80 médicos para hospitais distritais

Mais 80 médicos estão sendo convocados para compor o quadro da rede de hospitais secundários do município. Serão beneficiados os oito hospitais, incluindo o Centro de Atenção a Criança Lúcia Fátima, Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará e os Frotinhas de Antônio Bezerra, Messejana e Parangaba. Também receberão os novos profissionais os Gozaguinhas da Barra do Ceará, Messejana e José Walter. Serão contempladas as especialidades de clínica médica (16), pediatria (50), anestesiologia (09), cirurgia geral (1) e neonatologia (4). Com isso, a Prefeitura encerra a convocação de todos os aprovados do concurso realizado em 2008.
Mais informações com a assessora de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Lena Ximenes, nos telefones 3452-6609/ 8897-8592.
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Gastos com publicidade podem ultrapassar os R$ 150 milhões até final do governo Casagrande

Nerter Samora - Século Diário.
Repetindo a fórmula elaborada pelo antecessor, as agências de publicidade que vão servir o governo Renato Casagrande devem administrar cerca de R$ 150 milhões até o final de 2014. Paralelamente ao andamento da nova licitação do setor – coincidentemente também marcada por polêmicas –, o governo do Estado está renovando os atuais contratos. Apenas as verbas previstas dentro do novo certame podem ultrapassar R$ 100 milhões.
Um volume tão grande de recursos é alvo da cobiça das agências que participam da atual licitação, suspensa até a análise dos recursos de cinco empresas locais contra o resultado do julgamento na fase técnica. Baseado nos valores propostos no certame realizado no ano passado, os “descontos das agências” podem chegar a 5% do volume dos recursos sob disputa – as empresas podem dividir até R$ 5 milhões do bolo das verbas apenas como “estorno” por parte dos veículos de comunicação, sem contar os ganhos na elaboração das peças.
De acordo com levantamento no Diário Oficial, a maior parte dos contratos das agências vencedoras do certame anterior (Concorrência 001/2010) começou a ser alvo de aditivos desde o início do último mês de maio. Com a proximidade do encerramento dos contratos, firmados com prazo inicial de 12 meses, os vínculos eram alvo de um primeiro aditivo (de 25%, limite permitido por lei) e depois eram aditivados novamente para extensão do vencimento por mais um ano.
O expediente foi praticamente o mesmo envolvendo as empresas Ampla Comunicação, MP Publicidade, Aquatro Publicidade e Contemporânea Ltda, que dividiram os cinco lotes previstos naquela licitação e que aparecem dentro da nova concorrência. Ao todo, a licitação feita no ano passado estimou gastos de R$ 45,18 milhões – que chegam a girar em torno de 56 milhões com os aditivos.
Entre os contratos renovados estão as contas de publicidade do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e da Secretaria de Turismo, que somados chegam a R$ 7,37 milhões sob administração da Ampla, bem como o vínculo da própria Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom), que prevê gastos de R$ 12,5 milhões apenas com a prestação de contas do governo sob responsabilidade da MP Publicidade.
Foram alvo de aditivos neste período, de acordo ainda com o levantamento, os contratos de publicidade das secretarias de Planejamento, Governo, Ciência e Tecnologia, Controle e Transparência, Assistência Social, Gestão e Recurso Humanos e da Agricultura. Somados os aditivos nestas pastas ficam próximos a R$ 10 milhões, sem contar os reajustes nos vínculos de autarquias, órgãos e empresas estatais também inseridas na licitação anterior.
Contrarrazões
Vence nesta segunda-feira (18) o prazo final para apresentação das contrarrazões pelas empresas vencedoras da nova licitação de publicidade, contra os recursos interpostos ao julgamento das propostas técnicas. Além de irregularidades na apuração das notas atribuídas ao plano de comunicação apresentado pelas agências interessadas, um caso que salta nos recursos é a suposta existência de plágios nos materiais utilizados.
Pela primeira vez, foram divulgados trechos do vídeo apresentado pela agência pernambucana Ampla Comunicação, acusada de plagiar um vídeo produzido por uma universidade no Canadá e que acabou saindo vencedora do lote 05. Na comparação entre os dois vídeos é possível perceber que no “produzido” para a licitação são substituídas palavras e frases em inglês por dizeres em português, com a colocação da logomarca do governo no final.
Fontes que participaram do certame questionam a cópia do material sem autorização expressa nos autos, uma vez que todos os concorrentes tiveram que criar e custear as suas próprias ideias.
Veja abaixo alguns comparativos:
Outro ponto questionado é a existência de comentários anotados nas propostas envidas pelas agências. Em um dos documentos é possível ver comentários como “muito fina” e “ótima” ao lado do nome de profissionais que serão colocados à disposição do governo, segundo a proposta das agências, para atuar na área de atendimento. Representantes das agências recorrentes questionam a rasura nos documentos e apontam um suposto favoritismo ao bem cotado por um dos membros da comissão licitante.
Eles alegam ainda que a maioria das empresas fez uma lista nominal, o que estaria em desacordo com o edital, já que seria necessário listar o número e a qualificação dos profissionais.
De acordo com o resultado homologado no último dia 29, a agência Ampla Comunicação venceu dois lotes (lotes 03 e 05, cujos contratos prevêem gastos publicitários de R$ 19,9 milhões), a carioca Contemporânea Ltda. arrematou o lote 02 (estimado em R$ 9,94 milhões) e a capixaba MP venceu o lote 04 (avaliado em R$ 10,05 milhões). A novidade na lista é a agência paulista Giacometti e Associados Comunicação Ltda., que ganhou o lote 01 (R$ 10 milhões).
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Apoio do PP de Maluf a Haddad traz tempo de programa eleitoral e joga Serra contra Alckmin

Após digerir o impacto que causou a foto - ou melhor - A FOTO (que não vou publicar aqui) em que o presidente Lula coloca sofregamente a mão no ombro de Maluf, enquanto este faz um gesto de positivo com o polegar, tendo um Haddad desconcertado entre os dois, resolvi dar meu pitaco no assunto que está fazendo a glória da mídia serrista: o PT teria se rendido e o presidente Lula se submeteu a ir à casa de Maluf pela primeira vez na vida, a fim de obter o apoio do PP para a campanha de Haddad à prefeitura de São Paulo.

Tudo, segundo os "analistas" da mídia serrista, por um minuto e meio a mais de propaganda no horário eleitoral. Ou três minutos, se raciocinarmos que o minuto e meio iria para Serra.

Juntou-se a isso uma notícia divulgada pela Veja (a Veja?!) que teria conseguido uma entrevista exclusiva com Erundina, em que a nossa brava deputada teria afirmado que com Maluf ela sairia da campanha.

A notícia se espalhou e hoje está na primeira página, até como manchete, de alguns dos principais jornais do Brasil. (Eu, que não acredito na Veja, como não vi declaração alguma de Erundina, duvido).

Mas, vamos abordar o efeito Maluf por outro ângulo, além da boa notícia de termos mais tempo eleitoral e tê-lo retirado de Serra.

Serra teria ficado furioso com a ida de Maluf para a campanha de Haddad. Pior: coloca a conta no ombro de Alckmin (é importante lembrar que o PP de Maluf é da base do governo federal, mas também é da base de Alckmin em São Paulo).

Segundo Serra, Alckmin não teria se esforçado para trazer Maluf (ou seja, não ofereceu o que o PP queria) para a campanha de Serra, e mais: teria fechado um acordo com Maluf para 2014.

Segundo aliados, que pedem reserva quanto a seus nomes, Serra está "muito irritado" com o governador, que havia garantido o apoio do PP à candidatura tucana. "Serra acha que Alckmin acertou com Maluf para 2014 e não se esforçou muito, digamos assim, para este ano", explica um dirigente do PSDB paulistano. "Ele (Serra) acredita que Alckmin deixou Maluf escapar, não segurou o PSB, e ainda teve a história do PR… o PR foi Kassab que trouxe", completa.

Foi quando me lembrei de uma postagem minha de fevereiro deste ano, que reproduzo a seguir:

Apoio de Alckmin à campanha de Serra para a prefeitura de São Paulo foi planejado num almoço solitário há 4 anos


A foto acima mostra o governador Geraldo Pinheirinho Alckmin almoçando sozinho, um dia antes da eleição que reconduziu Kassab à prefeitura de São Paulo, em 2008. Alckmin era o candidato do PSDB (partido do governador de SP na época, José Serra). Ficou em terceiro lugar, atrás de Kassab e Marta Suplicy.

Uma posição humilhante para quem vinha de uma campanha presidencial há dois anos, em que foi ao segundo turno com o presidente mais popular do Brasil, Lula. Isso aconteceu porque o governador Serra ignorou sua campanha e apoiou a reeleição de Kassab.

Enquanto almoçava solitariamente, há quatro anos, Alckmin não poderia imaginar que o destino o colocaria agora na posição de dar o troco e devolver a Serra o "apoio" de 2008.

Dizem que a vingança é um prato que se come frio. Nelson Rodrigues dizia que a pior solidão é a companhia de um paulista. Imagine esse almoço de um paulista solitário. Como deve estar frio agora, passados quatro anos.

Aí o minuto e meio de propaganda (na verdade, três) fica em outra perspectiva diante de um racha na campanha tucana.

O presidente Lula ainda está se recuperando do desgastante tratamento para um câncer, de que finalmente está curado. Mas, para tanto, Lula perdeu a barba, o cabelo, sofreu com quimio e radioterapia.

Foi um duro e penoso tratamento que o ensinou que para eliminar o nocivo, às vezes o remédio é amargo e quase insuportável. Mas se tem que ser feito, que o seja.

E levou o tratamento para a campanha de Haddad, se é que me entendem.
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Maluf o mais desejado na disputa da Prefeitura de SP

Jornal da Tarde, 19/06/12.

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Acre 50 anos -13 de Vianismo




O Acre ainda vive a ressaca das comemorações pelos seus 50 anos de Estado, mas nada que uma pequena análise do período histórico mais recente possa estragar. Nestes 50 anos de Estado, o Acre tem vivido os últimos 13 tendo como modelo político o Vianismo dos irmãos Jorge e Tião Viana. 

A participação política deles nas cinco décadas passadas não se deu somente após 1998, com a eleição de Jorge Viana para o Palácio Rio Branco. Seu tio Joaquim Macedo foi governador do Acre durante o regime militar (1964-1985). O pai, Wildy Viana, foi um atuante político acreano pela extinta Arena (partido de sustentação da ditadura). O envolvimento dos Vianas com a política vem desde o berço. 

Da direita conservadora migraram para a esquerda por meio do PT, lá no final dos anos 1980. Desde então tornaram-se símbolo do PT no Acre e passaram a ser chamados de “meninos do PT”. Jorge disputou pela primeira vez o governo em 1990 e perdeu para Edmundo Pinto (PDS). Logo em seguida seria eleito prefeito de Rio Branco. 

Fez uma gestão excelente, levando-o a ganhar o governo do Estado em 1998, com seu irmão Tião eleito para o Senado. Jorge assumiu o Acre num dos períodos mais sombrios de sua história. As instituições estavam destruídas e fiscalmente o Acre se encontrava à bancarrota. 

Jorge Viana pode ser considerado como o governo da reconstrução. Conseguiu recuperar a normalidade institucional do Estado e recolocou o Acre nos trilhos da gestão fiscal e orçamentária. Pôs em prática como modelo econômico o conceito de Florestania, que tem com base o desenvolvimento sustentável. 

De quarenta anos de atividade predatória da pecuária, o Acre testava a exploração sustentável de sua 88% de cobertura florestal. A Florestania ainda pena para trazer resultados concretos a um dos Estados mais pobres do país. A sorte do Vianismo neste período foi o boom da economia brasileira no cenário mundial; tínhamos o que o mundo precisava: commodities. 

Com a chuva de dinheiro no país, o Acre foi agraciado com a bondade do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca antes na história deste país o Acre recebeu tanta verba federal. O dinheiro foi suficiente para o governo oferecer a infraestrutura até então inexistente e mergulhar numa onda de popularidade. Fomos bombardeados com as reportagens mostrando a Estrada do Pacífico como nosso El Dorado. 

Até agora o resultado é nulo. Avançamos politicamente, porém no campo econômico carregamos a mesma cruz da dependência de verbas da União. O Acre deixou para trás um período sombrio de sua história para um novo momento em 2012. Aparentemente as instituições funcionam. A Florestania não amenizou a economia do contracheque. 

Mas não importava; o Acre estava num novo momento, a autoestima do povo foi recuperada e os servidores públicos estavam com os salários em dias; eles consomem, o comércio gera seus empregos e a cadeia econômica mantém sua rotatividade. Não estou aqui para elaborar uma tese social ou econômica sobre o governo petista. 

Jorge Viana deixa o governo e faz seu sucessor, Binho Marques. Este exerce um governo tampão até a eleição de Tião Viana. Bem, 2010 ainda está bem fresco na nossa memória. O petismo perde nos seus principais colégios eleitorais, incluindo Rio Branco. Tião Viana mantém a mesma linha de pensamento político e econômico de seu irmão. 

Mas com a economia florestal menos enfatizada. O mote da vez é a industrialização do Acre por meio de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que nunca deu certo em lugar nenhum do país mas que eles garantem de pés juntos que aqui funcionará. O Vianismo enfrenta em 2012 a eleição mais difícil de sua história, podendo dar início ao Bocanismo. 

Ao governador Tião Viana resta o desafio da autorrenovação a cada dia. As urnas há dois anos parecem ter dado o recado da mudança. Ao atual governo resta a opção do mudar sem alterar para assegurar ao menos 20 anos de petismo consecutivos.      
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