Maluf e Dantas integram a lista dos mais corruptos do mundo divulgada pelo Banco Mundial. Aqui, eles passeiam

A informação é do Banco Mundial e eu vi na Pública.

Por aqui, Dantas e Maluf conseguem tudo o que querem, até dois Habeas Corpus do à época presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes em 48 horas.

Mas, lá fora, a coisa é um pouco diferente. Maluf é procurado pela Interpol, se pisar fora do Brasil, vai preso. Este modesto blog lançou até uma campanha, em 2007, Uma passagem para Maluf:

A justiça americana indiciou o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, seu filho Flávio e outras três pessoas pelo envio ilegal de US$ 11,6 milhões (R$ 24,4 milhões) do Brasil para um banco norte-americano. Há uma ordem de prisão contra os cinco, que pode ser cumprida em qualquer país com o qual os EUA têm tratado de extradição.

Como Maluf é brasileiro e por isso não pode ser extraditado, este blog lança a campanha: Vamos comprar uma passagem de primeira classe e enviar Maluf para os EUA. Ele merece.


Mas o paulistano parece que só gosta de dar dinheiro a Maluf de forma indireta (votando nele) e não conseguimos nosso intento...

Mas, vamos ao que diz a Pública:

Numa pesquisa rápida no banco de dados é possível encontrar nomes conhecidos do público brasileiro como o banqueiro Daniel Dantas e Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo. Dantas é citado pelo caso do Grupo Opportunity, em 2008, quando teve US$ 46 milhões bloqueados em contas do Reino Unido e foi condenado por corrupção na tentativa de suborno de US$ 1 milhão para que um investigador desistisse das acusações contra ele, sua irmã e sócia, Veronica Dantas, e seu filho.

Além de Dantas, outro banqueiro foi parar na lista do Banco Mundial: Edemar Cid Ferreira, fundador e ex-presidente do Banco Santos. Ferreira foi condenado, em 2006, pela justiça brasileira a uma pena de 21 anos pelos crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Durante o processo, o juiz do caso determinou a busca e apreensão de bens adquiridos com o dinheiro ilegal. Entre os bens apreendidos estavam obras de arte avaliadas entre US$ 20 e US$ 30 milhões, de artistas do porte de Roy Liechenstein, Jean Michel Basquiat e Joaquin Torres Garcia. Segundo os dados do processo, US$ 8 milhões ainda estão sendo monitorados pela justiça.

Paulo Maluf é citado pelo banco de dados duas vezes. Na primeira oportunidade, Maluf acusado pelo Procurador-geral de Nova Iorque de movimentar uma quantia de US$ 140 milhões no Banco Safra, entre 1993 e 1996. Durante esse período, era prefeito da cidade de São Paulo e participou de um esquema de desvio de verbas durante a construção da arterial Avenida Água Espraiada. O dinheiro foi transferido para contas de Nova York e, posteriormente, enviado para paraísos fiscais nas Ilhas do Canal no Reino Unido e, segundo as investigações, parte do dinheiro retornou ao Brasil para gastos com despesas pessoais e campanhas políticas.

Num outro processo, o ex-prefeito é acusado de desviar dinheiro oriundo de pagamentos fraudulentos para contas em bancos em Nova York e na Ilha de Jersey, no Reino Unido. Maluf e seu filho foram enquadrados nos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro e tiveram US$ 26 milhões bloqueados em contas de duas empresas, Durant Internacional Corporation e Kildare Finance Limited, que seriam de propriedade do político. As transferências de dinheiro entre as contas levantaram a suspeita da promotoria de Nova York, que decretou a prisão de Maluf colocando-o na lista dos mais procurados da Interpol em 2011.

Indo ao site da Pública, você acessa não apenas informações sobre Dantas e Maluf, mas também explora o mapa da corrupção mundial.

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Juiz que pode anular toda a operação que denunciou esquema Cachoeira-Demóstenes já votou a favor da anulação em outro caso

A informação está na Folha de hoje, em reportagem de Felipe Seligman e Leandro Colon:

Autor do pedido que adiou o julgamento sobre a legalidade das escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, o juiz federal Cândido Ribeiro já votou a favor de arquivar um outro inquérito ao dizer que trata-se de "constrangimento ilegal" utilizar apenas denúncia anônima para iniciar investigação criminal.

Por isso e por outras decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público já trabalham com grande possibilidade de derrota na corte.

Como escrevi aqui ontem, Relator vota pela anulação das escutas e Operação da PF que denunciou quadrilha Cachoeira pode acabar como Satiagraha. Como são três a votar, basta que Cândido Ribeiro vote por considerar ilegais as gravações,  como já o fez  em situação anterior semelhante, para que as escutas da Operação Monte Carlo sejam anuladas.

Ministros do Supremo Tribunal Federal disseram à Folha que essa decisão [pela ilegalidade dos grampos] não anula todos os desdobramentos da Monte Carlo, mas abre espaço para que advogados entrem com pedidos neste sentido com chances de êxito.

Caso as provas sejam invalidadas, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro pedirá o arquivamento do processo contra seu cliente Demóstenes Torres (GO) no Conselho de Ética, que pode levar à cassação do senador.

Com isso, Demóstenes e Cachoeira podem voltar a se falar, como antes, e os "repórteres investigativos" da Veja serão liberados da Papuda e poderão produzir novas reportagens para o cloaquento hebdomadário.


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Charge: Ovo no Gilmar Mendes

Ele merece muito mais...
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O trânsito parou na Floresta


Andar de carro ou ônibus em Rio Branco na hora do rush já está algo insuportável. São milhares de veículos em circulação para uma cidade de mobilidade urbana precária, praticamente inexistente. Ruas que até bem pouco tempo serviam como corredores de escape hoje concentram congestionamentos quilométricos. Exemplo disso é a avenida Antônio da Rocha Viana.

Chegamos a este ponto por dois pontos principais: a falta de investimentos em um transporte público de qualidade e na não ampliação das vias, bem como a construção de alternativas.

Temos um serviço de transporte coletivo precário. Quem precisa deste sistema fica minutos e mais minutos à espera de um ônibus que sempre chega abarrotado. As pessoas mais parecem sardinhas espremidas. Ao invés de ampliar a oferta de linhas houve a redução.

Vejamos o exemplo da linha Alto Alegre; Hoje os coletivos dela passam por ao menos cinco bairros diferentes: Alto Alegre, Adalberto Sena, Xavier Maia, Raimundo Melo e Vila Ivonete. Antes existiam as linhas Alto Alegre, Adalberto Sena e Xavier Maia. O resultado desta concentração é a superlotação.

Paga-se R$ 2,40 para andar pendurado na porta e por apenas alguns minutos; ou seja, o sistema de transporte coletivo é ineficiente. Com isso mais e mais pessoas passam a comprar seu próprio meio de transporte para não depender de ônibus. Como conseqüência observamos nossas estreitas ruas num caos.

A única grande obra para o trânsito, a duplicação da Avenida Ceará, já não surte o efeito necessário. A Quarta Ponte pouca utilidade tem, a não ser como rota de salvação em cheia do rio Acre.  O trânsito continua caótico. Para piorar há a péssima sincronização dos semáforos centrais. Sai-se de um sinal verde e a 10 metros o próximo está vermelho.

O problema do trânsito deve estar entre as prioridades a ser debatidas pelos prefeituráveis em 2012. Sair da política baixa em benefício de uma cidade melhor é o que o eleitor rio-branquense espera. A proposição de soluções inteligentes para garantir a mobilidade em Rio Branco deve figurar nos planos de cada candidato.

Rio Branco é uma cidade pequena, e problemas como estas exigem tão somente vontade política do gestor para resolvê-los. Não precisamos importar o estresse da vida urbana de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Vamos cortar nossos males pela raiz.
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Que vença o Eleitor

Está dada a largada para as convenções partidárias que definirão os candidatos a prefeito e vereador nos 22 municípios acreanos, e nos mais de 5.000 em todo o país. Pelo grau da pré-campanha registrado pelas redes sociais até aqui, no pleito de 2012 a regra vai ser do pescoço para baixo é canela. O que é lamentável para o principal ator deste espetáculo: o eleitor.

 A notícia boa é que os dois principais candidatos à Prefeitura de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB), já deram declarações públicas de que vão fazer uma campanha baseada em propostas a ser apresentadas ao cidadão. Alexandre já demonstrou esta linha em suas entrevistas, e pessoas próximas a Bocalom afirmam que seu estilo será o “Lulinha paz e amor” de 2002.

Rio Branco não precisa de milicianos lunáticos cibernéticos para abrilhantar a eleição de seu novo prefeito. Todas as candidaturas devem ser respeitadas dentro da democracia. Os candidatos devem firmar acordo de cavalheiro pelo bem de uma das cidades mais carentes de infraestrutura e desenvolvimento do país.

Apesar da importância imensurável da rede mundial de computadores na vida das pessoas neste século 21, a essência da caça aos votos deve estar nas ruas, andando de bairro em bairro, conhecendo a real situação dos rio-branquenses –em resumo, sair do virtual e ir para a realidade. O fortalecimento da municipalidade precisa figurar entre os pontos-chave em 2012.

Rio Branco parece ter perdido sua autonomia nos últimos oito anos. A prefeitura passou a ser uma mera figura representativa para entregar ao governo as tarefas mais básicas como a pavimentação de ruas nos bairros e a distribuição de água, além do tratamento do esgoto. A identidade da capital precisa ser reencontrada, caso contrário o melhor seria não realizar eleição para prefeito, mas somente de governador.

Aos partidos caberá agora conduzir seus processos e a apresentação de um plano de governo à altura das necessidades da cidade que concentra mais da metade da população acreana. O fisiologismo nas relações partidárias tem que ser execrado em nome do interesse maior da comunidade; e que vença o eleitor.  
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