Chávez desafia câncer e formaliza candidatura à reeleição

Claudia Jardim - De Caracas para a BBC Brasil
Desafiando o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, oficializou nesta segunda-feira sua candidatura à reeleição, defendendo que sua vitória será a garantia de "futuro" e "independência" para a Venezuela, contra a candidatura do "imperialismo" encabeçada, segundo ele, pela oposição.
Chávez disse que a "batalha" nas urnas tem como centro de disputa o controle da indústria petrolífera, cujo domínio, a seu ver, poderia cair sob controle do governo norte-americano, caso a oposição saísse vitoriosa.
O presidente deixou a sede do governo, em Caracas, em um caminhão aberto, vestido com a tradicional boina vermelha e uma jaqueta com as cores da bandeira venezuelana. A caravana foi cercada por uma multidão de simpatizantes até a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Ao entregar seu programa de governo para os anos 2013-2019, Chávez se comprometeu a reconhecer o resultado das eleições de 7 de outubro "seja qual for".
A coalizão opositora, até agora, tem hesitado em dar credibilidade ao árbitro eleitoral e ainda não declarou se reconhecerá ou não o resultado das urnas.
"Que bom que reconheçam o CNE no lugar de incursionar no caminho do golpismo. Tomara que respeitem as regras do jogo democrático, as instituições", disse Chávez, ao ameaçar que, caso a oposição se "aventure" em atos de violência, a resposta do governo seria "aprofundar a revolução".
Doença
Denominado por sua campanha como o "candidato da pátria", Chávez cantou, dançou e discursou durante quase três horas. Em uma candidatura cercada por impressões e rumores sobre o estado físico e de saúde do presidente, sua apresentação foi uma demonstração de força diante da enfermidade contra a qual luta há um ano.
"Um ano depois estou frente a vocês, inscrevendo a candidatura", disse. "Vivemos de milagre em milagre, e estou convencido que, com a ajuda de Deus, continuaremos vivendo e vencendo."
Esta é a primeira vez que Chávez participa de um grande ato público desde fevereiro, quando anunciou a reincidência do câncer, com a aparição de um novo tumor.
Sua a inscrição à reeleição minimiza rumores sobre uma piora em seu estado de saúde, cuja extensão e gravidade são tratadas em absoluto segredo pela cúpula do governo e totalmente desconhecidas pela população.
"Me sinto muito bem", declarou Chávez, no sábado, em breve conversa com jornalistas na sede do governo.
O presidente disse ter feito exames de controle e que os resultado sairam "absolutamente bem".
Chávez foi submetido a uma terceira cirurgia, em fevereiro, em Havana, para retirada de uma nova lesão cancerígena, que aparecera na mesma região onde, no ano passado, foi retirado um tumor. Depois disso, foi submetido a cinco ciclos de radioterapia para conter o avanço da doença.
Antes da reincidência do câncer, no entanto, o líder venezuelano havia anunciado estar curado.
Campanha
Apesar de sua ausência, marcada por mais de cem dias fora do país no último ano - entre cirurgias e tratamento com radio e quimoterapia -, Chávez aparece nas pesquisas como favorito para vencer o pleito de outubro.
Recentes pesquisas realizadas por diferentes consultorias revelam que o índice de intenção de votos a favor da reeleição do presidente flutua entre 17 e 20 pontos.
Apenas uma empresa afirma que a margem a favor de Chávez é de apenas cinco pontos, indicando que a disputa contra o candidato opositor Henrique Capriles Radonski seria apertada.
Apesar do favoritismo, os desafios do presidente não são poucos, e o principal não depende exclusivamente de sua vontade: terá de convencer os venezuelanos que terá saúde para se manter na campanha e que poderá governar nos próximos seis anos.
"(Francois) Miterrand, (Fernando) Lugo e outros governantes demonstraram que é possível governar com um câncer", afirmou à BBC Brasil o analista político Modesto Guerrero. "O que não se pode é governar da mesma maneira que antes", acrescentou.
Caso a saúde de Chávez se debilite até a data das eleições, o partido governista PSUV teria até 10 dias antes do pleito para lançar um candidato substituto. Fontes do governo afirmaram à BBC Brasil que este cenário, no entanto, não está contemplado.
'Dilema'
Para o analista político Modesto Emílio Guerrero, o "dilema" venezuelano não será a curto, e sim a médio prazo, a partir do mandato 2013-2019.
Se for reeleito e o câncer não o deixar governar, Chávez teria de convocar novas eleições, caso a ruptura ocorresse antes da metade do mandato. Esse cenário obrigaria uma transição no chavismo e, ao mesmo tempo, renovaria as esperanças da oposição de retomar o poder.
Entre outras mudanças previstas para os próximos três meses está o estilo da campanha. Acostumado nos 14 processos eleitorais anteriores a percorrer todo o país em caravanas, nas quais discursava durante horas, agora Chávez tende a assumir uma campanha de "baixo perfil", com poucas viagens e breves atos públicos.
Outro desafio será reanimar os chavistas descontentes com a atual administração e atrair o setor abstencionista, que gira em torno de 20% do eleitorado.
"Chávez terá que apresentar uma melhor gestão nesses três meses, de apresentar projetos e programas que renove a esperança das pessoas por um futuro melhor", afirmou à BBC Brasil Oscar Schemel, da consultoria Hinterlaces.
Entre as dívidas do governo Chávez, analistas apontam a insegurança e a inflação como as principais.
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Elmano pré-candidato do PT em Fortaleza

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Charge: Cachoeira e o Congresso

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Globo botou jornalista para trabalhar 20 dias seguidos sem folga, e agora começa a demitir para cumprir acordo com MP

Publiquei hoje aqui no blog esta denúncia: Por graves irregularidades trabalhistas, Ministério Público multa Rede Globo em R$ 1 milhão e a obriga a contratar 150 jornalistas.

Coisa séria: emissora chegou a botar jornalista para trabalhar 20 dias seguidos sem folga.

Recebi durante o dia ligações de jornalistas da Globo e outros ligados ao Sindicato com informações de que a Rede Globo, para cumprir o acordo com o Ministério Público e contratar 150 novos profissionais, está demitindo antigos funcionários,  até gente com mais de 25 anos de casa (que, evidentemente, deve ser muito competente, ou não estaria ali há tanto tempo), numa clara mensagem de que "a banca não pode perder nunca".

É um aviso: Não adianta o Sindicato nos pressionar, se somos obrigados a contratar por um lado, demitimos pelo outro. O patrão sempre tem razão.

O problema é que isso influencia na qualidade do jornalismo praticado na casa. Cada vez mais prejudicado pelas interferências políticas do aquárioSala normalmente usada pela direção de redação.

Se a Rede Globo é (para usar uma palavra da moda) "referência" em telenovelas, na qualidade de suas produções ficcionais, o jornalismo desce ladeira abaixo - e não é de hoje.

A mesma emissora que contratou "comunistas" ou "esquerdistas" na época da ditadura para escrever alguns dos melhores trabalhos ficcionais do período (Dias Gomes, Lauro César Muniz, Braulio Pedroso etc), no jornalismo está onde sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula.

A truculência contra antigos profissionais, que é uma vingança da emissora contra o Sindicato e os que lhe cobram relações trabalhistas de acordo com a lei, é só mais um capítulo na história vergonhosa do jornalismo da emissora.

Mas, saibam os que ali trabalham, que o Brasil está mudando, inclusive nas relações trabalhistas. O repórter Carlos Dorneles (que nós e todos os que trabalham na Globo conhecemos) obteve vitórias contra a Rede Globo em suas reivindicações trabalhistas, como já aconteceu anteriormente com Cláudia Cruz.
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A unidade do PT e Fortaleza é mais PT

Por Íris Tavares*
A conjuntura política é resultante da atualização de várias agendas e debates que se estabelecem entre as esferas públicas, os movimentos organizados e legitimados na luta cotidiana pela cidadania que se situa no recorte espacial e privilegiado da cidade.
O debate sobre a cidade é fundamental na perspectiva em que a compreensão e a tradução dos olhares, das relações de poder e da construção permanente da participação dos diferentes atores constituem-se os elementos determinantes para o projeto político que se deseja afirmar, a fim de promover e fortalecer o processo democrático e participativo.
A avaliação dos sete anos do governo petista de Fortaleza sinaliza para a militância social e partidária em que os rumos trilhados pelo governo têm consequência direta na medida em que os indicadores sociais superam os resultados que historicamente demarcaram décadas de governos sem transparência e que acabaram desbotados nas manchetes de jornais por corrupção e pelo uso indevido dos recursos públicos.
A prefeita Luizianne Lins inaugurou uma nova agenda política em Fortaleza. Faz um governo pautado na inversão de prioridades e traz para a cena cotidiana da gestão da cidade temas como direitos humanos, políticas públicas para mulheres, políticas públicas para a juventude, políticas públicas para pessoas com deficiência, a igualdade racial, a diversidade sexual entre outros temas que impactam e se destacam nos contextos estadual e nacional.
A agenda propositiva para o serviço público municipal em curso visa debater, aprofundar e acumular novas práticas e uma nova cultura para o serviço público, tendo a formação e a qualificação como meio para se atingir a excelência no serviço público; exemplo disso é a criação da Escola Municipal de Administração Pública – ESMAP, mediante a cooperação com a Escola Nacional - ENAP. A elaboração da política municipal de desenvolvimento de pessoal e qualificação do serviço público faz parte do compromisso com a valorização do servidor. Garantir o aperfeiçoamento da competência e da capacidade com visto à resolutividade dos problemas que cercam a municipalidade. A implantação dos 14 PCCS, com forte impacto nas categorias referentes saúde, educação e da gestão pública, depois de anos e anos de desleixo e esquecimento dos antigos gestores.
A implantação do Orçamento Participativo faz do governo de Fortaleza um aliado e promotor de diálogos fundamentais para o emponderamento de cidadãos que se motivam e se estimulam a pensar a cidade para contribuir com as políticas públicas para o município, assim como para o Plano Diretor Participativo, que constrói lastros e rompe com velhos paradigmas das relações de poder. Essa parceria justifica o zelo e o debate político que a cidade resguarda. Em “Debates Tópicos Utópicos”, a presença de teóricos, estudiosos e militantes da América Latina tem contribuído para um pensar atualizado da política, da economia, da sociedade, das crises do capitalismo no mundo globalizado. São momentos de muita riqueza política e ideológica em que se acumulam teoria e prática na perspectiva das possíveis transformações do modelo de sociedade que se quer plena, humana, solidária e socialista.
A sucessão da Prefeita Luizianne não se resume em um nome petista de maior ou menor densidade eleitoral. Supera o pragmatismo. O elemento fundante reside na política, no envolvimento direto com o modelo de gestão que se implementa, a maior proximidade possível do que se pode considerar como política pública comprometida com o nível de desenvolvimento das pessoas, considerando que há um processo de transformação em curso na cidade; esse processo teve inicio no primeiro ano da primeira gestão da prefeita Luizianne.
O Encontro Municipal 2012 PT Fortaleza, que ocorreu no domingo, 3 de junho, foi a síntese de um debate rico, respeitável e maduro, que perpassou por todas as instâncias partidária. Os meses que antecederam o encontro foram decisivos para dirigentes, filiados e militantes que mantiveram suas atenções voltadas para uma conjuntura que exige uma avaliação do governo em todos os aspectos, assim como uma análise sobre a desenvoltura e o papel do partido, ou seja, plenárias setoriais e zonais com a presença de dirigentes nacionais do PT e a visibilidade necessária por meio das mídias. O encontro deixou claro que o PT tem suas lideranças, mas quem decide são os filiados, os delegados e a própria militância.
Na atual conjuntura, em que se deseja aprofundar o modelo da gestão petista e contribuir na construção de uma sociedade socialista, o companheiro Elmano Freitas apresenta uma disposição e reúne condições que convence e unifica os militantes das várias correntes políticas do PT. A decisão de tê-lo como representante e defensor da gestão que caminha a passos largos, vem mudando significativamente o desenho social da cidade e tem feito bem ao povo de Fortaleza é acertada, reúne e encoraja o conjunto do partido para o debate qualitativo com as comunidades. A unidade construída pelos petistas surpreende, pois revela atitudes de muita generosidade, grandes gestos, como o abraço e o sorriso largo do grande companheiro Artur Bruno ao se dispor estar com a militância petista no debate, em defesa do projeto petista na cidade de Fortaleza a fim de apresentar Elmano Freitas para dirigir, trilhar e aperfeiçoar o governo da participação popular.
* Íris Tavares
Historiadora e membro do Diretório Estadual do PT-CE
Publicado originalmente no site do PT Ceará.
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