Ao ver o até-agora-mesmo "Primeiro Mundo" ir pro buraco, é difícil não lembrar daquelas lúcidas primeiras páginas de As consequências econômicas da paz, do John M. Keynes (PDF), nas quais ele diz que aqueles povos europeus que tanto sofreram com a guerra e a fome se comportavam, na abundância, como se esta fosse desde sempre e doravante sua condição perpétua:
Clique para ver...
«Poucos dentre nós percebem com convicção a natureza intensamente incomum, instável, complexa, temporária e não confiável da organização econômica da Europa Ocidental na última metade de século [19]. Achamos que algumas de nossas vantagens posteriores, das mais peculiares e temporárias, são naturais e permanentes; pensamos que é possível contar com elas, e com base nesta premissa fazemos os nossos planos. Sobre alicerces frágeis e terreno arenoso planejamos o aprimoramento da sociedade e criamos nossas plataformas políticas; seguimos o rumo das nossas animosidades e ambições particulares»
- John Maynard Keynes


