A MAGIA DE ZEBEDEU


Até hoje, passados mais de dez anos que representei  o Zebedeu na novela “Mandacaru” da extinta Rede Manchete, muitas pessoas me param nas ruas a me parabenizar por aquele trabalho. A grande maioria, homens.

Público masculino que assistiu a novela “cangaceira”.

Existe sim a “novela masculina”. É sobretudo aquela que trata menos de romantismo e  mais de intrigas de negócios, seqüestros, bandidos, heróis, vilões , mocinhos, tiros, e violência etc. etc..

Este foi o caso de Mandacaru, além do grande apelo que o tema Nordeste,  e seu cangaço, trazem ao público brasileiro.

Mas Avancini mais uma vez foi Mestre.

Dividiu Mandacaru em duas vertentes: a dos folhetos  de Cordel de Cavalaria, com Tirana e seu bando; com o “Tenentinho” e sua tropa. Heróis românticos, “bonitinhos”, capazes de partir os corações femininos, e empolgar os masculinos pela ousadia e coragem das personagens.

E o Cordel de Bufoneria. Que acabou encontrando sua expressão máxima na minha personagem, Zebedeu.

Num país de tradição de comédias, com um povo alegre e otimista como o nosso é claro que o bufão agradou em cheio. “Tomou” a novela e cativou o público. Um vilão engraçado , empático.

Fui abençoado com a segunda grande vitória minha na TV. A primeira havia sido o “Bafo de Bode” em Tieta.
Vitória que Avancini, mesmo com toda a sua maestria não esperava. Um dia antes das gravações começarem ele me chamou e disse-me  que eu seria execrado pela crítica, e que eu ia estragar a novela, porque eu estava completamente fora do tom dela.

Por fim, era Zebedeu quem dava o tom da novela. E Avancini, como pai da criança ficou muito satisfeito por ter errado sua previsão sobre minha atuação.

Mas o segredo principal de Mandacaru foi sua divisão em duas vertentes da literatura de Cordel. Artimanhas de um gênio que nos deixou muito cedo: Walter Avancini.
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Não é impressionante que o colapso do neoliberalismo seja mais caro para os cidadãos locais e globais do que o colapso do comunismo real?
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A matemática macabra do 11 de setembro – Marco Weissheimer: "O conceito de justiça usado por Obama autoriza, portanto, a que iraquianos e afegãos lancem ataques contra os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças. E provoquem outras milhares de mortes. E assim por diante até que não haja mais ninguém para ser morto. A superação da Lei do Talião, cabe lembrar, foi considerada um avanço civilizatório justamente por colocar um fim neste ciclo perpétuo de morte e vingança. A ideia é que a justiça tem que ser um pouco mais do que isso."
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As manifestações contra Belo Monte a partir de brinquedos elétricos e eletrônicos me fazem sorrir, pois em nenhum momento passa pela cabeça dos "manifestantes" impedir a construção da usina pela greve de consumo de energia elétrica. Este é um tipo de impensado maior que dá uma graça e um ar de crença em fadas à coisa toda.

É óbvio que não dá pra parar de consumir eletricidade e de se "manifestar", pois energia e internet são direitos humanos, ponto. Também é óbvio que populações atingidas merecem indenizações bilionárias, e logo. Mas, fadas à parte, é tolo culpar o outro por lidar com teu consumo e tua necessidade.
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