A MINHA PRIMEIRA GUERRILHA


Golpe instalado no Poder,  estávamos atônitos.
Não sabíamos sequer como reagir, sequer sabíamos de onde podiam vir asa reações aos golpistas.
Brizola era um farol no Sul com sua Rádio clandestina, montada sobre um caminhão que se movia nos pampas.
Haviam notícias, boatos de resistência possível: no Nordeste havia a possibilidade das Ligas Camponesas, de Francisco julião; ainda no Nordeste surgia também uma figura mítica que diziam cortar o dedo indicador dos dedo-duros; mas não sabíamos como resistir.
Eu, então com dezessete  para dezoito anos resolvi que era necessário deflagrar uma luta armada contra os militares. Era preciso um movimento guerrilheiro como o de Cuba para levantar o povo em armas.
Tinha  eu, e muitos , mas muitos companheiros, a visão romântica e mágica de Sierra Maestra, onde ao pé de uma fogueira e cantando hinos revoucionários .
Primeiro que tudo era necessário mapear, escolher o local para a guerrilha.
E lá fomos nós: eu, “Pernambuco”, - um brizolista de primeira, figura da Brizolândia, na Cinelândia  antes do Golpe – e mais dois companheiros de quem não me recordo os nomes,  à Biblioteca Nacional no Rio, e pedimos um mapa geográfico do Brasil
Sentados à uma mesa , em local público, íamos escolher o local ideal para uma rápida e imediata instalação de uma guerrilha.
Não dava nem pra saída instalarmos a guerrilha no Brasil Central, o no Norte. Era muito longe do Rio, longe de casa,  rsrsrs.
Optamos pelo Estado do Rio, mais precisamente as montanhas que cercam o município de Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado.
Pelo mapa, as montanhas eram altas e impenetráveis, e abaixo delas haviam canaviais: agricultura açucareira.
Seria muito simples: nos instalaríamos nas montanhas e durante o dia desceríamos, incendiaríamos os canaviais e , conscientizaríamos os camponeses e nos refugiaríamos de volta às montanhas.
Não podia dar errado. E aí, ao saber da guerrilha  o povo se levantaria conosco contra o Golpe Militar.

Curtíssimo sonho. A guerrilha acabou na segunda reunião marcada para a Biblioteca Nacional, quando metade dos companheiros não compareceu,  então  marcamos uma outra e ninguém mais apareceu. Rsrsrs

Fomos derrotados pela indolência brasileira.

Hoje, quando passo de carro pelo Norte Fluminense e vejo aqueles morretes ( não mais que 800m de altura,) pelados, com pouca mata e de fácil cerco e controle, imagino como éramos ingênuos, voluntariosos.
 Mas mesmo assim não nos podem negar o patriotismo e o amor pela democracia e pela liberdade.
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DECLARAÇÕES E GASTOS

 S.T.C. X BETI PAVIN
Pedro Cavalli, postou em seu facebook,uma declaração infeliz e descabida; Alegou que bairros de Colombo, oriundos de invasões, são responsáveis pela criminalidade e  falta de segurança em Colombo.

 PEDRO CAVALLI- EX-CANDIDATO A VEREADOR- FILHO DA VICE-PREFEITA ROSE CAVALLI E PEDRO ADEMIR-SECRETÁRIO DA AGRICULTURA-


Os moradores de alguns bairros que inclusive nas últimas eleições ele e sua familia,foram pedir votos. Estão revoltados com a acusação de Pedro Cavalli. P.C. acusou a ex- prefeita Beti Pavin,que seria chefe dessa quadrilha de marginais que impera na nossa cidade. Por haver acobertado as invasões em Colombo. Bairros como Vila Nova, Campo Alto,Liberdade, Zumbi,Alto Maracanã entre outros.
Um lembrete; No bairro Jardim Central,mais precisamente na rua Machado de Assis entre a quadra da travessa Tebas e Cristovão Colombo.Um morador cercou a rua que é pública a 05 meses.A Secretaria de Planejamento foi comunicada pelos moradores, logo no início,e não foi tomada nenhuma providência. Seria da mesma guangue?


COLOMBO DO TURISMO X JANDAIA DAS VERBAS
Jandaia do Sul, um munícipio dez vezes menor que Colombo,recebeu quinze milhões de reais(15.000.000,00) nos últimos três anos. E a nossa Secretária de Turismo, esteve recentemente em Brasília,poderia nos informar quais as reenvendicações que levou? Foi atendida? Para quem? Quais os valores das verbas recebidas pela nossa cidade? Se  recebeu.


VIAJAR... VIAJAR... VIAJAR.
A Câmara Munícipal de Colombo, pagou em diárias aos vereadores só no mês de junho/11 a quantia de r$4.930,00 e a assessora r$1.160,00. Os munícipes gostariam de saber para onde foram? Quais os benefícios que trouxeram? Quantos dias ficaram? Temos o direito de saber, pois, foram pagos com o dinheiro da população do munícipio.
Veja a relação:
                     Ver. Helder Lazarotto     
                     Ver.Joel Cordeiro                
                     Ver.Onéias Ribeiro
                     Ver.Gerson Baudy

                     Ver.Eurico Dino
                     Ver.Severino Barbosa da Silva(Painho)
                     Ass. Andréia Strapassan
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Procura-se: Homem Tão Romântico e Tão Compreensivo

Cruzeiro do Sul - Sorocaba - SP, 07/08/11.
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O que ha com FHC, Alckmin e Anastasia? Sindrome do adesismo?

Eu estou decepcionadissima com esses cavalheiros. Que falta de dignidade! Quer dizer que eles querem que Dilma continue a qualquer preco o governo de acobertamento das infamias do seu ex? O que ha com esses individuos? Nao tem sangue circulando nas suas faces? Como e possivel aceitar que uma mulher que deveria estar no minimo presa por ter feito parte por oito anos de um governo que foi o mais
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Repercussões Nacionais das Eleições Municipais

Artigo de Marcos Coimbra, publicado no Correio Brasiliense

No meio político, as eleições municipais do próximo ano já começaram. Para o cidadão comum, ainda são um assunto distante, em relação ao qual o interesse é mínimo. Quando, nas pesquisas, se pede aos entrevistados que respondam como “se as eleições fossem hoje”, ficam perplexos. A vasta maioria nem se lembra que voltaremos às urnas em tão pouco tempo.

Toda vez que se inicia a temporada dessas eleições, surgem especulações sobre as consequências de seus resultados na política nacional. É como se todos concordassem com a premissa de que existem e são ponderáveis.

Em alguns países do mundo, tipicamente nos menores, a vida política local costuma interagir intensamente com a nacional. O que acontece nas cidades, inclusive as pequenas, repercute de fato no conjunto do sistema político. É o caso, por exemplo, de certas democracias do norte da Europa.

No Brasil, pensando em termos de seu impacto no encaminhamento das questões nacionais, as eleições municipais já foram muito mais importantes que hoje.

Nos menos de 20 anos que durou a República de 1945, elas desempenharam um papel inteiramente diferente do que passaram a ter depois da redemocratização. Conquistar prefeituras, possuir boa representação no maior número possível de Câmaras de Vereadores, eram elementos cruciais para os partidos nas eleições estaduais e presidenciais.

Essa importância decorria, fundamentalmente, das características socioeconômicas e culturais prevalecentes em nosso eleitorado. Com uma expressiva proporção da população vivendo no interior, em cidades pequenas e com contatos esporádicos com as capitais estaduais e as metrópoles, a política nacional chegava a essas pessoas filtrada pela realidade local.

A influência das lideranças de cada cidade, sua ascendência sobre comportamentos e atitudes dos eleitores e, portanto, sua capacidade de orientar e dirigir decisões de voto eram incomparavelmente maiores que hoje em dia. Um partido que tivesse sólidas “bases municipais” estava com meio caminho andado para alcançar bom desempenho nas eleições gerais.

Um dos elementos fundamentais de diferenciação entre aquele Brasil e o de hoje é a comunicação de massa. Salvo o rádio de ondas curtas, nada integrava eleitores vivendo nas várias partes do país.

Não existia a televisão em rede nacional (muito menos as formas mais modernas de comunicação eletrônica).

Em função disso, eram diferentes os modos de fazer campanha e estruturar a comunicação entre candidatos e eleitores. Só havia dois caminhos básicos para a apresentação das candidaturas e suas plataformas. Diretamente, através da presença física dos candidatos em eventos públicos, como comícios e assembleias. Indiretamente, através da intermediação das chefias partidárias locais. Ou o candidato ia aos municípios (para o que era imprescindível ter apoio local) ou alguém passava a ser seu porta-voz na localidade, falando por ele.

Mudamos tanto, de lá para cá, que não faz sentido raciocinar com essas categorias. O eleitor brasileiro médio é muitas vezes mais autônomo em relação às lideranças municipais e tem condições de se informar sozinho sobre quem são e o que representam os candidatos ao Legislativo, aos governos estaduais e, especialmente, à Presidência da República.

Por esses motivos, a discussão sobre os efeitos de 2012 sobre 2014 é, em grande parte, uma perda de tempo. Como foram as que fizemos nos últimos anos, em situação semelhante. Nenhuma das eleições municipais que tivemos de 1988 em diante teve consequências significativas nas presidenciais seguintes.

Quem gosta de sublinhar sua importância são as lideranças de alguns partidos, a exemplo do PMDB e, em escala menor, o DEM e o PTB. Como são organizações estruturadas em quase todos os estados, saem-se bem nos balanços que se fazem depois de apurados os resultados municipais. Com isso, incham o peito, proclamam-se vencedores e valorizam seu passe.

Compra quem quer. Na política, também há maus negócios.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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