O impacto do racismo na infância

Ana Márcia Diógenes - Coordenadora do UNICEF (CE, PI e RN)

Como uma pessoa se torna preconceituosa? Como uma pessoa se torna racista? Todas as crianças nascem "zeradas" em termos de pensamento ou comportamento de segregação, mas, com o passar do tempo, dependendo de influências ou vivências, podem acumular um volume de lógicas e raciocínios que redundam no não reconhecimento do outro, quando este outro é de raça ou cor diferente da sua. Pais, parentes e professores, pelo papel que têm na formação da criança, são responsáveis para que um cidadão aprenda a respeitar, desde cedo, a diversidade étnico-racial.

Mesmo a prática do racismo sendo crime inafiançável e imprescritível, segundo a Constituição de 1988, em seu art. 5º - inc. XLII, ainda assim é comum assistirmos falas e declarações de conteúdo racista como algo "comum" em tom de brincadeira, ou de piadas. Isso tem se reproduzido de geração a geração e passado de pai para filho, como se fosse um costume de família. Dessa forma "natural", em tom de brincadeira, poucos assumem o preconceito, mas os efeitos na formação de uma criança são concretos: ela passa a não compreender a riqueza da diferença e a igualdade dos direitos entre as pessoas. São impactos visíveis na vida de crianças e adolescentes negros, indígenas e brancas.

O como agência da ONU que tem a missão de defender direitos de crianças e adolescentes, lança, dia 29 de novembro, uma campanha em nível nacional para alertar sobre o impacto do racismo na vida de milhões de crianças e adolescentes e contribuir para promover iniciativas que contribuam com a redução das disparidades. No Rio Grande do Norte, o lançamento acontece dia 30 de novembro, na Assembléia Legislativa.

Os números falam por si. No Brasil vivem 31 milhões de crianças negras e 160 mil indígenas, ou seja, 54,5% das crianças são negras ou indígenas. Um dado que assusta e que revela as disparidades: 65% das crianças pobres são negras. Quando se analisam números da mortalidade infantil, de crianças fora da escola ou de mortes de adolescentes negros, fica ainda mais explícita a necessidade de alertar a sociedade e mobilizar para que sejam asseguradas a equidade e a igualdade étnico-racial desde a infância.
A campanha sobre o racismo na infância foi desenvolvida com o objetivo de contribuir para rever o imaginário, principalmente quebrar a comodidade da falsa afirmação de que não existe racismo no Brasil; ajudar a promover o respeito entre as pessoas e práticas que combatam a discriminação, colaborando para a afirmação das identidades de crianças indígenas, negras e brancas.

Entre os resultados esperados, está o aumento do reconhecimento sobre os efeitos do racismo na vida de crianças e adolescentes e da valorização de direitos, identidades e da diversidade cultural. Em nível de políticas públicas, o que se espera é a formulação e implementação de ações voltadas para a redução das disparidades na educação, saúde e proteção dos direitos.

O conceito de equidade, ou seja, a disposição para que o direito do outro seja reconhecido de forma imparcial e igualitária, é o que move a campanha. E é o que se espera que seja percebido como valor a ser cultivado na educação de crianças e adolescentes, para que gerações de crianças e adolescentes negros e indígenas, que passaram séculos à margem de políticas públicas, sejam efetivamente reconhecidos na categoria de sujeitos de direitos.

Fonte: Geledés
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Desafios futuros para a popularidade do Brasil

De acordo com uma pesquisa da BBC, a popularidade do Brasil é a que mais cresce no mundo.

A notícia é ótima, e deve nos fazer pensar nos desafios futuros para a continuação dessa tendência.

Cito dois desafios: nossa situação carcerária e nosso modo de conviver com estrangeiros.

Sobre a situação carcerária, é fácil ver que as prisões de Abu Ghraib e de Guantánamo são parquinhos de diversão perto dos nossos presídios. Isto é absolutamente inaceitável sob qualquer critério humano, e precisa ser modificado. Mas aí vem algo que, de alguma maneira, é pior: em geral, a população rica e pobre acha que o tratamento dado aos nossos presidiários é ameno. Ou seja, ao falar sobre um problema grave como este, você encontrará ignorância, e no mínimo resistência a mudanças para melhor.

É fácil ver, também, que o tratamento carcerário depende da roupa do freguês, pois quem veste roupa comprada em xópim não é largado junto com os outros nas salas de apodrecimento humano. É o tipo de desigualdade que destroi a propaganda positiva feita pelo programa Bolsa Família.

Isto é um sério desafio à imagem do Brasil no futuro, pois nosso país com mais destaque merecerá maior atenção, o que levará a reportagens e programas de TV sobre nossos presídios, o que destruirá nossa imagem lá fora, ao mesmo tempo em que talvez faça os ignorantes domésticos pedirem mais brutalidade, criando um círculo vicioso que nos mostraria no mundo inteiro como criaturas brutais.

O desafio é desautorizar os ignorantes, o que vai dar bastante trabalho. O problema é que eles têm bastante espaço em rádios AM, onde locutores patrocinados por supermercados e seguradoras alimentam ódios e preconceitos.Há tal espaço por várias causas, uma deles é a já citada ignorância. Essa causa se enfraquece através de um lento mas fundamental trabalho de educação, incluindo mais e melhores aulas do currículo de humanidades.

O outro problema é nossa dificuldade em lidar com qualquer um que tenha um sotaque um pouquinho só diferente do nosso. Os brasileiros costumam expressar abertamente seus preconceitos e suas queixas contra quem fala um pouquinho só diferente, e tratá-los como culpados de uma falta, ao invés de tratá-los como pessoas com passados diversos, os quais as levaram a falar como falam - como acontece com todo o mundo, inclusive com os tolos que discriminam seus outros que falam de maneira diversa.

Atualmente, esse é um problema doméstico, pois a maioria dos que sofrem são brasileiros mesmo, ao viajar pelo Brasil. Já me mandaram falar direito às margens do rio Ibicuizinho, o que não afeta diretamente nossa imagem no exterior. No entanto, o que acontecerá quando famílias e trabalhadores estrangeiros migrarem para o Brasil, em busca do Brazilian dream? Talvez recebam de anônimos o tratamento vergonhoso que alguns jornalistas e artistas de grandes TVs deram aos craques argentinos que vieram jogar no Corinthians. Isto é, talvez sejam motivo de ódio e de piada por serem as pessoas que têm o passado e a formação que tem. Mas isso deveria ser motivo de admiração, ao menos se queremos ser pessoas admiráveis e manter a expansão da nossa imagem positiva.

Via Facebook do IdelberPortal Vermelho (este último sem link para o artigo original, lamentavelmente)
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Is the famous "sexual diversity", normal?

The lie as project of being able!


I do not believe, not even in the long termn, that Brazil comes to be the Native land of the Gospel, saved immediate and radical intervention of the spiritual mentors of this country! A group possessed thenselves of our history as if everything started with them. The lie acquired grotesque and permanent forms, infiltrating in all the social classes of Brazil!
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Para Chaves Kadafi "nao e um assassino" e para o Sebento ele e "lider e irmao"

 Agora mesmo, com as transformações no mundo islâmico, é hora de apoiar em alto e bom som os germens de modernização, em vez de guardar um silêncio comprometedor. Ou, pior, quebrá-lo para defender o indefensável, como Hugo Chávez ao dizer "que me conste, Kadafi não é assassino". Ou como Lula, que antes o chamou de "líder e irmão"! Para não falar dos intelectuais "de esquerda" que ainda ontem,
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