Das cartas de recomendação

Este negócio de preencher formulários de recomendação para candidatos ao doutorado em universidades estadunidenses é muito curioso, e divertido.

Tipo, os caras querem saber se o recomendado tá nos 1% melhores, ou 5% melhores, ou etc. de algum critério acadêmico: capacidade de falar, de escrever, de trabalhar com os outros, de organizar as ideias etc.

No fundo, o que eles querem saber é se o candidato é um ônus ou um bônus pra faculdade.

É fácil pra gente ridicularizar o processo todo, pois temos a incrível facilidade de ridicularizar os procedimentos estadunidenses que ainda não adotamos (os outros são invisíveis). Mas tem algo de bacana nessa obsessão por estar com os melhores, sejam estes quem sejam, venham de onde vieram. É bacana por ser impessoal, ao menos na ideia, e apesar de ser feito a partir de avaliações por outros com relações bastante pessoais com os candidatos.

Não sei até que ponto uma carta minha pode ajudar em alguma coisa, pois sou mediocre pros meus pares daqui, e absolutamente ninguém pros meus pares de lá. Mas faço as cartas curtindo bastante a coisa toda, principalmente a objetividade e simplicidade dos formulários em HTML. Vejo que meus recomendados estão buscando um ambiente menos cartorial e envaidecido, e mais focado nos estudos e nas ideias, e só posso desejar a eles boa sorte.
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Dos mantos de invisibilidade

As coisas visíveis são visíveis por causa de uma coisinha boba: a luz, quando entra nelas, muda de direção e de velocidade -- este fenômeno é a velha e boa refração.

Sabendo disso, que fazer para ter um manto de invisibilidade? Ué, basta corrigir a direção e a velocidade da luz!

Ideia simples e bacana. :^)

O difícil, é claro, é fazer isso. Daí vem várias ideias de implementação.

Uma delas, por si só genial, mas inapropriada pra fazer um manto de invisibilidade, é cobrir a coisa com outra coisa que se comporta refrativamente como a primeira -- isto é, desviando os raios de luz tal como aconteceria se os mesmos tivessem atingido a coisa recobrida. O que acontece, daí, é que a segunda coisa não é visível, mas a primeira é -- e nenhum raio de luz chega à coisa recobrida, o que a torna ainda visível, mas incapaz de ver o que quer que seja. Divertido, né?

Vários metamateriais -- materiais cujas propriedades se modificam no nível do bilionésimo de um metro -- precisam ser feitos para que estas brincadeiras todas funcionem. Seria divertido ver o que a indústria de moda ou de brinquedos sexuais faria com tudo isso. 

Mais dessa cachaça na Scientific American.
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Relendo

 A memória, a história, o esquecimento, de Paul Ricoeur.

Trata-se de uma reflexão de fôlego e de profundidade sobre os entrelaçamentos e desdobramentos filosóficos dos temas do título.

A obra, publicada originalmente quando Ricoeur tinha 87 anos de idade, é de um vigor intelectual impressionante.

Eu diria que um dos seus temas centrais é a memória justa -- um tema otimamente explorado pelo jovem Nietzsche. Nem tudo podemos lembrar, mas nem tudo devemos esquecer. Do que devemos lembrar?
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Pobre Amy Winehouse...

Jornal da Tarde, 10/01/11.
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Kassab e suas Pérolas: São Pedro é responsável pelas enchentes em SP

Jornal da Tarde, 12/01/11.
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