O NAVIO NEGREIRO - CASTRO ALVES
Atendendo a pedidos de muitos amigos e companheiros, e comemorando os 30.000 acessos a este blog em pouco mais de trinta dias segue abaixo a gravação de trechos do "Navio negreiro" de Castro Alves.
Pode parecer "over" a interpretação, mas o estilo condoreiro do poeta não deixa outra opção.
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Pode parecer "over" a interpretação, mas o estilo condoreiro do poeta não deixa outra opção.
Assange livre, a rainha paga
“É uma grande vitória política”, disse Gavin MacFadyen, diretor do Center for Investigative Journalism de Londres. Ele corrobora o que outras fontes do Wiki disseram: foi uma derrota para a coroa inglesa a confirmação da sentença. Além de Julian poder ficar solto, a Coroa vai ter que arcar com os custos do processo, que soma milhares de libras.
É que quem recorreu da decisão de libertar Assange não foi o governo sueco, mas a Promotoria da Coroa do Reino Unido – o que soa um pouco estranho, aliás.
Pra poder julgar o recurso, teva que ser formada uma nova audiência na Alta Corte britância (sim, aqueles juizes com peruca branca), um processo que causou um grande prejuízo aos cofres públicos. Resultado: a Rainha vai ter que pagar.
-- Natalia Viana, no blog CartaCapital WikiLeaks
MEMÓRIA - 109 DIAS DE TORTURA E DEPOIS ASSASSINADO
(Replicado do blog do Vinicius Moraes - associado da Rede LIberdade)
Seu nome?
- Eduardo Collen Leite
Seu "crime"?
- Lutar pela liberdade, em um país comandado por forças militares.
Até o início desta semana, eu não sabia da história de Eduardo (foto), conhecido na resistência ao governo militar como "Bacuri", entre outros codinomes que adotara na tentativa de preservar sua identidade.

Meu desconhecimento da história desse jovem responde a questão formulada pelo articulista do jornal "O Rebate", Ciro Campelo Oliveira: como milhares de brasileiros, não estudei sobre Eduardo Collen Leite na 5ª, na 6ª ou em qualquer outra série. No início dos anos 80, ensinavam-nos apenas sobre Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.
Será hoje diferente?
Assim, em função da versão publicada nos livros didáticos, somente agora - mais de vinte anos após concluir o ensino básico - descobri que, nos dias que antecederam a sua execução, Eduardo era arrastado por seus algozes, uma vez que, em decorrência das sessões diárias de tortura às quais era submetido, ele já não conseguia sequer se manter em pé.
Apesar de tanta brutalidade, nenhum companheiro foi delatado por "Bacuri". Do mesmo modo, apesar da força descomunal, os militares não conseguiram arrancar de Eduardo nenhuma informação relevante sobre a organização que ele integrava.
Além da barbárie nos porões, o assassinato de Eduardo Collen Leite é mais uma evidência da imbricação dos órgãos de repressão e de alguns veículos de imprensa no Brasil.
No dia 25 de outubro de 1970, jornais do país divulgaram a nota oficial do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), informando que Eduardo Leite fugira da prisão. A notícia foi mostrada a presos políticos - e ao próprio Eduardo - e todos sabiam que, desse modo, estava decretada a sua morte!
Menos de dois meses depois, no dia 8 de dezembro, o extinto jornal "Folha da Tarde", do grupo "Folha", destacou - em sua capa - a versão "oficial" divulgada na véspera pelos militares - e que foi desmentida anos depois, com a abertura dos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) -, de que Eduardo morrera em um troca de tiros com a polícia:

Na noite desta terça-feira, 7 de dezembro de 2010, em uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Collen Leite ("Bacuri") recebeu, in memoriam, o título de cidadão paulistano.
Quando "Bacuri" morreu, sua esposa - a companheira de lutas Denize Crispim - estava grávida. Hoje, ela e a filha que Eduardo foi impedido de conhecer participaram da solenidade. Em seu próprio nome, Eduarda carrega a memória do pai, que enfrentou com extrema coragem o governo militar instalado no Brasil a partir de 1964.
Parabéns aos vereadores Ítalo Cardoso (PT) e Juliana Cardoso (PT), autores do projeto do Decreto Legislativo que concedeu o título de cidadão paulistano ao bravo Eduardo.
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Mais um bravo brasileiro oculto pela história oficial
Há exatas quatro décadas, um jovem de 25 anos foi brutal e covardemente assassinado no estado de São Paulo.
Antes, porém, o rapaz foi torturado - diariamente - durante 109 dias.
Antes, porém, o rapaz foi torturado - diariamente - durante 109 dias.
Seu nome?
- Eduardo Collen Leite
Seu "crime"?
- Lutar pela liberdade, em um país comandado por forças militares.
Até o início desta semana, eu não sabia da história de Eduardo (foto), conhecido na resistência ao governo militar como "Bacuri", entre outros codinomes que adotara na tentativa de preservar sua identidade.
Meu desconhecimento da história desse jovem responde a questão formulada pelo articulista do jornal "O Rebate", Ciro Campelo Oliveira: como milhares de brasileiros, não estudei sobre Eduardo Collen Leite na 5ª, na 6ª ou em qualquer outra série. No início dos anos 80, ensinavam-nos apenas sobre Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.
Será hoje diferente?
Assim, em função da versão publicada nos livros didáticos, somente agora - mais de vinte anos após concluir o ensino básico - descobri que, nos dias que antecederam a sua execução, Eduardo era arrastado por seus algozes, uma vez que, em decorrência das sessões diárias de tortura às quais era submetido, ele já não conseguia sequer se manter em pé.
Apesar de tanta brutalidade, nenhum companheiro foi delatado por "Bacuri". Do mesmo modo, apesar da força descomunal, os militares não conseguiram arrancar de Eduardo nenhuma informação relevante sobre a organização que ele integrava.
Além da barbárie nos porões, o assassinato de Eduardo Collen Leite é mais uma evidência da imbricação dos órgãos de repressão e de alguns veículos de imprensa no Brasil.
No dia 25 de outubro de 1970, jornais do país divulgaram a nota oficial do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), informando que Eduardo Leite fugira da prisão. A notícia foi mostrada a presos políticos - e ao próprio Eduardo - e todos sabiam que, desse modo, estava decretada a sua morte!
Menos de dois meses depois, no dia 8 de dezembro, o extinto jornal "Folha da Tarde", do grupo "Folha", destacou - em sua capa - a versão "oficial" divulgada na véspera pelos militares - e que foi desmentida anos depois, com a abertura dos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) -, de que Eduardo morrera em um troca de tiros com a polícia:

Na noite desta terça-feira, 7 de dezembro de 2010, em uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Collen Leite ("Bacuri") recebeu, in memoriam, o título de cidadão paulistano.
Quando "Bacuri" morreu, sua esposa - a companheira de lutas Denize Crispim - estava grávida. Hoje, ela e a filha que Eduardo foi impedido de conhecer participaram da solenidade. Em seu próprio nome, Eduarda carrega a memória do pai, que enfrentou com extrema coragem o governo militar instalado no Brasil a partir de 1964.
Parabéns aos vereadores Ítalo Cardoso (PT) e Juliana Cardoso (PT), autores do projeto do Decreto Legislativo que concedeu o título de cidadão paulistano ao bravo Eduardo.
Sindsprev promove debate sobre narcotráfico
SINDISPREV-RS Convida:
COMBATE AO NARCOTRÁFICO OU CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA?
Uma avaliação crítica sobre os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro
Palestrantes:
MC Leonardo (APA-Funk): A Visão do morador da favela;
Orlando Zaccone (Delegado de Polícia do RJ): Política de Segurança Pública;
Débora Prado (Editora do site da Revista Caros Amigos): A cobertura da mídia;
Leninha (Associação de Moradores da Vila Operária de Duque de Caxias-RJ): A ausência do Estado nas favelas.
Dia: 16/12 (quinta-feira)
Local: Auditório do Sindisprev-rs (Travessa Francisco Leonardo Truda, nº 40, 12º andar - Centro/POA)
Horário: 18h30min
Realização:
SINDISPREV-RS
Apoio:
Barricadas Abrem Caminhos
ENECOS (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social)
ENESSO (Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social)
ENEENF (Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem)
FEMEH (Federação do Movimento Estudantil de História)
CADEL (Centro Acadêmico Democracia e Luta – Serviço Social da PUCRS)
DAEE (Diretório Acadêmico dos Estudantes de Enfermagem da UFRGS)
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