DIA DA BANDEIRA NEGRA

Ontem, 19 de novembro, Dia da Bandeira.
Hoje, 20 de novembro Dia da Consciência Negra.
A Bandeira, em que se lê Ordem e Progresso, foi criada pelos positivistas brasileiros.
O lema todo seria “Amor, Ordem e Progresso”.
Tiraram o Amor.
Mas neste dia da Consciência Negra relembro o amor de todas as “mães-pretas” desta nação que amamentaram com seu seio generoso a elite que a escravizava.
Relembro todos os afros que mesmo sob trabalho escravo, dedicaram todo o amor à terra e à vida,  e ajudaram a construir este País.
Hoje para mim, como ontem, foi o Dia da Bandeira Negra... Verde, Amarela... Vermelha.... uma imensa Bandeira com as cores do Arco Íris sob a qual devem abrigar-se todos os brasileiros, caminhando sempre para um País mais fraterno, tolerante e igualitário.

Com carinho coloco aqui para reprodução a música de Jorge Mautner: “A Minha Bandeira”


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#FimdaViolenciaContraMulher

Entre os dias 20 e 25 de novembro, faremos parte do ativismo online pelo #FimdaViolenciaContraMulher, junto com demais blogueiras e tuiteiras.

Serão publicadas notas, artigos, ações que denunciam o feminicídio na sociedade brasileira como  forma de alertar à sociedade brasileira para um problema real e invisibilizado, bem como pressionar governos municipais, estaduais e federal, para que adotem e/ou agilizem as políticas publicas que acabem com a impunidade reinante.

Como primeira postagem sobre o assunto, selecionamos a crônica de Sulamita Esteliam em seu blog A Tal Mineira:


Em nome da filha e da mãe

Mônica tinha 13 anos, quando Carlos cismou que ela seria dele. Obsecado, ao longo de oito anos, destruiu toda e qualquer tentativa de vida própria que ela buscasse ter. Enfrentou obstinada e ferrenha oposição da mãe da menina, Gercina, que parecia intuir o destino que a filha poderia vir a ter nas mãos daquele homem. Ele valeu-se de todo e qualquer expediente para fazer alcançar seu desejo, inclusive prerrogativas de militar.

Conquistou-a. Mais do que isso, tornou-a escrava de sua paixão desmedida.

Dividida entre o amor e o medo, Mônica bem que tentou resistir, buscando outros relacionamentos, com apoio da família. Chegou a casar-se com outro homem. Em vão. O destino, ou seja lá o que for, a atraía para o seu algoz. As cenas de espancamento, separação e retorno se tornaram rotina na vida do casal.

Mônica não foi a única. A primeira companheira do soldado também era vítima de pancadaria. Na frente dos filhos, aos olhos e ouvidos da vizinhança naquela Maranguape de meados dos anos 80. O espantoso é que Mônica, assim como Eliane, apesar de denunciá-lo à polícia – como é o direito e é o dever de toda mulher -, acabavam por ceder, sempre, aos apelos e artimanhas do rapaz. E continuavam a viver com ele. Cegas de paixão e, ao mesmo tempo, atormentadas pelo medo, ambas tornaram-se escravas do fascínio que aquele homem exercia sobre elas. Eliane acabou vencida por um câncer, depois que Carlos Callou a trocou pela rival, pouco mais do que uma menina.

Que estranho poder é esse que leva uma mulher a colocar a própria vida em risco para continuar ao lado de um homem que a maltrata? O que o move? Como explicar tamanha obsessão?

Carlos dizia a Mônica que a amava, e que enlouqueceria se fosse obrigado a viver sem ela. Mas que amor é esse que machuca, tortura, aterroriza, subjuga, mata? E que amor é esse que se submete, se anula, se morre um pouco a cada dia…? Até que a morte, de fato, torna-se a única saída!?

Como tantas outras centenas de mulheres, Mônica, não escapou ao destino cruel: terminou não apenas mais uma vítima da violência doméstica, que situa Recife e de Pernambuco dentre os líderes no gênero. Tornou-se alvo de uma avalanche de desacertos: de si mesma, do desvario de seu amado, da própria família, da omissão das autoridades, que deveriam proteger os cidadãos; e da impunidade, que costuma cercar os poderosos, ainda que este poder seja apenas uma farda de terceiro ou nenhum escalão.

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A história de Mônica é a crônica da morte anunciada – e denunciada, com profusão, pela mãe Gercina Francisca dos Santos e pela própria vítima. Ninguém fez nada para impedir. Aos 21 anos, Mônica foi queimada viva pelo companheiro, Carlos Antônio Callou, na presença do filho mais novo, de apenas três anos. Mais tarde, a criança contaria para um juiz da Vara da Infância e da Juventude:

- Ele amarrou ela na cadeira. Bateu com o pau na cabeça dela, e ela caiu no chão, chorando… Aí, ele botou álco e fez TUFT! Ela foi pra rua gritando muito… Jogaram areia e água nela…

Mônica sobreviveria cinco dias, internada no Restauração, o suficiente para confirmar quem havia sido seu carrasco. Suprema ironia, o assassino tinha por profissão combater incêndio e salvar vidas. Então, Carlos Callou já era um cabo do Corpo de Bombeiros.

Gercina, a mãe, quase enlouqueceu quando perdeu a filha, dia 15 de novembro de 1991. Mas encontrou uma razão para ressurgir das cinzas: criar os dois netos – órfãos também de pais vivos -, e fazer Justiça. Não seria nada fácil.

A família não dispunha de recursos, nem prestígio, nem pistolão. A mãe era uma simples funcionária pública da Prefeitura de Paulista, com renda de pouco mais que um salário mínimo, e um marido idoso, aposentado como trabalhador da construção civil. Contava, apenas, com os amigos, a própria coragem e muita determinação. Foi com essas armas que Gercina buscou a ajuda das entidades de direitos humanos, de sindicatos, ganhou a imprensa para a causa.

Moveu céus e terras, levou fama de louca, foi caluniada, injuriada, ameaçada. Foram nove anos de luta – coração em chagas, cabeça em brasa -, até conseguir que o assassino da filha fosse condenado: primeiro por tentativa de homicídio, depois por ameaça à família de sua companheira, e, por último, pelo assassinato de Mônica. Pegou 31 anos, no total, reduzidos para 24 anos.

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A saga de clamar por justiça consumiria toda a família. A coragem e a determinação de Gercina não alcançavam a dimensão da dor, do estrago emocional, psicológico – e até mesmo orgânico -, provocados nela própria, no marido, nos irmãos de Mônica, em todos, enfim. Sobre isso ela não tinha controle. Muito menos, Gercina podia controlar o que ia na cabeça e no coração dos netos, filhos de Mônica. Nestes, os efeitos seriam devastadores e irreversíveis…

O menino mais velho foi assassinado pouco depois de completar 18 anos, ao que consta, numa disputa por 50 reais. O mais novo é um sobrevivente: estuda e trabalha sob a tutela de um dos tios.

O cabo do Corpo de Bombeiros perdeu a farda, definitivamente, em 2003. A notícia não pôde ser comemorada. Então, ele já havia cumprido um sexto da pena total, e recebera progressão da pena, passando ao regime semiaberto. Saía da prisão todos os dias para trabalhar. Em 2004, obteve direito à condicional “por bom comportamento”. Artifícios da lei, mas é a lei.

Gercina morreu em dezembro de 2004, vítima de hemorragia cerebral. Inconformada, e aterrrorizada. A liberdade do algoz de sua filha foi a gota d’água. Tinha 56 anos.

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*Crônica baseada no livro Em Nome da Filha – A História de Mônica e Gercina, da autora, ainda inédito.
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20 de Novembro: Dia da Consicência Negra


A consciência de um povo

O Coletivo Catarse realizou reportagem que foi ao ar na terça-feira na TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Tratando em depoimentos da criação da identidade negra no Brasil, expõe um pouco do questionamento de um povo que sofreu humilhações desde a sua chegada no país e que, com muita forçca, consegue passar adiante o orgulho de ser negro.

Alguns desses depoimentos são parte do filme O Grande Tambor, que o Coletivo Catarse está produzindo e que será lançado em dezembro. A montagem da matéria é de Jefferson Pinheiro e Sérgio Valentim.
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A ficha corrida de Dilma e mesmo um lixo

E claro que e lixo principalmente porque sao coisas relacionadas com alguem que e um lixo. Certamente a parte comprometedora do processo foi devidamente escondido ou destruido. O que sobrou nao nos fara falta alguma se for jogado fora. Nao queremos saber dessa parte da historia. E uma historia contada so do lado dos terroristas que para mim nao eram idealistas coisa nenhuma e nem tinham
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Feministas em ativismo online pelo #FimdaViolênciaContraMulher


Dia 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Para marcar a data, um grupo de feministas blogueiras-tuiteiras-interneteiras, inspiradas nos 16 dias de ativismo, está propondo cinco dias de ativismo online pelo fim da violência contra a mulher, de 20 a 25 de novembro.
Durante esse período pautaremos nossos blogues (adaptando ao tema central de cada um), e nossa intervenção em todas as redes sociais que participamos, pela violência de gênero e formas de prevenção e combate.

Nos blogues produziremos artigos, crônicas, matérias inéditas sobre a violência contra a mulher e suas causas/consequências e faremos entrevistas com feministas, juizas, promotoras, advogadas, delegadas, ativistas de ongs e profissionais de serviços de atendimento/prevenção.

No twitter faremos entrevistas coletivas e colaborativas com mulheres destacadas e com visibilidade (Glória Perez, Nilcéa Freire, Maria da Penha, Marta Suplicy e outras parlamentares da bancada feminista no Congresso) além de tuitarmos e retuitarmos periódica e intensivamente notícias, posts, dados de pesquisas e curiosidades sempre acompanhadas da hastag #FimDaViolenciaContraMulher (que já está sendo usado à pleno vapor). Algumas dessas entrevistas serão via twitcam.

No Facebook postaremos depoimentos de vítimas e notícias da grande imprensa de casos de violência - novos e antigos -, além de imagens, músicas, poesias, textos sobre o tema.

No orkut manteremos uma comunidade para debater o assunto, postando imagens e atualizando nossos perfis para "feministas em ativismo online pelo fim da violência contra a mulher".

Enviaremos imeius com a recomendação que sejam repassados a todos os contatos, além de incentivarmos listas de discussões.

Essas são as sugestões de acordo com cada mídia social, seu perfil e ferramentas. Sugestões são bem-vindas.
Divulgaremos os atos de rua convocados para marcar o 25 de novembro país afora com o intuito de incentivar mais atos além do virtual. Divulgaremos também os procedimentos em casos de denúncia, telefones, serviços de atendimento e artigos de leis, principalmente a Lei Maria da Penha para que todos a conheçam em detalhes.

Indicamos o uso da cor lilás no dia 25 de novembro em roupas e acessórios para dar visibilidade à campanha. O uso da cor lilás e da temática feminista são indicados também aos BGs no tuíter (imagem de fundo do perfil), avatares (foto de indentificação nas redes sociais da web) e o uso de um banner da campanha para identificar os blogues participantes.

E, por fim, proporemos toda essa pauta aos veículos da grande imprensa e às parlamentares da bancada feminista para que façam o máximo de intervenções possíveis nos plenários do Congresso.
Quem quiser participar e não tem perfil em nenhuma rede social, pode reproduzir os posts publicados nos blogs listados e lincados abaixo e indicá-los por imeiu. No Facebook e no orkut somos facilmente encontradas pesquisando "Feministas em ativismo online" ou ainda procurando no google (ou outro site de busca) por "fim da violência contra a mulher".

Essa campanha foi pensada e construída sob a ótica feminista da colaboração, da construção solidária e coletiva. Não há donas(os) e sim colaboradoras(es) e participantes. Juste-se a nós contribuindo com o tempo e a ferramenta que dispuser. Uma vida sem violência é direito de todas as mulheres. Lutamos contra todas formas de opressão e violência e acreditamos que qualquer iniciativa, por menor que pareça, ajuda a construir a cultura de paz que tanto necessitamos.

Boa luta!
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