monitor13: O DESMORONAMENTO MORAL DE JOSÉ SERRA

editorial do monitor13 publicado em 16/1010

   No dia de hoje, 16 de outubro, a sociedade brasileira tomou conhecimento de dois fatos emblemáticos desta campanha. Em São Paulo a polícia apreendeu em um gráfica 2,1 milhões de panfletos clandestinos contra Dilma a acusando de apoiar o aborto. Na edição de hoje a Folha de São Paulo traz matéria revelando que Mônica Serra, mulher de Serra, fez um aborto de um filho do candidato.
   O encontro destes fatos é emblemático por vários motivos. Em primeiro lugar, por a Folha de São Paulo demorar uma semana, após Sheila Canevacci, ex-aluna de Mônica Serra revelar o fato na internet. Uma semana de silêncio ensurdecedor da grande mídia de um fato decisivo sobre um tema trazido pela candidatura do próprio Serra ao centro do debate sucessório. Uma semana em que a blogsfera desvendava sozinha todo o caso, com outras alunas detalhando o relato de Mônica. Com nomes e sobrenomes ( Kátia Figueiredo, que mora atualmente na Suécia, Ana Carla Bianchi, Ana Carolina Melchert e Érika Sitrângulo Brandeburgo, entre outras estudantes, residentes aqui no país). Do resto da mídia nem uma palavra. Do Jornal Nacional nem um frame.
   O relato não tem nada de sensacionalista, ao contrário, é repleto de humanidade:
   Contou que, nas aulas, as alunas se sentavam em círculos, criando uma situação de intimidade. Enquanto fazia gestos de dança, Monica explicava como marcas e traumas da vida alteram movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.
   Segundo a ex-estudante, as pessoas compartilhavam suas histórias, algo comum em uma aula de psicologia.
   Nesse contexto, afirmou, Monica compartilhou sua história com o grupo de alunas. Disse ter feito o aborto por causa da ditadura.
   Ainda de acordo com a ex-aluna, Monica disse que o futuro dela e do marido, José Serra, era muito incerto.
   Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável.
   "Ela não confessou. Ela contou", diz Sheila Canevacci.
   Outra aluna:
   - Eu confirmo aqui o depoimento da Sheila Ribeiro. Foi aquilo mesmo. A professora Monica Serra nos relatou que havia feito um aborto em um período difícil da vida do casal, durante a ditadura militar. Foi um fato tocante, que marcou a todas nós. Lembro-me que o assunto surgiu quando ela falava sobre a dissociação do corpo e a imagem corporal, que até hoje dirige meu comportamento – disse.
   Este fato dramático na vida de qualquer casal não deveria jamais frequentar as páginas do noticiário político, não fosse o fato do próprio casal casal ter transformado a campanha eleitoral em uma cruzada de moralismo tão oportunista quanto (sabemos agora) hipócrita. Uma campanha de panfletos apócrifos, de Mônica falando a um eleitor que Dilma é a favor de matar criancinhas, do obscurantismo cultivado pelos métodos mais baixos.
   Podemos não saber o tamanho eleitoral que Serra sairá desta eleição, mas sua estatura moral, sim. E ela é nenhuma.
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INQUISIÇÃO + TFP + INTEGRALISMO = SERRA PRESIDENTE


O estouro da descoberta da gráfica paulista onde foram impressos, a pedido da Diocese de Guarulhos da Igreja Católica, dois milhões de panfletos contra Dilma, mostrou algo pavoroso: para além da mera baixaria eleitoral (coisa já altamente reprovável, especialmente em se tratando de órgão da Igreja), surge, no meio do barral, uma mescla monstruosa de relaçôes entre estes setores atrasados do clero católico e a extrema direita.

Que a sociedade Tradição, Família e Propriedade, a TFP, que puxara a "Marcha com Deus e a Família" em favor do golpe de 64, apoiava abertamente Serra, já era sabido, a partir dos panfletos que a entidade distribuiu na reunião de apoiadores de Serra ocorrida em brasília após o primeiro turno das eleições.

Mas a descoberta da gráfica onde parte dos impressos contra Dilma foram feitos (seriam 20 milhões, mas a gráfica só tinha suporte para imprimir dois milhões), foi revelado - documentadamente - que o representante  do Bispo de Guarulhos no negócio, Kelmon Souza, se comunicava com a gráfica através de um e-mail da "Associação Theotokos", da qual é presidente e cujo site, segundo o RegistroBR - pasmem -  se encontra em nome da Casa de Plínio Salgado, órgão congregador das viúvas do falecido chefe do fascismo brasileiro.

Esta história dá a dimensão das relações subterrâneas entre a parte mais reacionária do clero católico e instituições que sempre pregaram contra a democracia, ironicamente agora mobilizadas a favor do candidato que alega que se exilou devido ao golpe de 64. No desespero, vale tudo.

Matéria do NaMaria News levantada pelo Cloaca News
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EXCLUSIVO: A PRIMEIRA FOTO DOS FOLHETOS DA CNBB DENTRO DA GRÁFICA DO CAPETA



























Nem o Delegado Bruno teria feito melhor...



Imagem enviada pelo leitor Jefferson Rodrigues
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PRESIDENTE DO PSDB TAMBÉM TINHA ARRUDA ATRÁS DA ORELHA

Matéria assinada por Leandro Fortes na última edição da revista Carta Capital (no. 618), mostra que o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha de Serra andou cruzando pela usina de corrupção do DEM do Distrito Federal.

As informações, que igualmente colocam na mesma situação o senador José Agripino Maia, do DEM, foram tiradas de um cd contendo uma gravação de 46 minutos de áudio e vídeo apreendida pela Polícia Federal, através da Operação Caixa de Pandora,  no gabinete de Fábio Simão, então chefe de gabinete do ex-governador José Roberto Arruda.

Na gravação, uma mulher de nome Dominga, que trabalhava numa firma contratada pela empresa Qualix, responsável pela coleta de lixo no DF e apontada como um dos centros do esquema de corrupção do DEM em Brasília, informa detalhes precisos das operações de distribuição do dinheiro sujo a partir de ligações telefônicas que fazia a diversas pessoas, dentre elas os senadores Guerra e Maia para os quais, segundo a funcionária, eram para quem ela mais ligava, juntamente com Joaquim Roriz.

As declarações da funcionária dão detalhes surprendentes como, por exemplo, que o dinheiro a ser distribuído aos políticos do esquema era acondicionado em caixas-arquivo de papelão contendo 50 mil reais cada e que eram distribuídas, inclusive, no estacionamento do restaurante Piantella, famoso em Brasília pelos vinhos caros e pela freqüência de políticos.

A matéria da Carta Capital mostra mais uma vez que os velhos moralistas do PSDB sempre estiveram, ao contrário do que proclamam, atolados no lodo da corrupção.

Para o presidente do PSDB e chefe da campanha de Serra, arruda, desta vez, não está dando sorte...

Leia a matéria completa da Carta aqui
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VALEI-ME, SANTA MÔNICA! – PANFLETOS ENCOMENDADOS PELA MITRA DIOCESANA DE GUARULHOS PARA DIFAMAR DILMA FORAM PAGOS PELA TFP







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A descoberta é do NaMaria News

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