Polêmica do aborto poderia ter sido abortada
É impressionante como o PT sempre cai nas arapucas que a direita lhe arma. Esta questão do aborto é caso clássico. Já se arrasta há 1 semana e não se resolve!
No 1º turno, foram os documentos falsos e a tentativa de apresentar a Dilma como terrorista. Não colou. Agora, tentam emparedar a Dilma numa questão moral.
A saída para isso é tão simples, quanto óbvia: bastaria que Dilma dissesse, que quem irá resolver essa questão é o Legislativo e que ela acatará a decisão que vier dali. Que, em última instância, é o que o povo brasileiro decidiu, pois foi ele quem elegeu os políticos que votarão sobre esse tema.
De quebra, poderia ter insistido naquilo que ela já disse, ou seja, que a norma técnica que o Serra assinou sobre o aborto foi uma medida acertada. E que as perguntas, sobre esse tema, deveriam ser encaminhadas a ele. Sempre fazendo a ressalva, de que o Serra é uma pessoa em quem não se pode confiar, pois,
assim como ele assinou, poderá dizer que não assinou, assim como ele disse que não conhecia Paulo Preto, para em seguida afirmar ao contrário. Ou, ainda, lembrar que o Serra assinou um documento, comprometendo-se a não deixar a Prefeitura de São Paulo, mas o fez.
Tivesse feito isso, Dilma teria liquidado essa falsa polêmica no nascedouro.
Emprego é autoestima e independência, emprego é Dilma
Para nós trabalhadores, o emprego é a base da autoestima e da independência, sendo um elemento fundamental da nossa identidade. Tanto é assim que sobrevivemos a várias crises no amor, na família e no estudo focando no trabalho. É o emprego o que nos dá um norte, e uma pausa para respirar, quando tudo está difícil. E o emprego nos faz andar com as próprias pernas, o que nos dá o direito de fazer o que quiser, com quem quiser, do jeito que quiser. É o governo do Lula quem cuida do trabalhador, impedindo os ataques dos chacais do PSDB, e por isso trabalhador vota Dilma.
Sabe, fui um desempregado no final do governo FHC, do PSDB. Aquilo até hoje me perturba. Até hoje lembro das dificuldades familiares, das brigas, das privações, mas principalmente da vergonha. Meus amigos compravam minhas coisas pra me ajudar, o que era um alívio. Era duro ver as fábricas e negócios fechando, e os imóveis comerciais desocupados. Mas era mais duro ainda a incerteza sobre a grana pras coisas mais básicas, como pasta de dente. Era duro comer macarrão porque é barato, não por opção. Ao menos tínhamos manjericão no quintal, o que ao menos dava um bom molho pesto. Mas era duro conviver com outros igualmente desempregados, e igualmente sem grana, em um ambiente tenso.
Lembro que, já no mestrado, consegui um bico como entrevistador, o que me rendeu 240 reais muito bem vindos, após dois dias perambulando pelas vilas mais obscuras de Canoas, onde vi bem de perto como viviam outras vítimas das ideias do PSDB que tinham menos sorte do que eu. Antes eu era professor em uma escola privada, mas eu e vários outros professores fomos despedidos porque a classe média já não tinha dinheiro para mandar seus filhos para a escola privada, pois o desemprego e a falta de grana eram generalizados. A coisa ficou horrível para mim quando o seguro-desemprego acabou.
Meus pais também não podiam me ajudar, pois estavam em situação pior do que a minha. Minha mãe já não tinha inquilinos para seus imóveis residenciais e comerciais, e meu pai vendia o que podia para ao menos ter dinheiro para despedir os funcionários. Era um clima horrível.
Isso tem tudo a ver com as eleições presidenciais, meus amigos. O mundo viveu uma crise enorme em 2008, e o Brasil poderia ter sido muito afetado, se seguisse as ideias do Serra. Olha o vídeo abaixo, ele é muito importante:
Este vídeo mostra o candidato Serra criticando as decisões da equipe do Lula, e dizendo, ao lado dos especialistas do PSDB, que eles fariam diferente, cortando o investimento estatal. Ora, se essas ideias tivessem sido seguidas, hoje haveria crise e desemprego massivos no Brasil, pois não haveria os investimentos do PAC do Lula.
Isso significa, para nós trabalhadores, que a vitória de Serra e equipe é uma ameaça à nossa autoestima e independência. Para quem já foi um desempregado, como eu, as ideias do Serra trazem de volta a sombra da angústia e da vergonha. Imaginar Serra presidente é imaginar que, outra vez, faltará dinheiro no bolso, e outra vez haverá tensão no ar entre amigos e familiares.
É por isso que nós trabalhadores temos que votar na Dilma, pois a Dilma foi uma das criadoras do programa do Lula. A Dilma nos garantiu o emprego, isto é a base da nossa autoestima, em um momento em que os políticos do PSDB queriam jogar nossos empregos pela janela. Foi a Dilma, junto com o Lula, quem não abriu mão de cuidar dos nossos empregos na hora da crise maior, quando os Estados Unidos, o país mais poderosos do mundo, tava quebrado. Eles até bateram recordes de criação de empregos bem no meio da crise dos países mais poderosos.
O comportamento da Dilma no meio da crise internacional mostra que ela tem compromisso com a gente que trabalha, e precisa do emprego para andar de cabeça erguida, com orgulho. Ela não deixou de cuidar da gente nem na hora mais difícil. É por isso que a gente que trabalha vota na Dilma.
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Sabe, fui um desempregado no final do governo FHC, do PSDB. Aquilo até hoje me perturba. Até hoje lembro das dificuldades familiares, das brigas, das privações, mas principalmente da vergonha. Meus amigos compravam minhas coisas pra me ajudar, o que era um alívio. Era duro ver as fábricas e negócios fechando, e os imóveis comerciais desocupados. Mas era mais duro ainda a incerteza sobre a grana pras coisas mais básicas, como pasta de dente. Era duro comer macarrão porque é barato, não por opção. Ao menos tínhamos manjericão no quintal, o que ao menos dava um bom molho pesto. Mas era duro conviver com outros igualmente desempregados, e igualmente sem grana, em um ambiente tenso.
Lembro que, já no mestrado, consegui um bico como entrevistador, o que me rendeu 240 reais muito bem vindos, após dois dias perambulando pelas vilas mais obscuras de Canoas, onde vi bem de perto como viviam outras vítimas das ideias do PSDB que tinham menos sorte do que eu. Antes eu era professor em uma escola privada, mas eu e vários outros professores fomos despedidos porque a classe média já não tinha dinheiro para mandar seus filhos para a escola privada, pois o desemprego e a falta de grana eram generalizados. A coisa ficou horrível para mim quando o seguro-desemprego acabou.
Meus pais também não podiam me ajudar, pois estavam em situação pior do que a minha. Minha mãe já não tinha inquilinos para seus imóveis residenciais e comerciais, e meu pai vendia o que podia para ao menos ter dinheiro para despedir os funcionários. Era um clima horrível.
Isso tem tudo a ver com as eleições presidenciais, meus amigos. O mundo viveu uma crise enorme em 2008, e o Brasil poderia ter sido muito afetado, se seguisse as ideias do Serra. Olha o vídeo abaixo, ele é muito importante:
Este vídeo mostra o candidato Serra criticando as decisões da equipe do Lula, e dizendo, ao lado dos especialistas do PSDB, que eles fariam diferente, cortando o investimento estatal. Ora, se essas ideias tivessem sido seguidas, hoje haveria crise e desemprego massivos no Brasil, pois não haveria os investimentos do PAC do Lula.
Isso significa, para nós trabalhadores, que a vitória de Serra e equipe é uma ameaça à nossa autoestima e independência. Para quem já foi um desempregado, como eu, as ideias do Serra trazem de volta a sombra da angústia e da vergonha. Imaginar Serra presidente é imaginar que, outra vez, faltará dinheiro no bolso, e outra vez haverá tensão no ar entre amigos e familiares.
É por isso que nós trabalhadores temos que votar na Dilma, pois a Dilma foi uma das criadoras do programa do Lula. A Dilma nos garantiu o emprego, isto é a base da nossa autoestima, em um momento em que os políticos do PSDB queriam jogar nossos empregos pela janela. Foi a Dilma, junto com o Lula, quem não abriu mão de cuidar dos nossos empregos na hora da crise maior, quando os Estados Unidos, o país mais poderosos do mundo, tava quebrado. Eles até bateram recordes de criação de empregos bem no meio da crise dos países mais poderosos.
O comportamento da Dilma no meio da crise internacional mostra que ela tem compromisso com a gente que trabalha, e precisa do emprego para andar de cabeça erguida, com orgulho. Ela não deixou de cuidar da gente nem na hora mais difícil. É por isso que a gente que trabalha vota na Dilma.
VÍDEO-BOMBA - O QUE ESTÁ EM JOGO NO SEGUNDO TURNO
Expropriado do RS Urgente, de Marco Weissheimer
Não seria nada mau se eleitores e eleitoras dedicassem alguns minutos de seus dias para conversar um pouco sobre o assunto exibido em um pequeno vídeo que fala sobre o presente e o futuro do país. Considerando a quantidade de baixarias que circula na internet e fora dela, esse vídeo é, como gosta de dizer nossa imprensa, uma bomba. Feita para pensar. E pensar é bom. (continue a ler aqui)
Não seria nada mau se eleitores e eleitoras dedicassem alguns minutos de seus dias para conversar um pouco sobre o assunto exibido em um pequeno vídeo que fala sobre o presente e o futuro do país. Considerando a quantidade de baixarias que circula na internet e fora dela, esse vídeo é, como gosta de dizer nossa imprensa, uma bomba. Feita para pensar. E pensar é bom. (continue a ler aqui)
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A pauta religiosa da campanha eleitoral
Através da lista de discussão da Rede Mulher e Mídia, soubemos que a candidata Dilma Rousseff afirmou, no Jornal Nacional da Rede Globo, que vetaria qualquer pauta religiosa. Quer dizer, alguém da Globo trouxe a agenda imposta pelos demotucanos, que é o trato religioso.
Está aí uma coisa que a Dilma pode afirmar, porque ela sabe que, antes de chegar no Executivo, passará pelo Legislativo e nós ainda não sabemos o tamanho da bancada evangélica na sua atual composição.
Não foi nem 1, nem 2 vezes, que o Governo Lula voltou atrás nas suas decisões, porque não teve coragem do enfrentamento. Nem por isso deixou de melhorar as condições de vida do povo brasileiro. Não será a Dilma que, em plena campanha eleitoral, fará isso. Aliás, ela poderia responder de forma diferente. Suponhamos que a questão do aborto não tenha vício de origem, ou seja, não é assunto a ser encaminhado pelo Poder Executivo, mas seja competência do Poder Legislativo, que achamos ser o caso, frente a resposta da candidata.
O que ela deveria responder?
O fulaninho, ou fulaninha, esse tema não será prerrogativa do Executivo, por isso, não sei a razão desta pergunta ser feita a mim. Você deveria questionar cada parlamentar eleita/eleito sobre o que pensam a respeito. É deles a decisão, não minha e, quando chegasse na minha mesa, se chegasse, minha decisão seria pautada pelo anseio do povo brasileiro, afinal, foi o povo que escolheu os seus representantes do Legislativo.
Pronto! Dava um chega para lá no assunto e seguia-se em frente! Por isso, o que nos cansa é ver a campanha da Dilma morder a isca e permitir a imposição da pauta. Cansa-nos saber que ela vai, ou faz entrevista para o JN, sendo a Globo uma das empresas de comunicação da campanha terceirizada do Serra, um crime eleitoral escancarado que, se existisse Justiça nesse país, já teria tirado do ar a concessão pública da família Marinho.
Estamos em frente a uma luta de classes, pois esta eleição, desde o princípio, foi pautada pelo desespero da extrema-direita em ficar mais 4 anos fora do poder do Estado e longe das trocentas maracutaias que a fez enriquecer ilegitimamente. Por isso, trazer a pauta da TFP, mais a evangélica, para tentar detonar com a representante dos comunistas que comem criancinhas, cinicamente, não é problema para essa gente escrota.
Esse tema é um legítimo pega ratão! Como os denuncismos não tiveram o efeito desejado, pois a mentira tem perna curta, o negócio foi apelar para a religião e a discussão do projeto programático do Governo Lula e da candidata fica, mais uma vez, adiado, para a felicidade geral do demotucanato.
Leiam, também, o artigo no Leandro Fortes FHC e a Contra-Reforma Tucana.
Atualizado às 7h40min.
Leiam, também, o artigo no Leandro Fortes FHC e a Contra-Reforma Tucana.
Atualizado às 7h40min.
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