QUEM SÃO OS ELEITORES DE MARINA?

Ao contrário do que sempre desejam os perdedores, o segundo turno não é um novo pleito, do ponto de vista do "zeramento" absoluto da situação dos candidatos que chegam a esta fase da disputa.

Na verdade, os candidatos trazem consigo a respectiva "fortuna eleitoral", traduzida não apenas pelos votos obtidos no primeiro turno, como também pelo conjunto de percepções passadas à sociedade pelo candidato na campanha da primeira fase do pleito. Nesta eleição, embora exista, em tese, a possibilidade de alterações no quadro eleitoral, as chances de que isso ocorra de forma substancial são remotas, especialmente se considerarmos a razoável distância que separa Dilma de Serra: 46,91% x 32,61%, o que corresponde a 14 milhões e meio de votos, ou o eleitorado inteiro de Minas Gerais.

É certo, por outro lado, que não podem ser desprezados os quase vinte milhões de votos de Marina. Esse eleitorado também tem que ser conquistado. Mas afinal, quem são esses eleitores?

Análises apressadas atribuem, ora com ênfase numa ou noutra causa, a frustração da vitória de Dilma no primeiro turno às questões religiosas suscitadas a partir da campanha difamatória derramada pela internet. Também a questão ambiental teria influenciado o resultado. Os descontentes com a "realpolitik" (incluído aí as denúncias contra o governo federal) teriam igualmente influenciado o resultado.

Mas, na verdade, nem todas as causas apontadas têm o peso que lhes é atribuído. Embora se afirme que a campanha difamatória espalhada pela direita contra Dilma na internet tenha trazido prejuízos eleitorais em determinados segmentos mais conservadores, a análise feita por Antonio Luiz M. C. da Costa, na Carta Capital, sob o título "O voto em Marina não é ecológico, mas também não evangélico" traz elementos importantes ao debate.

Segundo Costa, o voto em Marina pode advir da nova classe média. "É uma camada principalmente urbana, que progrediu em relação aos pais pobres e mal educados, tem certa educação, até superior, está decentemente empregada e precisa cada vez menos de programas sociais como o Bolsa-Família, do SUS ou de novos projetos de saúde e saneamento. Ao mesmo tempo, é mestiça, não está à vontade com a 'alta cultura', tem gostos populares e se sabe desprezada pela elite tradicional. Não se identifica totalmente com as prioridades da esquerda – redução da desigualdade e crescimento econômico – mas também não com as da direita – conservação de privilégios disfarçados em competência e meritocracia. Busca um meio-termo que, assim como Marina, não sabe definir com precisão e chama de 'mudança'."

A análise feita por Costa é importante para a compreensão do momento porque, como sabemos, a classe média é uma "classe de acesso", e quem chega a ela percebe que pode ir além, aspecto que explica um certo descompromisso dos integrantes deste estamento social com outros pressupostos que não sejam os seus interesses mais ou menos imediatos e pode ser influenciada por vagas promessas de "mudança" e de ela "pode mais", embora isto não seja explicitado por quem promete.

Para nós, militantes de esquerda comprometidos com a defesa das conquistas do governo Lula, esta constatação traz, num primeiro momento, uma certa frustração, pois gostaríamos que todos os beneficiados pelas políticas públicas que possibilitaram a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas reconhecessem claramente isto e, por conseqüência, se alinhassem de pronto ao projeto da continuidade da era de avanços inaugurada por Lula. Isto é verdade em relação a um grande contingente do eleitorado, tal é que resta induvidosa a vitória de Dilma neste segundo turno, pois não há fato com potência suficiente para catalisar 14 milhões de novos votos em torno de Serra. Mas no que respeita a uma parcela considerável desta "nova classe média", não é assim. Atrair a classe média na hora do voto é algo sempre complicado.

Nesta perspectiva, é errado pensar que a votação de Marina é "verde" ou "religiosa". Segundo o autor, "Esta interpretação se reforça quando se desce ao detalhe dos votos por município. Recife, capital do estado natal de Lula, não tem uma proporção excepcional de evangélicos pelos padrões brasileiros: apenas 17,6%. Mas 37% dos recifenses votaram em Marina (42% em Dilma, 19% em Serra). Já o município pernambucano de Abreu e Lima, o mais evangélico do estado (31,2%) teve 27% de votos em Marina, 52% em Dilma e 15% em Serra. No Rio de Janeiro, Marina teve 29% em um município de alta concentração de evangélicos (30%) como Belford Roxo, 32% na capital (17,7% evangélica) e 37% em Niterói (15,3% evangélica), enquanto Dilma teve 57%, 43% e 35%, respectivamente, nesses municípios (e Serra 12%, 22% e 25%)."

No que respeita ao argumento verde, basta verificar a pífia votação dos demais candidatos do PV a cargos majoritários ou proporcionais para constatar que, enquanto opção política, o ambientalismo está longe de mobilizar prioritariamente a população brasileira. Nesta perspectiva, voto em Marina sob este fundamento é secundário.

Assim, a busca pelos votos de Marina, além do enfrentamento da campanha de mentiras disseminadas contra Dilma pela direita brucutu (o que finalmente está sendo feito), deve dialogar fortemente com as aspirações da nova classe média, que se situa politicamente ao centro (ainda que não tenha consciência disto) e oscila a cada pleito.

Dilma deve reforçar que o projeto da continuidade ampliada do governo Lula é a garantia da possibilidade do progresso das pessoas nas suas legítimas aspirações.

Leia a íntegra do artigo de Costa aqui.
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VITAS & Lucio Dalla / Caruso / 2003

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SERRA MENTIU NO PROGRAMA ELEITORAL



No primeiro programa de TV do segundo turno, exibido nesta sexta-feira (8), o candidato do PSDB, Zé Chirico, declarou-se, com a modéstia que lhe é peculiar, "o melhor deputado da Constituinte de 1988". Uma empulhação sem tamanho.
Conforme pesquisou o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), naquela ocasião o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) atribuiu ao tucano a pífia nota 3,75,  em uma escala de zero a 10.  Sabe por quê?
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- Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas
- Serra votou contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego

- Serra negou seu voto pelo direito de greve (isso explica a forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve)

- Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário

- Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional

- Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical

- Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio

- Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real

- Serra votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias

- Serra votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo


.(clique na imagem para ampliá-la)










































Fonte: Diap, "Quem foi quem na Constituinte"
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Histórica vitória de @tarsogenro sobre a governadora do RS e o prefeito da capital

Agradecimento de Tarso Genro à militância 2.0, que muito fez pelo candidato da Unidade Popular pelo Riogrande no período eleitoral.

A vitória em 1º turno foi, nada mais, nada menos, do que a vitória sobre a governadora do RS e do prefeito de Porto Alegre. Derrotas escandalosas, para governos escandalosos e desastrosos. Conforme o ditado, "aqui se faz, aqui se paga"!

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Recente diálogo entre Serra e seu marqueteiro

Serra: Você espalhou que a Dona Marisa não fala e não faz nada?

Marqueteiro: - Sim governador, mas o povo já percebeu que a Dona Mônica Serra também não fala e não faz nada também.

Serra: - Então temos que levá-la (Mônica) ao palanque para ela se mostrar...

Marqueteiro: - Já fizemos isso, mas ela meteu a boca no Bolsa-Família, disse que o povo não quer mais trabalhar por causa disso.

Serra: - Mas eu estou dizendo nos meus programas que vou dobrar o valor do Bolsa-Família!

Marqueteiro: - Não se preocupe, já tiramos ela do esquema. Só vamos mostrar a foto dela.

Serra: - Espalhem também que o Lula só vivia do sindicato e não trabalhava.

Marqueteiro: - Fizemos isso, mas notaram que o senhor também nunca trabalhou, e que acorda sempre tarde.

Serra: - Diga que ele é analfabeto, porra!

Marqueteiro: - Mas é preciso ter cuidado com isso, porque o seu curso de economia no Chile tá meio estranho. Muitos blogs estão pesquisando o caso.

Serra: - O pior é que já sabem que eu não sou engenheiro, como andei dizendo por aí.

Marqueteiro: - Ah... mas isso o povo esquece.

Serra: - Já falou que eu é que criei o seguro desemprego para os trabalhadores?

Marqueteiro: - Mas isso não é verdade, governador. Como o senhor vive meio desligado, não notou que já havia sido aprovado pela câmara, sancionado pelo então presidente Sarney.

Serra: - Não importa, manda bala assim mesmo. As pessoas vão acreditar em mim. E insista nos genéricos, no Plano Real...

Marqueteiro: Excelência! Os genéricos foram idéia do Adib Jatene, o Real foi da equipe do Itamar, lembra que o FHC era o ministro?

Serra: - Não fale nesse cara de jeito nenhum. Ele espanta votos. Chamou os brasileiros de vagabundos, neo-bobos e caipiras.

Marqueteiro:- Essa do FHC foi terrível, me deixa fora dessa!

Serra: - Faz o seguinte, fale de minha larga experiência.

Marqueteiro: - Se eu for falar nisso, vão lembrar que o senhor nunca completou qualquer mandato para os quais foi eleito.

Serra: - Como assim?

Marqueteiro: - O de deputado constituinte o senhor largou no final. Como senador, com mandato de oito anos, O SENHOR FICOU SÓ SEIS MESES. Como prefeito e governador não cumpriu o mandato até o final...

Serra: - E sobre as estradas?

Marqueteiro: - F I C O U L O U C O???!!!

Serra: - Pô... tá difícil, se eu falar das estradas vão pensar nos PEDÁGIOS, do metrô vão saber que só fizemos 4Km e tem aquele francês da Alstom que soltou propina pra meio mundo em SP... e nós só fizemos 1/3 (um terço) do rodoanel... em 16 anos...

Marqueteiro: - Vamos combinar o seguinte, vamos falar só da terrorista, do medo de comunista e mostrar você sempre sorrindo. Falado?

Serra:- ... E do papai que era um humilde comerciante da Mooca. Mas não vá dizer que ele tinha banca no Mercadão, tá?...

Comentário do Blog: Foi uma mensagem que recebi por e-mail de um grupo de discussão que participo. Embora não conhecendo a origem do suposto diálogo, publiquei neste blog por achá-lo interessante.

Corrigindo o comentário: Um comentário de um leitor fez alerta de que posso ter sugerido de que o diálogao acima possa ter ocorrido de fato, quando se trata de apenas um "diálogo fictício", que jamais ocorreu.  Trata-se de uma crítica política que revela algumas contradições do candidato Serra. Algumas certamente exageradas, porém também trazem elementos de crítica. Peço desculpas caso alguém tenha lido o comentário anterior (que mantenho intacto) e tirado uma conclusão errônea.
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