Moradores do Quilombo dos Silva afirmam sofrer perseguição da polícia



A comunidade do primeiro quilombo urbano reconhecido e titulado no Brasil está se sentindo ameaçada pela polícia. Os moradores do Quilombo dos Silva, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, dizem estar acuados dentro de seu próprio território. Eles têm medo até de sair ou chegar em casa, e denunciam que policiais militares começaram a agir com abuso de autoridade, revistando rotineiramente os jovens e adultos, constrangendo as crianças que brincam na praça em frente ao quilombo, o que culminou com a detenção e espancamento de um quilombola dentro de sua própria residência.

Na última quarta-feira, 25 de agosto, Lorivaldino da Silva passeava com o neto em frente à entrada do quilombo quando foi abordado por policiais militares. Paulo Ricardo Dutra Pacheco, seu cunhado, interveio pedindo respeito aos quilombolas. A partir daí, foi perseguido e agredido pelos soldados. O Capitão Zaniol, do 11° Batalhão da Polícia Militar, explica que Paulo desacatou e desobedeceu à autoridade, além de resistir à prisão, o que justificou tê-lo perseguido até dentro de sua casa, de onde foi algemado e retirado à força na frente da mulher e dos filhos. Mas ele também foi espancado pelos policiais. Exames de corpo de delito foram realizados no Instituto Médico Legal.

Negros e pobres, vivendo num bairro predominantemente de brancos e ricos, os quilombolas se dizem cansados de sofrer com as batidas policiais e denunciam a Brigada Militar por racismo institucional. O Capitão Zaniol nega as acusações de preconceito e afirma que não há intensificação do patrulhamento na área. Mas segundo os moradores, a agressão sofrida por Paulo seria só mais um entre muitos casos de discriminação e perseguição da polícia aos integrantes do Quilombo dos Silva, uma comunidade que é um marco histórico na luta do movimento negro nacional e referência na defesa dos direitos quilombolas.

O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e ao Comitê de Combate à Tortura. Duas ocorrências policiais foram registradas sob os números 6552 e 6554 de 2010, na 8ª Delegacia de Polícia, pedindo providências contra possíveis arbitrariedades e violência por parte dos policiais. Um Termo Circunstanciado de número 2674402 foi feito no 11° BPM. Mas os quilombolas temem represálias, pois relatam estarem sendo ameaçados pelos soldados da Brigada Militar.

Lorivaldino da Silva: “(nos trataram) a cacetadas, a empurrão. As crianças todas gritando, apavoradas. E os brigadianos com as armas na mão, engatilhadas. Estou com medo de sair na rua. Estou ameaçado.”



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Com tantos problemas de segurança em Porto Alegre, estranho esse interesse da BM pelo Quilombo dos Silva...
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TUCANOS VIOLAM SIGILO BANCÁRIO DE BLOGUEIRO SUJO



- Extrato da conta do Sr. Cloaca foi encontrado em lata de lixo de comitê do PSDB, em Porto Alegre


- Mesada do governo federal, recém depositada, não foi sacada


- Temendo por sua integridade física, blogueiro disfarça-se como prenda e refugia-se no Acampamento Farroupilha


Mais informações ao longo do dia, se Deus quiser.
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VOTAÇÃO PARA O SENADO NO RS PREOCUPA

Por Kiko Machado no seu blog Tomando na Cuia

O que mais me preocupa é a eleição ao Senado.
Tem muita gente achando que votanto em Paim e escolhendo o seu segundo voto entre A.Amélia ou Rigotto não estará colocando em risco a eleição de PAIM (PT).
Tenho certeza que há entre as cúpulas dos partidos de A.Amélia (PP) e Rigotto (PMDB) uma intensa articulação para troca de votos de forma casada entre as duas candidaturas.
Se o eleitor der o seu primeiro voto para Paim e o segundo para um dos outros dois, está automaticamente eliminando Paim, nesse quadro técnico de empate.
A saída é explicar de forma urgente essa situação para a população e é claro, votar na Abgail (PCdoB).
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Serra e seus amigos



No encontro de José Serra com militares, na última sexta-feira, algumas imagens foram feitas para o Jornal Nacional antes do candidato entrar no salão e fechar as portas para seu discurso sobre o "terror" da "ditadura sindical" de Lula. O encontro foi censurado para a imprensa pela campanha do tucano, este "grande democrata". Nelas, aparece animado bate-papo do candidato com Jair Bolsonaro, deputado do Rio de Janeiro. Na foto, por acaso, à esquerda.

Para quem não sabe, trata-se de notório fascista. Entre tantos episódios, promoveu uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em 2005, para um tributo aos militares que torturam e assassinaram na Guerrilha do Araguaia.

É um saudoso da ditadura militar, responsável por frases como "O grande erro foi ter torturado e não matado".

No ano passado, quando familiares de ex-guerrilheiros mortos no Araguaia buscavam no congresso apoio para o paradeiro de seus filhos, pais e irmãos, ostentava cartaz em seu gabinete com os dizeres "quem procura osso é cachorro".

Este é o tipo de gente que apoia Serra, com quem o tucano conversa e pensa o futuro.
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Bomba: a Folha descobriu a lojinha da Dilma

Em surto após o Ibope revelar, neste sábado, que Dilma já abre um abismo de 24% entre ela e Serra (51 a 27%), a Folha.com, um dos órgãos do PIG (*), faz uma revelação bombástica: Dilma foi proprietária, por alguns meses, em 1995, em sociedade com alguns familiares, de uma pequena loja de presentes.

Até aí, nada de mais, não fosse a intenção grotesca da matéria em ridicularizar a candidata, dizendo que a loja vendia "cacarecos" e "bugigangas", e que o período em que Dilma teve a loja "coincide com o tempo em que ela ficou afastada de cargos de confiança no governo do Rio Grande do Sul", dando a entender que a economista abriu a loja porque não tinha mais nada para fazer e que a experiência fracassou e deu prejuízos.

A mensagem é clara: se Dilma não foi competente para fazer prosperar uma mísera lojinha de "bugigangas", como é que ela vai administrar o Brasil?

O que a matéria não diz é que Dilma é economista da Fundação Estadual de Economia e Estatística do RS, e que a experiência comercial em questão foi secundária na sua vida profissional, aliás como observa, na própria matéria, sua ex-cunhada, sócia do empreendimento: "Durou bem pouco tempo. Dilma sempre foi muito envolvida com a política. Não dava tempo para ela conciliar. Eu sozinha não conseguia", justifica.

A tentativa da Folha.com é tão patética quanto ridícula. Seu único efeito prático é demonstrar o grau de desespero dos serviçais do conservadorismo, que não tendo mais para onde apelar para tentar frear o rolo compressor que desce a ladeira na sua direção, partem para expedientes estapafúrdios como o da matéria em questão.

Pergunta que surgiu a este também vendedor de bugigangas: qual será a opinião da Folha.com sobre a Daslu e sua proprietária, que tirou uns dias no xilindró por sonegar milhões em impostos vendendo muamba para a burguesia? Será esta, para a Folha, uma experiência de sucesso?

Pensando no que mais os desplumados vão inventar, vem à mente pergunta feita por Charles Buckowski a si mesmo, certo dia, ao levantar da cama: "Jesus, o que mais hoje?"

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.

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