A quebra dos sigilos fiscais: mais uma tentativa que não colou


A alarmada quebra dos sigilos fiscais de figurões do tucanato levou o PIG (*) a imaginar que estava, novamente, diante de um novo caso dos aloprados, que levou a eleição de 2006 para um improvável segundo turno.

A onda de orgasmo golpista já se alastrava, quando veio um balde de águia fria nas pretensões tucanas: a Receita Federal informou que  diversas outras pessoas tiveram seus sigilos violados, como a apresentadora Ana Maria Braga e membros da família Klein, proprietária das Casas Bahia. Posteriormente, veio a informação de que o número de quebras de sigilo fiscal pode subir a 140, levando à conclusão de que se trata de crime comum de venda de informações fiscais e não, como desejavam os serristas, de uma manobra política para constranger adversários (aliás, não se sabe como).

Mas Serra tentou aproveitar a oportunidade, afirmando diversas vezes que o PT era o responsável pela quebra dos sigilos e que Dilma devia uma explicação sobre o caso, como se ela fosse responsável pela conduta dos funcionários da Receita Federal. Fez mais: palestrando para a caserna, no Clube da Aeronáutica, Serra, sentindo-se em casa e espraiando seu neo-udenismo, criticou o que chamou de "loteamento de cargos do PT na administração pública", chegando a dizer que "o PT, sem ironia, tem característica de ocupação militar. É um exército que tem que ser acomodado." Só esqueceu de dizer que as duas servidoras identificadas como responsáveis pelos acessos pertencem dos quadros efetivos da Receita, não sendo "CCs do PT".

Mas para quem pensa que a movimentação do PIG ocorreu somente no centro do País se engana: aqui mesmo na província guasca a jornalista responsável pela coluninha "Brasília", do irrepreensível jornal Zero Hora, sentencia, ganhando mais algum tempo de estabilidade no emprego: "Um partido não pode se sentir tão poderoso, a ponto de invador segredos fiscais para ilustrar dossiês contra os inimigos." Pode?

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.
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TV CULTURA: a treta continua!

Aos que pensavam que era alarme falso ou "trololó", nesta segunda-feira, 30 de agosto, já não contaremos mais com a apresentação de Heródoto Barbeiro  no programa Roda Viva da TV Cultura. E conforme já havíamos alertados nossos assíduos leitores, a apresentadora agora será ninguém mais, ninguém menos, que ela: Marília Gabriela!!! Veja a chamada


Obsceno, não é mesmo?!

E dá muuuito nojo ver a Folha de S. Paulo noticiando a entrada da Marília Gabriela como se fosse um corriqueiro processo de inovação da TV! Mas que mídia golpista sem vergonha! 

Raivosa com os péssimos resultados desempenhados por sua campanha pró-Serra, o Terrível,  essa mídia tucana escamoteia um ato real de censura e agressão à liberdade de expressão (aqui! no Brasil! não lá na Venezuela!) e prefere  fazer uma entrevista perguntando o que a Marília Gabriela acha do cenário.... Do cenário!?! Socorro!!! Então virou talk-show mesmo?! Por que o Sayad não chama logo de uma vez a Hebe Camargo?

Desde foi aparelhada pelo PSDB, por meio de João Sayad, todas as notícias que surgem da Fundação Padre Anchieta são terríveis. Para os que não recordam de toda a história, façam um retrospecto clicando nos links d'A CORTIÇA abaixo e entenda passo a passo da sujeira 
Débora Prado (Caros Amigos) e Rosane Pavam (Carta Capital) falam sobre o processo de desmonte do aparato público pelo PSDB. E ainda Gilberto Yoshinaga (Carta Capital) fala sobre o fim do programa Manos e Minas

Começam a cair as primeiras cabeças do jornalismo da TV Cultura sob a gestão Sayad

Uma das últimas ações de João Sayad na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo foi tentar acabar com as Oficinas Culturais

As aventuras de João Sayad e Andrea Matarazzo e seus atentados contra o patrimônio público. Aqui já alertávamos sobre os perigos aos quais a TV Cultura estava exposta com Sayad à frete da Fundação.

Lendo essas postagens, constata-se que, felizmente, o assunto não está passando despercebido pela imprensa. Obviamente, estamos nos referindo às publicações que, assim como nós, estão em temporada de caça aos tucanos. Por exemplo o jornal Brasil de Fato também está dando visibilidade a esse tema. Leia mais aqui.

E até mesmo a Maria Rita Kehl entrou na briga. Em sua coluna no Estadão, do dia 21 de agosto, ela também levanta uma série de questões até agora deixadas no vácuo por Sayad e o PSDB. Então, leia o artigo

Cultura pra quê?
Por Maria Rita Kehl, 21 de agosto de 2010

Um dia a massa há de provar do
biscoito fino que fabrico.

(Oswald de Andrade)

Que pena. Cada vez que me decido a escrever uma crônica mais leve nesta coluna (não ouso dizer literária. Bem, já disse), o sentimento do mundo me pega não como a doce melancolia do poeta, mas como um paralelepípedo na testa. Não sou capaz de recusar o debate público. Deve ser um sintoma grave, desses que não têm cura depois de certa idade.

Desta vez, a acalorada discussão em torno do projeto de desmanche da TV Cultura me pegou pela cabeça e pelo coração. O economista João Sayad é um homem público respeitável. Conseguiu botar em ordem as finanças da Prefeitura de São Paulo depois da calamitosa gestão Celso Pitta. O ministro Fernando Haddad contou que foi em conversa com ele que surgiu o projeto dos CEUs, oásis de cultura e sociabilidade a quebrar a aridez da vida nos bairros mais pobres da cidade. João Sayad não precisa de prestígio. Já tem.

Por isso não entendo o que o levou a assumir a presidência de um empreendimento que ele não conhece, não parece interessado em conhecer e, acima de tudo, evidentemente não gosta. Até o momento não li nem ouvi falar de nenhuma proposta criativa de Sayad para a TV Cultura. Nenhum novo projeto de programa, de modificação na grade, nenhum novo conceito sobre o papel da única tevê pública de canal aberto do Estado mais rico do Brasil. Tudo o que se sabe é que o economista veio para cortar gastos. Demitir ¾ dos funcionários! Impossível imaginar que a Fundação abrigasse 1.400 empregados inúteis. Tal enxugamento da folha de pagamentos visa a exterminar o quê? A própria programação.

Tudo leva a crer que Sayad não tinha ideia do que a TV Cultura já fez e ainda faz; em reunião interna demonstrou desconhecer até mesmo um diretor da importância do Fernando Faro, embora não haja sinais de que vá interromper o melhor programa musical do País, que além do mais se tornou um arquivo vivo da memória da música brasileira. Fora isso, terá vindo apenas para encolher os gastos da emissora, com a fúria de um exterminador do futuro? Não haverá argumento que o convença da importância de usar dinheiro público para a experimentação, a invenção e a aposta em programas de qualidade, diferenciados da mesmice das emissoras comerciais? As primeiras notícias falam em venda dos estúdios e dos equipamentos, demissões em massa e redução da TV Cultura a um pequeno e mesquinho balcão de compra de enlatados. Faz tempo que uma decisão política não me causava tristeza tão grande.

 Rolando Boldrin e um dos seus "causos": "E foi então, gente, que apareceu um vampirão, com os dente assim bem grandão, dizendo com uma voz medonha 'O Brasil pode maaais.... pode mais é se fodeeer'!  Mas pior que assombração, gente, era um puta véia que o vampirão carregava pra onde ia. O matuto era metido  a economista e quis mandar aqui na TV, mas não sabia nem a diferença entre o 'Cocó-ricó' e o 'Sr. Brasil'... E deu no que deu: cortou perna do saci, cortou emprego, cortou a cabeça da mula até cabeça de jornalista! Cruz-credo!"

Sendo a economia de verba sua única proposta, gostaria de saber qual o destino de todo o dinheiro que ele haverá, sem dúvida, de poupar com o encolhimento da Cultura. Que se revejam as contas da emissora para eliminar possíveis desperdícios e inoperâncias, vá lá. Mas por que um Estado rico como o nosso precisa ser tão mesquinho nos gastos com sua TV pública? Uma Secretaria (infelizmente entregue a outro homem que não gosta disso) que pode manter a Osesp para usufruto da elite paulista, que pode construir um luxuoso Teatro da Dança, outro da Ópera, para a mesma elite - não pode manter uma TV experimental para um público, não necessariamente elitista, mas pequeno? O argumento é que ela é irrelevante em termos de Ibope. Então, tá. Quantos milhões de telespectadores são necessários na planilha do atual gestor para justificar a existência de uma emissora que funciona como laboratório de programas ligados à cultura brasileira e internacional, e que conta com um público muitas vezes mais numeroso do que o que cabe na Sala São Paulo? Não escrevo isto para criticar a Osesp. Que floresçam mil Osesps pelo Estado, pelo País. Uma só Osesp é mais progressista do que todas as pontes e viadutos que um governo possa construir. Faço a comparação para mostrar o absurdo de se desmontar, com argumentos de planilha, uma televisão pública que utiliza sua verba para oferecer biscoito fino à massa.

Escolho, para terminar, o triste exemplo de um programa que já foi extinto pela atual direção: Manos e Minas. Um corajoso programa de auditório dedicado ao hip hop, levado ao ar ao vivo nos sábados à tarde sob o comando de Rap in Hood, que estreou em CD lá por 2000, cantando: "eu tenho o microfone/ é tudo no meu nome". Ter acesso ao microfone e falar em nome próprio: na plateia, meninos e meninas de pele escura, "bombeta e moleton", não se distinguem dos mesmos meninos e meninas que sobem para dar seu recado no palco. Enfim, alguém teve a ousadia de dar visibilidade à atividade musical dos jovens da periferia de São Paulo, acostumados a só existir na mídia quando algum dentre eles comete um crime.

Manos e Minas não precisa de argumentos de segurança pública para se justificar. Dar espaço ao rap na televisão é importante por si só. Mas a decisão de acabar com o programa nos faz refletir sobre o modo como a elite paulista concebe a inclusão simbólica da periferia na produção cultural da cidade: não concebe. Daí que a pobreza, aqui, seja um problema exclusivo de segurança pública. A extinção de Manos e Minas lembra, não pelo conteúdo, mas pelo princípio operante, as desastradas políticas de "limpeza" da cracolândia. Quem mais, senão uma TV pública, poderia investir na visibilidade dos artistas da periferia?

 "Periferia"! Amiga,  ela disse "periferia"?! 
CÓÓÓ-CÓ-CÓ-CÓ!!!!!  CÓÓÓ-CÓ-CÓ-CÓ!!!!!  CÓÓÓ-CÓ-CÓ-CÓ!!!!!

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Zé Guru









Os sites do PSDB

Enviado por luisnassif, dom, 29/08/2010 - 21:17

Por Daniel Roque

Pessoal,

Saindo um pouco do tema desse post, a campanha do Serra na internet parece estar totalmente largada. Sem explicacao, os sites ficaram dias fora do ar e quando voltam, parece um site totalmente amador, feito por alguem em menos de meia hora (www.serra45.com.br), outro (www.joseserra.com.br) aponta um link que leva a uma pagina em branco... Sera que o tal guru indiano esta por tras disso e teremos em breve algo totalmente diferente capaz mudar a eleicao? Algo como um super-site, capaz de ser acessado por telepatia por 100% dos brasileiros, mesmo que nem sabem o que e internet?

Alias, nao sei se e possivel, mas valeria uma ligacao pra Soninha pra tentar esclarecer o que houve. Muito estranho.

Ate mais



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A Paprika de Kon Satoshi

Esse blog já está parecendo a seção de obtuários do jornal. Desde que começamos nossos trabalhos já perdemos o GlaucoHarvey Pekar e, nessa semana,  Kon Satoshi.


Infelizmente, no dia 24 de agosto (mesmo dia do Vargas, que azar!) morreu, aos 46 anos, Kon Satoshi diretor de animações japonesas. Entre suas obras estão Tokio Godfathers (2003) e Paprika (2006).

Aliás, foi justamente Paprika (cuja descoberta foi completamente acidental num hotel distante onde a TV a cabo foi a melhor companhia que eu consegui naquela noite) que me introduziu na obra de Satoshi.

E como já faz algum tempo que as animações não aparecem aqui n'A CORTIÇA, recomendamos que vocês vejam Paprika inteirinha, clicando no link abaixo da imagem


Ah, e para os que estão estranhando este tipo de animação aqui n'A CORTIÇA, relaxem, também acho cretino Pokemon, Naruto and all those shit! Mas ao ver Paprika você se depara com mais um belo exemplo do quão furado é o padrão "Disney/Dreamworks" de qualidade! Por essas e por outras, vale a pena!
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recomendação de leitura

Prezados, assim como Jurandir sumiu por uns tempos, sumi porque meu trabalho não permite uma frequencia maior minha aqui. Mas acreditem, na militância estou na ativa. Passo aqui para compartilhar este post, que mostra mais uma faceta da baixaria do pessoal do PSDB, no Sexismo na Política Preparem-se, a coisa é horrorosa.
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