A Rede Globo ajudou o Serra a burlar seu tempo na TV?


A legislação eleitoral estipula critérios para o tempo de cada candidata e candidato à eleição majoritária na TV e no rádio. Neste caso, o tempo de duração dos programas da candidata Dilma Roussseff [PT/Para o Brasil seguir mudando] é superior ao do candidato José Serra [PSDB/PIG].

Como não tivemos a oportunidade se assistir a estreia do Horário Eleitorla Gratuito na TV, causou-nos surpresa desagradável uma mensagem eletrônica enviada ao blog, com dois comentários escritos no VioMundo do Azenha*:


Franco Atirador · 59 minutos atrás

PODE ESTAR CERTO QUEM SUSPEITA QUE A GLOBO ESTÁ PRODUZINDO O PROGRAMA DO SERRA:

O JN fez uma matéria especial sobre um tema que “coincidentemente” foi abordado pelo Zé Mané, logo em seguida, no programa dele.
.
1 resposta
Fernando · 36 minutos atrás
Franco,

vc tem razão, minha esposa assistiu o JN e teve a mesma observação, e saiba, ela é bem desencanada com estas teorias de armações.


Será que a Rede Globo ajudou o Serra a burlar seu tempo disponível na TV, dando mais destaque a um assunto que o candidato não conseguiu abordar, devido à lei eleitoral para o Horário Gratuito de Rádio e TV?

Aguardamos o JN desta quarta-feira. Como escreveu o missivista: Amanhã eles [JN/Globo] farão outra sobre educação ou segurança. A conferir.

*Checamos o VioMundo e encontramos os comentários acima.

Arte: Bessinha
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Serra é uma Kombi enguiçada na ladeira

Nem o Noblat consegue empurrar o vampiro tucano. Vejam só:



Os comentários foram ótimos:






Será que o motivo foi a empáfia do candidato em seu programa, depois de falar em saúde, saúde e saúde, acrescentou revelações sobre a sua própria... saúde?

Veja aqui.
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O Programa da Dilma na TV

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Debate pela Internet nesta quarta


A candidata Dilma Rousseff participa de debate inédito na Internet nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 10h30m. O encontro entre os presidenciáveis será transmitido ao vivo pelo UOL e todos nós vamos organizar uma grande cobertura colaborativa pela internet.

Expresse suas opiniões nas redes sociais: escreva posts, suba fotos e vídeos no seu Blog, Twitter, Orkut, YouTube, Facebook e em todos os seus perfis. Lembre do que falou o presidente Lula sobre a importância que cada um de nós tem neste momento histórico! http://bit.ly/bLtxaV.

Amanhã, durante todo o debate, colabore com os seus conteúdos e garanta uma cobertura democrática sobre a participação da nossa candidata em mais este passo decisivo da campanha política.

Toda a cobertura da nossa equipe estará nos Twitters: @dilmanarede, @dilmanaweb, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr.

Ao disseminar nossas mensagens e conteúdos pela rede, utilize as hashtags #dilma e #debateuol.

Acompanhe também os sites:
www.dilma13.com.br
www.dilmanarede.com.br
www.mulherescomdilma.com.br
www.galeradadilma.com.br
www.participabr.com.br

Vamos em frente! Estamos cada vez mais perto da vitória! Agora é Dilma!

Equipe Dilma13

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O sentido histórico de uma candidatura


Por Marco Aurélio Weissheimer em seu blog

O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.

Há vários detalhes que devem ser destacados. Nos programas vitoriosos de Lula, em 2002 e 2006, a ditadura militar não foi tema no debate eleitoral. Agora, aparece já no primeiro programa de Dilma. Por duas razões. Os adversários de Dilma querem usar contra ela seu passado na luta armada contra a ditadura militar, apresentando-a como uma “terrorista”. O expediente, explicitado didaticamente na capa da revista Época, já depõe contra o candidato José Serra que, supostamente, também foi perseguido pela ditadura militar. Se não foi supostamente, ou seja, se foi de fato, não deveria jamais autorizar esse tipo de argumento autoritário e aliado do fascismo que governou o país por aproximadamente duas décadas. Mas o tiro da Época saiu pela culatra e ajudou a consolidar, na figura pública de Dilma, uma dimensão histórica que não era desejada por seus adversários (não deveria ser ao menos). A capa da revista vai, entre outras coisas, inundar o país com milhares de camisetas com o a fotografia de uma mulher que entregou-se de corpo e alma na luta em defesa da democracia. Então, ela não é apenas uma “gerentona linha dura”, sombra de Lula, sem história nem passado. A candidata não só tem passado, como o resgate desse passado parece incomodar o candidato Serra, ele também, supostamente, um resistente da ditadura.

Isso não é pouca coisa. Como tantos outros brasileiros e brasileiras valorosos, Dilma participou da resistência armada contra um regime criminoso que pisoteou a Constituição brasileira e depôs um presidente legitimamente eleito. E a palavra legitimidade adquire um sentido muito especial neste caso. A transição da ditadura para a democracia, como se sabe, ocorreu com muitos panos quentes e mediações. Muita coisa foi varrida para debaixo do tapete por exigência dos militares e seus aliados civis conservadores. E agora, uma filha da geração dos que lutaram contra a ditadura apresenta-se como candidata a disputar o posto mais alto da República. Mais ainda, como candidata a dar prosseguimento ao governo do presidente com a maior aprovação da história do país. Um presidente saído das fileiras do povo pobre, sindicalista, que também participou da luta contra o regime militar e ajudou a acelerar a transição para a democracia.

Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular. Ela representa também a possibilidade de outras retomadas para fazer avançar a democracia brasileira. Em outras palavras, é uma candidatura com sentido histórico bem definido, um sentido que remonta a um período anterior inclusive ao golpe militar de 1964. Quando Dilma diz que olha o mundo com um olhar mineiro e que pensa o mundo com um pensamento gaúcho, não está fazendo um gracejo regionalista, mas sim retomando uma referência histórica que remonta à primeira metade do século XX e que, ainda hoje, causa calafrios nas elites econômicas e políticas de São Paulo. Essas são algumas das razões pelas quais o programa de Dilma calou fundo. Ele fala da história do Brasil, de algumas das lutas mais caras (na dupla acepção da palavra, querida e custosa) do povo brasileiro, de vitórias e derrotas. Isso transparece em suas palavras e em seu olhar. Há verdade aí, não invenção de propaganda eleitoral. Ela viveu aquilo tudo e tem hoje a oportunidade de conduzir o Brasil nesta jornada, na estrada que nos leva todos para o futuro.

Passado, presente e futuro não são categorias isoladas e aleatórias. Um não existe sem outro. São diferentes posições que assumimos nesta estrada que aparece no programa. É um programa que cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação nesta jornada e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar alguns fios dessa trama que, em função de algumas doloridas derrotas, acabaram ficando soltos pelo caminho.

Arte: @lucioberdan

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