Divagacao sobre as atitudes de Lula
Conselho Curador da EBC abre consulta pública sobre programas de cunho religioso
O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação - EBC - abriu nesta sexta-feira (06/08/2010) consulta pública para recolher contribuições sobre a política de produção e distribuição de conteúdos de cunho religioso pelos veículos da EBC.A consulta foi motivada por reclamação de telespectadores enviada à Ouvidoria da empresa, tendo resultado em um parecer da Câmara de Educação, Cultura, Ciência e Meio Ambiente do Conselho Curador, que indicou a substituição dos atuais programas por um programa sobre o fenômeno da religiosidade no Brasil, de um ponto de vista plural, assegurada a participação a todas as religiões.
Atualmente, a TV Brasil exibe o programa “Reencontro”, produzido por igreja de orientação evangélica, aos sábados; e os programas “A Santa Missa” e “Palavras de Vida”, de orientação católica, aos domingos. Já a Rádio Nacional de Brasília transmite aos domingos celebração de missa de orientação católica. Tais programas são originários das emissoras que foram absorvidas pela EBC após a sua criação e a aprovação da Lei nº 11.652/2008, que regulamenta o Sistema Público de Comunicação.
A consulta terá a duração de 60 dias, se encerrando em 04 de outubro de 2010. Podem participar tanto pessoas físicas quanto organizações da sociedade civil, que devem enviar suas contribuições e os documentos necessários por via postal ou email.
Todas as informações sobre a Consulta Pública – como o edital publicado no Diário Oficial da União e o parecer da Câmara de Educação, Cultura, Ciência e Meio Ambiente sobre o tema – podem ser obtidas no link: http://www.ebc.com.br/conselho-curador/consulta-publica
Comunicação Social EBC
(61)3799 5231/5232
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Desenho: Eugênio Neves
Lei Arizona: Evo Morales lembra a Obama origem migratória de seus pais
Classificando esta como a mais dura lei migratória do território norte-americano, Evo Morales fez questão de relembrar ao presidente Obama, que como defensor de políticas sociais, ele não deve esquecer a "origem migrante de seus pais". "Você não pode permitir que o racismo se mantenha em seu país", enfatizou.
O líder boliviano segue descrevendo a história da família Obama, já que os pais do atual presidente estadunidense iniciaram sua vida "em um país que não era deles", onde puderam ter oportunidades para se desenvolver. "Eu não sei o que pensaria seu pai, que foi migrante, se sentisse que agora não poderia viver e trabalhar nos Estados Unidos", disse.
Morales criticou o discurso do governo estadunidense, ressaltando que o país "prega a justiça social, fala de livre circulação, negócios e mercado, no entanto, castiga aos seres humanos, neste caso aos latino-americanos, que tanto esforço e trabalho oferecem para contribuir e apoiar o desenvolvimento de seu país".
"Os Estados Unidos é um país de migrantes", afirmou Morales, defendendo ainda que foram os migrantes quem contribuíram para a prosperidade e o desenvolvimento da nação mais forte do planeta. O chefe da Bolívia acusou a Lei Arizona de ser uma tentativa de promover o "apartheid da discriminação política, econômica, cultural, social e racial contra os irmãos latino-americanos".
Para Evo Morales, a vigência da Lei Arizona, somada à diretiva do retorno voluntário, promovida pela União Europeia, submete a uma situação difícil, milhões de pessoas que se esforçaram para estabilizar uma condição de trabalho. "Senhor presidente, está em suas mãos evitar que em seu país retorne os dias obscuros de perseguição por cor de pele e de origem racial", finalizou.
Lei anti-imigração
A Lei Arizona entrou em vigor no último dia 29 de julho. Por conta de uma decisão judicial, alguns de seus pontos mais polêmicos foram retirados, como a permissão para que policiais detivessem pessoas suspeitas de estarem sem documentos e a abordagem a pessoas suspeitas de estarem ilegais.
* Jornalista da Adital
Imagem: Internet
Marcha Mundial das Mulheres lança manifesto de repúdio à Globo
É “fantástico” como a Rede Globo, ao longo dos últimos anos, tem cumprido um papel de afirmar e incrementar visões conservadoras na sociedade brasileira de forma geral, e de reafirmar a ideia do aborto como assassinato, em particular. As novelas da Globo têm sido o principal instrumento para veicular esta visão de aborto como crime e taxar as mulheres que o praticam de assassinas.
Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica.
A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos.
Neste domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas.
Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas.
É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
Diante de tudo isso, nós, mulheres da Marcha Mundial, vimos a público repudiar esta ação criminosa da Rede Globo contra as mulheres pobres que praticam aborto. Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.
Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo.
Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher!
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
Marcha Mundial das Mulheres
Foto: Roberta Kelly
TV Digital

STF julga improcedente ação contra decreto da TV digital
| Cristina Charão e Jacson Segundo - Observatório do Direito à Comunicação | |
| 05.08.2010 | |
| Por 7 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou constitucional o Decreto 5.820/06, que estabelece as diretrizes para a implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital. O decreto era alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade iniciada pelo PSOL e que questionava a validade da consignação de canal extra aos atuais concessionários sem os trâmites exigidos para a concessão de serviços de radiodifusão. De acordo com a Constituição, a concessão de canal de TV deve ser avalizada pelo Congresso Nacional. Leia também: Migração de sinal de TV analógico para digital é constitucional, diz STF | |

