Serra e o narcotráfico

Os marqueteiros da campanha de Serra decidiram não levar à campanha na TV as acusações do candidato de vínculo do PT às FARC. Não ganha votos, disseram. Provavelmente. Mas fica claro para muitos o que pensa e de que lado está o candidato tucano. Dois vídeos podem ajudar a esclarecer.



Acima, o jornalista Miguel Urbano Rodrigues, editor do www.odiario.info, comenta a atuação das FARC-EP, com quem conviveu por semanas nas selvas colombianas. Para ele, a mídia internacional é a responsável pela criminalização e a acusação de narcotraficante ao movimento.



Acima, uma boa biografia de Álvaro Uribe, presidente do Colômbia, que deixa o cargo no próximo dia 7. Enquanto Serra acusa Evo Morales, presidente da Bolívia, de ser responsável pela cocaína que chega ao Brasil, Uribe tem uma extensa folha corrida de serviços prestados ao narcotráfico. Não são meras acusações, suposições, mas documentos, muitos deles do próprio governo americano.

Para o narcopresidente da Colômbia, nenhuma palavra de desagrado do candidato tucano.
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Encontro de Geógrafos em Porto Alegre


Acompanhe o XVI Encontro Nacional de Geógrafos em
www.eng-2010.blogspot.com




O XVI Encontro Nacional de Geógrafos – Crise, Práxis e Autonomia: Espaços de Resistência e de Esperança - é organizado pela Associação de Geógrafos Brasileira (AGB), que conta com uma seção em Porto Alegre (rua Uruguai, 35/426). O diálogo de abertura será no dia 25, a partir das 17h30min, na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, com a presença do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e da geógrafa da USP, Ana Fani. O artista popular gaúcho Pedro Munhoz fará uma apresentação musical na abertura*.

*Fonte: RSurgente
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Urgente, vejam esses slides.

Esse slide, cujo link esta anexo mostra como agem os amigos de Lula da Silva. E o Holocausto Iraniano. Ninguem pode deixar de ver pois isto acontecera aqui, se nos permitirmos. E se Dilma vencer as eleicoes de Outubro. Ela tem essas mesmas amizades.

http://www.propostaserra.com.br/forum/attachment/download?id=5855449%3AUploadedFile%3A47568
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Alerta às campanhas de Yeda e Fogaça

O Dialógico suspende a política de Creative Commons, por tempo indeterminado e a partir da publicação desse post em 24/07/2010.

O blog da Juventude do PSDB utilizou charges, aqui publicadas [1 e 2]. Exigimos a retirada imediata desse material do blog e desautorizamos, previamente, qualquer partido político das coligações Yeda Crusius e José Fogaça a publicar conteúdo produzido para este blog em suas páginas na Internet, ou impressos, mesmo que seja para uso não comercial.

A disputa política entre Yeda Crusius [PSDB-PRBS] e José Fogaça [PMDB-PRBS] não nos diz respeito. A juventude tucana, ao publicar nossas charges em seu blog, demonstra o nível de indecência a que um grupo de pessoas pode chegar! No Dialógico, há dezenas de charges sobre a maior "liderança" do PSDB, a governadora Yeda Crusius. No maior descaramento, essa "juventude" ignora as denúncias publicadas contra esse desgoverno, através de charges, e seleciona, do mesmo autor, só o material que lhe convem, no caso, as que tem seu foco no ex-alcaide portoalegrense.

Temos uma imagem a zelar e não permitiremos que gente, que possui um blog com conteúdos que variam entre mentirosos, mistificadores, alienados, macule o trabalho sério aqui realizado.

Em insistindo com estas publicações, tomaremos medidas cabíveis. E, a partir deste instante, charges do Eugênio Neves subidas no Dialógico, Prancheta da Grafar, Sul21 ou Tinta China necessitarão de sua autorização expressa para publicação. O contato é dialogico.blog@gmail.com. A indicação de autorização de uso deverá constar no rodapé da publicação com a respectiva data.

Todos os blogues e sítios relacionados no Dialógico, ao lado, estão autorizados a utilizar qualquer material aqui publicado, sem a necessidade de indicação de autorização no rodapé.

Atualizado às 22h27min, 24/07/2010.
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Apoios e problemas

É compreensível o empenho do Presidente Lula para fazer de Dilma Rousseff a próxima governante do país. Deveria haver menos calor moralizante nas acusações que a ele se fazem. Afinal, não há ocupante de cargo de comando que não queira ver em seu lugar, na impossibilidade de nele continuar, alguém que o suceda de modo positivo, isto é, como continuidade, sem ajustes de contas e com os devidos encômios. Quem está prestes a sair de um cargo move-se pela pretensão de projetar nele uma sombra, sente-se responsável pelo que virá. Faz isso mesmo sabendo que depois, passados os primeiros meses do novo governo, o sucessor dele se distanciará, ou para alçar vôo próprio ou para corresponder às mudanças de conjuntura ou de correlação de forças.

Todo governante enfrenta esse dilema quando se aproxima o desfecho de seu mandato. Para ajudá-lo a não cair em tentação, os Estados republicanos valem-se de mecanismos de controle e moderação – no caso brasileiro, os tribunais eleitorais, por exemplo –, bem como da disseminação, na população e especialmente na classe política, de uma cultura específica e de uma ética pública, imune a invasões espúrias ou particularistas.

Certos aspectos da conduta de Lula estão associados a essa relação do governante com o Estado. Não são de ordem moral. São éticos e políticos.

Um deles é o da transgressão da legislação eleitoral, que veta o uso da máquina pública (e, portanto, da palavra, dos atos e do gestual do Presidente) para promover e favorecer candidaturas ou coalizões eleitorais. Indiferente aos rigores e às penas da lei, Lula tem sido recorrente na violação das regras e dos limites legais. Foi advertido e multado, pediu desculpas, mas não se abalou. Sua campanha em favor de Dilma ultrapassou a dimensão republicana que se espera seja considerada por qualquer executivo público.

Esse é um item já bastante destacado pela crônica política. Não é o caso de explorá-lo ainda mais ou de submeter o Presidente a um tribunal. Mas dele derivam duas consequencias principais, que precisam no mínimo ser consideradas.

A primeira é a banalização da lei, a disseminação de uma imagem de que a lei só vale para os outros, de que sempre se pode dar um jeito de escapar de suas restrições. Lula dá um péssimo exemplo ao país, que fica ainda pior por vir do alto, de uma liderança que goza de extraordinário prestígio e popularidade. Ele, a rigor, não precisaria se dar a tais exageros. Poderia se preservar e com isso transferir mais valor para nossa República. Seria aplaudido por todos. Como se costuma dizer, é de cima que devem vir os melhores exemplos. Ou, nas palavras de Marina Silva, candidata do PV, “quanto mais amigo do rei, mais alta é a forca”.

Lula tem se incomodado com o que julga ser um cerco à sua liberdade de opinião e ação, uma tentativa de inibi-lo para que “finja não conhecer” sua candidata. "Há uma premeditação para me tirarem da campanha para impedir que eu ajude a Dilma", disse ele dias atrás. Parece não levar na devida conta certas obrigações do cargo que ocupa.

A segunda consequencia é a fragilização da candidatura Dilma. Ela vem ganhando impulso sem se desvencilhar da acusação de que não consegue andar com as próprias pernas – de que é uma marionete do Presidente ou mera criação de marketing, alguém cercado de dúvidas e indefinições. A recente frase da candidata, a esse respeito, só faz pôr mais lenha na fogueira: “sou produto feito pelo governo do presidente Lula, um dos maiores governos que este país já teve".

Pode-se ponderar o quanto for, mas a fragilidade da candidata de Lula é real e subsistirá enquanto ela não revelar seus próprios recursos, em suma, mostrar-se de corpo inteiro, sem suportes externos ou maquiagem.

Não é difícil imaginar quantos governantes foram eleitos, aqui e no mundo, com apoios ostensivos de líderes prestigiosos. Apesar disso, nem sempre conseguiram fazer bons governos. Muitos foram fracos, confusos, anódinos, como se se ressentissem da saída de cena daqueles que lhe deram vida. Talvez não tenham causado maiores estragos em suas sociedades. Mas certamente contribuíram negativamente tanto para a instituição Governo quanto para a própria governança. Fizeram com que seus países ficassem girando em círculos, sem resolver seus problemas e sem definir um rumo para o futuro.

Não se pode dizer que Dilma Rousseff, se eleita, venha a ser uma presidenta fraca. Não há elementos cabais que atestem ou sugiram isso. Mas também não há nada, até agora, que diga o contrário, ou seja, que comprove sua independência, sua capacidade e sua liderança. O fato de ter, por trás de si, o apoio dedicado de Lula e do PT não lhe concede nenhuma virtude adicional. Essa ela terá de mostrar na prática, quer dizer, indo à luta com os próprios recursos. O discurso continuísta é confortável, mas insuficiente. E a pressão presidencial a seu favor distorce a democracia eleitoral.

A boa prática de um governante não começa somente quando se inicia seu governo. Começa antes: na sua biografia política, nos apoios que é capaz de agregar, em seu preparo técnico e também no modo como conduz a campanha que o levará ao cargo. Não se trata de exibir “experiência administrativa”, mas de fixar uma imagem de autonomia, coerência e consistência.

A democracia, aliás, espera que todos os candidatos a postos executivos demonstrem ter ideias próprias, capacidade pessoal de liderar o sistema político e de interpelar a sociedade, força magnética para articular apoios e imprimir novos rumos ao país, determinação para fazer frente aos interesses poderosos que tentam retirar soberania do Estado. É essa exigência democrática que continua a dar aos governantes condições de governar com os olhos no conjunto da população e especialmente naqueles que são mantidos em níveis indignos de subsistência e exploração. [Publicado em O Estado de S. Paulo, 24/07/2010, p. A2]

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