Campanhas institucionais da RBS servem apenas para vender jornal
“Educar é tudo” – campanha de 2006
Quando denunciamos, em
Em 2006, o filho de Sergio Sirotsky, neto de Jaime Sirotsky, tinha 9 anos, era uma criança! Antes tivesse estado aos cuidados do “diabo”, da “bruxa”, do “bicho papão”, da “mula sem cabeça” e do “boi da cara preta” que, estes sim, segundo a peça publicitária, cuidavam de seus filhinhos!
Educar é ensinar/ [...]/ Que há limites pra tudo. A família da jovem adolescente estuprada, impactada com os graves acontecimentos, deverá estar se perguntando, qual a noção de limite que os ricos ensinam aos seus filhos! Ainda mais, quando o Grupo RBS "ensina" Que educar é tudo/Tudo! Pra melhorar o mundo/Que a gente tem.
A jovem de Florianópolis engrossa a trágica estatística
Aqui, fica um alerta às famílias e às escolas, quiçá às seitas religiosas, que adotaram, ou costumam adotar, as campanhas institucionais do Grupo RBS: ponham na cabeça, de uma vez por toda, internalizem, que esse grupo é uma empresa privada, inclusive concessionária de um bem público [o espaço eletromagnético que é do povo brasileiro], um monopólio de comunicação que burla a Constituição Federal com a leniência dos governos e que tem dois objetivos primordiais para continuar a existir: o lucro e mamar nas tetas dos órgãos públicos [leia-se executivo, legislativo, judiciário] seja com isenções fiscais, ou com verbas publicitárias. E só!
As campanhas institucionais da RBS são um engodo, repito, servem apenas para vender jornal! Quem defende o estado mínimo, o mercado como regulador da ordem social, como o Grupo RBS faz em seus editoriais, na forma em como escolhe as pautas e as redige para seus meios impressos e eletrônicos, defende uma educação individualista, competitiva e consumista. As palavras do guri Sirotsky, escritas nas redes sociais, são uma triste amostra disso.
E España ha arribado!

Uma vitória merecida. Não só pelo que fez durante os 120 minutos da partida final, mas pelo que foi acumulando ao longo dos últimos anos. A Espanha veio de baixo, quer dizer, da base, dos sub-20, cultivados pacientemente. Xavi, Iniesta, Alonso, Marchena, Pedro, Navas, quem sabe a maioria, foram sendo encaixados e acabaram por fornecer o eixo de uma equipe que sabe o que fazer com a bola. Que combina espírito tático, controle do jogo e genialidade individual. Quem tem Xavi e Iniesta tem muita coisa.
A partida final foi uma partida final: calculada, disputada, tensa, definida em detalhes e em oportunidades perdidas. Uma bela final. Talvez uma partida não muito bonita, mas seguramente uma partida para quem vê o futebol como uma totalidade dialética, uma competição agonística em que nem sempre vence o melhor mas na qual o melhor fica evidente.
A Espanha merece festejar. Como está no lead da edição digital do El País:
"El 11 de julio ya es un día histórico en el deporte nacional. España ha ganado su primer Mundial. Un golazo de Iniesta a cuatro minutos del final de la prórroga ha acabado con un partido agónico, en el que hubo oportunidades para ambos y Holanda jugó con mucha dureza. Ochenta años después de que echara a andar la Copa Jules Rimet, España es la octava campeona. El sueño ya es realidad."






