Muito me impressiona , portanto, que se lance, no Brasil , um Plano Nacional de Direitos Humanos, inspirado nas idéias de alguns amigos de Fildel Castro que, para além de permanecerem fiéis e orgulhosos desta amizade, a ponto de se acotovelarem a cada oportunidade de serem ao lado dele fotografados, calam -se , inexplicavelmente, ante as contínuas violações a tais direitos perpetradas em Cuba, assim como na Venezuela de Chávez e no Irã de Ahmadinejad, dois outros amigos preferenciais do presidente Lula, nos últimos tempos. Estou convencido de que, se o presidente Lula tivesse mantido sua independência e postura de magistrado assumida nos primeiros seis anos de presidência, seria hoje o nome mais cotado para o Prêmio Nobel da Paz. A desfiguração de sua imagem deveu-se, desde o episódio de Honduras, à defesa intransigente de ditadores como Castro.
Ives Gandra Martins, professor de Direito Leia o artigo "Fidel Paredón Castro" na íntegra, AQUI
Por meio de imagens de época, entrevistas incríveis com uma galera de peso, music, music and good fucking music, mergulhamos em um retrato muito bem feito sobre o que foi a contra-cultura dos anos 60 e 70, respiramos junto com aquelas pessoas da tela a importância artística e política de John Lennon em um dos momentos mais traumáticos do século XX.
Na passeata anti-guerra, a Ohio National Guard abriu fogo contra estudantes desarmados.
Quatro foram assassinados. Outros nove feridos (sendo que um ficou paralítico).
E um presidente ficou bem satisfeito.
E é o próprio John Lennon quem afirma por diversas vezes: "o flower-power acabou. É necessário construir algo novo". Como sabemos, trata-se de um John bem diferente da época da beatlemania.
Pois é... os Beatles...
Assim como a maior parte do pessoal da minha idade (ou seja, vinte e alguma coisa), passamos a gostar mais de Beatles quando, na surdina, surrupiamos os LPs dos nossos pais. Porém, passada a curtição inicial, vem aquela decepção do tipo "pô, mas eles só falam de amor e tal?!"
Até que em um belo dia, sob óbvia influência das más companhias, você fica sabendo que os anos 60, o Bob Dylan e o Dr Robert salvaram tudo! E aí toda sua visão sobre os caras é alterada. Digamos que as portas da percepção se abrem para novas sinestesias auditivas!
[Aliás, pausa: é incrível como a tal da beatlemania da mídia mainstream camufla a fase mais lisérgica e madura da banda (prefere insistir em clichês inofensivos dos "garotos de Liverpool" colocando as meninotas para gritar e desmaiar).]
Estariam essas fãs insandecidas em frenesi incontrolável devido à barba do Maharishi Mahseh Yogi?
Poizé! Nessa hora seu interesse pelo trabalho deles se expande, encontram-se mensagens escondidas nas capas, nas letras, até rodando o disco de trás pra frente e esse papo todo. Pesquisando um pouco mais, vai ficando óbvio o porque dos documentários mais interessantes terem como alvo o John, e não o Paul (que depois tomou um olé até do Michael Jackson).
Mas eis que surge uma tal de Yoko Ono! E ainda hoje ela é apresentada por muitos como a seca-pimenteira responsável pelo fim do time. Olha, em minha opinião, os maiores crimes dela são suas "performances" "artísticas", tão "conceituais" quanto aquele modelito do chapéuzinho de lado e óculos na ponta do nariz que ela insiste em usar em qualquer aparição pública hoje em dia.
Performance "Cut Piece" de Yoko Ono (Kyoto, 1964).
Minha veia rude-boy prefere chamar de "Cut It Off"!
Bom, qualquer leitura menos fanática da trajetória dos Beatles percebe logo que de Eva a Yoko não teve nada, pois eles não estavam no Paraíso já fazia um certo tempo.
O fato é que nessa época John assume totalmente um caminho bem mais interessante que os demais do grupo. E sem muitas delongas, é aí que o documentário começa. Olha só esse trailer
Ah, se não confia em trailers, veja um dos trechos mais intensos do filme aqui.
Será que o Paul fica pensando "por quê não fazem um filme assim sobre mim"?... Por quê será, hein?
Trata-se, sim, de um documentário excelente e envolvente. No meio de imagens e músicas magistrais da época, o filme conta com depoimentos de gente como Noam Chomsky, Angela Davis, Tariq Ali, Bobby Seale entre outros. Enfim, se quiser ver o filme inteiro, é só pegar aqui embaixo de se divertir à vontade.
Como já é sabido, o presidente da Assembléia, deputado Giovani Cherini (PDT) foi para a Bahia fazer um curso de mago, ou de avatar, como ele explica. Vai ficar uma semana lá. Tudo pago do próprio bolso, esclarece o quase mago Cherini. Pelo twitter, o deputado vai relatando sua experiência mística na Bahia: “Todo o político deveria estar aqui fazendo o Avatar um dos grandes trabalhos é sobre a Honestidade. O compromisso de nunca ser corrupto”. Quando a oposição tentava arrumar assinaturas para instalar a CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa, Cherini deu uma entrevista à rádio Gaúcha dizendo que não ia assinar pois era holístico e não gostava “desse negócio de CPI”. O negócio de Cherini, agora se sabe, é o avatar. Ele esclarece: “Uma coisa é religião outra é a religiosidade. Eu faço as duas coisas”.
Na Bahia, entre outros aprendizados, diz hoje o Painel da Folha de S.Paulo, Cherini terá aulas de “transmutação da consciência”, o que lhe permitirá “estar em vários lugares ao mesmo tempo”. Imaginem. Caso seja um bom aluno, Cherini pode estar fazendo um curso de magia em Salvador e, ao mesmo tempo, caminhando descontraído pela Azenha, olhando a vitrine de alguma ferragem ou contemplando os cartazes nos postes.
O Parlamento gaúcho entra em nova fase. Avatares nos corredores. Magia no ar. De certo modo, personifica bem o estado das coisas na Província de São Pedro.