Páscoa Profana em Ouro Preto

Sim! Ouro Preto!

Na Páscoa, neste país lugar melhor não há!

Em atividade educacional (sim, acreditem) levamos uma galera sedenta por conhecimento para conhecer Ouro Preto! Delííícia...

Naquela mistura bem barroca, deixamos o sagrado de lado e ficamos só com o profano!

Ouro Preto continua linda! A cara do Brasil! No centrinho histórico para turistas gastarem seus euros e dólares há muita beleza e instituições monumentais. Ao redor, morros, morros e mais morros... Até que ponto essa parte da cidade se beneficia do turismo?

Tá bom! Sem panfletagem dessa vez! Mas uma vez lá, cuidado para não deixar a beleza das igrejas cegar sua percepção da segregação!

Em todo caso, flagrem essas fotos



Batman, Robin e Tiradentes. 
Foto da Lu

 Ladeira para subir de joelhos e pagar os pecados no caminho para Santa Ifigênia! 
Foto da Lu

"Vinde a mim os famintos e os aflitos: eu os aliviarei"!
Doze apóstolos ouvindo sabiamente seu líder messiânico.
Foto da Lu

Tapetes de serragem colorida para a procissão. Parece Clube da Esquina.
Foto da Lu

Meu bródi Cramulhão explicando como sobreviveu à repressão aos inconfidentes, 
mas depois não resistiu e foi derrubado por duas cachaças!

Mais um fim de tarde no escritório.
Foto da Lu

Esgueirando-se pelas vielas e ladeiras! 
Igreja de São Francisco vista da rua debaixo.

Ouro Preto por la noche!
O que você não faria para estar lá exatamente agora?

Malditos rastas sacrílegos profanaram a procissão!
Foi-se o tempo em que atear fogo em tudo era privilégio da Inquisição!

Museu da Inconfidência, ou guia dos perdidos e desorientados numa madrugada on the rocks!

Em Ouro Preto, "Veni, Vidi, Vici"! Foi tão pecaminoso que até voltei doente!

Aliás, só para não perder o tom sacrílego de cada dia e para encerrar a Páscoa com chave de ouro, recomendo que você assista a uma das melhores reconstituições já feitas sobre a vida de Jesus: A Vida de Brian!

Sim! Monty Python's "Life of Brian"

Comédia extremamaente ácida, no melhor estilo do Monty Python, não sobra nada sem ser criticado!: o imperialismo, a esquerda burocratizada, as religiões, a fé e a esperança, eles mesmos, etc.

Se você ainda não redimiu os pecados, cuidado! Pague a indulgência aqui embaixo e salve sua alma!


E tenham todos um feliz Natal!
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CALÃO INUNDA PORTAL DA GLOBO





























Veja o link mais de perto:

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1557862-5606,00-CHOVE-PARA-CARALHO-NO-RIO-DE-JANEIRO.html



ATUALIZAÇÃO - 16:30h

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CLOAQUEIRO CAI COMO PATINHO NO CONTO DO BUG

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Como se pode observar na área de comentários desta postagem, o titular deste blog viveu seu momento Noblat, visto que o sistema de publicação do portal G1 (o mesmo do Terra, por exemplo) permite que parte da URL seja editada sem comprometer o destino. Vamos deixar a postagem como está e pagar esse mico. No entanto, para que você não perca a viagem, clique aqui e rememore outro episódio envolvendo o mesmo portal, em que se evidencia o enorme apreço dispensado pelo G1 à nossa língua-mãe.
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REPELENTE de PADRES




NOTA: mio caro NITX não sou propriamente um incinerador piromaníaco mas caso tenhas interesse faça uma busca por "Togno Brusafrati" que terá melhores resultados.

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BINGO.2 - O RETORNO


( versão.1 postada em 13.abril.2009 - http://satiro-hupper.blogspot.com/2009/04/bingooooo-vereador-haroldo-de-souza-e.html )

Bingo é fechado em Porto Alegre e vereador é flagrado apostando

ClicRBS


PORTO ALEGRE - Uma casa de jogos clandestina foi descoberta por volta das 19h30min desta terça-feira no bairro Azenha, em Porto Alegre. Cerca de 250 pessoas estavam no estabelecimento no momento das apreensões, a maioria idosos. Elas assinaram um termo circunstanciado e foram liberados. O vereador Haroldo Santos (PMDB) estava entre os apostadores e foi pego como testemunha pela polícia.

- Logo que chegamos, o vereador se identificou e confirmou que estava jogando. Ele ficou de testemunha, para confirmar o que estava ocorrendo ali e que fizemos todo o serviço direitinho. Ouvi ele dando entrevistas e dizendo que era a favor da liberação do jogo, que sabia que era ilegal - afirmou o capitão do Batalhão de Operações Especiais, Rogério Araújo de Souza.

O local que fica na Avenida Princesa Isabel, quase esquina com a Bento Gonçalves, já havia sido autuado há cerca de um mês. O capitão Araújo, disse que foi informado da casa de jogos depois de realizar outra autuação, mais cedo, na Plínio com a Carlos Gomes.

- O pessoal deste bingo que nos alertou - disse.

O capitão conta que nenhuma quantia em dinheiro foi apreendida, já que os responsáveis pelo bingo detectaram a chegada da polícia por uma câmera instalada do lado de fora do prédio. Eles teriam fugido do local.

Foram recolhidos cerca de 20 cartões de créditos de clientes que deixavam como garantia de pagamento, 40 máquinas de bingo e cartelas de jogos. Cerca de 30 policiais participaram da ação. O material foi encaminhado para a sede do BOE e deve ser encaminhado para a Justiça. O capitão contou ainda que, em cima do prédio onde ocorriam as apostas, havia uma oficina especializada em consertar equipamentos de jogos.

NOTA: ... caro anônimo-comentarista, tá melhor assim ? Qualquer dúvida siga o línque abaixo


FONTE: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/04/07/bingo-fechado-em-porto-alegre-vereador-flagrado-apostando-916269809.asp
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O texto do Idelber na revista Fórum

Sempre pertinente, Idelber Avelar publicou no dia 30 de março um texto na sua coluna na revista Fórum intitulado "Direitos humanos e hipocrisia humanitária". O foco do texto são as críticas que se fizeram ao governo Lula por não se pronunciar, em Cuba, sobre as violações dos direitos humanos pelo Estado cubano. O texto traz (1) informações precisas sobre diversos países onde há violações dos direitos humanos, incluindo Arábia Saudita, Colômbia e Cuba. O texto apresenta (2) o modo como EUA e Brasil estabelecem relações com tais países, e o que se cobra em cada caso, e também (3) a diferença no tratamento de cada caso, tendo como destaque que no caso de Cuba se faz demandas que não são feitas nos outros casos.

Sobre estes três pontos, o texto é exemplar, pois em relação a (1) respeita os fatos e nos informa de violações pouco noticiadas, em relação a (2) nos lembra que há países que se importam muito com certas violações enquanto aceitam outras (é só pensar em como a fusão econômico-produtiva entre China e EUA se apoia na aceitação da realidade interna da China), e em relação a (3) nos traz o fato que há bastante gritaria de certos setores da sociedade quando se trata de alguns casos, mas silêncio quando se trata de outros (de novo: há grande auê sobre o iPad, o qual foi feito em um país que censura o Google, pra começo de conversa, mas isso não é assunto). O texto também chama de "hipócrita" a quem se apresenta como defensor de certo princípio, mas só o aplica quando é conveniente. Isto também é exato.

No entanto, o texto tem dois problemas, um pequeno, outro grande. Começo com o problema pequeno, para deixar para o final a grande divergência, de modo a, de certa forma, minimizar minha divergência com o Idelber, cara que eu respeito pacas.

O problema pequeno é o seguinte: não é uma boa ideia chamar de "dondoca humanitária" àqueles que se apresentam como defensores dos direitos humanos só quando é conveniente, pois isso acaba ligando o adjetivo "humanitário" a hipocrisia, o que é apenas mais uma maneira de espancar um adjetivo já não muito apreciado por aqui. Digo isso porque, ao menos no RS, alguns radialistas de AM já fazem o trabalho de desconstruir os direitos humanos, dizendo que suspeitos de crimes bárbaros devem receber tratamento cruel, ao invés de direitos exigidos por... "dondocas" (ou palavras piores). Se agora vamos ligar humanitarismo a dondoquice, tal como fazem os radialistas que querem sangue, ao invés de simplesmente dizer claramente que há hipocrisia, daí vamos fazer outro desserviço à causa humanitária.

Agora, o problema grande. Idelber não diz apenas que os hipócritas estão aplicando de maneira seletiva os direitos humanos, o que estaria ok. Ele também diz que ninguém pode exigir de Estado algum o respeito a qualquer princípio moral, o que inclui princípios humanitários, pelo simples motivos que Estados não seriam seres morais. Ele diz:
Os blogueiros de esquerda [...] deveriam ler [...] algumas lições [...]. A primeira delas é clara: seres humanos podem ser sujeitos morais. Os Estados, não. Os Estados sempre farão política externa segundo seus interesses. [...]

Esperar que um Estado faça política externa movido por considerações morais — e, pior ainda, “decepcionar-se” quando um governo de esquerda não o faz — representa uma confusão entre moral e política, inaceitável para alguém que se diz de esquerda.
Isso tá mal. Se Estados se guiam pelos seus interesses, então Estados são seres morais, pois só seres morais se guiam por interesses, visto que um objeto de interesse é algo que parece bom para alguém.

Assim, Idelber erra ao dizer que Estados não são seres morais. Esse erro o leva a, erroneamente, dizer que quem espera respeito a princípios morais de um governo está confundindo as coisas.

Mas tentemos uma outra leitura. Talvez Idelber aceite que Estados estão no interior da esfera moral, mas esteja dizendo que os princípios morais que guiam e devem guiar os Estados são as vantagens para seus cidadãos, não o certo e o bem. Ele diz:
O dever do presidente do Brasil é zelar pelos cidadãos brasileiros, fortalecer o país, cuidar da enorme dívida social legada pela história, reduzir a desigualdade e conduzir a política externa de forma a facilitar a conquista desses objetivos.
Nessa leitura, tudo o que podemos exigir do presidente é que ele nos fortaleça. Todo o resto não diz respeito ao seu cargo.

Confesso que acho esta visão falha, se o requerido para entendê-la for a aceitação de um certo friedmanismo. Nessa leitura, a visão acima seria friedmaniana, por ser análoga à visão do economista neoliberal Milton Friedman sobre a responsabilidade das empresas. Para Friedman, a única responsabilidade do CEO da Apple ou da Coca-Cola é dar lucro aos acionistas - e foda-se o resto! Isso quer dizer que, para Friedman, falar em responsabilidade social de uma empresa é fazer uma confusão. Talvez Idelber raciocine de maneira análoga para o caso da responsabilidade dos chefes-de-Estado. Não sei.

É claro, Friedman e Idelber estão falando de coisas diferentes: empresas e Estados. Mas essas coisas diferentes têm algo em comum: são instituições. E há algo em comum nas discussões de Friedman e de Idelber: a responsabilidade de certas instituições. É daqui que vem minha analogia entre Friedman e Idelber.

Além de estarem falando de coisas diferentes, ainda que estejam falando da moralidade das instituições, há uma diferença fundamental entre Friedman e Idelber. Friedman diz explicitamente que o único interesse dos acionistas de uma instituição-empresa é o lucro, enquanto Idelber está longe de reduzir os interesses dos cidadão da instituição-Estado à renda, como se vê pelo trecho citado acima. Mas há um elemento em comum: o papel do CEO/presidente é fortalecer a instituição, para que mais de alguma coisa seja distribuído aos membros que a compõe. Ou seja, o esquema de pensamento é o mesmo, a tarefa do condutor é a mesma, mas o objetivo em cada caso é diferente, ainda que não totalmente desvinculado, dado que no mundo real mais dinheiro em caixa é um modo de melhor realizar os fins estatais listados.

Assim, para Friedman a única coisa que um CEO pode fazer é dar mais lucro aos acionistas, enquanto a tarefa do presidente, para Idelber, é zelar pelos cidadãos. Bem, aqui cabe perguntar se não é do maior interesse dos cidadãos de um Estado que seu chefe-de-Estado se manifeste em favor das garantias da humanidade em geral, sempre que tal manifestação pese em favor da aplicação de tais garantias. Por que seria do interesse dos cidadãos? Se não por outros motivos, ao menos porque essa pode ser uma promissória resgatável no futuro, como diz o NPTO:
A crítica de esquerda ao regime cubano, portanto, não é só defesa dos caras que estão apodrecendo na cadeia, ou da totalidade dos cubanos que não podem votar ou se candidatar livremente, mas é também uma defesa de nós mesmos, que não queremos nem ser vítimas futuras nem, suponho, carrascos.
Ou seja, em um mundo onde as garantias humanitárias são frágeis, e nosso futuro é incerto, nossa ação externa presente pode ser um caso de ingerências externas que nos aliviem no futuro.

Em resumo, digo duas coisas, na minha crítica ao problema grande do texto do Idelber. Primeiro, que a crítica dele à hipocrisia daqueles que se passam por defensores dos direitos humanos está em boa ordem. Segundo, que a própria aceitação da visão do Idelber sobre o papel do chefe-de-Estado, de zelar pelos interesses dos cidadãos, requer certo ativismo humanitário, pois isso é do máximo interesse dos cidadãos.
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