JORNALISTA DÁ AULA DE SABUJICE



















Conforme noticiamos no dia 3 de janeiro de 2009, Gilberto Dimenstein, o Gibinha, cursou jornalismo na Fundação Gilberto Dimenstein, criada por ele mesmo, em homenagem a ele mesmo. Teve aulas com ele mesmo e, muitas vezes, discutiu com ele mesmo, sendo mandado para fora da sala, diversas vezes, por ele mesmo.
Gibinha, ex-aprendiz de baba-ovo, é hoje Doutor em Ciências Louvaminheiras e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, onde exercita seu mister com rara competência. Prova disso está em sua mais recente coluna eletrônica, disponível no site Folha Online.
Precisando mostrar serviço aos seus donos, Gibinha não se vexou em qualificar os professores da rede estadual paulista de "baderneiros" e de "minoria organizada e motivada, em parte, pelas eleições deste ano", pouco a ele importando a situação precária em que se encontram os profissionais da Educação de São Paulo. Para Gibinha, as balas "de borracha" e as bombas de fragmentação lançadas ontem pelas tropas de José Serra na cabeça dos professores devem ser mais que merecidas, visto que "nem remotamente, a agressividade daquela manifestação representa os professores".
Para alguém que, outro dia, publicou artigo com o título "Parabéns, Serra", estranhamos apenas que, no texto de hoje, Gibinha não tivesse, antes, tomado a benção de seu padrinho.
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O MASSACRE DO MORUMBI – IMAGENS ESTARRECEDORAS





Professor conta como sobreviveu ao ataque das tropas de José Serra

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Do blog Eco-Subversivo

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Nesta tarde de sexta-feira (26/03/2010) presenciei o horror que é a repressão policial a manifestações. Foi na Assembléia dos Professores Estaduais de São Paulo que ocorreu na frente do estádio do Morumbi, onde o intuito era chegar à frente do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual paulista). A movimentação da polícia militar (PM) era intensa e esta colocou barricadas nas ruas que levavam a sede do governo para impedir qualquer um de se aproximar do local.
Depois de tomar uma chuva intensa e após começar a assembléia, nós começamos a subir outra rua, mas havia uma barreira de policiais do choque para impedir todos de passarem. Em outra rua adjacente também estava formada outra barreira de policiais da Rocam, ou seja, eles cercaram todos os acessos. Ai que entra o maior erro que é do governo em não garantir o direito democrático de ir e vir dos cidadãos, mesmo em uma passeata. Era uma manifestação de professores, pacífica e não de vândalos. Onde está a democracia? É democrático impedir uma manifestação de chegar perto da sede de um governo?
Então começou haver uma aglomeração do lado da barreira do choque. A tensão estava no ar e muitos membros do sindicato estavam alertando todos para não haver qualquer confronto ou provocação. Mas a polícia ja parecia pré-disposta para o confronto. Eu estava chegando perto e sabia que qualquer pequeno motivo, ou seja, qualquer "palito" que fosse jogado contra a polícia seria o motivo para esses começarem com a violência.
Foi o que aconteceu, pois quando cheguei perto pude ver alguns policiais já descendo o cassetete em cima dos manifestantes e também já começaram a jogar bombas de gás lacrimogêneo e atirar balas de borracha. O estouro das bombas era ensurdecedor e o pior era o gás que intoxicava todos e fazia arder os olhos fortemente. Muitos se feriram gravemente com as balas de borracha, o que foi uma atitude covarde por parte da polícia. Teve até uma bomba, que não era de gás lacrimogêneo, que estourou perto de mim que estilhaçou para todo lado. Foi um absurdo ver professoras e professores de idade que estavam ali saírem correndo como se fossem marginais (…)
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Mais vídeos aqui e aqui.
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EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR

Policial militar ferida é carregada por  suposto paisano infiltrado no dia em que os professores grevistas da rede estadual de São Paulo levaram pau da milícia de José Serra.
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Uma Guerra, A Fé, a História, e um monte de bobagens

TEXTO 1 : do Estadão

NOVA YORK - Documentos obtidos pelo jornal americano New York Times revelam que até o bispo alemão Joseph Ratzinger, atualmente o papa Bento XVI, encobriu um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem denunciando as omissões da Igreja foram publicadas nesta quinta-feira, 25, no diário.

A correspondência interna de bispos do estado americano de Wisconsin diretamente ao cardeal Ratzinger, que se tornaria o papa em abril de 2005, mostra que enquanto os responsáveis eclesiásticos discutiram a expulsão do padre, a prioridade maior foi proteger a Igreja do escândalo, segundo o site do jornal.


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Texto 2 : A Santa Inquisição - Wikipédia

A idéia da criação da Inquisição surgiu em 1183, quando delegados enviados pelo Papa averiguaram a crença dos cátaros de Albi, sul de França, também conhecidos como "albigenses", que acreditavam na existência de um deus do Bem e outro do Mal, Cristo seria o deus do bem enviado para salvar as almas humanas, após a morte as almas boas iriam para o céu, enquanto as más iriam praticar metempsicose.[1] Isto foi considerada uma heresia e no ano seguinte no Concílio de Verona, foi criado o Tribunal da Inquisição.

O Papa Gregório IX, em 20 de Abril de 1233, editou duas bulas que marcam o reinício da Inquisição. Nos séculos seguintes, ela julgou, absolveu ou condenou e entregou ao Estado vários de seus inimigos propagadores de heresias. A bula Licet ad capiendos (1233), a qual verdadeiramente marca o início da Inquisição, era dirigida aos dominicanos inquisidores: Onde quer que os ocorra pregar estais facultados, se os pecadores persistem em defender a heresia apesar das advertências, a privá-los para sempre de seus benefícios espirituais e proceder contra eles e todos os outros, sem apelação, solicitando em caso necessário a ajuda das autoridades seculares e vencendo sua oposição, se isto for necessário, por meio de censuras eclesiásticas inapeláveis. A privação de benefícios espirituais era a não administração de sacramentos aos heréticos, que caso houvesse ripostação deveria ser chamada a intervir a autoridade não religiosa (casos de agressão verbal ou física). Se nem assim a pessoa queria arrepender-se era dada, conscientemente, como anátema (reconhecimento oficial da excomunhão): "censuras eclesiásticas inapeláveis".

O uso da tortura era, de fato, bastante restrito e, aos poucos, foi sendo extinto dos processos inquisitoriais. Esta era apenas autorizada quando já houvesse meia-prova, ou quando houvesse testemunhas fidedignas do crime, ou então, quando o sujeito já apresentasse antecedentes como má fama, maus costumes ou tentativas de fuga. E ainda assim, conforme o Concílio de Viena, de 1311, obrigava-se os inquisidores a recorrerem à tortura apenas mediante aprovação do bispo diocesano e de uma comissão julgadora, em cada caso. Também é sabido que a tortura aplicada pela Inquisição era mais branda que a aplicada pelo poder civil, não sendo permitida, de forma alguma, a amputação de membros (como era comum na época) e o risco à vida. A tortura era um meio incluído no interrogatório, sobretudo nos casos de endemoninhados ou de réus suspeitos de mentira.

Apêndice:

Os julgamentos em Toulouse na França, em 1335, levou diversas pessoas à fogueiras; setecentos Feiticeiros foram queimados em Treves, quinhentos em Bamberg ...
Com exceção da Inglaterra e dos EUA, os acusados eram queimados em Estacas. Na Itália e Espanha as vítimas eram queimadas vivas. Na França, Escócia e Alemanha, usavam madeiras verdes para prolongar o sofrimento dos condenados.
No século XVIII chega ao fim as perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia a lei foi abolida em 1736, na França em 1772 e na Espanha em 1834.
Os pesquisador Justine Glass afirma que cerca de 9 milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos em que durou a perseguição contra a Bruxaria.
As “mesmas pessoas”, juizes, advogados, governadores e clérigos que decidiram que haviam pessoas que praticavam Bruxaria, decidiram que não havería mais.


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Texto 3 : A Fé - Wikipédia


Fé (do grego: pistia e do latim: Fides= fidelidade[1]) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem fé em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles, é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta. É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado,uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. A fé não é baseada em evidências físicas, e portanto as alegações da fé não são reconhecidas pela comunidade científica. É, geralmente,associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso. A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais[carece de fontes?]. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.



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Comentário:

As recentes notícias sobre casos e mais casos de crimes sexuais ligados a Igreja Católica, que vimos nos últimos dias deve ser tratada como um crime comum pela justiça, mas de forma crítica pela sociedade ocidental.
Não frequento nenhum tipo de Igreja, não gosto e não me apego em "rituais" de qualquer espécie.
Digo que deve ser encarado como mais uma derrota em se manter unida a civilização ocidental, que convenhamos, está em séria decadâencia.
O Futuro parece ser dos muçulmanos, e não devemos estar longe disso.
Mas, não me importo com as crenças em si...
Como médico, posso dizer que a fé gera um mecanismo de neurotransmissão potencialmente positivo no cérebro (evidente que em doses moderadas), independente da origem.
Mas o que me importa é a convivência em sociedade, os costumes, a cultura e realmente as relações interpessoais, que acabam, de alguma forma, moldadas por uma cultura ou outra, mais ou menos arraigada à rituais religiosos.
Este fato com a Igreja Católica mostra mais um grande de seus erros históricos (há alguns malucos que negam o Holocausto Nazista, mas existem outros malucos que negam as mortes geradas pela Santa Inquisição) em manter, por exemplo, o celibato (sabe-se lá porque inventaram algo tão anti-humano) que é o grande gerador de distorções no comportamento dos "representantes da Igreja Católica" em relação à "crimes sexuais". Viver onde a relação homem e mulher é proibida (nada é mais da natureza humana do que as diferenças de gênero e as relações entre pessoas de sexos opostos) leva ao aparecimento de desvios naqueles onde não há tanto "ego" disponível para digerir isso.
O erros são sucessivos. E as outras "entidades Cristãs" não ficam atrás, estas outra ávidas por dinheiro fácil, onde seus líderes não tem a menor vergonha de gritar em horários televisivos para doar, doar, doar, porque senão não seremos "salvos"!
E por aí vai.
Por isso não me apego a Rituais Religiosos. Todos, exatamente, TODOS se corromperam em algum momento de sua História.
Exatamente como a Esquerda...
As utopias de ambas geram isso.

Já dizia Martin Luther King:

"O Comunismo só existe porque o Cristianismo não está sendo suficientemente Cristão"!


Que coisa para se refletir, sem nenhum tipo de ataque histérico dos "Viciados em Fé Cega e excessiva" ou "Fundamentalistas de todas as espécies", os quais nem me darei ao trabalho de publicar os comentários.
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Pela sobrevivência do IUPERJ

No dia 22 de março passado reuniram-se no IUPERJ representantes de Associações Científicas e de Programas de Pós-Graduação com o intuito de apoiar a causa contra a extinção da instituição.


Nesta reunião foi elaborado um abaixo-assinado dirigido às várias autoridades que têm responsabilidades em nossas áreas de atuação, documento que está sendo encaminhado pela Associação Nacional de Pós-graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), tendo sido assinado por várias instituições, dentre as quais a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


As instituições interessadas em apoiar a causa do IUPERJ e estão de acordo com o abaixo-assinado (Pela Sobrevivência do IUPERJ), podem fazê-lo enviando um email (apoio@iuperj.br) com o nome da instituição e o do responsável pela assinatura que serão integrados ao texto do abaixo-assinado.


As pessoas físicas devem clicar no link WWW.iuperj.br/abaixoassinado que traz a Carta Aberta dos professores do IUPERJ e se estiverem de acordo devem registrar as informações solicitadas (CPF e email são solicitados para evitar fraudes na assinatura, mas não serão divulgados).


Devemos nos esforçar para dar a maior divulgação possível a essa campanha. O IUPERJ é um patrimônio das ciências sociais brasileiras e do melhor pensamento crítico. Não pode simplesmente desaparecer.


Abaixo, segue o texto das associações científicas.





Rio de Janeiro, 22 de março de 2010.

PELA SOBREVIVÊNCIA DO IUPERJ

O IUPERJ – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – há 40 anos, vem formando mestres e doutores em Ciência Política e Sociologia. Durante todos esses anos também se distinguiu pela qualidade de suas pesquisas nas duas áreas. Neste momento, a instituição corre o risco de desaparecer. Seus professores não receberão os salários do ano em curso. A Universidade Candido Mendes, sua mantenedora, já o deixou claro.

A comunidade acadêmica brasileira considera inaceitável a extinção do IUPERJ, uma instituição de excelência, que tem obtido as mais elevadas avaliações das agências de fomento à pesquisa e ao ensino de pós-graduação.

Nós, abaixo assinados, vimos, por meio desta, demandar às autoridades públicas do Governo Federal – os Ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação, especialmente a Finep, o CNPq e a Capes; do Governo Estadual – a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a Faperj, e do Governo Municipal que lancem mão dos instrumentos disponíveis para viabilizar a remuneração dos docentes do IUPERJ enquanto perdurar esta situação emergencial.

Trata-se efetivamente de uma situação emergencial. O IUPERJ submeteu ao Ministério de Ciência e Tecnologia a proposta de sua transformação em Organização Social. Com a aprovação deste pleito, a sobrevivência da instituição estará garantida no longo prazo.

No curto prazo, o quadro é dramático. A continuidade dos trabalhos da instituição depende de aporte imediato de recursos. É o que esperamos.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS (ANPOCS) – Maria Alice Rezende de Carvalho
ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS – Gilberto Velho
SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC) – Otávio Velho
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL – MUSEU MUSEU NACIONAL – UFRJ – Gilberto Velho
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA – Fabiano Santos
SOCIEDADE BRASILEIRA DE SOCIOLOGIA – José Ricardo Ramalho
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS – PUC-RIO – Eduardo Raposo
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS – PUC-RIO – José Maria Gómez
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA – UFRJ – Elina Pessanha
FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA – Isabel Lustosa
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA SAÚDE / FIOCRUZ – Maria Rachel Fróes da Fonseca
ISER – INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS DA RELIGIÃO – Leilah Landim
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E DIREITO – UFF – Marcelo Mello
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DE CIÊNCIAS SOCIAIS EM DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE – CPDA – UFRRJ – Maria José Carneiro
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS ESTRATÉGICOS DE DEFESA E SEGURANÇA – UFF – Eurico Figueiredo
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