A força do voto feminino

Participei domingo passado, dia 14 de março, do programa Em questão, na TV Gazeta, coordenado pela jornalista Maria Lydia Flandoli. Discussão interessante.
Maria Lydia convidou Marta Suplicy e a mim para pensarmos um pouco sobre a força do voto feminino. Está no YouTube, prá quem se interessar. O assunto é quente, não somente porque as mulheres representam hoje a maioria do eleitorado brasileiro, mas também porque as próximas eleições terão, salvo acidentes de percurso, ao menos duas mulheres postulando a Presidência da República.
O programa explorou a questão sobre diferentes ângulos. Está a sociedade brasileira preparada para ser governada por uma mulher? O eleitor ainda resiste a votar numa política? Que impacto a maior presença das mulheres terá nos discursos de campanha e nas estratégias dos candidatos?
Vale a pena ver os vídeos, que estão divididos em 5 partes, correspondentes ao conjunto do programa.
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FOGAÇA IN CONCERT




Campanha questiona Fogaça sobre desvio de R$ 10 milhões do SUS em Porto Alegre

por Marco Aurélio Weissheimer

O Fórum de Entidades em Defesa do SUS, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançaram uma campanha em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) de Porto Alegre. O spot de rádio que já está no ar questiona o prefeito José Fogaça (PMDB) sobre a denúncia de desvio de quase R$ 10 milhões do Programa de Saúde da Família (PSF) na capital. Segundo investigações da Polícia Federal, o Instituto Sollus, que gerenciou o PSF em Porto Alegre, de outubro de 2007 a outubro de 2009, teria desviado R$ 9,6 milhões de recursos destinados ao programa.


Em agosto de 2009, a prefeitura rescindiu o contrato com instituto por “problemas na prestação de contas”. Antes disso, durante 24 meses, o Sollus faturou cerca de R$ 57,6 milhões em Porto Alegre. Por ocasião da rescisão do contrato com o instituto, Fogaça evitou comentar as razões da mudança: “O fim do convênio foi uma questão de escolha. Fizemos apenas uma decisão por algo novo”. Fogaça avaliou que o Sollus prestou um “excelente trabalho para a cidade”, ainda que a Prefeitura tenha decidido pelo fim da parceria.



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Nem toda desgracera é absolutamente completa...

No mar de falcatruas, faz-de-conta e faz-me-rir do governo mais corrupto de nossa lamentável história, nem tudo é desgracera.

Há um link interessante no portal da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social, aquele em que o secretário engendrou o chamado "Pré-Sal" do desgoverno Yeda Rorato ex-Crusius - venda de uma das áreas mais valorizadas de Porto Alegre, o monocular, neoliberal e de extrema-direita Sr. Dr.Fernando Schüler.

O link deveria se chamar: mande os telemarketings para o inferno... Consiste em bloquear aquela ligação telefônica impertinente aos sábados 08h30min da matina!

Espero que sirva, inclusive, para bloqueio do telemarqueting de Zero Hora que em oito anos tentou, em vão, refazer minha antiga assinatura 28 vezes.
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Por que defender liberdade para os dissidentes cubanos?

Já que é um dos assuntos do momento, vamos falar sobre o caso dos presos políticos de Cuba. Minha posição é parecida com a do NPTO. Acho que Lula deve pedir liberdade para os presos políticos cubanos. Acho que nós com simpatias de esquerda perdemos, visto que não convencemos Lula disso. Acho importante insistir com Lula sobre o ponto.

Por quê? Por três motivos.

Primeiro, porque é isso o que nós fazemos: defendemos o direito das pessoas de pensar e de se organizar livremente. A limitação desse direito sempre ofende, seja nos trópicos, seja onde for.


Terceiro, e mais importante, porque o argumento mais em voga entre o pessoal que se diz de esquerda e defende a posição do governo cubano é algo do tipo "nós só precisamos fazer o que é certo se os críticos também fizerem", e este argumento é fraco. Esse tipo de argumento está por trás de todas as respostas que simplesmente justapõem a repressão avalizada pelos críticos de Cuba à repressão cubana. Isso é simples de se fazer, e posso até dar mais material não usado. Tipo, indo para outra querela atual, EUA versus Irã: "Que moral têm os EUA para falar contra o regime repressivo do Irã, visto que todo o sistema econômico dos EUA está em total simbiose com o sistema econômico da China, sendo que a China é muito mais autoritária e truculenta do que o Irã?"

O problema desse tipo de argumento é que ele erra o alvo. Ao invés de falar do que estava em discussão, no caso o tratamendo de Cuba aos dissidentes, o argumento ataca o interlocutor. Além da lógica, tal tipo de resposta abre espaço pra vários problemas, dentre os quais a possibilidade da desconsideração daquilo que preocupava inicialmente, no caso a liberdade e a igualdade. Pois imagine o seguinte diálogo:
Embaixador A: Vocês Bs precisam libertar os dissidentes!
Embaixador B: Só se vocês As reconhecerem que sustentam a repressão aos Bs em Tal-Lugar.
Embaixador A: Tem razão. Mas não queremos fazer tal coisa. Então façamos o seguinte: cada um reprime os seus, e não se fala mais nisso!
A meu ver, tal efeito seria a derrota da liberdade e da igualdade de pessoas concretas. E é por tais prerrogativas dessas pessoas reais que nós lutamos, certo?

É claro que, muitas vezes, argumentamos da maneira falaciosa indicada acima: quando alguém nos acusa de cometer uma barbaridade, respondemos que o interlocutor faz o mesmo. Essa é uma maneira muito comum de argumentar, mas, apesar do autoengano, sabemos muito bem, em tais ocasiões, que estamos agindo mal.

Esse tipo de argumento tem uma variação em circulação, a qual pode (1) comparar o relativamente bom tratamento dado aos dissidentes cubanos nas prisões ao tratamento absolutamente brutal dado aos "suspeitos de terrorismo" nos calabouços egípcios patrocinados pelos EUA e pela Inglaterra, e (2) alegar que os opositores em geral só podem se queixar caso o outro lado se aprume. Novamente, aqui se erra o alvo, pois não é isso o que se discute. Mas também há outro problema: talvez o crítico não seja um burocrata do governo federal dos EUA ou do reino da Inglaterra. Nesse caso a generalização precipitada colocaria no mesmo saco os defensores das práticas dos EUA/Inglaterra e os defensores dos direitos humanos da Anistia Internacional, o que seria falacioso.

No fundo, se bem entendo, o ponto do NPTO é que temos que defender que se faça o que é certo em boas bases. Acho, também, que essa é uma das coisas boas que as esquerdas em geral podem dar ao debate público sobre esse e outros assuntos, mantendo os princípios, isto é defendendo a igualdade e a liberdade das pessoas que fazem parte deste mundo, não importando origem, etnia, credo, cor ou gênero. Esta seria uma contribuição bem melhor do que a dos caras engraçados e bem-pagos que vociferam contra Cuba em fóruns e jornais, não não estão de fato preocupados com a repressão política por exemplo em Honduras. Nós estamos, e devemos estar.

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O NOVO MODO DE AGIR DOS LADRÕES EM SÃO PAULO

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Em São Paulo, no momento do roubo, os bandidos já não falam mais "isto é um assalto".
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Agora, eles dizem: "é outro".
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