A queixa-crime de Vieira contra Träsel, e a liberdade de expressão

O jornalista Felipe Vieira, da TV Band do Rio Grande do Sul, está processando o jornalista Marcelo Träsel, da Famecos/PUC, por "abuso da liberdade de expressão". Isso porque Träsel disse que "jornalista processar jornalista é coisa de maricas". Felipe Vieira, através do seu advogado Norberto Flach, considera tal opinião e outras de Träsel "injuriosas e difamatórias", motivo pelo qual apresentou queixa-crime ao Tribunal de Justiça do RS. A queixa-crime diz que Träsel está "extravazando - em muito - os limites da liberdade de expressão".

Francamente, parece que Felipe Vieira e seu advogado Norberto Flach não sabem muito bem o que é liberdade de expressão. Pois, se soubessem, não diriam que a frase "jornalista processar jornalista é coisa de maricas" configura "extravaza[mento] - em muito - da liberdade de expressão".

Pois vejamos. Do ponto de vista clássico, liberal, a liberdade de expressão é uma garantia que abrange todos os atos de fala e pensamento que não prejudicam o livre e amplo desenvolvimento da individualidade de alguém.

Agora, perguntemos: no que o livre e amplo desenvolvimento da individualidade de alguém, seja a de Felipe Vieira, seja a de qualquer outra pessoa, é afetada pela frase "jornalista processar jornalista é coisa de maricas"? Obviamente, em nada. Eis porque nesse caso não há "extravaza[mento] - em muito - da liberdade de expressão".

É claro, Felipe Vieira pode ter se sentido ofendido pela frase "jornalista processar jornalista é coisa de maricas", e ter decidido processar o jornalista Marcelo Träsel por conta disso. É um direito dele. Mas isso é outra coisa, bem diferente da questão da liberdade de expressão. Se for uma ofensa - e eu não sei se é ou não, pois não sei o que Träsel quis dizer - ele tem o direito de pedir reparação. No entanto, se ele quiser reparação só porque Träsel disse o que disse, quem está lesando a prerrogativa da liberdade de expressão é ele, Felipe Vieira. Pois, nesse caso, é ele quem está tentando silenciar uma opinião, apesar da mesma não impedir o livre e amplo desenvolvimento da individualidade de ninguém.

Se esse é o caso, ou não, eu não sei. Só sei que Träsel não cometeu um "extravaza[mento] - em muito - da liberdade de expressão".
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Bo Diddley - Fritz the Cat




Essa sonzera que você ouviu aí em cima é a "Bo Diddley", do próprio Bo Diddley, que até 2008 estava por aí com sua música poderosíssima. Para ouvir mais dele, pegue aqui embaixo.


E acho que você notou no videozinho que a sonzera está inserida em um desenho animado! Sim, é ele mesmo, Fritz, the Cat, um dos maiores personagens de Robert Crumb. O filme é de 1972, e é dirigido por Ralph Bakshi (que tem outras animações muito boas também). O único que não gostou do filme foi o próprio Crumb, que, entre outros motivos, ficou insatisfeito com as proporções da popularidade do gato vagabundo e matou o próprio personagem.

Quer ver o filme? Pegue aqui

Quer ouvir a trilha sonora do filme, pega aqui embaixo e divirta-se.


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DIA DA MULHER



Roubado d'O Jumento que roubou de sua minha amiga Tinê.
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N'O Globo, anunciante com opinião diversa paga 13 vezes mais

Pra publicar anúncio pedindo equidade e justiça no jornal O Globo. Sobre este obstáculo à liberdade de expressão, ver Rodrigo Vianna.

Em resumo, O Globo queria 712 mil para publicar anúncio pró-cotas. O preço de tabela é 54 mil.
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Grandes e Sábias Palavras


“Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante.

Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'.

Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor.

Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.

Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente.

Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.

Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda... que desde maio de 1968 renunciou ao mérito e ao esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.

Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres.

“Primeiro os deveres, depois os direitos."

Nicolas Sarkozy

Presidente da República Francesa

(discurso de posse de Sarkosy)
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