Ungidos pela ditadura militar!



A Bênção!

Pois é, jornal que nasce um mês depois do golpe militar de 1º de abril de 1964, precisa estar abençoado pelos valorosos defensores da família cristã contra ideologias contrárias à sua tradição democrática, não é mesmo???



Bênção do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, comandante do III Exército depois do golpe, com direito a bilhete escrito de próprio punho para não deixar dúvida a sua autoria:

“Recebi com muita simpatia o aparecimento de Zero Hora. Com a orientação de propugnar pelos ideais cristãos e democráticos do povo brasileiro, será mais uma voz a conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul nos rumos tradicionais de nossa formação histórica. Auguro a Zero Hora uma longa e próspera existência.”


Teve até registro fotográfico deste momento histórico!



No seu terceiro dia de existência, a edição de 6 de maio de 1964 era só elogios! Igualzinho, igualzinho a hoje.

A autopromoção vem de berço.



Pescado de ZeroFora
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Ter sido aspergido pala bênção da ditadura militar, não coisa para qualquer um!
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Vamos recuperar um pouco da história de Zero Hora!



“Servir ao povo é o nosso lema”

Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.O aparecimento de Zero Hora, totalmente desligada da Rede Nacional de jornais que anteriormente editava Última Hora, somente foi possível com a compra do controle acionário da Editora Flan S.A. por um grupo de representantes das diversas classes sociais.A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.

Zero Hora conserva alguns redatores e colunistas do jornal anterior, pela posição que esses profissionais desfrutam na imprensa gaúcha, bem como nomes realmente expressivos e já consagrados pelo público.Ao entregar o 1º exemplar de Zero Hora, queremos agradecer às agências de publicidade e a todos anunciantes que prestigiam o lançamento deste jornal. Ao mesmo tempo, asseguramos aos leitores dar o máximo de nossos esforços para manter a melhor qualidade possível ao novo rebento da imprensa gaúcha.



“Houve a extinção do Última Hora por razões políticas e o seu sucedâneo, é claro, deveria estar afinado com as contingências da ditadura. Mesmo os seus pró-homens nunca negaram as raízes do jornal. Zero Hora, indiscutivelmente, foi concebido como cria do autoritarismo. Zero Hora nasce num momento histórico de derrubada do Estado democrático, permanecendo de mãos dadas com os donos do poder político.”

(...) Ary de Carvalho adquire o jornal, muda o nome para Zero Hora. No primeiro editorial, de 4 de maio de 1964, conforme Galvani (1995, p. 461), lemos:
‘Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.’
A partir de 1965, a empresa passa a se chamar Empresa Jornalística Sul-Rio-Grandense. Dois anos mais tarde, Maurício e Jayme Sirotsky compram a participação do grupo que está associado a Ary de Carvalho e, a partir de 1970, adquirem a parte do fundador do Zero Hora. O jornal muda o logotipo, moderniza-se e altera os padrões administrativos.”*
*GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que responsabilidade social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.


(31 de Agosto de 2007)
Pescado de ZeroFora

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Zero Hora já nasceu mentindo. Zero Hora nasceu servindo a Ditadura Militar implantada em 1° de Abril de 1964 (Dia dos Bobos). E serviu melhor do que a encomenda!
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Porto Alegre x Maceió

Vista para o sul da Praia da Guaxuma

Igualmente a Porto Alegre, a Câmara de Vereadores de Maceió é repleta de patifaria por um número significativo de vereadores. Número suficiente para a aprovação de projetos que atentam ao meio-ambiente e ao interesses da coletividade; falo dos cidadãos e não das empreiteiras.

A bola comeu solta para os vereadores e órgãos ambientais responsáveis pela liberação das obras.

Pois foram liberadas a construção de mais de trinta torres com trinta e cinco andares no litoral norte de Maceió.

Com algumas diferenças:

A primeira é que em Maceió não existe um jornal em que o dono também é dono de construtora!

A segunda é a praia! Ah... que praia!!!!
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MAIS UM DEMO PRO SACO



O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-PFL, antiga ARENA) e a vice-prefeita, Alda Marco Antonio (PMDB) tiveram seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral. A notícia completa pode ser lida aqui. Alguém gritou “pega ladrão” e não sobrou um, meu irmão.
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ESTADÃO CRIA MANCHETE MENTIROSA PARA NOTÍCIA DA BBC

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Por volta das 13:30h deste sábado, 20, a corporação mafiomidiática O Estado de S.Paulo, comandada pelos marginais quatrocentões da beira do Tietê, levou à capa de seu portal Estadão um escandaloso título (imagem acima), em letras garrafais, que não correspondia à verdade. O link da manchete nos remetia a esta nota da BBC Brasil, e nela não havia qualquer alusão a "discurso estatizante". Isso porque eles estão "há 204 dias sob censura". Imagine se não estivessem.
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Mais sobre o mesmo assunto, aqui no blog Anais Políticos.

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