O crescimento do Brasil, e o crescimento da China

O crescimento da renda per capita dos pobres de 2001 a 2008 foi de 72%.
Fazendo uma conta simples, dá quase 10% ao ano – semelhante aos índices chineses.
Com uma diferença. O (economista Carlos Geraldo) Langoni (diretor do Centro de Economia Mundial da FGV), que esteve na China recentemente, me disse que ela parece o Brasil dos anos 60: crescendo muito, mas com a desigualdade aumentando.
O crescimento geral da economia brasileira é menor em quantidade, mas melhor em qualidade, em relação à China.
Somos uma democracia – e vimos ao longo da década de 80 o quanto aprender a ser uma democracia gera custos econômicos -, nosso tratamento ambiental é melhor, ainda que com problemas, e o caráter desse crescimento é outro, distributivo.
Marcelo Néri, no NPTOEstadão
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Bernard-Henri Lévy se deu mal

When France’s most dashing philosopher took aim at Immanuel Kant in his latest book, calling him “raving mad” and a “fake”, his observations were greeted with the usual adulation. To support his attack, Bernard-Henri Lévy — a showman-penseur known simply by his initials, BHL — cited the little-known 20th-century thinker Jean-Baptiste Botul.

There was one problem: Botul was invented by a journalist in 1999 as an elaborate joke, and BHL has become the laughing stock of the Left Bank.

There were clues. One supposed work by Botul — from which BHL quoted — was entitled The Sex Life of Immanuel Kant. The philosopher’s school is known as Botulism and subscribes to his theory of “La Metaphysique du Mou” — the Metaphysics of the Flabby. Botul even has a Wikipedia entry that explains that he is a “fictional French philosopher”.

But Mr Lévy, a leader among the nouveaux philosophes school of the 1970s, was unaware. In On War in Philosophy, he writes that Botul had proved once and for all “just after the Second World War, in his series of lectures to the neo-Kantians of Paraguay, that their hero was an abstract fake, a pure spirit of pure appearance”.

His credulity was spotted by Aude Lancelin, a journalist with the Le Nouvel Observateur, the left-leaning weekly that is de rigueur for the thinking classes. The Botul quotes were “a nuclear gaffe that raises questions on the Lévy method”, she wrote.

Mr Lévy admitted last night that he had been fooled by Botul, the creation of a literary journalist, Frédéric Pages, but he was not exactly contrite....

Ms Lancelin told The Times she was surprised that none of the journalists who had been giving Mr Lévy the celebrity treatment had noted that he spent two pages using a non-existent philosopher to prove his argument. “I came across the quotes from Botul and burst out laughing,” she said.
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A qualidade dos noticiários do rádio e da TV

Viajando de carro se ouve mais rádio. Fora de casa, eu pelo menos, vejo mais televisão. Com dificuldades de acessar a web, buscam-se notícias nos meios mais diretos, os tradicionais. Por isso mesmo, posso dizer de boca cheia e o coração contrito: o nível está cada vez mais rasteiro.
Cristóvão Feil, no Diário Gauche

Isto me fez lembrar do espanto negativo da professora Christel Fricke com a ruindade da TV aberta brasileira. Ela comentou o assunto nas duas vezes que veio ao Brasil, em 1999 e em 2009. Isso que ela não entendia a língua!

PS - A Katarina Peixoto comentou por lá:
Muito complicado é luxo, mesmo. A coisa abunda na desinformação triunfante. Passeando com meu cachorro vi que a Capa da Revista Óia explica a chuva. Muito complicado.
Atualizado 12h24
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Vanessa Zepeda, sindicalista assassinada em Honduras

Para los que conocimos a Vanessa y fuimos sus amigos, era una persona que creía en EN UN MUNDO MEJOR, en la Justicia y la igualdad para todos y todas.
Sindicato de Trabajadores del Instituto de Seguridad Social de Honduras ← aporrea.org ← @puebloalzao
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Cenários (Pós) Eleitorais.

02 de abril de 2010: devido ao crescimento de Dilma Roussef nas pesquisas e ao desgaste político provocado pelas chuvas em São Paulo, que colocaram em xeque a sua imagem de gestor eficiente, José Serra desiste de sua candidatura à presidência e anuncia sua intenção de disputar a reeleição ao governo do estado, para tentar reescrever a sua biografia política. Com uma eleição para o senado praticamente garantida e sem estar disposto a se sacrificar por um partido que puxou o seu tapete, Aécio Neves descarta qualquer possibilidade de vir a concorrer ao planalto. Sem ter outra alternativa, a coligação demo-tucana e seus agregados do PPS decidem recorrer a FHC, que prontamente aceita a missão, com a intenção de defender o seu legado e com a esperança de voltar ao governo nos braços do povo, que estaria desiludido com os "desmandos da gestão petista".

03 de outubro de 2010: em um pleito nitidamente plebiscitário, a candidata de Lula vence as eleições no primeiro turno. Profundamente deprimido e chocado com a ingratidão da plebe, FHC refugia-se na casa de seu amigo de fé, irmão camarada Caetano Veloso. Tentando levantar o astral do outrora "príncipe dos sociólogos", o mano Caetano encomenda ao seu fornecedor um preto baiano de primeira, vindo diretamente de Eunápolis. Porém ao saber que o bagulho será consumido pelo ex-presidente, o vapor resolve dar uma sacaneada e mistura bosta de cavalo seca na erva, antes de entregar a encomenda ao bardo baiano. Ao fumar aquela palha, FHC tem uma tremenda bad trip e começa a ter visões de um sabá satânico - como aqueles descritos pelos inquisidores medievais - em que Stédile, Chávez, Morales e Fidel vestindo mantas pretas, dançam em torno de uma fogueira, liderando uma multidão ensandecida que grita: "Aha, uhu, FHC eu vou comer seu cu". Ao acordar, profundamente impressionado, o intelectual uspiano decide largar a política e, em busca de um maior contato com a natureza, vai morar em uma comunidade alternativa no Sana, onde começa a criar abelhas, graças ao financiamento obtido junto a um dos programas de microcrédito implementados pelo governo Lula.

Alguns anos depois, já bem velhinho, a sua grande alegria passa a ser receber algumas poucas jovens estudantes de jornalismo que vão entrevistá-lo para fazer algum trabalho da faculdade. Nestes momentos, o velho sátiro começa a babar pelo canto da boca, coloca as mãos trêmulas nos joelhos das moças e invariavelmente diz : "Sabe, minha jovem, você me lembra uma jornalista da Globo que eu conheci há alguns anos atrás e que depois foi morar em Barcelona..."
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