Uma tragédia desta magnitude, principalmente em um país já descontrolado como o Haiti, deveria ter a ajuda controlada por organismos internacionais, com tribunais especiais, montados para punir, imediata e fortemente, qualquer desvio de material, equipamento ou outros recursos, destinados ao auxílio das vítimas.
Não podemos esquecer outros casos no mundo, onde a ajuda acabou nos bolsos dos corruptos de plantão. Ou até para financiar "causas" humanitárias...
Clique para ver...
Não podemos esquecer outros casos no mundo, onde a ajuda acabou nos bolsos dos corruptos de plantão. Ou até para financiar "causas" humanitárias...


Para entender melhor o movimento sindical no ABC paulista durante esse período – e conseqüentemente ter uma compreensão mais ampla da trajetória pessoal e política do futuro Presidente da República – recomendo a leitura do excelente artigo “Depois daquele limo: os termos do divórcio entre revolução e sindicalismo operário (1964-1978)", de Antonio Luigi Negro, publicado no livro Tempo Negro, Temperatura Sufocante: Estado e Sociedade no Brasil do AI-5, organizado por Oswaldo Munteal Filho, Adriano de Freixo e Jacqueline Freitas (Contraponto Editora/Editora da PUC-Rio, 2008). Professor da UFBA e um dos grandes especialistas brasileiros na obra de Edward P. Thompson, Negro tem estado à frente de algumas das mais interessantes pesquisas sobre o movimento sindical brasileiro na segunda metade do século XX, individualmente ou em colaboração com outros pesquisadores, como Alexandre Fortes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Neste artigo, ele recupera e analisa o processo de ascensão do “sindicalismo autêntico” – definido por Paulo Vidal como “antiempresarial e anticomunista” – no ABC paulista, nas décadas de 1960 e 1970. Porém, ironicamente, foi deste sindicalismo - que era estranhado e mesmo hostilizado pela esquerda e que pregava que “partidos só atrapalhavam a autenticidade e a independência dos sindicatos”- que emergiu a liderança daquele que se tornaria o principal fundador e o nome central de um partido que se transformou em referência para a esquerda latino-americana e mundial. Para aqueles que querem conhecer esta história e que buscam entender a complexidade e as peculiaridades de um personagem como Lula, a leitura do artigo de Antonio Luigi Negro é imprescindível. 