Um golpe em andamento.


DESUMANO
O secretário Paulo Vannuchi, ex-militante de organização terrorista e artífice do decreto: se não foi com revólver, vai com caneta


Era pior do que parecia - e a aparência já não era nada boa. Em dezembro, o Decreto dos Direitos Humanos, gestado pelo secretário especial de Direitos Humanos, o ex-terrorista de esquerda Paulo Vannuchi, provocou uma crise nas Forças Armadas ao propor a revisão da Lei da Anistia e a punição dos militares que cometeram crime de tortura durante o regime ditatorial. O surto de revanchismo constrangeu até o presidente Lula - obrigado a dizer que havia assinado o documento sem lê-lo. A afirmação do presidente fica tanto mais surpreendente agora, quando se revela a amazônica extensão do decreto cuja parte mais relevante ainda deve ser votada no Congresso. É praticamente uma revogação da Constituição Federal na garantia dos direitos democráticos mais básicos. Ao longo de 73 páginas eivadas de vociferações ideológicas e ataques ao "neoliberalismo" e ao agronegócio, o documento volta a propor o controle da imprensa, a prática de referendos e outras práticas de "democracia direta", e a criação de leis que protegem invasores de terra em detrimento de suas vítimas. Nos três casos, fica claro que a preocupação com os "direitos humanos" figura no documento muito menos como propósito do que como pretexto para tentar fazer descer goela abaixo da sociedade propostas que o governo já tentou impingir-lhe de outras formas, sem sucesso.

Além de propor punições, que vão de multa à cassação de outorgas, a veículos de comunicação que publiquem informações consideradas contrárias aos direitos humanos, o decreto prevê um "acompanhamento editorial" das publicações de modo a elaborar um ranking de veículos que mais respeitam ou violam os ditos direitos (da forma como eles são compreendidos pelo governo, evidentemente). Em relação à questão agrária, as medidas que o Executivo pretende aprovar no Congresso não são menos estarrecedoras: o governo quer a "priorização" de "audiências públicas" entre fazendeiros e sem-terra antes que a Justiça conceda liminares no caso de invasões. Se houver mandado de reintegração de posse, o decreto sugere, candidamente, que o cumprimento da ordem seja "regulamentado". Como liminares constituem, por definição, medidas urgentes que se destinam a evitar prejuízos e ordem judicial é para ser cumprida e não regulamentada, resta evidente que o decreto visa a proteger os invasores e obstruir o acesso dos fazendeiros à Justiça.

O decreto produzido pelo ex-terrorista de esquerda Vannuchi - com a colaboração dos ministros Tarso Genro, da Justiça, e Franklin Martins, da Comunicação Social, sempre eles - não se limita, porém, a lançar ideias sobre como censurar a imprensa, extinguir o direito à propriedade e emular o sistema chavista de "consultas populares" como forma de neutralizar os poderes da República. Numa espécie de samba do petista doido, ele dispõe ainda sobre assuntos que vão do apoio às organizações de catadores de materiais recicláveis à mudança de nomes de ruas e prédios públicos - aqueles que não estiverem de acordo com o gosto dos bolcheviques que ora habitam o Planalto, claro.

Na juventude, o secretário Vannuchi tentou transformar o Brasil em uma ditadura comunista por meio da guerrilha - ele foi militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização terrorista esquerdista. Agora, no crepúsculo da vida, tenta fazê-lo à base de canetadas. De uma forma e de outra, o ex-terrorista de esquerda Vannuchi entrou para a história pela porta dos fundos. Seu decreto é como achar que se pode matar inocentes em nome de uma causa política: coisa de maluco.


Revista Veja
Clique para ver...

Dr. Robalo - 03

Clique para ver...

Tortura e verdade do ponto de vista moral

Há filhos que querem saber o que se fez com seus pais, desaparecidos pela ditadura. Há esposos e esposas querendo saber o que se fez com seus cônjuges. E há vítimas de tortura e estupro que querem que se investigue a verdade, estabelecendo os nomes e as responsabilidades de quem cometeu tais crimes. 

E não há nada que uma pessoa que aceita o que é certo de acordo com a moralidade possa fazer ou dizer contra tais demandas. 

Alguns rejeitam tais demandas apoiando-se na utilidade. Dizem esses: "A que vem tal olhar para o passado? Isso não é útil."

Mas não há como rejeitar o que é certo do ponto de vista moral por causa da utilidade. A utilidade de uma prática não a torna moralmente correta. Pode ser útil para mim roubar meu vizinho para comprar eletrodomésticos sem precisar trabalhar, mas isso não torna o roubo um ato bom. Do mesmo modo, a suposta utilidade do silêncio sobre crimes não é razão para negar a verdade aos que a buscam. 

Você chamaria a vítima de um roubo de revanchista, por buscar a verdade sobre o roubo? Eu não chamaria. Mas o jornal O Globo chama de "revanchistas" às pessoas que querem a verdade sobre abusos da ditadura. No caso do roubado e no caso do torturado, tal vocabulário é apenas duplicação da injustiça, pois a injustiça do roubo/tortura é somada à injustiça da privação do direito de buscar as formas impessoais de justiça que se pratica em sociedades como a nossa, e outras de "Primeiro Mundo". 

Isso do ponto de vista moral. Do ponto de vista legal, é provável que os crimes dos torturadores já tenham prescrito

Posted via email from cesarshu's posterous

Clique para ver...

Jabor...



Clique para ver...

Labirinto de Paixões, de Pedro Almodóvar



É uma pena que o filme Labirinto de Paixões, o segundo longa de Pedro Almodóvar, de 1982, não esteja disponível em DVD no Brasil.

O filme é uma comédia maluca sobre a ninfomaníaca Sexilia (Cecilia Roth), filha de um ginecologista especializado em reprodução assexuada (Fernando Vivanco), o gay e terrorista islâmico Sadec (Antonio Banderas) e Riza Niro (Imanol Arias), o filho do imperador de Tira (país fictício do Oriente Médio) que está em Madri em busca de aventuras gays. São unidos pelo "mais puro dos sentimentos: o primeiro amor, aquele que fica impresso para sempre na alma dos apaixonados" (Webcine).

O filme faz parte da Movida Madrileña, movimento contracultural marcado pela transgressão sexual e cultural, entre o fim do período de repressão da ditadura Franco em 1975 e a notícia da AIDS.

No vídeo acima, o personagem Fábio diz, logo no início:
Sin dinero nena, no coche, no chica, no vicio, no tate, no rímel. Estoy histérica!

(Sem grana menina, sem carro, sem mulher, sem vício, sem haxixe, sem rímel. Tô histérica!)
É uma das frases mais memoráveis da história do cinema.

Atualizado 2010-01-11
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...