Festa no AP.. digo.. do PT

Hoje, tem FESTA no AP, digo, do PT,
em homenagem aos réus do mensalão

PT vai homenagear réus do processo do mensalão

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O PT fará uma grande festa de fim de ano na terça-feira, em Brasília, na qual vai homenagear todos os ex-presidentes do partido, mesmo os que são réus no processo do mensalão petista, como o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (SP). O ato, que faz parte da série de comemorações pelos 30 anos do partido, ocorrerá na esteira do mensalão do DEM.

Festa de Arromba:



Baralho do Mensalão


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Há trinta anos atrás.

De novembro de 1979 a fevereiro de 1980, o Brasil viveu o chamado “Verão da Anistia”. Afinal, desde o início daquele ensolarado novembro, centenas de exilados começaram a retornar ao Brasil e inúmeros presos políticos foram libertados. No entanto, a “Lei da Anistia”, sancionada pelo General-Presidente João Figueiredo em agosto de 1979, não era exatamente aquela pela qual havia se mobilizado boa parte da sociedade brasileira, em uma das mais belas e intensas campanhas populares da nossa história. Afinal, além de não ser “ampla, geral e irrestrita” como reivindicava a sociedade organizada, a lei aprovada pelo regime dos generais também “perdoava” os torturadores e algozes do povo brasileiro. Porém, apesar disto, aquele verão foi uma estação de festa e teve em Fernando Gabeira o seu grande “muso”. Ao retornar de quase dez anos de exílio, divididos entre Chile, Cuba e Suécia, o ex-guerrilheiro causou um frisson nacional ao aparecer na Praia de Ipanema vestindo uma sumária tanga de crochê em tons de verde e roxo, que havia pegado emprestado de sua prima Leda Nagle. Naquele momento, em meio a imensa polêmica gerada pelo seu gesto, a declaração de Gabeira foi exemplar: “as pessoas, mesmo que não queiram, têm um corpo e ninguém pode fingir que é puro espírito enquanto está seminu” (Ah, bons tempos em que o Gabeira era "subversivo", crítico e contestador. Hoje ao vermos o nobre deputado verde aliado ao que há de pior na política carioca e nacional e a brandir um discurso neo-udenista, que faz o Lacerda sorrir de satisfação no além-túmulo, não dá para se ter nem uma pálida idéia do que ele foi e representou no passado). Hoje, trinta anos depois, com as proximidades de um novo verão que se prenuncia como o da caretice generalizada, pois já nasce com as marcas do proto-fascismo da legislação anti-tabagista e da onda neo-moralista que gera episódios como o da estudante da UNIBAN, não dá para deixar de lembrar desse longínquo e libertário verão do final da década de 1970.

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Em 1979, em quase todas as manifestações da Campanha pela Anistia, eram lidos em voz alta os pungentes e doloridos versos de “Marcha”, de Pedro Tierra (pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva), poeta e militante de esquerda que esteve encarcerado nas prisões da ditadura, entre 1972 e 1977. Reproduzo-os aqui, na íntegra:

Venho da pátria dos tormentos.
Venho de um tempo de crimes.
Venho das chagas que a noite
lavrou na carne dos homens.

Não pedirei perdão
à corte dos meus carrascos
pelo grito de rebeldia
arrancado do meu sangue,
pelo sonho,
pelo sonho,
pelas armas,
pela marcha do meu povo
contra os muros!

Como se desata o cereal da terra,
levanto meu corpo de trigo
do corpo estendido de Orocílio Martins
sementeira de fúrias e esperanças –,
sangrando nas ruas rebeladas de Minas.

Liberto meu canto de pássaro
da voz impossível dos mortos:
luz acesa no porão da treva,
memória enterrada do povo.

E canto pela boca destroçada
do Comandante Carlos Marighella
dez séculos depois do silêncio;

pela garganta emudecida
de Mário Alves,
grito eterno que anda;

pelos olhos vazados
de Bacuri,
estrelas sangrando na memória;

pelas cabeças cortadas
no vale do Araguaia,
terra de rebelião;

pelo peito metralhado
do Capitão Carlos Lamarca,
granito de sonho enterrado
entre as pedras do sertão;

pelo corpo mutilado
de Manoel Raimundo Soares,
nas águas do Rio Guaíba,
sangue dos ventos do sul;

pelas mãos atadas de Alexandre,
arados de terra livre;

pelo sangue derramado
de Aurora Maria do Nascimento,
promessa de amanhecer.

E me faço boca
de todas as bocas
assassinadas,
canto de todos os cantos
aprisionados,
sonho de todos os sonhos
submergidos
pela mão armada
dos carrascos do meu povo.

Hoje, o Poder se absolve dos seus crimes.
Mantém à sombra dos seus muros
os açoites e as vergastas.
Recolhe sob a manga verde-oliva
as mãos ensangüentadas dos verdugos
e espera...

E as mães aflitas do povo
tecem nos cegos teares da dor
um espesso tecido de agulhas infinitas:

quem responderá pela morte
dos meus filhos?
Quem responderá pelos torturados
até a loucura?

Quem assassinou a esperança
de Frei Tito?

Quem prestará contas ao meu coração
pelo destino dos devorados?
Pelas vidas, pelos sonhos
que a Noite transformou em cruzes?

Hoje, o Poder se absolve dos seus crimes.
Recolhe sob a manga verde-oliva
as mãos ensangüentadas dos verdugos
e espera...

Do ventre fecundo
das filhas do povo,
das cinzas dos ranchos,
da terra queimada,
das marchas, das greves,
das ruas feridas
nascerão seus julgadores!
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O DEM (ou ex-PFL) mostra suas garras



Alguém está surpreso?
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Indelicadeza


Na simulação em que Serra aparece como candidato, ele poderia vencer a disputa no primeiro turno: tem 38% dos votos contra 36% dos adversários. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, seria apenas uma possibilidade. Mas é remota: afinal, 12% dos entrevistados não disseram a sua preferência, e 13% afirmaram que anulariam o voto ou votariam em branco. Somados os dois índices, há um mar de eleitores aí.

O mais provável é que a disputa presidencial do ano que vem se decida no segundo turno, e eu não vejo uma boa razão — ou vejo um só — para a Confederação Nacional da Indústria, ou qualquer outro cliente que encomende uma pesquisa, não perguntar ao eleitor o que ele faria nesse caso. Ninguém quer saber para quem migrariam os votos de Ciro caso Serra dispute com Dilma? A razão possível é a probabilidade de Serra estar muito à frente, e o governo pode achar isso uma indelicadeza…





Reinaldo Azevedo

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CLOACA NEWS NOTIFICA FOLHA



















Ao Otávio Frias Filho
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo
Alameda Barão de Limeira, 425 - Campos Elíseos
São Paulo, SP



Na qualidade de procuradores do blog Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com) servimo-nos da presente para - sem prejuízo de quaisquer outras providências que possam ser levadas a efeito - notificá-lo a respeito do que segue:

- sua gazeta, em passado recentíssimo, publicou uma falsa "ficha do Dops" da Ministra Dilma Rousseff;
- publicou artigo de um psicopata acusando o Presidente Lula de assassinato;
- classificou de "ditabranda" o sanguinário e abjeto regime de exceção vivido no país entre 1964 e 1985;
- sua gazeta tem ocultado da população absolutamente todas as falcatruas dos governos demotucanos, notadamente o de José Serra, em São Paulo;
- sua execrável gazeta publicou, sem qualquer tipo de averiguação, um indecente e ignominioso artigo acusando o atual Presidente da República de ter praticado estupro.

Os casos supracitados são apenas alguns exemplos das imundícies estampadas diariamente pela sua Folha, à guisa de "jornalismo".

À face do exposto, estamos notificando-o para que se abstenha de chamar de "Jornalismo" essa porcalhada impressa com a logomarca Folha de S.Paulo. Outrossim, que se abstenha de utilizar o lema "Um jornal a serviço do Brasil" em seu frontispício, visto que, além de conspurcar o conceito de "jornal", sua gazeta tem demonstrado, amiúde, que está "a serviço" de grupos e interesses espúrios e inconfessáveis.

Alterum non laedere.

Sem mais,

Cloaca & Cloaca Associados
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