Agora é pra valer

Texto de Maria Lucia Victor Barbosa*

Lula da Silva é saudado internacionalmente como um homem da “esquerda herbívora”, um moderado, um conciliador. Sempre fazendo piadas, usando metáforas futebolísticas, falando bobagem, bem-humorado é como se o presidente fosse o estereótipo do brasileiro, o “homem cordial” de que falou Sérgio Buarque de Holanda.

Para ser mais amado lá fora só faltava Lula ser carioca e não pernambucano aclimatado em São Paulo , porque estrangeiros são loucos pelo Rio de Janeiro de praias paradisíacas cheias de mulheres quase nuas, de povo feito de sol e mar. Para os visitantes bala perdida é pura adrenalina no país do carnaval e do futebol.

Entretanto, se Lula da Silva é o “cara” da “esquerda herbívora”, inofensiva, festiva é estranho que ele viva em idílios políticos com Hugo Chávez, Fidel Castro, Evo Morales e demais ditadores que representam a fina flor da esquerda primata do Terceiro Mundo.

Parece que os caras lá de fora têm certa dificuldade em entender o Brasil e seu governante, percebendo apenas superfícies folclóricas e deixando de lado visões mais profundas sobre atitudes, comportamentos e ações que se desenrolam no país real em contraste com o país imaginário.

Sintomática a complacência internacional com o presidente da República e sua diplomacia tangida pelo chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, quando aqui é recebida a figura abjeta de Mahmoud Ahmadinejad, o perigoso fanático que persegue, prende, mata seus opositores; não tolera liberdade de pensamento, religiosa ou das minorias; viola direitos humanos; frauda eleições, apóia grupos terroristas, diz que o Holocausto não existiu e prega de forma obsessiva a destruição de Israel.

Essa figura daninha e monstruosa, rejeitada pelas potências ocidentais que temem que Ahmadinejad desenvolva a bomba atômica, foi agraciado com um convite do “filho do Brasil”, que afirmou que o receberia de braços abertos.

No rastro dos salamaleques o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afrontou o presidente israelense, Shimon Peres, quando da visita deste ao Brasil no último dia 11, ao dizer de forma arrogante que o Brasil fala com quem quiser.

Quem sabe o ministro da Defesa acredita no persa, quando esse hipocritamente afirma em sua carta dirigida “à grande nação brasileira” que é “defensor da justiça, da ternura e da paz no mundo.

Por certo Jobim ignora que Ahmadinejad está estendendo cada vez mais sua influência sobre a América Latina, sobretudo, através da Venezuela e da Tríplice Fronteira onde estão bases operacionais do Hezbollah e de outros terroristas.

Muito “terna” a besta-fera do Irã quando nega uma das piores manchas da humanidade, o Holocausto.

Será que nosso “herbívoro”, que é a cara do país como ele mesmo disse certa vez, tem noção do que foi esse genocídio?

Será que também nega as torturas, indignidades, horrores, mortes, tudo que foi infligido de mais pérfido aos homens, mulheres e crianças que cometeram o único “crime” de serem judeus?

Pode ser simplesmente que tudo isso seja indiferente ao cara porque apenas lhe interessa negócios com o Irã, o que faz lembrar o título de um filme passado há muitos anos: “De como aprendi a amar a bomba atômica”.

Afinal, nós também enriquecemos urânio.

Possivelmente a visita de Ahmadinejad, a intromissão do Brasil em Honduras, o antiamericanismo e o antissemitismo do governo petista e seu achego a ditadores, não impedirão que os olhos do mundo Lula da Silva continue como um esquerdista “herbívoro” e cordial. Talvez, apenas a Itália não esteja gostando no momento de ser taxada de fascista pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, mas se resignará a não receber de volta o terrorista Cesare Battisti.

Entretanto, para quem consegue observar certos sinais fica evidente que um processo cuidadosa e lentamente desenvolvido vai transformando a “esquerda herbívora” em “carnívora”.

É que para alcançar ao poder mais alto da República o PT, em sua quarta tentativa, deixou de lado a linguagem virulenta, prometeu o paraíso aos ricos e aos pobres, vestiu seu “Lulinha paz e amor” de Armani e domesticou-lhe um pouco as maneiras.

Uma vez no poder, uniu-se a gregos e troianos, esbanjou populismo, cooptou partidos e instituições, mandou às favas a ética, dominou o Congresso através de mensalões e outros “benefícios” e agora, chegando à reta final do segundo mandato, recrudesceu o ataque à imprensa e coroou seu domínio com a anulação do STF, conforme ficou demonstrado no caso do terrorista italiano.

Com isso, definitivamente, o PT se tornou um partido acima da lei e, assim, sem nenhum pejo, trouxe de volta ao seu alto comando notórios mensaleiros, devidamente abençoados pela candidata Rousseff. Afinal, corruptos são os outros.

Ao mesmo tempo, o PT retornou à idéia de Estado ampliado, do discurso requentado da esquerda revolucionária, da crítica ao neoliberalismo que tão bem praticou em sua fase “herbívora”.

Não há dúvida de que se a dama de aço ganhar começará a fase “carnívora”.

E Lula corre o risco de ouvir de sua escolhida: “Cale-se, você já ficou tempo demais, as rédeas estão conosco, agora é para valer”.

* Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

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Lula é criticado por legitimar Ahmadinejad

VISITA POLÊMICA

Para analistas internacionais, visita pode afetar influência do presidente e ajudar iraniano a legitimar governo

Publicada em 23/11/2009 às 23h44m

Gilberto Scofield Jr

O presidente Lula recebe o presidente iraniano, Mahmou Ahmadinejad, no Palácio do Itamaraty em Brasília

WASHINGTON - A decisão do Brasil de apoiar as pretensões nucleares do Irã - aliada às críticas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito aos Estados Unidos, à maneira como o país vem lidando com a questão hondurenha e até à postura pouco crítica a abusos do governo de Hugo Chávez nos terrenos da liberdade de imprensa e direitos humanos - pode prejudicar a relação entre o Brasil e os EUA e atrapalhar as pretensões da política externa brasileira de consolidar o país como grande líder global e regional.

( Imprensa internacional destaca riscos diplomáticos sobre visita de Ahmadinejad a Lula )

A opinião é de analistas das relações entre os EUA e o Brasil, que vem sendo acusado de perder o equilíbrio e a sensatez na sua ânsia de "agradar a todos os países". Segundo a mídia internacional, a visita pode atrapalhar a influência internacional de Lula ao mesmo tempo em que oferece a Ahmadinejad a chance de legitimar seu governo, tão criticado internacionalmente por causa de seu controverso programa nuclear e ligação com grupos terroristas.

( Imagens de Ahmadinejad em Brasília e dos protestos )

A visita também provocou protestos no Peru, onde mais de cem pessoas da comunidade judaica local se concentraram em frente à embaixada brasileira e entregaram à representação uma carta expressando "mal-estar" e "preocupação" com o encontro.

( Deputado faz protesto contra visita de Ahmadinejad ao Brasil )

O deputado democrata americano Eliot L. Engel, que preside o subcomitê de América Latina da Câmara de Representantes, disse que o convite do Brasil ao presidente iraniano foi um "grave erro".

Membros de uma comunidade judaica peruana protestaram, em Lima, em frente à embaixada brasileira - AFP

A professora de ciências políticas internacionais da Universidade George Washington, Cynthia McClintock, afirma que, com a declaração de Lula ontem, o Brasil ajuda a legitimar as demandas de Ahmadinejad, colocando o país numa situação "não exatamente positiva", já que Lula não pressionou o presidente iraniano em nada: do monitoramento internacional de seu projeto nuclear, a sua polêmica reeleição ou as violações de direitos humanos no país.

- É uma vitória iraniana importante ter Lula como aliado em sua política de enfrentamento dos EUA e da União Europeia - diz ela.

Para Eric Farnsworth, ex-funcionário do governo Bill Clinton e vice-presidente do Conselho das Américas, em Washington, a visita de Ahmadinejad, assim como a defesa de Lula a Chávez, podem ter servido como um balde de água fria nos planos do presidente Barack Obama de usar o presidente brasileiro como uma espécie de procurador na América Latina:

- Afinal, quem quer um país tão próximo do Irã, um pária internacional, sentado no Conselho de Segurança da ONU?

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O que o mundo pensa de Ahmadinejad


Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano "The New York Times" afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "está dando cotoveladas" no seu colega americano, Barack Obama, ao receber o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em Brasília nesta segunda-feira.

Seguindo a linha de outros artigos publicados na imprensa estrangeira, o jornal vê a visita como uma tentativa brasileira de se afirmar nas grandes questões internacionais mundiais.

Ao mesmo tempo, a matéria levanta preocupações quanto aos efeitos da cartada diplomática nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos, que mantêm relações tensas com Teerã.

"As ambições brasileiras de se tornar um ator importante no palco diplomático global batem de cabeça nos esforços dos Estados Unidos e outras potências mundiais de controlar o programa de armas nucleares do Irã", afirma o "NYT".

Analistas e legisladores americanos ouvidos pelo jornal criticaram a visita, que ocorre pouco depois da recepção brasileira ao presidente israelense, Shimon Peres, e ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Para os críticos do encontro entre Lula e Ahmadinejad, a visita "pode enfraquecer os esforços para pressionar o Irã no seu programa nuclear, e consequentemente esfriar as relações do Brasil com os Estados Unidos e arranhar sua crescente reputação como potência global".

'Diplomacia arriscada'

Da Espanha, o jornal "El País" escreve que a chegada de Ahmadinejad a Brasília é "uma arriscada operação diplomática" de Lula, que "tenta reforçar seu papel como protagonista internacional (...), mas pode ficar em uma posição difícil se a visita acabar em fiasco".

Em meio a uma "busca desesperada por apoio internacional", diz o jornal, "a América Latina se tornou cenário de um importante esforço de penetração diplomática iraniana".

Além do Brasil, a visita do presidente iraniano inclui a Venezuela e a Bolívia. Além disso, as relações com Caracas abriram para o Irã as portas de outros países, como Nicarágua e Equador.

"Nenhuma destas viagens havia despertado tanta inquietude como o giro que começa hoje", diz o "El País". "O Brasil é um país muito diferente e reivindica um cenário distinto."

Citando as ambições brasileiras de usar as negociações no Oriente Médio como um trampolim para tentar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o diário espanhol avalia que "a entrada em campo do Brasil, uma enorme potência em todos os sentidos, muda por completo o mapa".

'Teste'

Para o britânico "Financial Times", a visita de Ahmadinejad é um "sério teste diplomático" para o "status do Brasil como uma potência mundial emergente".

O jornal acredita que a recepção será um "reconhecimento" do regime iraniano por parte do maior país da região.

"Em privado, membros do governo americano se mostraram preocupados com os contatos entre o Irã e outros governos", escreve o "FT".

Por outro lado, sublinha o diário financeiro britânico, após a visita do presidente israelense ao Brasil, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, "disse que estava considerando encerrar suas operações no Irã, ainda que enfatizando que a decisão é puramente técnica".

Estadão
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O tirano chega hoje




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YEDA CONDECORA COLUNISTA DE JORNALIXO


















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O cidadão Francisco Paulo Sant'Ana, vulgo Paulo Sant'Ana, colunista do tabloide Zero Hora e comentarista da RBS TV (afiliada da Globo), acaba de ingressar no panteão da glória. Graças a um decreto publicado sexta-feira no Diário Oficial do RS, assinado pela ex-governadora em exercício Yeda Crusius, o funcionário da famiglia Sirotsky cravou em seu peito varonil a expressiva "Medalha de Serviços Distintos da Brigada Militar". O édito governamental, no entanto, não informou a que "serviços distintos" refere-se o galardão. Em passado recente, Sant'Ana tornou público um tipo de "serviço" - distintíssimo - que costuma prestar: o de confidente epistolar da mandatária - trabalho que, aparentemente, nada tem a ver com as atividades da valorosa corporação policial-militar gaúcha.
Na mesma leva de personalidades civis agraciadas pela tucana encontramos ninguém menos que Ricardo Luís Lied, chefe-de-gabinete de Yeda. Pessoa da maior seriedade, como podemos constatar aqui, Lied foi denunciado, recentemente, por violação do sigilo funcional e tráfico de influência, dentro do Palácio Piratini. Suspeita-se que a insígnia honorífica conquistada por Lied deva-se aos "serviços distintos" que prestou ao Denarc, na calada de certa noite do último julho.
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A sessão Zé das Medalhas de Yeda Crusius, porém, foi mais adiante. No mesmo dia, no mesmo Diário Oficial, a tucana concedeu outra honraria do gênero a mais alguns heróis da pátria, desta vez por "Serviços Relevantes à Ordem Pública".
Um dos contemplados por este apanágio foi a múmia de estimação do tabloide Zero Hora, o pensionista Paulo Brossard. Ex-senador e ministro aposentado do STF, o taura tem ocupado seu tempo escrevendo libelos sem pé nem cabeça, com o único propósito de esculhambar o Governo Lula.
Outro que entrou para o rol dos magnânimos medalhados foi um certo Carlos Rivaci Sperotto. Presidente da Farsul, entidade dos fazendeiros do Rio Grande do Sul, e notório defensor dos transgênicos e da Monsanto, em anos recentes ele respondeu processo por homicídio, por causa do assassinato a tiros de seu vizinho, também proprietário de terras, em um litígio de cerca. Sperotto está mal na foto também no TCU, por desviar alguns milhões de reais do SENAR - Serviço de Aprendizagem Rural - entidade ligada à Farsul, destinada à formação de mão-de-obra no meio rural.
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Ecos da Ibéria.

Perguntaste-me outro dia/Se eu sabia o que era o fado/Disse-te que não sabia/Tu ficaste admirado/Sem saber o que dizia/Eu menti naquela hora/Eu disse que não sabia/Mas vou te dizer agora:/Almas vencidas/Noites perdidas/Sombras bizarras/Na Mouraria/Canta um rufia/Choram guitarras/Amor, ciúme/Cinzas e lume/Dor e pecado/Tudo isto existe/Tudo isto é triste/Tudo isto é fado./Se queres ser o meu senhor/E teres-me sempre a teu lado/Não me fales só de amor/Fala-me também do fado/E o fado é o meu castigo/Só nasceu pr'a me perder/O fado é tudo o que digo/Mais o que eu não sei dizer.
(Aníbal Nazaré e F. Carvalho)

Embora sem estar na trilha sonora do filme, foi esta a canção – tão ouvida em minha infância – que me veio à cabeça ao término da exibição de “Fados”, de Carlos Saura. Surgido na primeira metade do século XIX, o Fado se origina daquele caldo de cultura da Lisboa oitocentista, onde as influências mouras mesclavam-se com a tradição das modinhas e dos lunduns, trazidos do Brasil pelos portugueses retornados, e com as cantigas rurais dos camponeses que migravam para a grande cidade. Tendo se tornado o gênero musical português por excelência, ao longo do século XX, ele acabou sendo um pouco deixado de lado nos anos seguintes à Revolução dos Cravos (1974). Porém, desde a década passada, o Fado tem sido redescoberto e reinventado – em um processo análogo ao que aconteceu com o samba carioca – por jovens artistas como Mariza, Mísia e Mafalda Arnauth. Esta música dolente e melancólica é a “personagem” principal do filme de Saura, que passeia com grande delicadeza e sensibilidade por suas inúmeras variações e pelas marcas deixadas por ela no mundo de língua portuguesa. Mesclando a beleza das canções com a plasticidade dos números de dança – que o cineasta espanhol sabe dirigir como ninguém – “Fados” possui alguns momentos sublimes como a cena em que Carlos do Carmo canta “Um Homem na Cidade”, de Alfredo Marceneiro, enquanto cenas cotidianas de Lisboa vão sendo projetadas (assista aqui) ou aquela em que o áudio de "Grândola, Vila Morena" é substituído sutilmente por Chico Buarque cantando o seu “Fado Tropical” – com o mesmo Carlos do Carmo interpretando as partes declamadas - tendo ao fundo as emocionantes imagens da Revolução dos Cravos. Isto sem falar nas várias participações da maravilhosa Mariza – o grande nome da nova geração de fadistas -, dentre as quais destaco a interpretação da deliciosa canção de levada moçambicana, “Transparente” (confira aqui), que também conta com a participação especialíssima da guitarra do veterano Rui Veloso, um dos grandes nomes do rock/blues português. A única cena do filme da qual eu realmente não gostei – até o Caetano cantando em falsete “Estranha Forma de Vida”, da Amália Rodrigues, ficou interessante – e que considero perfeitamente dispensável é aquela em que Toni Garrido canta a modinha “Menina você que tem”. Ao tentar criar um clima de sensualidade, a única coisa que o cantor brasileiro conseguiu foi uma interpretação over e extremamente canastrona. Mas, apesar disto, “Fados” é um grande filme e mantém o padrão de qualidade da obra de Carlos Saura que continua a ser, indiscutivelmente, um dos melhores tradutores da cultura ibérica.
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Saindo de Portugal e indo para o lado mais ao leste da velha Ibéria, assisti ontem “Antíteses”, da Cia. de Arte Flamenca, no Teatro SESI, no Centro do Rio. Sendo um freqüentador razoavelmente assíduo de apresentações de Flamenco, posso dizer que este é um dos melhores e mais inovadores espetáculos que já vi. Mesclando a tradicional música/dança espanhola, com ritmos brasileiros e latino-americanos, as bailarinas e os músicos da Cia. de Arte Flamenca constroem um verdadeiro melting pot da cultura de matriz ibérica. Um dos momentos altos da apresentação - justamente por ser o que melhor representa esta mistura - é o número final, quando a siguirya é dançada ao som de ritmos e canções nordestinas como "Último Pau-de-Arara" e "Lamento Sertanejo". Muito bom também é o bloco “humorístico” do espetáculo, em que a cantora Ana Bayer interpreta o bolerão-brega “Amendoim Torradinho”, com direito ao acompanhamento das bailarinas, em uma coreografia no melhor estilo “Discoteca do Chacrinha”. Enfim, gostei demais e posso garantir que assistir “Antíteses” é um ótimo programa para este ou para o próximo fim-de-semana.
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