Em defesa do MST



Este blog não está sozinho em seus protestos. Nada menos que nomes dignos do maior respeito internacional assinam um belo e fundamentado manifesto em favor do MST. Já assinei a petição:

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

22 de outubro de 2009

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola −¬ cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 − e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

Assine também:
http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
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SERRA JÁ PAGOU MAIS DE R$ 13 MILHÕES PARA CLIENTE DE SECRETÁRIO-LOBISTA IMPRIMIR MATERIAL "DIDÁTICO"




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Como duas urticantes taturanas, as hirsutas sobrancelhas de Paulo Renato Souza costumam se eriçar cada vez que este Cloaca News invoca seu nome. O abespinhamento do tucano com este blog "joão-ninguém", no entanto, é facilmente explicável.
Desde que revelamos aqui o grau de promiscuidade existente entre ele - representado pela empresa PRS Consultores, de sua propriedade - e algumas das empresas mais pujantes do país na área dos materiais didáticos, o ex-ministro de FHC obrigou-se até mesmo a retirar da internet o link do website de seu estabelecimento comercial. Com isso, ficamos sem saber se seu escritório de negócios ainda ocupa um dos conjuntos entre os demais do mesmo piso no edifício em que encontra instalada uma das empresas do bilionário grupo editorial espanhol Santillana, um de seus mais graúdos clientes.
Ocorre que encontramos outra poderosa corporação do portfólio da PRS Consultores - o Grupo Positivo - "prestando serviços" à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, pasta em que o titular é o próprio lobista tucano Paulo Renato Souza.
No caso, trata-se da "impressão, acabamento, embalagem e expedição de livros de atividades de alunos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo". Popularmente chamados de "cadernos do aluno", ao todo, a mamata prevê a confecção de mais de 100 milhões de exemplares dos mesmos, loteados entre uma curiosa confraria de editores. Coube à Posigraf, do Grupo Positivo, um generoso quinhão nessa festa papeleira, incumbida que está de entregar os "cadernos" de Química e de Inglês aos alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Positivamente, uma transação de vulto, se considerarmos que o contrato prevê a impressão de até 24.139.900 exemplares.
O diligente governo de Zé Chirico, inclusive, já depositou parte do estipêndio na conta da empresa, como se depreenderá aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Feitas as contas, chegamos à modesta cifra de R$ 13.286.501,68. Por enquanto.
Conforme demonstramos nesta postagem de 24 de agosto, o atual governador de São Paulo parece gostar muito - muitíssimo - de papel. Por isso mesmo, nos próximos dias desenrolaremos aqui uma respeitável bobina de curiosidades sobre o incrível jeito tucano de fazer negócios na Educação paulista. Coisa de arrepiar os sobrolhos.
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Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos






















Mateus 23:23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.
Mateus 23:24 Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo.
Mateus 23:25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.
Mateus 23:26 Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.
Mateus 23:27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.
Mateus 23:28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.
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O que querem de Lula?




Toda a mídia tucana dando destaque à entrevista de Lula na Folha. O meu momento escolhido como mais interessante foi este:

FOLHA - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem uma crítica...
LULA - Deixa eu falar do câmbio. Depois respondo à crítica do Serra, que é menos importante para mim, para você e para o povo brasileiro. (...)


Vão se catar. Nunca um presidente da república nesse país teve tanto saco para aturar as maldadezinhas da mídia em oposição. As respostas de Lula foram precisas, demonstrou o quanto conhece do país um inteligente torneiro mecânico. Enfiem no lixo os mauricinhos formados em Harvard. Esta é a conclusão principal da entrevista. O resto é futrica eleitoral.
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Quadrinhos: Rango

Rango, criado em 1970, no bojo da ditadura e da censura à imprensa, é minha cria mais manjada.
Afinal, vai completar 40 anos, sendo uma das tiras mais duradouras do humor brasileiro. Duradoura
como a miséria e a fome, meus primeiros assuntos. Quinze livros depois, com publicações na França, México e Dinamarca, Rango trata de tudo: corrupção, costumes, ecologia , política, economia etc.
Bóia fria, sempre mal digerido pela grande mídia, Rango itinerou pelas mais variadas publicações
inteligentes, e atualmente aparece no mensário Extra Classe, de Porto Alegre (onde saíram as tiras dessa amostra, entre 2007 e hoje). Uma tira diária que eu faço mensalmente...

Bico de pena (nanquim)
Meio tom eletrônico
Extra Classe ( Porto Alegre/RS)
2007, 2008
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