Liberado o vale tudo no TCU com Múcio


José Múcio — que, até anteontem, cuidava de amansar os parlamentares em nome de Lula e agora vigia as contas do governo — tomou posse ontem no TCU. Fez um discurso cujo mote é constrangedor e indica a degradação a que chegou a vida pública. Segundo disse, fará no tribunal “uma boa governança no sentido de orientar e prevenir no lugar de condenar”.

Por que não se deve dizer uma besteira como essa? Porque todas as coisas têm lugar certo e sua necessidade. Há a hora da orientar, há a hora da prevenir, e há a hora dae condenar — no caso, o TCU pode condenar uma obra ou procedimento, mas não pessoas.

No momento em que o TCU está sob a mira de Lula e da candidata Dilma Rousseff — porque encontrou lambanças em obras federais —, a fala se mostra indecorosa. Mais: parece que já chega censurando seus pares. Mal disfarça, assim, um certo caráter de intervenção que tem a sua entrada no tribunal.

Um começo melancólico.


Reinaldo Azevedo

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PT e PMDB


O artigo 36 da Lei Eleitoral determina que a propaganda comece só depois do dia 5 de julho do ano da eleição. A propaganda antecipada, esclareceu um acórdão do TSE, “é caracterizada pela existência simultânea de três condições: a induvidosa intenção de revelar ao eleitorado o cargo político que se almeja, a ação que pretende o beneficiário desenvolver e os méritos que o habilitam ao exercício da função". A excursão pelo rio São Francisco atendeu exemplarmente aos três quesitos.

No Brasil, como se sabe, leis são como vacinas: algumas não pegam. A sequência de comícios disfarçados de “vistoria de obras” reafirma que, para o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, a Lei Eleitoral não pegou. Ou o Judiciário mostra que ambos estão errados ou declara oficialmente aberta a campanha de 2010.

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Polícia de Yeda persegue trovador



No blog do Marco Aurélio Weissheimer:

Cantor denuncia perseguição da Brigada Militar
Oct 21st, 2009


O cantor e compositor Pedro Munhoz denuncia que já sofreu duas tentativas de prisão por parte da Brigada Militar, uma em Alvorada e a outra em Porto Alegre, durante o ato-show Fora Yeda!, realizado dia 4 de outubro, no Parque Marinha do Brasil. Munhoz relata:

“Depois de ter recitado novamente o poema, “Quando Matam Um Sem Terra”, houve a tentativa de me prender. Como ocorrera em Alvorada, na sexta-feira. Uma vez mais tive que sair às pressas. Sou um trovador, um narrador de tudo aquilo que acontece no tempo histórico que estou inserido. Nada temo. Cumpro a minha função de trovador, munido apenas de palavras e canções. Sou um solitário cantador. É a nossa função”.

E acrescenta: “Não atiro pelas costas. Canto de frente”.

Natural de Barra do Ribeiro, Munhoz gravou seu primeiro CD em 1998 (“Pedro Munhoz Encantoria) e já atuou no Uruguai, Canadá, Cuba, França, Chile e Itália, entre outros países.


O poema que incomoda é este:

Quando matam um Sem Terra” Por Pedro Munhoz

1.
Quem contar tráz à memória,
sabendo que a dôr existe,
quando a morte ainda insiste,
em calar quem faz a História.
Pois quem morre não tem glória,
nem tão pouco desespera,
é um valente na guerra,
tomba, em nome da vida.
Da intenção ninguém duvida,
quando matam um Sem Terra.

2.
Foi assim nesta jornada,
quando mataram mais um,
o companheiro ELTON BRUM,
não teve tempo prá nada.
Numa arma disparada,
o Estado é quem enterra
e uma vida se encerra,
em nome da covardia.
Toda a nossa rebeldia
quando matam um Sem Terra.

3.
È o desatino fardado,
armado até os dentes,
até esquecem que são gente,
quando estão do outro lado.
E vestidos de soldado,
todo o sonho dilacera,
violência prolifera
tiro certeiro, fatal.
Beiram o irracional,
quando matam um Sem Terra.

4.
Quem és tu, torturador,
que tanta dôr desatas,
desanima e maltrata
o humilde plantador?
Negas a classe, traidor,
do povo tudo se gera,
te esqueces devéras,
debaixo de um capacete.
Dá a ordem o Gabinete,
quando matam um Sem Terra.

5.
Em algum lugar da pampa,
ELTON deve de estar,
tranquilo no caminhar,
jeito humilde na estampa.
E algum céu se descampa,
corajem se retempera,
outras batalhas se espera,
dois projetos em disputa.
Não se desiste da luta,
quando matam um Sem Terra.

PEDRO MUNHOZ
Barra do Ribeiro / RS
27.08.09
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Sobre o arquivamento do "Impedimento" da desgovernadora!

Perfeito, não se esperava outra coisa desta corja de cúmplices desta putaria, e esta é a palavra.
Este é o mérito de Yeda Crusius: aflorar o instinto de competitividade, leia-se carnificina, olho grande e ganância entre os ladrões que roubaram nosso dinheiro para benefício próprio e para se perpetuarem no poder. Sob a tutela de deputados da base aliada, jornalistas canalhas e empresários obsequiosos e mudos.

Mas fico feliz; Yeda Crusius e esta corja da direita guasca irão sangrar até o último bilionésimo de segundo de seu lamentável mandato.

E nós, teremos que aprender definitivamente a votar!



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Impixi - 4

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