Caderno de esboço

Floral colorido ( botânica aleatória)
Caneta tinteiro (1999)
Cor eletrônica (2009)
Inédito
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Ilustração

Guri a cavalo
Pincel seco, cabo de pincel ( nanquim)
1998
Desenho que, entre 98 e 2002, foi marca da
Festa Campeira da prefeitura de Porto Alegre (RS).
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Quem é revanchista?


À respeito das indenizações, pensões, bolsas, auxílios para quem foi "vítima" do Governo 64-85:


Decorridos pelo menos 36 anos pode-se olhar para esses fatos como circunscritos à época em que ocorreram. É justo que paguemos, com recursos financeiros e paciência pelas escolhas pessoais pelos envolvidos? Esse vitimismo delirante pode ser utilizado como justificativa para a cupinização do Estado? Quem frequentou masmorras naquele período sabia exatamente que essa possibilidade existia tanto quanto, em maior ou menor grau, a de assumir o poder. De qualquer modo jogaram suas cartas. De modo impróprio hoje se beneficiam do e com o poder. Seria pedir muito que não nos atormentassem com essas desculpas? Façam o que estão fazendo e não percam tempo em justificar atos e falcatruas pois são exatamente o que qualquer um faz em nossa democracia adjetivada. Seja de direita, centro ou esquerda (ou suas combinações e mutações). Esse revisionismo não tem sentido.
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Cuba e o Mito da Medicina




Fidel Castro e Che Guevara:
Os Terroristas Genocidas da América Latina.















A elite dirigente e seus protegidos dispõem de um serviço de saúde especial, dotado de tecnologia de ponta.

Para os outros cubanos, restam hospitais em completa decadência, onde a irrupção constante de pacientes procurando por médicos ou enfermeiros recomendados por um amigo desorganiza todo o sistema de prioridades.
"O regime cubano e seus defensores mencionam o sucesso da "Revolução" na área da saúde. Foram 45 anos de esforços que garantiram acesso gratuito à medicina para todos os cidadãos, a ponto de Cuba registrar indicadores que não deixam nada a desejar aos de países desenvolvidos.

Mas o que as estatísticas não revelam é um sistema de saúde também regido pela penúria, pelo improviso e pela corrupção engendradas pelo regime castrista.
Em 1984, Fidel Castro apareceu com a idéia de converter a medicina geral em especialidade. Criou um projeto que previa "um médico para cada 120 famílias". O objetivo era propiciar cuidados básicos por meio de clínicas geridas por um "médico de família". Dentro de seu perímetro geográfico, eles realizam tarefas administrativas, como compilar estatísticas, e coordenam com os demais centros a assistência complementar a seus pacientes.
Pediatra, ginecologista, generalista e agente administrativo, o sobrecarregado médico de família atende seus pacientes no hospital e precisa inventar remédios, já que falta tudo nas farmácias.

O alho combate a hipertensão, o mamão serve para os problemas digestivos. O médico repete a seus pacientes que não dispõe de antiinflamatórios ou antibióticos e que é preciso "tentar encontrá-los na rua". São sempre os agentes do mercado negro que encontram uma solução, a preço exorbitante.
O problema é mais espinhoso quando o médico pede radiografias ou outros exames. Se há produtos para o exame, é o especialista que não está disponível, ou a primeira data possível é para depois de dois meses.

Teatro de epidemias
Além disso, as verbas destinadas às clínicas dos médicos de família reduziram o orçamento destinado às policlínicas, hospitais e institutos especializados.
No pronto-socorro do hospital de Guantánamo, no leste da ilha, onde Liset, um jovem médico de 29 anos, faz seus plantões, "os dilemas são cotidianos: um aparelho de oxigênio para dois pacientes, um calmante para dois pacientes sofrendo de dor de dente, nada de raio-X ou de exame de sangue".

E se o paciente precisa de uma cirurgia, tem de levar com ele ataduras, guardanapos, sabão, um ventilador, seringas, agulhas e às vezes até a água. Bairros superpovoados, como o centro de Havana, onde as condições de higiene são deploráveis, tornaram-se teatro de epidemias de dengue e leptospirose.
Os médicos no passado desfrutavam da condição de queridinhos do regime.
Nefrologista em um hospital de Havana, S. C. diz que "todos os dias recebemos críticas da população, embora os médicos de Cuba hoje em dia façam milagres".
Um especialista ganha 600 pesos (cerca US$ 23) ao mês e, com a sobrecarga de trabalho, não tem tempo para batalhar por fora e ganhar alguns dólares, algo que todos os cubanos são forçados a fazer para sobreviver.

Há hoje uma massa de médicos mudando de profissão, tornando-se carregadores de malas em hotéis ou garçons em centros turísticos. Muitos deles esperam ser enviados em "missões internacionalistas" para juntar dólares ou sair de vez do país.
Não importa o que aconteça, é preciso manter a fachada e, no curso de visitas oficiais, os hóspedes estrangeiros continuam a ser levados à requintada Escola Latino-Americana de Medicina, enquanto o Partido Comunista e a Segurança do Estado se esforçam mais do que nunca para controlar as estatísticas que fazem de Cuba "uma grande potência médica".
Vincent Bloch, 28, diplomado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris e doutorando em sociologia da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, viveu em Cuba por dois anos.

(Publicado pela Folha de São Paulo)
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Honra ao mérito global


As Organizações Globo anunciaram ontem a venda do Diário de S.Paulo, sua tentativa frustrada de entrar no mercado paulista. Não foi divulgado o valor da transação, mas há motivos bem concretos para se especular que o preço ficou muito abaixo do que Orestes Quércia recebeu em 2001. Segundo a Folha de S.Paulo, naquele ano o negócio foi fechado em RS 200 milhões, com a Globo assumindo dívidas diversas em torno de R$ 100 milhões. “Foi o melhor negócio da minha vida”, disse o ex-governador, que pouco depois, em campanha, usou a boa venda como desculpa para justificar um aumento de 562% em seu patrimônio. Afinal, o jornal foi comprado por ele por U$ 5 milhões, que pessoalmente detinha apenas R$ 330 mil em cotas patrimoniais.

O jornal comprado tinha 116 anos de existência, uma tiragem diária de 120 mil exemplares e liderança em alguns importantes segmentos de classificados. Uma das primeiras medidas dos novos donos foi a mudança do nome, seguindo pesquisas encomendadas e a opinião de publicitários. O título Diário Popular foi limado, Implicaram com o termo “popular”. Disse na época Merval Pereira, diretor da Infoglobo, uma das cabeças do projeto, para justificar a consulta e a mudança:

As pesquisas asseguram que ‘a mudança é segura’ e o novo jornal nasce ‘em sintonia fina’ com os desejos de publicitários e leitores.


Certamente, não foi tão segura. Muitos apontam aí o primeiro erro. E mais disse:

Existe um nicho no mercado paulista entre os leitores de Folha e Estadão, e os dos jornais ‘populares’. Por isso, pensamos atingir basicamente a classe B-2 e uma circulação diária de 300 mil exemplares.


Não existia tal nicho, o jornal teria que ganhar leitores dos grandes jornalões e para isso sempre patinou nas decisões editoriais. O resultado é patético. Sua tiragem hoje está em torno de 55 mil exemplares.

Ontem, Merval Pereira foi homenageado com uma medalha na Universidade de Columbia. Justificaram a escolha por Merval ter atuado em meio às adversidades da ditadura militar (alguém lembra quando e como?) e ajudado a impedir a criação de um Conselho Nacional de Jornalismo. Entendo. Esse negócio de um Conselho, com transparência nos negócios e na prática da imprensa, com o povo olhando para dentro da fábrica de salsichas, é um atentado à “democracia”. Vai pegar mal para futuras premiações de tão antiga e tradicional láurea, que já agraciou jornalistas com os mais notórios compromissos democráticos e sociais, como Roberto Civita, Roberto Marinho, Carlos Lacerda, Otávio Frias Filho, Gilberto Dimenstein, Miriam Leitão, entre outros.
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