Gigante ou anão diplomático?

Lúcia Guimarães, NOVA YORK - O Estado de S.Paulo

JORGE CASTAÑEDA - Acadêmico, político e intelectual mexicano. Autor de Utopia Desarmada e Che, a Vida em Vermelho


Um ex-chanceler e intelectual público disposto a especular - abertamente - sobre deslizes de funcionários estrangeiros e potenciais interlocutores? Para quem ainda pensa em concorrer à presidência do México, a franqueza de Jorge Castañeda demonstra pouca preocupação com calos alheios. Em duas conversas que formam esta entrevista ao Aliás, o autor de livros sobre a história política da América Latina, incluindo biografia de Che Guevara, repete pacientemente suas ideias sobre o cenário instalado a partir da chegada de um hóspede bem trapalhão à embaixada do Brasil na cidade de Tegucigalpa, dias atrás.

"Como é mesmo o nome do número 2 do Itamaraty?", pergunta. "O senhor está se referindo a Samuel Pinheiro Guimarães?", devolve a repórter. "Sim, ele é bem capaz de ter cumplicidade num episódio como esse, agindo na ausência do embaixador brasileiro... Isso é especulação." Procurado pelo Aliás, Pinheiro Guimarães preferiu não polemizar com o mexicano. Mas Castañeda absolve o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim de envolvimento no episódio que marca a volta a Honduras do presidente deposto, Manuel Zelaya: "Isso é coisa de república de banana."

Leia o restante da entrevista, enorme mas interessante, aqui...

Não estão prestando muita atenção à visão do Brasil nessa semana. Não só porque há uma grande agenda a ser enfrentada, mas porque o Brasil não e um líder mundial. E se quiser se tornar um, não pode abrigar Manuel Zelaya, nem ajudá-lo à insurreição.
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Zelaystas tomam controle total de missão brasileira


Deu na Folha de São Paulo...

Texto de Fabiano Maisonnave:

Teoricamente território brasileiro, a embaixada do país em Honduras está praticamente sob a administração de Manuel Zelaya e de seus seguidores. São eles que têm a chave do portão de entrada, que controlam o acesso às salas onde está o presidente deposto e que determinam a função de quase todos os cômodos da casa.

Para entrar na embaixada, instalada numa ampla casa de dois pisos, a reportagem da Folha foi escoltada até a entrada por um policial. Ali, entregou o passaporte a um dos militantes que, com o rosto coberto por lenços, vigiavam de cima de uma laje. Cerca de cinco minutos depois, outro militante devolveu o passaporte e afirmou que a entrada "não estava autorizada no momento".

Depois da insistência do repórter em afirmar que era cidadão brasileiro e de uma consulta ao encarregado de negócios, Francisco Catunda, a porta foi finalmente aberta.

Dentro, uma mulher hondurenha que não quis se identificar disse que "era a encarregada de segurança" e novamente requisitou o passaporte.

No quintal, em meio ao cheiro de gás, militantes e até um jornalista subiam em duas escadas para insultar policiais que ocupam as casas vizinhas.

"Eu estou no Brasil, vocês estão em Honduras", gritava aos policiais, em tom irônico, o americano Andrés Conteris, do site esquerdista "Democracy Now", um dos jornalistas que estão dormindo na embaixada: estão ali uma equipe da Telesur, canal controlado pelo governo Hugo Chávez, três agências de notícias, uma TV salvadorenha e a rádio hondurenha Globo, pró-Zelaya.

Quase ninguém respeita a orientação de Catunda de não insultar policiais e de não andar com o rosto encoberto.

"Vocês não podem aceitar a provocação e reagir. Eu entendo o entusiasmo, mas não podem", disse Catunda a dois militantes. A resposta de um deles foi a gritos: "Mas esses policiais são assassinos, matam a nossa gente nas ruas!".

A conversa se deu numa sala que se transformou numa espécie de escritório de Zelaya. A entrada é controlada por um militante ao lado de um aviso, pregado na parede: "Área reservada. Favor não entrar".

Outro momento tenso entre Catunda e os militantes foi na hora de montar a mesa para a entrevista coletiva: militantes de Zelaya tiraram a bandeira brasileira e a foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sala do embaixador e as dependuraram atrás da mesa onde o presidente deposto se sentaria.

Catunda ordenou que os dois objetos fossem devolvidos imediatamente ao escritório. Os militantes concordaram. No lugar da foto de Lula, colocaram um quadro de propaganda turística do Brasil.


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PSDB diz que é Brazil


Em seminário sobre educação promovido pelo PSDB hoje em Natal, com a presença de José Serra e Aécio Neves, foram distribuídos adesivos com o frase: “PSDB a favor do Brazil”. Percebido o erro, a organização do evento correu para pedir que os participantes retirassem o adesivo.

Vai de vento em popa a campanha tucana. Mas convenhamos, tem todo o jeito de ser ato falho.

Fonte: nominuto.com
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O Imperialismo Megalonanico



O pintinho imperialista da capa de Veja de hoje está FANTÁSTICO.

Vale conferir a matéria: AQUI e AQUI


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Uma visão muito peculiar sobre a homossexualidade.

Veado Pantaneiro

Desde que conheci o ministro Carlos Minc, em 1986, quando ele candidatou-se pela primeira vez à Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro, achei-o uma grande figura. Com o seu estilo performático e midiático e com o seu jeitão de hiponga velho, ele tornou-se um dos mais atuantes deputados do estado, defendendo, de forma equilibrada, tanto as bandeiras ambientais, quanto uma série de outros temas de interesse dos cidadãos. Recentemente, ele revelou uma nova faceta ao assumir a Secretaria Estadual do Meio-Ambiente, destacando-se como um excelente gestor, que conseguia aliar a defesa do meio-ambiente com projetos de desenvolvimento econômico do estado, sem cair nas armadilhas do preservacionismo ingênuo ou do ecoxiismo . Por conta desta atuação, ele chegou ao ministério do meio-ambiente e, rapidamente, tornou-se uma das figuras mais destacadas do atual governo. Esta semana, minha admiração por ele aumentou, por conta da sensacional resposta que deu a um comentário extremamente escroto proferido pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Por conta do debate em torno do plantio da cana e da construção de usinas de álcool na região do Pantanal, o nobre governador chamou Minc de veado e maconheiro. Para completar, no mesmo dia, ao ser interpelado sobre o que faria se o ministro aparecesse no estado, Puccinelli soltou a seguinte pérola : “Se ele viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública”. A réplica de Minc foi lapidar: “Ele tem uma visão muito interessante sobre homossexualidade: eu é que sou veado e ele é quem quer me estuprar em praça pública”, acrescentando logo a seguir: "Ele deve examinar e tratar com mais carinho o homossexualismo que existe dentro dele próprio". Sei não, mas se este bofe pantaneiro, metido a machão e com arroubos de violência, aparecesse em certos bares da Lapa, iria fazer um enorme sucesso!

Em tempo: Os organizadores da próxima Parada Gay do Rio de Janeiro resolveram escolher como seu símbolo o Veado Pantaneiro. Vai ser a glória para a mona matogrossense!
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