Editorial de Wall Street Journal


Nem tudo está perdido. Editorial do Wall Street Journal põe as coisas no seu devido lugar. Segue o texto original em vermelho. O jornal diz o óbvio: dado o quadro, a única solução, que evita a violência, é Zelaya se entregar às autoridades do seu país, para que seja julgado. Vocês verão que o jornal, de fato, atribui aos EUA a responsabilidade pelo impasse. E está certo. Um texto como este do WSJ é quase impossível na grande imprensa brasileira. É que somos muito plurais, entendem?

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After nearly three months in exile, Manuel Zelaya, the deposed president of Honduras, made a stealth return to Tegucigalpa on Monday, taking sanctuary in the Brazilian embassy. He is now using this diplomatic sanctuary to demand reinstatement and stir up his supporters in the streets. This is a dangerous moment, and if violence breaks out the U.S. will bear no small part of the blame.
Depois de quase três meses no exílio, Manuel Zelaya volta a Honduras. refugia-se na embaixada brasileira e passa, dali, a comandar os atos em favor de sua reinstalação no poder, incitando seus apoiadores a tomar as ruas. Se a situação degenerar em violência, a responsabilidade dos EUA não será pequena.

Mr. Zelaya was deposed and deported this summer after he agitated street protests to support a rewrite of the Honduran constitution so he could serve a second term. The constitution strictly prohibits a change in the term-limits provision. On multiple occasions he was warned to desist, and on June 28 the Supreme Court ordered his arrest.
O jornal lembra que ele foi deposto depois de incitar um movimento em favor da mudança da Constituição, que poderia lhe dar um segundo mandato, o que a Constituição proíbe de modo claro. O texto observa que ele foi advertido muitas vezes a desistir de seu intento, até que foi deposto por decisão da Suprema Corte.

Every major Honduran institution supported the move, even members in Congress of his own political party, the Catholic Church and the country’s human rights ombudsman. To avoid violence the Honduran military escorted Mr. Zelaya out of the country. In other words, his removal from office was legal and constitutional, though his ejection from the country gave the false appearance of an old-fashioned Latin American coup.
Sim, vocês já leram algo parecido, hehe. O WST observa que as instituições hondurenhas apoiaram a deposição, inclusive membros de partido de Zelaya, a Igreja Católica e observadores de entidades que defendem os direitos humanos. Para evitar a violência, os militares tiraram Zelaya do país. Ocorre que esse ato deu a falsa impressão de que sua deposição tinha sido ilegal e remetia à velha tradição latino-americana de golpes de estado.

The U.S. has since come down solidly on the side of-Mr. Zelaya. While it has supported negotiations and called for calm, President Obama and Secretary of State Hillary Clinton have both insisted that Honduras must ignore Mr. Zelaya’s transgressions and their own legal processes and restore him as president. The U.S. has gone so far as to cut off aid, threaten Honduran assets in the U.S. and pull visas to enter the U.S. from the independent judiciary. The U.S. has even threatened not to recognize presidential elections previously scheduled for November unless Mr. Zelaya is first brought back to power-even though he couldn’t run again.
O texto observa que os EUA apóiam Zelaya desde sempre. Enquanto pediam negociação e recomendavam calma, Obama e Hillary Clinton insistiram que Honduras deveria ignorar as transgressões de Zelaya à ordem legal e reinstalá-lo no poder. Os EUA chegaram ao ponto de cortar a ajuda a Honduras, com a suspensão de vistos. O editorial lembra que os EUA já anunciaram que não reconhecerão o resultado das eleições de novembro, que já estavam marcadas.

This remarkable diplomatic pressure against a small Central American ally has only reinforced Mr. Zelaya’s refusal to compromise short of a return to the presidency, with all of the instability and potential for violence that could involve. It also probably encouraged him to gamble on returning to Honduras on Monday, figuring even that provocation won’t endanger U.S. support. And so far it hasn’t.
Esta incomum pressão diplomática contra o pequeno país da América Central colaborou para que ZeLaya recusasse qualquer compromisso para retornar à Presidência, a despeito do potencial de instabilidade e violência que tal comportamento carregava. Isso também o encorajou a retornar ao país, apostando que a provocação não poria em risco o apoio que vem recebendo dos EUA. E não pôs mesmo.

Now that he is back, Mr. Zelaya and his allies aren’t calling for calm. His supporters have flocked to Brazil’s embassy with cinder blocks, sticks and Molotov cocktails. “The fatherland, restitution or death,” he shouted to demonstrators outside the embassy. In anticipation of trouble and with concern for public safety, President Roberto Micheletti announced a curfew. But when police tried to enforce the curfew, the zelayistas resisted and there is now a Honduran standoff.
Zelaya e seus seguidores estão agitados. Tomaram a embaixada brasileira e portam coquetéis Molotov. E de lá conclamam: restituição ou morte. Micheletti anunciou o toque de recolher, mas os seguidores de Zelaya resistiram. E Honduras está num impasse.

On Monday Mr. Zelaya said he owed his return and political survival to “the support of the international community.” He’s getting support from Nicaragua’s Sandinista President Daniel Ortega, the former guerrilla group FMLN in El Salvador, and especially from Venezuelan President Hugo Chávez. But let’s face it: None of that support would mean very much without the diplomatic and sanctions muscle of the U.S.
Na segunda, Zelaya afirmou que ele deve seu retorno e sua sobrevivência política ao apoio da comunidade internacional. Ele está se referindo ao apoio do sandinista Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, da FMNL, ex-grupo guerrilheiro de El Sabador, e especialmente de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. MAS QUE FIQUE CLARO: NENHUM DESSES APOIOS TERIA VALIDADE SEM AS FORTES SANÇÕES DIPLOMÁTICAS APLICADAS PELOS ESTADOS UNIDOS.

If the U.S. didn’t know about Mr. Zelaya’s stealth return, it ought to feel deceived and drop its support. Now that he’s back in Honduras, the best solution to avoid violence would be for the U.S. to urge Mr. Zelaya to turn himself over to Honduran authorities for arrest and trial.
Agora que Zelaya está de volta, a melhor solução para evitar a violência é os Estados Unidos insistirem firmemente para que ele próprio se entregue às autoridades hondurenhas, para que seja preso e julgado.


Reinaldo Azevedo

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Honduras: Governo Brasileiro tomou medidas "estranhas"


Tegucigalpa, Honduras

El opositor Partido Popular Socialista, PPS, pidió al gobierno brasileño que aclare cómo Manuel Zelaya, depuesto presidente de Honduras, llegó a la embajada de Brasil en Tegucigalpa, pues pudo tratarse de una “interferencia en asuntos internos”.

El presidente del PPS, Roberto Freire, declaró que “como no se trata de un asilo, lo que parece haber ocurrido es una participación de la diplomacia brasileña en una acción clandestina y en una clara interferencia en asuntos internos de otro país”.

Según Freire, Brasil “ha ofrecido su espacio soberano en Tegucigalpa” para la definición de asuntos políticos internos de Honduras, lo que calificó de “insólito e peligroso”.

Apuntó que podría haber señales de que la diplomacia brasileña ha comenzado a actuar dentro de un modelo que siempre ha condenado.

Freire opinó que “si Zelaya fuera un asilado normal, todo estaría garantizado por las normas y tratados internacionales”, pero que, en este caso, se trata de “una persona que no ha requerido un salvoconducto y está en Honduras para interferir en la política interna”.

Por su parte, el diputado Raúl Jungmann, también del PPS, anunció que esa formación pedirá al Congreso que investigue si el gobierno ha colaborado con el regreso de Zelaya a Honduras.

Le dieron “la bienvenida”

El canciller de Brasil, Celso Amorim, aseguró que la presencia de Zelaya en la embajada de su país crea “un hecho nuevo”, pero aseguró que él y el presidente Lula da Silva se enteraron después de que el presidente depuesto se refugiara en la embajada.

Según Amorim, en Brasil nadie sabía lo que estaba por ocurrir, sin embargo, el presidente Da Silva reveló anoche las razones políticas que llevaron a dar “la bienvenida” al presidente depuesto Zelaya Rosales.

Todo ocurrió en Nueva York, durante un discurso transmitido por el canal de noticias brasileño Globo News, donde dijo: “No podemos aceptar más un golpe militar”.

Lula llamó a Estados Unidos a actuar en forma conjunta para preservar la democracia en la región.

“Creo que la posición de Estados Unidos y de Brasil es importante porque fortalece la democracia en nuestro continente”, subrayó.

Para el presidente brasileño no cabe entregar a Zelaya como reclamó el presidente constitucional Roberto Micheletti. “No tenemos el derecho de aceptar que alguien se crea con derecho para sacar de su cargo a una persona elegida democráticamente.

Horas antes, el hondureño Roberto Micheletti le había exigido a Brasil que entregue al presidente depuesto Manuel Zelaya, refugiado desde media tarde del lunes en la embajada de Brasil.

Se comunicó con la OEA

El ministro se apuró a comunicarse con el secretario general de la Organización de Estados Americanos, OEA, Miguel Insulza, para pedirle que vele por la seguridad de la sede diplomática brasileña. Micheletti responsabilizó a Brasil por cualquier acto de violencia que pueda suceder en la sede de la embajada de Brasil en Tegucigalpa.

La Prensa.hn
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PT barra blogueira cubana no Brasil.


O PT está fazendo de tudo, nos bastidores, para impedir a vinda de Yoani Sánchez, a blogueira do Generación Y, para lançar o seu livro " De Cuba com Carinho", no Brasil.Yoani já teve o visto negado três vezes só este ano.Sérgio Guerra (PSDB-PE) protocolou um pedido na embaixada de Cuba e Demóstenes Torres (DEM-GO) tenta aprovar hoje um convite formal do Senado brasileiro a Yoani, como forma de pressionar Havana. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria manifestado sua intenção de intervir na diplomacia cubana.

"Não tenho esperanças de viajar. Viajo virtualmente no blog",
resigna-se Yoani. "Mas é a primeira vez que políticos tentam me levar a um país e fico feliz que seja o Brasil." O blog está aberto para lançarmos uma campanha para trazermos Yoani ao país. Nem que seja para mostrar ao mundo o quanto existe de falso e mentiroso na democracia premiada de Lula, que defende Cuba e amordaça Honduras.

A blogueira cubana Yoani Sánchez, do Blog Generación Y,está proibida de sair de Cuba. Políticos e intelectuais brasileiros estão tentando, junto à ditadura castrista, obter um visto para que a blogueira possa viajar ao país para lançar o seu livro, em outubro próximo. O PT, que protege o bandido " escritor" Cesare Battisti está agindo nos bastidores para que o visto não seja concedido. Todos sabemos que não adianta pressionar uma ditadura como a cubana. Mas podemos pressionar o Lula que não lê e o seu PT que apóia a sanguinária ditadura de Cuba. Assinando esta petição, estaremos dando apoio e força aos parlamentares brasileiros. Mais do que isto: estaremos protegendo a vida de Yoani Sánchez, cada vez mais ameaçada pelo regime assassino dos irmãos Castro. Assine e divulgue.

Cuba Libre! Viva a Democracia! Força à Blogosfera!

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Itamaraty: Nunca antes na história deste país! Sucessão de fracassos diplomáticos.


Caros, escrevo “quase” porque não conseguirei listar todas as bobagens de Celso Amorim. Tudo o que sabemos sobre o valente esconde, com certeza, uma obra bem mais volumosa.

Amorim conduziu o Brasil a mais uma derrota, agora na Unesco. Farouk Hosni, o egípcio anti-semita que queimaria pessoalmente livros em hebraico se os encontrasse nas bibliotecas do Egito, perdeu a disputa pela secretaria-geral na Unesco para a búlgara Irina Bukova. Para apoiar Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Vale dizer: Amorim chutou a vitória e escolheu a derrota por motivos políticos e ideológicos.

No caso da Unesco, Amorim acrescenta mais uma derrota a uma coleção. No caso de Honduras, mais uma bobagem a uma penca. Leitores pedem que eu lembre os outros desastres. Escrevi a respeito no dia 25 de maio, começando pela Organização Mundial do Comércio. Leiam:
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Derrota de Ellen Gracie? Não, é claro! Mais um vexame protagonizado por este incrível fanfarrão chamado Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, este verdadeiro Apedeuta Ilustrado do Itamaraty, só que sem o carisma e a sorte do original. Agora resta ao Brasil tentar vencer uma parada internacional apoiando um anti-semita para a Unesco, que conta com o repúdio de boa parte do mundo civilizado.

A política externa brasileira é uma vergonha histórica, embora conte com o beneplácito de boa parte do jornalismo, que caiu na conversa do protagonismo brasileiro, como se isso fosse obra do Itamaraty. Não faltará energúmeno lambe-botas para dizer que a derrota só aconteceu porque estão com medo de nós. É a nossa forma de brilhar no mundo. No subcontinente, os companheiros sacaneiam o Brasil, e o país aceita porque acha que tem essa obrigação com os mais pobres. Quando a disputa, então, envolve interesses dos países ricos, a gente se dana de novo porque estariam tentando impedir a nossa ascensão. O jeito de o Brasil ser grande, como vêem, é sempre tomando na cabeça. Lula é mesmo “o cara”, e Celso Amorim é seu “carinha”.

Amorim, há dias, disse que a Unesco - onde um brasileiro poderia ser eleito sem qualquer dificuldade - não era prioridade, e sim a OMC. Pronto! Não levamos a OMC. Mais um desastre numa série de desastres. E notem que a China, a quem o Brasil concedeu status de economia de mercado, o que é piada, ficou, mais uma vez, contra nós. Lula esteve lá por esses dias. Com os resultados que se vêem. Não conseguiu nem fazer o acordo da carne, como se esperava. Vendeu uns espetinhos de frango…

Os chineses também deram um pé no traseiro do Brasil na questão do Conselho de Segurança da ONU. Propuseram: “Vocês nos reconhecem como economia de mercado, e nós defenderemos o pleito de vocês”. Amorim, o bobo da turma, concordou: “Tá bom, então você primeiro”. Quando os companheiros conseguiram o que queriam, o nosso Gigante se animou: “Agora é minha vez”!!!.E os chineses pularam fora. Deram no pé. Não quiseram saber. E passaram a lutar contra a ampliação do Conselho de Segurança da ONU. A política do troca-troca de Amorim é assim: ora o Brasil fica por baixo, ora o adversário fica por cima. Mas o homem é bom de lábia: tem até porta-voz informal na grande imprensa que escrevem textos oxigenados cantando as suas glórias de grande articulador.

Querem saber mais bobagens e derrotas deste gigante? Neste blog, no dia 12 de janeiro:

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, é certamente a figura mais patética que já ocupou a cadeira de titular do Itamaraty. O gigante fez Lula acreditar que entende perfeitamente como funciona o mundo. O ministro fez parecer ao Apedeuta que os conflitos internacionais são como uma partida entre o Corinthians e o Palmeiras ou como uma negociação entre sindicalistas e empresas. Amorim - e, pois, o Brasil - foi derrotado em todos, rigorosamente todos, os embates internacionais em que se meteu. Querem um resumo dos desastres?

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!!

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou emplacar João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil - do Mercosul, apenas um: a Argentina.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio. O Babalorixá deixou de visitar a única democracia da região: Israel.

CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur. Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito do assunto.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.

E não esqueçam
Isso tudo sem contar, é claro, a facilidade com que os países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, o Beiçola de Caracas vai fazer parte do Mercosul. A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

Nunca antes na história do Itamaraty.



Reinaldo Azevedo

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Honduras: 3 mortes sob a responsabilidade do Sr Luis Inácio da Silva

TEGUCIGALPA - A polícia de Honduras informou nesta quarta-feira, 23, que um homem que ficou ferido nos distúrbios de terça-feira à noite em Tegucigalpa morreu num hospital da capital. O porta-voz Orlin Cerrato disse aos jornalistas que hoje foi confirmada a morte de um homem não identificado.As causas do óbito ainda estão sendo investigadas. Até agora três pessoas morreram nos distúrbios.

Mais cedo, o governo de facto de Honduras suspendeu por algumas horas o toque de recolher instaurado no país depois do retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, para que a população possa se abastecer de alimentos e outros produtos básicos. Enquanto isso, centenas de soldados e policiais antidistúrbios mantiveram o cerco à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, sua família e um grupo de 40 partidários estão alojados desde segunda-feira.

As autoridades do governo de facto hondurenho prenderam e desalojaram 113 partidários de Zelaya por participar na noite de "atos de vandalismo" em pelo menos 50 pontos da capital. Segundo a Secretaria de Segurança, um posto policial foi incendiado e houve saques a supermercados, negócios, restaurantes e bancos. Uma pessoa foi ferida à bala, afirmou o delegado Orlin Cerrato.

Os quatro aeroportos internacionais continuam fechados, pelo terceiro dia consecutivo. Centenas de efetivos de segurança, alguns mascarados e outros portando armas automáticas, cercaram uma área ao redor do prédio da embaixada do Brasil onde Zelaya se refugiou com a família e um grupo de 40 partidários.

O presidente de facto fez questão de ressaltar que o toque de recolher só foi suspenso temporariamente porque as condições de segurança no país assim permitiram. "Mas não serão permitidas reuniões de mais de 20 pessoas. A polícia e os militares estarão nas ruas para manter a ordem", disse Micheletti ao canal 10, da rede de televisão local.


Estadão


Zelaya afirmou ao canal de TV venezuelano Telesul que o governo golpista planeja invadir a embaixada brasileira nesta noite. No entanto, ele disse que o plano não foi executado devido à intermediação da comunidade internacional. "Atacariam a embaixada (do Brasil) e declarariam um suicídio de minha parte, mas esclareço que José Manuel Zelaya não está se suicidando", afirmou o líder deposto de Honduras, em entrevista por telefone à rede de televisão argentina TN.
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Hoje pela manhã Lula pediu uma força de paz da ONU para pacificar Honduras. Depois desta declaração do Zelaya, deveria pedir apenas uma camisa de força para o seu querido hóspede. Vocês não acham que Lula deveria conceder asilo para o Zelaya e botá-lo a morar na Granja do Torto? Aí todos os dias ele poderia acordar pertinho do amigo, ver aquele bigodão, aquele chapelão...Ei, Lula, leva o Zelaya para você.




A foto não poderia ser mais reveladora. Uma partidária de Zelaya, usando orgulhosamente uma camisa do Brasil, saqueia um supermercado em Tegucigalpa. Uma justa homenagem ao Brasil que protege Manuel Zelaya como hóspede dentro da sua embaixada, de onde incentiva seus seguidores a roubar, assaltar e confrontar o estado de direito. É Lula avalizando o caos e contribuindo de forma decisiva para acender o estopim de uma guerra civil em Honduras.
Tegucigalpa,

Honduras

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Un joven carga un respaldar de una cama seguido por varios amigos con los que bromea; una señora llena una caja de víveres en medio de escombros de un supermercado.

La gente se detiene frente a una cadena de tiendas mexicana de electrodomésticos y comenta en serio y en broma los sucesos de la noche del martes en Honduras.

"Mire compa –dice un vecino- aquí el que no se llevó algo fue por dormido, porque todo mundo lleva su cosita". Una señora, de unos setenta años y con ropa de dormir, no deja de hablar y con lujo de detalles narra la violencia y el saqueo de tiendas y supermercados: "eso jamás se había visto, que cosa más horrible, los hondureños no hemos sido así".

La zona de El Pedregal, al suroeste de la capital, parece más bien una zona de guerra. Los simpatizantes del presidente depuesto Manuel Zelaya Rosales no permitieron la noche del martes el ingreso de la fuerza policial y ellos y otros que aprovecharon las circunstacias saquearon un banco mexicano –Banco Azteca-, una tienda de electrodomésticos mexicana – Elektra- un supermercado de capital guatemalteco –La Despensa Familiar- un centro de venta de telefonía celular de capital irlandés –la empresa Digicel.

Los amos y señores de este sector de la capital fueron los simpatizantes del depuesto presidente Zelaya, quienes incluso desarmaron a unos guardias de seguridad y luego procedieron a abrir por la fuerza estos negocios.

Unos lo llaman vandalismo, saqueo, pero la llamada “Residencia del Golpe de Estado", una organización que aglutina a las fuerzas que apoyan a Zelaya, le llama de otro nombre.

Efectivamente, la llamada resistencia ha sacado un comunicado para justificar esta acción y ha señalado que se trata de “autoabastecimiento de la población ante la carestía de alimentos”.

El problema es que el vandalismo no solo arrasó con la comida de los supermercados sino que asaltó la caja de la agencia bancaria y se llevó unos 500 mil lempiras en efectivo (unos 26 mil dólares), pero también se llevaron refrigeradoras, televisores plasma, computadoras, lavadoras, secadoras, que obviamente no son alimentos.

"Mire compa, aquí todo mundo se llevó algo", dice un hombre que temprano acudió a la zona de guerra, vestido en camiseta blanca, pantalón corto y en sandalias.

El país ha vivido en las últimas 48 horas un toque de queda, impuesto por el gobierno de Roberto Micheletti, tras el internamiento de forma clandestina del depuesto mandatario Manuel Zelaya Rosales, quien se encuentra refugiado en la embajada de Brasil.

Desde la terraza del edificio, Zelaya ha arengado a sus seguidores proclamando: patria, restitución o muerte.

Y no es exagerar decir que el ambiente en la zona de El Pedregal es de un ambiente de postguerra: un camión dado vuelta, motocicletas destruidas, piedras regadas en las calles, papeles que tapizan las calles, barricadas por aquí, barricadas por allá. Un tenue humo que sale de los contenedores de basura pinta la zona como un paisaje lúgubre, triste.

Una madre camina con sus dos hijos tomados de la mano y ella mira de reojo el saqueo al supermercado, un enfermo alcohólico haciendo zig-zag como eludiendo cada piedra en su camino, pero como que anduviera en otra órbita, unos jóvenes que van saliendo del interior del supermercado con cara de asustados cuando ven a los periodistas.

De pronto a los carros de los periodistas, se suma el de una patrulla de la policía. Se bajan unos agentes, protegidos con chalecos antibalas y sus fusiles. Miran su alrededor, impotentes y logra exclamar: "Si nosotros hubiéramos entrado anoche, a estas alturas estaríamos todos de luto".

Los vecinos cuentan que solo fue hasta en horas de la madrugada que la policía entró a la zona, cuando ya no había qué rescatar ni salvar nada.


El Heraldo.hn

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